a única coisa que eu lamento ter perdido nos últimos 6 anos é meu toca-fitas

(com o resto eu acabei me divertindo)
achei esse texto perdido no meu hd, numa pasta chamada TRALHA, no meio de um arquivo chamado “posts” que jamais saberei onde originalmente postei, se é que postei. ENFIM, a questão é que se trata de um bagulho velho que eu encontrei por acaso e achei, graças à minha percepção distorcida da realidade, que seria uma boa idéia publicar. afinal de contas, por mais tosco que seja eu continuo pensando assim. não tem nada a ver com a pessoa a quem eu me referia, não tem nada a ver com ninguém. eu posso perder um monte de gente, uma porrada de sentimento, mas esse é sempre o mesmo. óbvio que não se trata de um tratado sobre as emoções, é um texto bobo. mas fazer o que se é assim, bobo, que a gente tem a obrigação de ficar quando se apaixona?
eu no caso fico completamente gay, confiram:

“Northern Downpour
07/01/09

Eu quero chegar em casa no fim da tarde e te ver levantando os olhos do computador enquanto eu abro a porta e jogo a bolsa no chão. Quero pular em você e te abraçar e encher de beijos até passar a sua cara brava, se o problema é comigo ou com o nosso cachorro vira-lata mastigador compulsivo de chinelos eu nunca vou saber, mas pelo menos eu vou tentar.
Eu quero levantar quando você sorrir e ir pra cozinha fazer macarrão (porque essa é a única coisa que eu sei fazer, e provavelmente isso será assim até o fim dos tempos) enquanto você liga a tevê pra ver o que quer que seja que tem de interessante nos jornais (porque só você pode assistir jornais e se safar, de tão bonita que é, de ser um estereótipo de intelectualóide), cantar alguma música bem pop-chiclete pra dar um pouco de leveza pro seu trabalho, trazer um pouco de leveza pra tua vida, você que é sempre tão séria.
Eu quero continuar errando o ponto do macarrão e me irritando com isso, mesmo que você não dê a mínima pro ponto do macarrão ou pra minha felicidade idiota que te incomoda tanto pelas manhãs, quando eu saio dançando pela sala abrindo as janelas pra que o céu inunde todo o apartamento.
Eu quero isso que é tão difícil, que é você, para que um dia seja fácil. Não pra mim, pra mim tudo já é fácil demais. Eu quero você pra que a SUA vida seja fácil.
Pra que a vida seja essa quitinete cheia de dívidas e fotos nas paredes, fotos que é você quem geralmente tira porque é você quem tem mão firme e visão pra isso. Pra que a vida seja uma música da primeira fase dos Beatles, daquela coletânea que você quase odeia por eu ouvir tantas vezes e te puxar pra dançar. Pra que a vida seja eu, você e o vira-lata. Pra que a vida seja andar de meias o dia inteiro. Pra que a vida seja eu gostar de você e nada mais importar…”

MUDANDO DE ASSUNTO:
o show da florence.
o que falar sobre o show da florence?
eu espero essa mulher desde, sei lá, comecinho de 2010. ok, falando assim parece pouco tempo, mas o tanto que eu ouvi florence + the machine nesses últimos dois anos, foi quase uma pegada de devoção. eu nem me liguei disso até pouco tempo atrás na verdade, quando reparei que ela tava naquela categoria de músicas que eu nunca enjoava, e pra qual eu apelava quando tinha preguiça de procurar alguma coisa legal – sabe, aquelas músicas que não tem erro, tipo johnny cash, david bowie, stereophonics, sei lá qualquer banda que você vai sempre ter pelo menos um cd com as suas favoritas no carro porque em caso de emergência de trilha sonora pra vida, elas nunca falham.
mas depois de um tempo eu me liguei que florence também tinha uma coisa nas letras e na melodia diferente que fazia o mesmo efeito que a da fiona apple, uma voz que prende você e causa um impacto daqueles que você não tem como não entrar numa espécie de transe.
to viajando?
bom, não contente ela é ruiva. ruiva é um negócio que bate no fundo da sua cabeça e volta e fica lá rodando por um bom tempo. tenho pra mim que elas são de uma raça superior que um dia vai dominar o mundo.
e então falaram que ela vinha pro brasil. eu comprei o ingresso sem saber nem quanto custava nem quando seria. assistir florence + the machine era uma daquelas coisas que se eu não fizesse ia ficar mal resolvida pra sempre e eu teria que fazer (ainda mais) terapia.

postei essa foto no facebook e automaticamente 14 pessoas curtiram e 10 comentaram, preciso de ajuda sim ou muito?

mas nada me preparou pra catarse de quando ela subiu no palco e pela hora seguinte. eu tava hipnotizada, eu cantava todas as músicas como se a minha vida dependesse disso, era o momento mais feliz da minha vida.
eu já fui em shows incríveis. pearl jam foi um, arctic monkeys foi outro, phoenix, mika, kate nash. mas aquela mulher tem alguma coisa que basicamente deixa você em um milhão de pedacinhos e de repente te joga pro alto de um jeito que você experimenta as coisas com uma nova intensidade.
bottom line: largaria tudo pra ir atrás da florence. viraria groupie. talvez vire mesmo VAMOS ACOMPANHAR.

sim é instagram e tem filtro e eu tava de chapéu mas foda-se olha como eu tava feliz

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One Response to a única coisa que eu lamento ter perdido nos últimos 6 anos é meu toca-fitas

  1. É isso?!?!?
    Nããão!
    Vc põe uma foto sua no comentário do show da Florence!?!? ¬¬
    Ai, vô fala, viu! humpf

    ….
    #Mentira, boba! Adorei o post: tanto o melado – humm, preciso fazer teste de glicose, q fas heim?! -, quanto o da florence! :)

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