Ace of Hearts

8 02 2010

Aí que eu to o fim de semana todo ensaiando pra fazer um post muito sério, sobre uma coisa muito séria que aconteceu sexta-feira de madrugada. E não to sendo irônica. Acontece que eu não sei se consigo, nem sei se quero conseguir. A hora que eu não ficar enjoada e com vontade de chorar só de pensar quem sabe eu fale a respeito.

Por enquanto vamos manter a futilidade e vagabundagem em primeiro plano. Porque né, no fim das contas eu não passo de uma pessoa de massa encefálica limitada que perde uma média de 100 neurônios por noite durante os 3 meses que o BBB fica no ar e cujo passatempo favorito consiste em estourar plástico bolha.

Eu continuo tão sem assunto quanto semana passada. O carnaval é semana que vem, meu aniversário é daqui 15 dias e eu não tenho a mais vaga idéia do que fazer em nenhuma das duas ocasiões. To aqui com a melhor sequência de print screen EVER e não posso postar porque seria dar pala demais e né, não to afim.

E porque esse post com esse título, você me pergunta. Bom, isso é simplesmente porque esse post não diz nada com nada e eu acabei de ler pela segunda vez O Dia Do Curinga, um dos meus livros favoritos, e cheguei à conclusão de que eu sou o Ás de Copas.

Então o que me resta? Além de ficar estourando plástico-bolha, claro.

Bom, tá no ar mais uma edição do podiquésti de menor audiência de todos os tempos (ninguém nem ouve né, eu fico postando porque sou desocupada MESMO I guess).

Fora isso, toma pra vocês o formulário mais útil que eu já vi na minha vida. Em tempos que a psicopatia tá tão em voga, sempre bom ter um desses à mão. #FIKDIK

Fora isso me resta dizer o que? Nada né?

Então tá. Fica aquele meu caloroso beijo pra cena gay brasileira que curte demais semear a discórdia. E não, eu não to me referindo ao Big Brother dessa vez.

Não se esqueçam amigues: vocês podem me responsabilizar por toda a tragédia do mundo, mas no fim do dia SÓ JESUS SALVA!





Welcome To The Jungle

1 02 2010

Eu tinha começado a elaborar uma teoria quando ainda trabalhava em produtoras de som, que demonstrava que o meio publicitário nada mais é do que uma representação do reino animal. De um ecossistema em desequilíbrio, obviamente. E como hoje é dia do publicitário, nada mais justo que retomá-la

Biologia elementar: plantinhas são comidas por animais herbívoros, que são comidos por animais carnívoros, que são comidos por seres humanos, que são comidos por vermes. QUER DIZER, praticamente uma suruba. E os vermes estão no topo. Olhando por esse aspecto você já tem uma descrição bastante precisa da publicidade, porém cabe aqui elaborar um pouco mais sobre as intrincadas relações entre os integrantes.

No fim da cadeia alimentar temos a produtora de som. Eu sou fiel às minhas origens, e não tem como negar que eles são a base da piramide. Não representam uma ameaça aos outros componentes do ecossistema, pois alimentam-se de luz enquanto esperam a montagem chegar para sonorizar. Dentro da produtora de som temos obviamente subdivisões. Atendimentos são plantas carnívoras devoradoras de produtores e coordenadores, sendo que esses últimos são o fim do fim do fim
No andar superior, a produtora de vídeo. Como rebanhos de ovelhas, vacas ou animais ruminantes em geral, eles recebem um briefing, ruminam, devolvem um monstro, ruminam de novo, devolvem a montagem, ruminam e ENFIM, após um longo processo mastigativo produzem o material necessário, que na natureza seria o equivalente a leite, ou lã…. Ou merda mesmo.
Daí partimos para os carnívoros, a agência. Na verdade, tanto RTVs quanto produtores são híbridos. Não podendo se alimentar exclusivamente de produtoras, visto que delas depende sua sobrevivência, são como Krill. Ou seja, estão presos a agência de forma a não serem devorados, mas apesar de alimentarem-se de outras espécies, são responsáveis pela manutenção do equilíbrio do meio ambiente em que estão inseridos (leia-se, fazem o meio de campo entre o ego do criativo e o ego das produtoras).
Acima disso temos os criativos, animais raivosos, selvagens e bizarros. Criativos sentem-se os reis da selva, distribuindo inclusive leões entre si como prêmios, simbolizando esse delírio de grandeza. Porém, criativos não passam de hienas. Alimentam-se de carniça (também conhecida por pizza portuguesa), riem sem motivo aparente e de forma um tanto quanto perturbadora e tem hábitos sorrateiros e noturnos. Ainda assim, são extraordinários predadores, capazes de dizimar matilhas de animais herbívoros da savana (também conhecidos como estagiários). Diretores de criação, apesar do nome indicar pertencer à mesma categoria das hienas previamente citadas, na verdade são como lobos. Machos-alfa (mesmo quando mulheres), sua ordem é a que prevalece, independente dos interesses da matilha como um todo.
Numa outra categoria estão os atendimentos, cheetas rápidas e traiçoeiras que ameaçam a existência das hienas, dos krills e de todo o reino vegetal.
Lado a lado com eles convivem os animais peçonhentos, as jibóias que conhecemos por CLIENTES. Engolem animais de grande porte sem sequer mastigar e depois passam meses sentados digerindo a presa. Meses. Sem se movimentar. O curioso é que jibóias sequer usam de artimanhas para dar o bote, apenas esperam a aproximação de sua vítima para então abrir suas mandíbulas assassinas em todas as direções e deglutir  friamente um animal que desavisadamente pastava (caso herbívoro) ou espreitava para a caçada (os carnívoros), sendo que esse último caso é mais comum, recorrente.


FELIZ DIA DO PUBLICITÁRIO!

Não importa em que parte dessa cadei você se encaixe, você COM CERTEZA merece parabéns.





Darwinismo Problemático Pt.1

27 01 2010

Ok, to virada desde ontem e hoje vou virar de novo. Mas fiz uma pausa pra não enlouquecer.

Começa hoje uma série de análise sobre os diversos tipos de problemáticos que habitam a superfície do planeta Terra. Porque claro, eu não sou a única. E considerando o índice de gente que acessa esse blog jogando “eu tenho problemas” no google, o número é bem maior do que eu imaginava.
Essas análises são fruto de observação cuidadosa dos tipos que eu conheci. Obviamente eu não vou citar nomes. A não ser o meu, é claro, que inaugura a série. E como o blog é MEU, eu vou batizar a categoria com o MEU nome

Tipo 1: Problemático do tipo TATE (também conhecido por Problemático JOSELITO)


O problemático TATE é bem representado pelo filme acima. Exceto pela parte que a estupidez desse problemático não é um emblema de sua genialidade oculta, muito menos uma filosofia de vida. Ou seja, esse problemático não passa de um débil mental inconsequente e irracionalmente confiante. Achando que é invencível, imortal e com um sério complexo de super-herói, terá as idéias mais estúpidas e, impulsivo/bebum que é, levará tais idéias a cabo, pensando nos possíveis resultados de suas ações ENQUANTO as executa, naquele momento em que, bem, não dá mais pra voltar atrás.
Eventualmente o problemático TATE se dá bem. Mas estatisticamente falando, ele sai com incontáveis fraturas e ressacas morais e eventuais e ínfimos lucros.
Esse tipo de problemático já apresenta sintomas de transtorno mental desde a mais tenra idade.
Você identifica um problemático do tipo TATE já no Jardim de Infância.
Aquela criança DDA que não se envolve nas atividades e vive num mundinho de autismo. A seguinte foto ilustra o conceito.

Observe que todas as crianças observam os movimentos do palhaço, enquanto eu (a grifada) aparentemente acho muito mais interessante comer minha mão.

Durante o seu processo de crescimento, o problemático TATE não acredita muito em interações sociais e prefere a companhia de livros e músicas impróprios para sua idade, se tornando a típica criança espertalhona que faz comentários ácidos nos momentos mais inconvenientes possíveis.

Porém, durante os primeiros anos de sua adolescência, o problemático encontrará aquele que será seu mais fiel companheiro nos anos subsequentes: o ETANOL.
Essa substância tornará o problemático uma critatura mais expansiva, aproximando-o assim de seus pares. Aproximando-o ATÉ DEMAIS.

Ainda assim, o problemático TATE mantém traços de seu comportamento autista, em surtos de fobia crônica de seres humanos. É incapaz de manter relacionamentos estáveis, ao que consta nas crônicas de pesquisadores.

O que categoriza um problemático TATE porém, não é essa série de comportamentos incompreensíveis mesmo para seus maiores estudiosos. A característica mais marcante dessa espécie de problemático é que ele aparenta não possuir noção nenhuma do perigo, em aspecto nenhum de sua vida, colocando-se em situações de perigo eminente sempre que estas se apresentam como alternativa.

Capaz de passar dias sem dormir, sem se alimentar direito e ingerir quantidades cavalares de estimulantes associados ou não ao etanol, arrumando problemas com nativos de outras raças de porte maior, sem procriar, tendo como hobby atividades aparentemente suicidas e causando danos irreversíveis por onde passa, é um milagre que não estejam ainda em extinção

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E aproveitando essa vibe bonita e elegante, já que a minha espécie é viciada em música, mais um PÓDIQUÉSTI selecionado no ar!

Aguardem cenas dos próximos capítulos.





Eu Prefiro The Doors

26 01 2010

Mentira, falei isso só pra causar discórdia.

Eu AMO The Doors e passei uns bons dois anos sonhando que ia casar com o Jim Morrison. Mas essa fase passou e hj em dia eu prefiro ir pra buatchy fazer a linha Wilson, a bola de vôlei do náufrago.

Na verdade eu fiz essa colocação polêmica como referência a meu fim de semana, que foi praticamente aquela prova de resistência do primeiro dia do BBB. E muito embora eu tenha aguentado bem, eu não ganhei a imunidade no final.

QUÉ DIZÊ, a Fani não vai entrar na casa.

#uhunovaiguaçu

Huahuahuahuahuaha. Tá bom, parei.

Eu to sem assunto. Tenho que terminar concorrência hoje e não fosse isso suficiente tô com uma gripe escrota e esses trocadalhos podem bem ser resultados de delírio de febre.

Nah, quem eu quero enganar. Eu sou infame mesmo, podia ser pior.

Quando acabar o caos aqui eu volto e posto direito. Pelo momento, divirtam-se baixando The Boy Who Knew Too Much. Porque Mika é sim a melhor coisa que aconteceu nos últimos tempos.

(Desculpa Lady Gaga. Eu ainda te amo. Vem pro Brasil.)





Sorte No Jogo

22 01 2010

Você sabe como é né?

Você tá ali, sem fazer nada, sem pensar em nada, sóbria inclusive (o que é muito raro) e de repente você começa a fazer associações. As peças se encaixam, o mundo aparentemente segue uma ordem lógica e até que a vida faz sentido.
Muito bem, isso se chama DISTRAÇÃO.
As coisas NÃO se organizaram assim magicamente.
A sua vida NÃO tomou um rumo.
Você NÃO entrou num plano existencial superior.

Citando um dos maiores filósofos do século XXI, Cumpádi Washington:
“Pau que nasce torto nunca se endireita”

Isso não quer dizer que sua vida será uma merda até o fim dos seus dias miseráveis. Não faz a Maria do Bairro que a Televisa não tá contratando.

O que eu quis dizer é que se você parar pra prestar atenção, você vai ver que o caos continua ali de braços abertos para você. Estaticamente, você continua com as mesmas (altas) probabilidades de se fuder lindamente, de se apaixonar loucamente (que dá na mesma), de perder tudo que apostou. E ahhhh você tá apostando. Pode parecer que não, mas você tá. E alto.

Citando um dos maiores clichês da humanidade:
“Sorte no jogo, azar no amor”
Ou vice-versa.

Mas
Citando meu óraculo de sabedoria infalível, Vovó:
“O que você não tem de juízo, você tem de sorte”.
Então FODA-SE que hoje começa meu inferno astral.
FODA-SE que a minha atual sorte é nada mais que resultado da progressão do meu DDA a níveis desconhecidos pela humanidade!
Eu vou arriscar.
YES WE CRÉU





I Bet You Look Good On The Dancefloor

15 01 2010

Engraçado, eu achei que ia postar menos e acaba que eu to postando mais nesse meu período semi-offline. Incrível como um mínimo de organização pode ser produtivo.

Queria dizer aqui que eu to AMANDO o BBB. Vejo mesmo e odeio quem paga de culto e finge que não assiste. Quem não gosta mesmo eu respeito, tipo minha avó. Mas ela curte assistir a TV Senado, então não acho que ela sirva de parâmetro pra ninguém. Agora, nego que fala um monte, que não tem conteúdo, que é manipulado e imbecilizante, e de noite liga lá pra ver o Bial semeando a discórdia entre os participantes… Bom, esse tipo de gente não merece nem ser detonado pela minha pessoa. TODO MUNDO sabe que não tem conteúdo, que é manipulado e que é imbecilizante. Eu não assisto pra analisar a dinâmica sociológica do confinamento de indivíduos com backgrounds conflitantes.
OI?
Eu vejo Big Brother como eu vejo Superpop, como eu vejo Márcia, como eu vi Usurpadora 3 vezes: pra aproveitar a nata da produção televisiva brasileira. Barraco, gente, BARRACO. Não tem nada melhor que ver esse tipo de coisa sem estar envolvida, pra dar uma variada.
Essa edição então tá especial.
Acho muito digno que a Tessália não vai mais precisar de scripts pra ter milhões de followers no twitter.
Acho muito digno que o Orgastic finalmente vai ter motivos pra se achar uma celebridade.
Acho muito digno a Jose ter a coragem de falar que ta NUMA FASE MAIS PERFEITA bem quando tão dando um close na cara de Mini-Me da Elza Soares dela.
Acho tudo digníssimo. E cada episódio que eu assisto eu acredito mais naquilo que mamãe sempre disse, que se eu tivesse nascido homem eu era travesti. Amo Dicésar, me identifico horrores. To embichecendo mais, se é que isso é possível.

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♫♪ adriana™ says: (17:56:48)
aí que falou em carne nova me lembrou putaria e putaria me lembrou você

Hoje tem Fashion Forward na The Week, abertura oficial do SPFW Outono/Inverno 2010. A última festa da Fashion Week que eu fui foi em 2007, no Glória. Se for boa igual, promete.
Amanhã é dia de finalizar o projeto cabelo novo, depois tem churrasco de despedida da Drum. Mas começa cedo, então se alguém tiver propostas pro after A RUA É NÓIS, só chamar.

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Pra encerrar, podiquésti novo no ar, clica AQUI e aproveita.
Com direito a BONUS TRACK! Dá um play nesse vídeo aí embaixo e bata cabelo que nem a Joelma sem medo de ser feliz!





Lying is The Most Fun a Girl Can Have Without Taking Her Clothes Off

13 01 2010

(But It’s Better If You Do)

Eu amo plantar dúvidas nas pessoas. Me diverte como poucas coisas na vida. E recentemente eu descobri que eu tenho obtido muito sucesso nesse quesito.

Eu fiz o tal do formspring no fim do ano passado. Mexi nele um dia e nunca mais. Não pelas perguntas de ódio – que nem perguntas podiam ser consideradas – que um anônimo deixou lá. Essas eu achei uma graça. Eu te amo, anônimo do formspring, porque cada vez que eu descubro que alguém que eu nem conheço me odeia TANTO quanto você, eu me sinto popular pra caralho. E isso não tem preço. De novo, eu te amo.

Mas enfim, não foi por isso que eu larguei mão do formspring. Basicamente, eu desisti porque 90% das perguntas eram sobre um mesmo assunto, o que me assustou um pouco. Não por nada, mas porque as pessoas que me conhecem sabem a resposta. Então tem mais gente que eu não conheço que lê isso aqui do que eu imaginava.

E não que eu me incomode em responder, mas eu acho que já tá bem óbvio. Veja bem, eu só não dou detalhes porque, bem, eu não lembro, DE VERDADE, 70% do que acontece quando eu saio. Mas qualquer stalker dispõe aqui de diversas ferramentas pra saber absolutamente tudo sobre a minha vida. Até link pro meu orkut tem aqui do lado. E ele é todo desbloqueado. Não fosse suficiente, tem um link também pro fotolog da Gabi, onde eu volta e meia posto. Eu não tenho nada pra esconder de ninguém, mas tem certas coisas sobre as quais nem eu tenho certeza. Quando eu tiver, eu VOU escrever a respeito. É por isso que eu tenho um blog.

Fora que não teria a menor graça né. Eu sempre fui contra conhecer pessoas da internet, mas não fosse a eterna interrogação que a maioria dos meus posts causam, eu não teria conhecido dois elementos altamente problemáticos que me chamaram pra um rolê pra tirar a dúvida no ano passado. Aí sim eu acho digno. Não que eu esteja aqui pra fazer amizades. Amigos eu já tenho mais que suficiente e nem sempre dou conta deles. Mas actions speak louder than words. É muito mais legal descobrir as coisas ao vivo. Todo mundo sabe os lugares que eu vou, eu não sou muito criativa. É só ir também. Isso não necessariamente significa que eu vá lembrar de você no dia seguinte. Tem gente que eu já conheci 30 vezes e não lembro nem o rosto, nem o nome, nada. Mas talvez sim. Vai saber.

Eu ia me candidatar pro BBB, mas fiquei com preguiça de preencher o formulário infinito. Quem sabe no próximo. Aí se alguém ainda tiver alguma dúvida (e nisso eu incluo você, anônimo do formspring  ♥), vota pra eu ficar na casa e além de tudo me ajuda a ganhar um milhão. Eu não ganho um puto com esse blog. O dia que eu receber algum tipo de benefício eu saio contando a vida nos mínimos detalhes, fikdik.





Vem Quicando

10 01 2010

To viciada em Queen, algo que não acontecia, sei lá, desde meus 10 anos. Acontece que eu tive um sonho de sexta pra sábado, e sabe deus porque a trilha dele era Queen. E foi o melhor sonho que eu tive em meses. Arrisco dizer que foi o melhor sonho da minha vida até. Sabe aqueles sonhos que você não quer acordar e quando acorda sai saltitando pela casa e aquela sensação boa te persegue o dia todo? Pois é, eu to assim desde que acordei desse sonho. E fico ouvindo Queen pra lembrar a sensação.

O pior é que era um sonho que eu nunca na vida esperaria ter, com uma pessoa que eu nunca sonharia porque vi logo assim duas vezes na vida, ambas já em estado de cremogema encefálico induzido por etanol. Enfim né, o sonho foi bom e isso já é mais que suficiente pra mim nesse momento.

Foi bom esse fim de semana, começando por esse sonho. Eu consegui me comportar, mesmo depois de uma equação letal de destilados que me levaram a dormir sentada na sarjeta e depois discutir sonambulamente com um taxista. Ok, “me comportar” talvez não seja o termo mais adequado, mas mediante o meu histórico dá pra dizer que foi uma das noites mais tranquilas da minha vida.

Hoje o que me resta é refletir sobre questões paradoxais da humanidade, do tipo: se o chiclete decompõe mais rápido no asfalto e jogar chiclete na rua é uma das maiores faltas de consideração, porque não criar um imenso lixão de chicletes, como um estacionamento, com camadas e camadas de asfalto cobertas de chiclete?

Acho que ainda to bêbada. Mas talvez eu esteja apenas ficando mais sábia.

Ou quem sabe foi esse sonho que me deixou mais imbecil do que eu já sou naturalmente.

Seja como for, vou cumprir uma das minhas promessas de ano novo e ver o meu filme da semana.

Fiquem aí com uma das músicas que não sai da minha cabeça:

Ah é. A partir de amanhã eu vou ficar mais ausente de tudo. Daqui, do msn e de redes sociais em geral. Tipo, eu não vou desaparecer, até porque eu nem aguento. E eu sei que é muita cara de pau falar que eu vou me ausentar daqui quando eu já posto tão pouco. O que eu quero dizer é que eu to organizando a minha vida, inclusive a vida online. E pra organizar tudo isso eu preciso me distrair um pouco menos. Mas eu tô por aí, não se iludam e dêem graças a Deus porque ninguém vai se livrar de mim. HA!





Agora tá valendo

7 01 2010

É isso aí putada. Contrariando todas as expectativas eu sobrevivi às festas de final de ano. E se for verdade aquela história que o jeito que você passa a virada é o jeito que você passará o ano seguinte inteiro, aí fudeu de vez: passarei 2010 bebaça de vodka vagabunda e rolando na lama (o que, convenhamos, não seria nada mais que uma continuação de 2009).
BUT posso afirmar categoricamente que tirei toda zica e perdi de vez o medo de altura ao cometer um ato aparentementemente suicida na cachoeira. Óbvio, continuarei sendo problemática. Ou nem teria sentido continuar com essa joça aqui. Garanto que sempre terei algo de que reclamar, mesmo sentindo que esse ano vai ser DO CARALHO. Até porque, já deu pra perceber né? Se eu não tiver nada de errado acontecendo, eu invento motivo pra me fuder de verde e amarelo.
Mas não é hora de pensar nisso.
Aliás, deixo registrado aqui que não vou pensar muito em 2010. Cansei um pouco dos poréns e porquês das coisas que seriam. Agora é tudo na base da solução drástica e imediata. Leia-se: tudo que eu experimentei em 2009 e não cabe mais foi pro lixo. É, lixo. Não vou reciclar nada. Taquei fogo no passado e não responderei a nenhum tipo de apelo, provocação ou questionamento dos motivos disso.
No mais, tudo continuará na mesma. Zero dignidade é um estilo de vida que muito me agrada e do qual, aprendi a duras penas nesse fim de ano, não estou pronta pra abrir mão. Ou seja, mantenham suas expectativas baixas porque é pra isso que eu tô aqui: me superar no quesito rebaixamento do respeito próprio.
Querendo abusar do meu corpo ou do meu fígado, é só chamar.
É tudo nosso.
Ah sim, claro. E pra inaugurar o ano toma um mais um exclusivo podiquésti. Vou fazer isso com mais regularidade esse ano, to afim de dividir, disseminar e elevar o bom gosto da galera.

Sexo, vodka e rock’n'roll pra vocês. E pra mim, claro.





Don’t Shoot Me Santa

21 12 2009

… Ou: I don’t blame you for being you, but you can’t blame me for hating it.

Engraçado como o excesso de cuidado leva a desastres desnecessários, que poderiam ter sido evitados caso a gente não se preocupasse tanto. Foi a primeira coisa que eu aprendi com você, talvez a mais importante.

Não, acho que não.

Talvez o mais importante tenha sido eu aprender a reconhecer minhas fraquezas e limitações. Eu sempre me coloquei numa posição de vítima porque era assim que eu enxergava os fatos. E não se tratava de hipocrisia, era só a visão de alguém que não sabe calcular a dimensão dos próprios atos. Até você chegar, eu não sabia que tinha o poder de determinar escolhas que amenizassem as consequências das correntezas de circunstâncias inevitáveis.

Foi você quem mostrou o quão egoísta eu posso ser. E que isso pode tanto ser um desvio de caráter gravíssimo quanto a salvação, basta saber a hora certa de deixá-lo se manifestar. E você me ensinou qual a hora certa. O egoísmo é a melhor defesa contra manipulação quando nos permitimos seduzir por realidades ilusórias nas quais somos isentos de qualquer responsabilidade. O problema é que esse caminho aparentemente mais fácil rouba o melhor de nós, tudo aquilo que poderíamos ser.

É, na verdade é isso.

A coisa mais importante que você me ensinou é que eu posso ser muito mais do que tenho sido. Mais do que refém da dor de cabeça das manhãs que seguem  noites desperdiçadas, basta eu tentar.

Eu não tenho tentado faz tempo. Talvez nunca tenha feito esforço nenhum, pra ser bem sincera. Eu não me perdi por sua causa, muito pelo contrário. Eu estou me enxergando pela primeira vez, e devo isso não só a você, mas a todos aqueles que vieram antes e que me nocautearam também.  Bateram até que eu caísse na lona exausta, arrebentada, sangrando, e me deram a mão pra levantar e continuar lutando, só pra me dar mais uma surra. Foi tanta porrada, tanto golpe certeiro, que eu parei de sentir dor. Eu deixei de me importar.

E foi você quem percebeu isso. Você logo percebeu que eu apanhava e não reagia. Então você fez o contrário. Me deu todas as chances que eu nunca tinha tido e permitiu que eu estragasse todas. Você me deu tudo que eu sempre pedi. E isso doeu mais do que qualquer pancada. Você não me jogou no chão, você me desafiou a levantar sozinha.

Agora eu sei que a única dívida que eu tenho é comigo mesma. E que eu posso pagá-la.

Agora eu sei que as coisas não se repetem porque preciso consertá-las, e sim porque sempre se repetirão para que todos os envolvidos tenham a chance de aprender com elas.

Eu não preciso mais fazer parte disso. Eu nunca precisei.

Obrigada.

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Considerando minha leseira, esse tem todo o potencial pra ser o último post do ano.

Eu sei que não tá lá grandes coisas, mas tentei caprichar. Porque 2009 mereceu meu respeito.

E porque 2010 tem tudo pra ser o melhor ano da minha vida.

Hasta!





Domino Dancing

17 12 2009

I don’t know why, I don’t know how
I thought I loved you, but I’m not sure now

Tem que desmoronar. As peças nunca são colocadas a toa, o espaço entre elas calculado para a queda perfeita que leva uma e leva todas. Todas as pessoas em fila segurando o ar e os desejos pra não cair.
Só uma peça tem o poder de derrubar todas de forma harmoniosa, numa dança mecânica de batida repetitiva. É sempre a mesma, sempre a da ponta, sempre a primeira. Pode ser qualquer uma, o importante é onde ela se posiciona. Toda vez muda o desenho e a ordem, mas o princípio é sempre o mesmo. E nada fica em pé no fim.

But now I know you play a different game
I’ve watched you dance with danger, still wanting more
Add another number to the score

Eu sempre fui café-com-leite, até começar com esse jogo perigoso de dominó onde as vidas de todas nós se seguravam no ar e qualquer suspiro a mais colocaria tudo a perder antes do tempo. Tudo é ameaça quando basta uma palavra pra destruir o delicado equilíbrio vertical de uma festa sem fim sempre prestes a perder a graça.
A regra é uma só e é clara. Você não pode se apoiar em nada enquanto não estiverem todas as peças encaixadas.

When you look around you wonder
Do you play to win?
Or are you just a bad loser?

Mas eu não tenho paciência, eu prefiro velocidade e esse jogo de ação fria e duvidosa já não causa o prazer sádico de ansiedade dos primeiros dias. As minhas mãos tremem e eu já não sei em que lugar da fila estou entre tantas que vem e vão. Eu quero sair, não posso a não ser que arrisque tudo e todo mundo.
Que se dane, ao inferno essa mesa e os desenhos bonitos que alguém mais esperto está armando. Eu talvez não seja brilhante como quem está no comando, mas talvez eu seja, só que em outro jogo. Esse eu já não quero, peguem o dinheiro inútil das minhas apostas e façam mais uma festa as custas das dores que já não sentem.
Agora só se for de acordo com as minhas regras.

All day, all day – Watch them all fall down
All day, all day – Domino dancing


Mal sabia eu que isso era muito mais verdade do que eu imaginava quando escrevi.





Quase um Poema

14 12 2009

As coisas às vezes dão errado com uma naturalidade assustadora.

É tamanha a espontaneidade com a qual desabam que eu me pergunto:

Será que estariam mesmo dando errado?

Ou eu que não faço a menor idéia do que certo seja?





Navalha de Occam

12 12 2009

“Entia non sunt multiplicanda praeter necessitatem”
(As entidades não devem ser multiplicadas além do necessário – Lei da Parsimônia)

A resposta mais simples é, quase sempre, a correta. Quanto menor a explicação para qualquer fenômeno, tanto mais apurada esta é. O excesso de premissas básicas serve tão somente como disfarce para as incertezas da conclusão que se tenta demonstrar. Atenhamo-nos ao essencial então.
Não, eu não deixei de te amar como você me acusa de ter feito. Eu simplesmente deixei de me importar se você ia em algum momento me perdoar. Cansei de tentar me redimir. Desisti de ficar buscando causas para as suas frustrações comigo. Todas as suas respostas sempre foram compridas e complexas demais quando tudo era muito fácil entre nós. A dinâmica era simples, mas você fez questão de jogar no nosso caminho todos os “poréns” e “quem sabe se” possíveis. Foi pelas suas infinitas variáveis que a gente se perdeu.
Amor não morre, Paulo Leminski já dizia. Mas pode sim cair. Cai no abismo das circunstâncias toda vez que os horizontes se diluem. Não morre, mas adoece gravemente quando há diagnósticos demais e tratamentos de menos. É das palavras que nascem as ações, mas ações podem mudar o rumo de palavras ainda por nascer. Teria bastado tão pouco… Eu recebi gestos grandiosos, palavras infalíveis em sua poesia, beijos e abraços cheios de sentimentos lindos – mas também confusos e divididos. E eu não precisava de nada disso. Eu quis, e você me deu, mas eu não precisava. Aí mora a falha. Você me adivinhou em tudo, menos no elementar. Soube tanto que deixou escapar o óbvio. Perdeu tanto tempo colocando gaze e merthiolate nos arranhões que nem reparou nos sintomas de uma hemorragia interna que se esparramou por todo nosso corpo e danificou todos os nossos órgãos vitais sem qualquer tipo de controle.
Era só ter escutado meus silêncios. Não ter procurado tantos motivos para cada um deles, apenas senti-los. Nem sempre se trata de entender. A compreensão absoluta de tudo o tempo todo é inatingível quando o objeto de estudo é tão inconstante e mutável quanto um vírus auto-imune. Não é útil discutir o porquê da existência de um veneno quando o que se faz necessário é o antídoto para o mesmo.
Eu me contento com o mínimo, desde que este seja por inteiro. Que não seja perfeito, que seja tão somente o suficiente pra me fazer feliz. E felicidade, vamos combinar, é algo primário como a reta que é o caminho mais curto entre dois pontos. Pare com essa mania de gostar de acelerar nas curvas. Pra mim, cada curva é só mais uma desculpa pra retardar a chegada no seu destino.

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Às vezes eu ressuscito uns textos do blog antigo. Esse é um deles. Na época significava uma coisa, hoje em dia bem outra – apesar da coisa original ainda fazer sentido.

Sei lá né, o ano tá acabando, tá chegando aquela hora de fazer o inventário de 2009.

E eu vi pichado num muro hoje: “A MUDANÇA É UMA PORTA QUE ABRE PRA DENTRO”





Shuffle, a Revanche

12 12 2009

Eu não canso de brincar disso…
INSTRUCTIONS:

1. Put your iPod or other music player on shuffle.

2. For each question, press the next button to get your answer.

3. YOU MUST WRITE THAT SONG NAME DOWN NO MATTER HOW STUPID IT SOUNDS!

4. AVISO: É assustador como batem as respostas.

IF SOMEONE SAYS “IS THIS OKAY” YOU SAY?

Me Deixe Mudo – Chico Buarque

WHAT WOULD BEST DESCRIBE YOUR PERSONALITY?

Must Get Out – Maroon 5

WHAT DO YOU LIKE IN A GUY/GIRL?

Stars – Switchfoot

WHAT IS YOUR LIFE’S PURPOSE?

I Have a Dream/Thank You For The Music – Amanda Seyfried

WHAT IS YOUR MOTTO?

Domino Dancing – Pet Shop Boys

WHAT DO YOUR FRIENDS THINK OF YOU?

Hide Your Love Away – Beatles

WHAT DO YOU THINK ABOUT VERY OFTEN?

Hate (I Really Don’t Like You) – Plain White T’s

WHAT IS 2+2?

Syndicate – The Fray

WHAT DO YOU THINK OF YOUR BEST FRIEND?

Waiting For Tonight – Jennifer Lopez

WHAT IS YOUR LIFE STORY?

Come Into Our Room – The M’s

WHAT DO YOU WANT TO BE WHEN YOU GROW UP?

Roadhouse Blues – The Doors

WHAT DO YOU THINK WHEN YOU SEE THE PERSON YOU LIKE?

The Youth – MGMT

WHAT DO YOUR PARENTS THINK OF YOU?

Son of a Preacher Man – Dusty Springfield

WHAT WILL YOU DANCE TO AT YOUR WEDDING?

Electric Feel – MGMT

WHAT WILL THEY PLAY AT YOUR FUNERAL

Why Do I Keep Counting? – The Killers

WHAT IS YOUR HOBBY/INTEREST?

The Masterplan – Oasis

WHAT IS YOUR BIGGEST SECRET?

It’s The Things You Do – Five

WHAT DO YOU THINK OF YOUR FRIENDS?

Give A Little Bit – Supertramp

WHAT’S THE WORST THING THAT COULD HAPPEN?

A Bad Dream – Keane

HOW WILL YOU DIE?

Boys and Girls – Pixie Lott

WHAT IS THE ONE THING YOU REGRET?

Quando O Cranaval Chegar – Chico Buarque

WHAT MAKES YOU LAUGH?

The Glory of Love – Primal Scream

WHAT MAKES YOU CRY?

Star 67 – Fall Out Boy

WILL YOU EVER GET MARRIED?

Dig – Incubus

WHAT SCARES YOU THE MOST?

Hand In Glove – The Smiths

DOES ANYONE LIKE YOU?

Hard Sun – Eddie Vedder

IF YOU COULD GO BACK IN TIME, WHAT WOULD YOU CHANGE?

Elephant Gun – Beirut

WHAT HURTS RIGHT NOW?

My Girl – The Temptations





Hopes & Fears

9 12 2009

Esse blog tá mais abandonado que o meu projeto de organizar os meus sapatos no armário. Pior que ele só o adspem, tô devendo cerca de um milhão de posts pra Dri, que tá cuidando de tudo enquanto eu me entrego à loucura típica das campanhas feitas às pressas pro final de ano, para as quais BRIEFING e PRAZO são dois conceitos inexistentes.

Enfim… Só mais duas semanas, depois sossego.

Eu tenho reparado ultimamente que os maiores desejos das pessoas correspondem aos seus maiores medos. Tanto para mim quanto para os outros. Aquilo que você mais quer, geralmente, é aquilo que mais te apavora.

Isso pode ser reflexo da necessidade humana por desafio. De querer conquistar aquilo que lhe parece impossível, aquilo que está distante, aquilo que fascina por ser desconhecido.

O perigo que se corre é conseguir o que se quer.

Porque a gente se acostuma tudo. Ao melhor e ao pior, da vida e de cada um de nós. A gente se adapta, molda a rotina em nome de algo que entra em nossas vidas. Pode ser um emprego, um filho, um amor. Seja lá o que for, a gente encontra tempo e tira energia sabe-se Deus de onde pra encaixar nos nossos projetos de futuro. E nem é tão difícil, é quase que instintivo. Tanto que quando a gente se dá conta, nem lembra de como era existir antes daquilo.

E se você para e pensa que é o hábito o destino inexorável de toda novidade, você começa a sentir medo. Um outro tipo de medo, diferente daquele que arrepia e dá frio na barriga.

O medo que olhar pro horizonte causa é aquele que tira seu ar e embaça as suas idéias. É aquele que te deixa agitado, irritadiço, querendo quebrar os móveis e machucar o próprio corpo pra mudar o foco.

É o medo de saber que depende só de você. Que a decisão é sempre sua. Que os imprevistos são meros detalhes contornáveis. O que apavora não é fechar os olhos e pular no escuro. É aterrisar em segurança, abrir os olhos, acostumar-se com a luz e perceber que dá pra continuar.

Sobreviver sempre dá muito medo. Ser invencível é nossa maior fraqueza.

Eu tenho tudo ao alcance das mãos. Tudo que eu sempre quis. Mas tudo que eu sempre quis não é tudo. É pouco pra mim. Então porque me dar ao trabalho? Pra provar que eu consigo? Provar o quê? E pra quem?

Quando você começa a se fazer perguntas assim, pode ter certeza que elas são só o começo. Significa que você está chegando no chão depois de um salto mortal no penhasco, que você está acordando do pesadelo e agora vai ter que lidar com a realidade mais cruel de todas, aquela que sabe exatamento o que esperar de tudo e todos mas nem assim consegue aceitar que a vida é só isso.





Roleta Russa

2 12 2009

Odeio não conseguir postar em datas especiais. Mas essa semana tá do dimonho, eu to verde de agonia pra ela acabar e simplesmente não deu tempo. Acontece.

Eu queria ter postado ontem, que foi o Dia Mundial de Combate a AIDS. Mas não é porque passou o dia que deixa de ser importante, então eu falo com atraso mesmo.

Todo mundo sabe que eu não sou uma pessoa engajada. Militância NÃO é comigo, e eu odeio discutir coisas polêmicas. Minha área de expertise é a futilidade.

Mas tem três assuntos que me fazem subir o sangue se tratados com ignorância. Aliás, ignorância em geral me deixa nervosa. Só que se o tópico for casamento gay, aborto ou AIDS, eu levo MUITO, mas assim MUITO a sério.

Por hoje eu fico com a AIDS.

Entrou no ar um filme de Ministério da Saúde, com um casal se beijando. O cara tem AIDS, a menina não. A premissa é basicamente a seguinte: você não pega AIDS por beijar alguém que tem AIDS. É um caso real.

Eu fiz o teste pra esse filme. No teste você beijava uma pessoa com AIDS. Eu não passei, então obviamente não ganhei nada. Mas E DAÍ?

Quantas vezes você não foi pra balada com um pensamento fixo de VOU PEGAR GERAL?

Quantas vezes você não ficou completamente bêbado/a e pegou desconhecidos que nem o nome saberia dizer hoje?

Você pediu um atestado médico pra essas pessoas?

Pediu um exame de sangue?

Não né?

Então, as chances de você JÁ ter beijado alguém que tem AIDS são altíssimas.

Mas a não ser que você tenha ido além, você não contraiu o vírus. E mesmo que tenha ido além, se você teve um mínimo de responsabilidade e usou uma camisinha, também não. E se não usou, convenhamos, cagada de ambos os envolvidos. Mesmo que o HIV não estivesse em jogo, seria arriscado e qualquer deslize poderia se transformar num dano irreversível.

Não dá pra contar com a sorte, mas dá pra se informar.

Todo mundo tem direito à putaria. É o que todo mundo quer, não é mesmo? Mas tudo nessa vida tem um preço.

Antes de você entrar em qualquer jogo, você tem que aprender as regras. E jogos perigosos exigem equipamento de proteção.

Não tem jogo mais perigoso que esse, o da vida de solteiro, de pegação, da balada. As regras mudam o tempo todo, e não existe ganhador. É um jogo de começo e meio, nunca tem fim.

Então se você quer brincar, que tenha estrutura pra isso.





Amostra Grátis de Felicidade

29 11 2009

É por aí né.

Se você não pode me dar o que eu quero, eu não quero o que você pode me dar.

Mas quem é que realmente sabe o que quer?

Eu sei, parece que eu to viajando. Eu to, um pouco. Eu preciso alinhar essas idéias pra chegar no raciocínio final e só consigo fazer isso escrevendo, então aguenta.

2009 tem sido um ano cansativo, pra falar o mínimo. A maré mudou de lado vezes demais, às vezes a meu favor, muitas outras me afogando. Mas ambos os casos foram engraçados, não dá pra negar. Eu não sei não ser excessiva, e eu vivi esse ano como se tudo fosse definitivo. Tive milhões de certezas que achava permanentes mas acabaram no lixo. Eu fui tudo que podia ser para cada um que passou pelo meu caminho.

Eu menti muito, mas eu nunca fui tão honesta.

Eu fiz listas e listas de coisas que deveria melhorar em mim para merecer mais do mundo. Eu fiz todos os esforços para cumprir com as metas dessas listas. Eu fracassei.

Ainda bem.

No fim das contas, eu descobri que nada pelo qual eu lutei nos últimos quase dois anos valia a pena. Eu descobri que a vida que eu tentei construir e pela qual abandonei toda uma outra vida, não existia. Foi tudo uma brincadeira de mau gosto de uma pessoa entediada, que sabe lá Deus porque inventou um universo onde habita e para o qual suga todos até não sobrar mais alma, pra depois jogar fora.

Eu, que passei todo esse tempo tentando entender, tentando me encaixar, tentando adaptar meu sistema de valores ao sistema desse mundo, basicamente desperdicei energia.

OBVIO que nao foi tudo em vão. Mas eu tenho que parar, respirar fundo e analisar com muita calma o que fazer de agora em diante.

Tem certas respostas que já sabemos antes mesmo que nos façam a pergunta. É o caso. As decisões já estão tomadas dentro da minha cabeça, resta descobrir como me desvencilhar dos restos.

Primeiro eu exagero.

Depois eu saboto.

Por fim eu acerto.

Ou pelo menos eu to botando fé que vai ser assim.

ENFIM!

Já delirei bastante.

Eu me propus a fazer algumas coisas, e a grande maioria delas eu fiz. O resto não deu tempo ou faltou dinheiro. A minha parte eu cumpri. Os outros são os outros.





Don’t be afraid of your freedom

23 11 2009

Cara, é impressionante como as pessoas dão pouco valor a si próprias. E eu não to falando aqui de relacionamentos, mas cabe dizer que é incompreensível pra mim (muito embora eu já tenha feito parecido), ver uma menina LINDA sofrer e se rebaixar por uma menina que, além de canalha, é FEIA. Muito feia, pokemon do avesso mesmo. Não vou nem entrar no mérito da grande dúvida que me consome nesse caso específico, que no caso seria: como pode essa mina FEIA, além de namorar a dita menina LINDA, conseguir trair? Sério, tem gente por aí DISPUTANDO aquilo lá? Whatever, falei que não iria e não irei entrar nesse aspecto.

Até porque, minha vó sempre disse que “quem ama o feio, bonito lhe parece”. E esse post não diz respeito a só esse tipo de dismorfia psicológica.

Nego que não dá valor à própria opinião. É o que mais tem. E isso me assusta, porque numa era dos blogs e recursos de manifestação pessoal ilimitados, esse tipo de medo não faz nenhum sentido. Não existe censura, ninguém vai te trancar num porão e mutilar seu corpinho por você falar o que pensa. A liberdade de expressão tem seu preço, claro. Mas eu não me refiro à opiniões que poderiam levar um jornal a parar de circular nem nada tão extremo assim. Eu to falando de coisas simples, cujo único freio aparentemente é “O QUE VÃO PENSAR DE MIM”?

Tá brincando né?

Primeiro porque, não importa o que você diga, e mesmo que você não diga nada, você corre SIM o risco de ser mal interpretado. É inevitável. E, supondo que entendam perfeitamente o que você quis dizer, ainda assim, podem discordar de você. E alguém VAI, sem dúvidas. E não será agradável. Pra mim é insuportável. Eu sou cabeça duríssima, se eu encano que é de um jeito, não tem Cristo que me demova disso. Até tem vai, mas exige paciência e poder de persuasão ilimitados. Mas isso não vem ao caso né.

Talvez você se sinta o último dos seres humanos nesse momento. Talvez você tenha levado um pé na bunda monumental e isso faça você se sentir menos, muito menos do que você sempre soube que era. Talvez você pare pra se olhar no espelho agora e não entenda quem é essa que te olha de volta, porque você era tanto e ela é quase nada.

Talvez alguém tenha te convencido que as suas convicções são todas falsas e que tudo que você fala não passa de futilidade pós-adolescente de menina mimada.

Talvez você seja mesmo uma pós adolescente mimada.

Talvez você QUEIRA ser isso.

Você tem esse direito, afinal de contas. E se não exercê-lo, ninguém o fará por você.

Tente lembrar. Não de quem você é agora, mas de quem você queria ser antes de te convencerem que você não podia. Você pode.

Lembre-se das coisas, quando elas ainda eram boas. Quando elas PODIAM ser boas.

E quando você lembrar, faça por merecê-las. SE mereça.

Depois, pro resto, se dá um jeito.





So sorry, Murphy

19 11 2009

Eu sou incapaz de demonstrar emoções. Quer dizer, eu não choro. Quase nunca. Quando eu choro é de raiva, e só porque eu não curto confrontação física (leia-se eu choro como alternativa a cobrir alguém de porrada).

Quando eu estou frustrada/triste/nervosa/ansiosa, eu vomito. O maior problema do stress pra mim é exatamente esse. Ficar sem dormir, ok. Duro é perder quilos em questão de dias, e aquela dor de garganta que parece inflamação e te impede de comer direito – o que não faz muita diferença, afinal qualquer alimento ingerido fará uma viagem tão rápida no seu sistema digestivo quanto um bate e volta até o Guarujá.

Agora, se eu estiver realmente perturbada, meu nariz se une à frente de revolução anarquista das vias aéreas e começa a sangrar. Não o tempo todo, só nas horas mais inconvenientes.  Isso não dói, mas é nojento.

A diferença é que o negócio do nariz acontece desde que eu era criança, e é muito mais raro.

Só que depois de quase dois meses de reviravoltas, duas semanas fazendo cagadas homéricas, um fim de semana enlouquecido por causa de uma concorrência e uma noite sem dormir devido a ansiedade gerada por um job sem prazo, era inevitável meu corpo entrar em colapso.

Se eu mandasse todo mundo à meretriz que lhos pariu e tivesse um mínimo de controle emocional no que diz respeito à trabalho (perfeccionismo manda lembranças), eu não estaria hoje com um pedaço de papel higiênico em cada narina e mal conseguindo beber água de tanto que dói minha garganta. Mas não mandei ninguém pra lugar nenhum e to aqui bonita desse jeito.

Fora que eu derramei detergente no meu café com leite hoje de manhã.

Mas tudo bem, TUDO SOB CONTROLE. Hoje, com ou sem condições otorrinolaringológicas (oi, invento palavras mesmo, dá licença), eu vou beber. Porque álcool desinfeta todos os males.

Além disso, tá um puta dia lindo e eu acabei de receber uma mensagem confirmando que eu vou pra praia amanhã! Então tudo que eu posso dizer pra lei de Murphy é que DESSA VEZ EU GANHEI!

Let’s dance to Joy Division and celebrate the irony

Everything is going wrong, but we’re so happy

Let’s dance to Joy Division and raise our glass to the ceiling

Cause this could all go so wrong, BUT WE’RE SO HAPPY!





O Futuro da Nação

16 11 2009

Depois de um mês de planejamento, uma semana de construção e um fim de semana de acerto de detalhes finais, finalmente está no ar o adspem.

E o que seria isso, você me pergunta.

Eu respondo.

Seguinte: alguns meses atrás, quando eu entrei na agência, eu e a Adriana que vocês já conhecem de uma série de posts com históricos cretinos de msn, percebemos que somos parte da nova geração da publicidade. Eu, redatora. Ela, atendimento de produtora de som na época (hoje em produtora de filme). Mas não só a gente. Tem toda uma galera da nossa idade espalhada pelo mercado. Diretores de arte, produtores de som, designers, fotógrafos, etc etc. Todo mundo por volta dos 20 e poucos anos, começando agora. Daqui a pouco, esse povo vai ser o núcleo central da publicidade brasileira.

A esse grupo a gente deu o nome de new generation. A nova geração.

Corta, passa um tempo, ela vem falar comigo sobre uma idéia. Um blog, que falasse de notícias do meio e de tendências. Conversando um pouco, a gente chegou a conclusão que a nova geração é o canalizador dessas novas tendências. Exatamente porque é todo mundo jovem, sem vícios de metodologia e burocracia. Idéias novas.

Daí o nome adspem. Ad Spem, em latim, significa “quanto a esperança”. E a nova geração é a esperança da propaganda. Da criatividade, em todas as suas formas. A proposta do blog é exatamente essa: reunir e disponibilizar notícias e trabalhos dessa galera que pode revolucionar o mercado.

E hoje ele entrou oficialmente no ar.

Então, queridos problemáticos, entrem lá! E contribuam, mandem trabalhos de vocês que estejam veiculando, notícias, etc para: contatoadspem@gmail.com

Valeu.

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Agora, voltando às nossas transmissões normais: eu entrei aqui pra fazer esse post, mas antes fui dar uma olhada no dashboard pra checar visitação e tudo mais né.

Um dos incríveis recursos que o WordPress disponibiliza é o Search Engine Terms, que nada mais é do que termos de pesquisa que as pessoas jogaram no google e que direcionaram elas para esse blog que vos fala.

Vou colocar o print screen do Search Engine de hoje, acho que dispensa explicações:

searchEnfim né.