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Cenas que chocaram o povo de Deus

Quietinhos, na foto, até que a gente convence vai.

Lindúzios: o reveillon da inadequação

Dia desses, numa conversa qualquer, eu reparei que eu e meus amigos passamos a nos referir aos outros de uma forma que beira o código. Eu explico. Toda vez que um de nós quer apresentar alguém pro grupo, a primeira pergunta a ser feita é: “mas ele (a) é… 31?”. E a resposta é sempre uma dentre essas duas: um “ahm… não muito…” hesitante ou um “BEM 31″ quase psicótico.

Ser “31″ não tem nada a ver com orientação sexual, emprego, gosto musical. É uma questão comportamental. É atingir um estágio de hiperatividade e indiferença ao que pode ser considerado ridículo que causa um misto de medo e admiração nos demais. A falta de noção é tanta que parece proposital, calculada. E muitas vezes realmente é. Ser “31″ é, basicamente. confundir – sendo o mais óbvio possível.

Tá. Toda essa introdução foi pra dar um mínimo de sentido ao relato que se segue, de uma semana em Búzios que talvez tenha durado um mês, talvez apenas uma noite. É difícil dizer, primeiro porque meu fígado e minha memória apontam cada um para um desses extremos, segundo porque tiraram o relógio da casa “porque tava muito bom e eu não queria que o tempo passasse”.

Enfim, sigam-me os bons.

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O Apocalipse Fluorescente

Teste de personalidade para saber se seus amigos são normais.

1. Dê a eles o estímulo visual abaixo e aguarde pela reação deles:

a. “Hmm, bacana”
b. “Aff que bizarro”
c. “MANO VAMO FICAR FLUORESCENTE”

Se a resposta for a ou b, ok, eles são normais.

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“she looks good but her boyfriend says she’s a mess, she’s a mess, she’s a mess…”

Aí voce acorda num domingo, precisando mais de um banho do que de amor na vida, levanta da cama enquanto todos ainda dormem e vê um salão miraculosamente limpo e três corpos estendidos quase sem roupa num colchão de ar ao lado de um lixo virado, com algumas poucas latinhas espalhadas pelo chão. Você começa a se perguntar se tudo aquilo foi real mesmo. Você entra no banho e, enquanto a água escorre pelo seu corpo, começa a pensar no seu amigo. Não desse jeito indecente, seus pervertidos. Por causa da cachoeira azul e rosa que não sai do seu cabelo de jeito nenhum, por mais que você esfregue UM TUBO de Pantene Restauração Profunda no mix de laquê e tinta que vai da sua franja até o recôndito mais profundo da sua alma.
Tá bom vai, deixa eu explicar melhor. Acontece que o 31 crew é composto por indivíduos que não se contentam em assistir as coisas. Quando a gente vê alguma coisa excepcional – mesmo que seja excepcionalmente bizarra -, a gente tem que fazer também. Por isso todas as nossas festas são praticamente uma experiência de alucinação coletiva, seja destruindo um motel, horrorizando uma casa de swing, fazendo uma guerra nuclear de glacê ou constrangendo seguranças de condomínios fechados do interior que até desistem de pedir pra abaixar o volume do som quando se deparam com entidades fluorescentes.
Então quando a Ke$ha apresentou “Your Love Is My Drug” no Saturday Night Live, nossa reação imediata foi descobrir como e quando obter esse efeito de apaches pop. Alguns tutoriais e experimentos depois, ficou decidido que a “Dance in the Dark” seria em Outubro, numa chácara, para evitar o contato com a sociedade depois da aditivação das nossas consciências com pigmentos cujo efeito no nosso organismo só será verdadeiramente conhecido pelas gerações seguintes (alô Césio 137).
E foi nesse sábado ensolarado – ensolarado, ao que tudo indica, graças a um despacho envolvendo tapetes vermelhos e claras de ovo no telhado – que finalmente demos vida à essa magia de tinta corporal, sabão em pó, água tônica e luz negra. A caravana partiu rumo à Rio Claro por volta de meio dia, e depois de testar o limite de tolerância da psique humana cumprimentando cobradores de pedágio com a cara pintada de guache branco, fazer um breve tour por points gastronômicos como o 1000-ki shake ki-delícia, abastecer o carro com álcool adulterado num posto abandonado, ficar preso no meio da estrada onde o celular não pegava e havia um carro velho largado no mato – EM SUMA, DEPOIS DE QUASE SERMOS ESTUPRADOS E ESQUARTEJADOS, chegamos ao nosso destino.

 

culinária conceitual

 

Bom, como vocês devem imaginar, o que se seguiu foi um festival etílico e artístico que resultou em moicanos, gueixas, dominatrixes, tudo isso ao mesmo tempo e nada disso, numa compulsão por tinta que não podia ver meio milímetro de pele sem brilhar que já entornava mais um pote. Meu cabelo por exemplo foi definido da seguinte forma:

“Ah, ele falou ‘agora você vai brilhar DE VERDADE’ e derramou o pote azul no rabo de cavalo”
“Brilhar de verdade? Pelamordedeus, a gente já tava brilhando tanto que devia dar pra ver no Acre. Deve ter aparecido uma porra dum ponto fluorescente no Google Earth”



E foi assim que os atletas do grupo resolveram treinar pra São Silvestre Naturista correndo no campo de futebol. Foi assim que alguns chegaram até a voar, como gaivotas delirantes impulsionadas por troncos de árvore que apareceram DO NADA no meio de seus caminhos. E foi assim que, à meia noite, cantamos parabéns ao som de Lady Gaga. Foi bonito. Diria até que escorre uma lágrima singela só de lembrar, mas confesso que não lembro muito bem.
Depois continuamos com as atividades normais da programação: performance de go-go neon boys, ginástica arrítimica e um jogo de shots que me deixou com uma injusta imagem de alcoólatra. AGORA, veja se vocês não concordam comigo: o termo SHOT implica você beber todo o conteúdo de um copo num só gole. Se o moderador da bincadeira coloca um copo de 250ml de vodka e grita “SHOT!”, você entorna os 250ml de vodka goela abaixo, certo?
Não?
Tá bom vai.
O que importa é que todo mundo acordou com vida na manhã seguinte, pronto pra ir pra piscina e usar como bóia o colchão que alguns minutos antes servia de cama pra três indigentes. Não to discriminando ninguém, indigentes todos estávamos, mas só a cama deles virou instrumento recreativo.

 

obra de arte coletiva

 

Foi um domingo bonito, que permitiu que todos chegássemos no limite da insolação e, dez minutos depois, estivéssemos correndo na chuva pra lavar a alma (ou a tinta remanescente no sovaco, depende da sua inclinação filosófica). No fim da tarde juntamos nossos trapos, num óbvio desperdício de espaço na mala visto que grande parte, senão toda, a roupa utilizada tem como destino inexorável a lata de lixo, colocamos o bolo no porta-malas e partimos de volta à essa realidade tão carente de neon que nos aguardava.

 

ninguém tava afim de carregar no colo

 

Parabéns a todos os envolvidos por essa dor em lugares do meu corpo que eu nem sabia que existiam, por esse penteado involuntário que eu to cobrindo com meu gorrinho de Amsterdam e já me rendeu o apelido de “Bicho de Sete Cabeças” na agência – o que, imagino eu, não é só graças ao gorro mas ao conjunto da obra -, pela beleza e pela pró-atividade.
Não, mas sério. Parabéns pra todo mundo. Pro Fe pelo aniversario e pra todo resto pela disposição de encarar qualquer coisa, especialmente as mais absurdas, sem medo de ser ridículo. A gente definitivamente se diverte mais que o resto das pessoas.

 

sensualidade dominical à base de tinta fluorescente + raios UV

 

Ah, e só pra dar o toque final de elegância na situação, queria declarar publicamente que ontem cheguei em casa nove e meia da noite, pedi China In Box e fui atender o entregador de moletom e com dois traços laranjas fluorescentes nas bochechas. Seduzi.
Ou, como disse minha mãe no auge de sua sabedoria:

“Eu espero apenas que você tenha consciência do fato que tem tinta dentro da sua orelha”

Soundtrack to this post here

Eu não sabia o que era amor de verdade. Aí eu te conheci. Eu conheci o amor verdadeiro nos confins de Araxá, quem diria…

E sim, eu sei que eu vivo me apaixonando a torto e a direito, mas dessa vez foi diferente.

Eu aprendi a amar incondicionalmente, a tolerar tudo, a sentir ciúmes, todas as coisas lindas e doloridas que um sentimento desse tamanho proporciona.

E agora to aqui, de coração partido por causa da saudade, mas ainda assim me sinto a pessoa mais sortuda do mundo, por ter te encontrado e vivido esses momentos maravilhosos.

Um dia quem sabe a gente se encontra de novo, não é, e vive tudo aquilo que ficou faltando fazer.

Por enquanto fica aqui a declaração mais sincera que eu já fiz:

.

.

Eu sinto falta da sua lerdeza, da sua carência – ou preguiça de ficar de pé e andar, nunca tive certeza.

Eu sinto falta da sua remela de manhã. De pegar você no colo e limpar seus olhos.

Eu ainda tenho as marcas espalhadas pelo corpo. As marcas que você deixou.

.

As marcas das suas pulgas.

.

Êta Jesusão Maravilhoso – A Saga de 7 Jovens Cristãos No Templo Messiânico de Araxá

O que se segue NÃO é um relato fiel dos ocorridos entre 04 e 07 de Setembro, tão somente percepções dementes de eventos dos quais não guardo recordações precisas.

1º Ato

Cena I – Sábado – Rodoviária de Araxá, 6:10 a.m.

“Esse lugar é o fim do mundo”
“Fim do mundo sua bunda, caralho. Vou te mostrar como Araxá é uma cidade LINDA. Logo ali oh, ta vendo, do outro lado da praça? Ali eu fazia meus exames ginecológicos”

Cena II – Sábado – Um pouco mais tarde, ainda na megálopole

“JOHN ROMUALDO?????”
“É o cabelereiro mais chique de Araxá menina”
“Verdade né, tem até tapete vermelho nas escadarias…. E UM BANNER DE TUPPERWARE? ELES VENDEM TUPPERWARE NO CABELEREIRO MAIS CHIQUE DA CIDADE?”

a definição de CLASSE

Depois desse instrutivo tour pelos pontos turísticos, estava eu inocentemente dormindo a base de medicamentos quando ouço ao longe Ke$ha no volume máximo. Meu subconsciente logo soube que ninguém na pacata cidade estaria ouvindo Tik Tok num sábado às 8 da manhã, então logo soube que quem se aproximava era o resto da caravana. Não estava enganada.

Todo mundo se sentindo que nem o P. Diddy depois de 9h na estrada

Cena III – Sábado – Supermercado de Araxá, 10 a.m.

Sessão de Frios

- Acho que 100 fatias de queijo e 100 de presunto.
- Presunto não, mortadela, é mais barato.
- PUUUUUUUUTA, pode cre, mortadela, que delícia
- E queijo, prato ou mussarela?
- Pega mais mussarela que prato, que é melhor.

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Enquanto isso, na Sessão de Congelados

- Vamo comprar esse bolo aqui, mais barato.
- Não gente, pelamordedeus, isso aí é PURA gordura hidrogenada.
- Esse aqui parece um pouco mais gostoso
- Mas também é mais caro
- Ah, vamo levar ele, tem morango, parece mais bacana.
- E é maior né.
- Beleza, 22 reais nem é tanto, fica esse então.

Cena IV – Sábado – Fazenda Pioneira, 2 p.m.

- O negócio é todo mundo descansar agora, pra ficar bem e bonitinho pra noite né.
- Isso. A gente descarrega as compras, arruma tudo e dorme.

FIM DO 1º ATO

2º Ato

Cena I – Sábado – Fazenda Pioneira, 4 p.m.

- Tá foda essa cerveja quente. Vamo tomar vodka?
- Vamo
- Vamo passear naquele pântano ali?
- Vamo

Cena II – Sábado – Fazenda Pioneira, 6 p.m.

A cerveja já tinha gelado, já tínhamos alimentado os girinos do pântano, decidimos então surpreender nosso aniversariante com uma versão voz e violão de “Lollipop” do Mika – mesmo que ninguém estivesse sóbrio o suficiente pra lembrar toda a letra -, seguida de parabéns com shots de tequila.

Cena III – Sábado -  Fazenda Pioneira, 8 p.m.

- Gente dá a mão, todo mundo lavando a mão com a tequila pra comer o bolo porque não vai rolar talher pra todo mundo tá?

E tudo que se pode dizer sobre o restante desse dia é que: nunca descobrimos o sabor do bolo de 22 reais, mas hoje em dia sabemos que glacê é uma substância com propriedades muito similares às da argamassa, o que pôde ser constatado através das camadas texturizadas nos pilares e no chão de toda a varanda da casa principal.

mas faz um bem pro cabelo e pra pele que vocês NUM TEM IDÉIA


Cena IV – Sábado – Fazenda Pioneira, 10 p.m.

- Viu, num tem talher não, a gente tá comendo com esses troços que parecem porta copos
- É macarronada né?
- É
- Ah, pega nada, vamo comer com a mão mesmo.
- Teste de coordenação, é bacana.

polegares opositores nunca foram tão úteis

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Alguns minutos depois, quando entra outra pessoa na cozinha

- Viu, num tem talher não, a gente tá comendo com esses troços que parecem porta copos
- Como não tem talher gente?
- Não tendo. Não achei

Joga uma gaveta cheia de talheres em cima da mesa.

FIM DO 2º ATO

3º Ato

Cena I – Domingo – Fazenda Pioneira, 10 a.m.

Na cozinha

- As 3 piores coisas da história da humanidade são: guerras, AIDS e SEPARAR ESSAS PORRA DESSAS FATIA DE MUSSARELA DO CARALHO SEM DESPEDAÇAR ELAS.

isso e frios rebeldes: TUDO A MESMÍSSIMA COISA NÉ.

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Enquanto isso, na varanda

- Quem quer cerveja 3 segundos?

3 mãos se erguem em consentimento.

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Alguns minutos depois

- Gente, tem uma trilha muito legal aqui perto, vamos?
Todos que beberam as cervejas de 3 segundos, empolgadíssimos
- VAMO AEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
- Pera, vou só separar um isopor com cerveja pra levar.
- Ai, então eu vou levar uns drinks, a gente bebe no caminho

Cena II – Domingo – Numa trilha a alguns quilômetros dA Pioneira

- Caralho mano, tá sol né?
- E o que tem de mosquito?
- Puta, esquecemos de passar repelente.
- Pode cre né. Bom, me dá mais uma cerveja aí.

Num primeiro momento havia um certo cuidado com a trilha, com onde se pisava, para evitar possíveis acidentes. Depois que as cervejas e os drinks e a insolação e o veneno dos borrachudos se misturaram, o bem estar corporal foi abandonado, resultando em cosplay de salmão subindo a correnteza pra procriar, remake da coreografia de Alejandro pra pular uma pedra e as mais variadas digievoluções de acrobacias no limite da tetraplegia.

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Cena III – Domingo – Fazenda Pioneira, 9 p.m.

- Quem vai querer tequila?
Todas as mãos se erguem em consentimento
- Mas meu, ontem foi foda tomar sem sal. Sério que não tem?
- Não tem meu.
- Tem o tempero pronto………
- Será?
- Porque não, gente?
- É meu, foda-se, pega o Sabor Ami e vamo tomar essa porra!

Viscoso, mas gostoso

FIM DO 3º ATO

4º Ato

Cena I – 2ª feira – Fazenda Pioneira, 10:30 a.m.

- Vamos tomar sol e fazer piquenique

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Alguns minutos depois

- Acho que comi um carrapato no meu lanche

Cena II – 2ª feira – Fazenda Pioneira, 1 p.m.

- Alguém tem uma tesoura?
- Pra que mano? Ce vai cortar a unha de novo? Ce ta cortando a unha desde ontem, não é possível, quantos dedos você tem? Tá fazendo cortes artísticos? NÃO É NORMAL ISSOOOOOOOOOOOOOOO
- Não, calma, é pra cortar a etiqueta dessa camiseta
- AH TÁ.

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Cena III – 2ª feira – Fazenda Pioneira, 2 p.m.

- PORRA MANO TEM MEIO QUILO DE SAL NESSA CASA E A GENTE TOMOU TEQUILA COM SABOR AMI.

Cena IV – 2ª feira – Fazenda Pioneira, 8 p.m.

- Galera, vocês me aceitam mesmo com esse cabelo desse jeito?
- Se eu gritar, se eu chorar, se eu espernear, ele vai mudar?
- Não…
- Então. Não é meu SONHO ver esse seu cabelo assim, mas eu te amo de qualquer jeito.

Cena V – 2ª feira – Fazenda Pioneira, 10 p.m.

- Acabou a vodka né.
- Porra, que bad.
- TEM A TEQUILA COM VERMEEEEEEEEEE
- VAMO DIVIDIR O VERMEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE

FIM DO 4º ATO

Eu poderia relatar alguns outros flashes de cenas das quais recordo fragmentos, mas acho que o importante aqui é ressaltar o saldo final desses 4 dias: 7 jovens sobreviveram, com êxito e apenas leves escoriações, aos desafios da vida rural. Por leves escoriações, leia-se pequenos cortes, hematomas, picadas de borrachudo e mordidas de pulgas. Porém, alguns lesionaram-se mais, dando a impressão de que ocorreu um apocalipse zumbi durante a madrugada e todos foram infectados.
Fora isso, foi um grande aprendizado, sobre como histórias de terror podem subitamente se transformar em piadas internas, sobre como as vacas são inseminadas e quanto isso é inapropriado de se assistir antes do jantar. Sobre como cachorros de porte tão pequeno podem possuir colônias tão imensas de pulgas, sobre como pererecas são seres místicos e imortais e sobrevivem até a descargas, sobre como é fácil identificar-se com Baleia, o cão de Vidas Secas.
E acima de tudo, sobre como a intimidade de fato É UMA MERDA.
Foi um feriado inesquecível. Porque tem fotos e vídeos, senão o álcool teria pagado toda e qualquer memória.
Beijos pra Lucíola, pro Adriano, pra Jubara AKA LOCA DA BALA, pra Sapinha e pra esse JESUSÃO MARAVILHOSO que nos proporcionou tudo isso.

Amar É….

Our Song:

A primeira vez que eu falei dele aqui foi há 6 meses atrás, mas tudo começou na páscoa passada, com uma dança sensual numa mesa de sinuca.


Mas na volta pra São Paulo cada um continuou pro seu lado, eu me afundando em confusões como quem se debate na areia movediça, afundando cada vez mais rápido, até chegar Janeiro e eu decidir que esse seria o melhor ano da minha vida.
O plano funcionou, mas não foi imediato assim, de virar o ano e tudo se virar a meu favor. Na verdade, começou a dar certo com uma despedida que serviu de reencontro. Entre aventuras no playground, Megazords, muita chuva e incontrolável sensualidade, eu descobri nele exatamente tudo que eu precisava.


Só que eu ainda tinha coisas a resolver pra poder levar minha vida adiante. Então nós combinamos que o meu prazo era até o carnaval. Nós dois não tínhamos nenhuma dúvida de como as minhas pendências se resolveriam, mas eu tinha que tentar e ele sabia disso, então me apoiou.
Na quarta-feira de cinzas foi quando eu zerei minha vida. Eu me entreguei por completo nas mãos dele, porque eu não sabia mais o que fazer ou como ser dali em diante pra reverter o ciclo de fracassos emocionais que pareciam inevitáveis.
Ele me levou pro mundo dele, me deu ombro pra chorar quando eu precisava desabafar, vodka e balada quando eu precisava parar de sofrer gratuitamente. Ele me deu tudo que eu precisava, quando eu não tinha nada para oferecer em troca.


Ele me ensinou a “estar lá”. A “fazer parte”. A dividir, a trocar, a não tratar as coisas como se fossem exclusivamente culpa minha. Nem dos outros. Ele me ensinou a ter responsabilidade com os outros e comigo.
Ele se tornou o meu melhor parâmetro do fluxo natural que as coisas devem seguir no que diz respeito à relacionamentos. As pessoas vêm e vão, e dos detalhes a gente esquece, mas não dos sentimentos que cada evento despertou. As coisas acontecem no seu tempo certo, mas a gente pode se dar ao luxo de ter pressa e cobrar do mundo quando ele nos deve mais do que está oferecendo, desde que também saiba a hora de ter calma, a hora de se distrair com aquilo que temos enquanto aquilo que queremos não chega.


Ele foi meu namorado secreto no dia dos namorados do 31. Foi minha companhia de Big Brother. Foi com quem eu acordei nas minha maiores ressacas. Foi quem me disse pra apelar e fazer tudo que eu quisesse à noite pra na manhã seguinte me dizer que tudo ia dar certo – porque sempre que eu faço tudo que me dá vontade eu faço merda.

Ele me deu liberdade. Me deu uma nova perspectiva. Me deu os melhores dias e abraços e todas as palavras que eu precisava escutar – mesmo que essas fossem um tapa na minha cara, porque às vezes eu preciso apanhar pra acordar de volta pra vida. Ele me deu um empurrão pra recomeçar de um jeito melhor do que eu achava que sequer merecia, e mostrou que eu podia merecer mais, se prestasse mais atenção.
Ele me fez prestar atenção.

E hoje é aniversário dele. E a gente vai passar o feriado juntos. E eu não podia pensar em nenhum outro jeito que eu gostaria de passar meu feriado. Nem o resto da minha vida.
Parabéns, meu amor!

EU TE AMO.

Marry me?

Na alegria e na tristeza

Na saúde e na doença

Na putaria e nos barracos

Na bebedeira e na ressaca

- Do you take those men and women to be your lawfully wedded husbands and wives?

- I do.

31 crew, agora com blog próprio. CORRAO.