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Two Gunslingers

Esse é um daqueles posts cuja trilha sonora tem SUMA importância, então dá o play aí:

Se alguém perguntasse qual minha coisa favorita no mundo, eu nem precisava pensar pra responder: ROADTRIPS. E antes que alguém resolva ser engraçadinho e perguntar se eu não prefiro sexo, já aviso que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Roadtrip é um estilo de vida, e nada me faz mais feliz que pegar a estrada, independente de pra onde eu to indo.

estrada, saúde etc

PASSO A PASSO PRA ROADTRIP PERFEITA:

1. resolva de um dia pro outro qual o destino

2. faça uma mochila com o mínimo essencial pra sobrevivência

3. pare no primeiro posto de gasolina e compre algumas cervejas pro caminho

4. coloque tom petty no último volume

O resto é consequência. Eu queria poder explicar melhor a sensação de liberdade que dá pegar a estrada em plena segunda-feira, debaixo de um sol do agreste, rumo a um lugar tão no meio do mato que os celulares, não satisfeitos em não terem sinal, simplesmente se rebelam e param de funcionar é a própria definição de plenitude.

gafanhoto do mato

O destino escolhido nesse caso foi Socorro, quase Minas Gerais. Tenho apenas uma coisa pra dizer a respeito de Socorro: a primeira é que é HOT LIKE MEXICO só que mais. Deserto ali é um termo que se aplica tanto pro quesito clima quanto pro quesito circulação de pessoas.

MAS NÃO É SÓ ISSO.

Socorro é um daqueles lugares tipo Brotas, onde cachoeiras e toda natureza são apenas um suporte pra gente sem noção nenhuma do perigo se pendurar, pular e fazer aquilo que se eu fosse mais brega chamaria de “esportes radicais”. Daí que veio a foto “onde está wally” da minha pessoa pulando numa tirolesa de 1km do demônio. O nome do brinquedinho:

Tirolesa do PÂNICO, em SOCORRO. vou me poupar das piadas prontas.

Óbvio que esse tipo de coisa nunca é ideia minha, mas eu sempre acabo me jogando. Aliás, “me jogando” é uma expressão bem adequada nesse caso. Seja de uma pedra de 8 metros em Mauá, seja de um cabo de aço no meio da montanha na fronteira com Minas, seja num mortal de costas num deck flutuante, eu sempre me jogo.

A questão é: porque eu faço esse tipo de coisa? Pelo mesmo motivo que eu pego a estrada. Porque foda-se pra onde eu to indo. Uma tirolesa de 1km dura 50 segundos. Mas nesses 50 segundos você não pensa em nada. É só o vento na cara e a música dentro da sua cabeça. Tente gritar I’M TAKING CONTROOOOOOL OF MY LIFE a 55 km por hora suspensa a sabe deus quantos mil metros do chão. Depois que você faz isso, você pode fazer qualquer coisa, seja ficar pulando por 40 minutos numa cama elástica, seja se jogar na água gelada da cachoeira, seja fazer uma sessão karaokê brega a plenos pulmões no carro.

idade mental: abaixo de 10 anos

Agora, tem um segredo pra isso dar certo: a companhia. E nesse quesito eu devo, muito a contragosto, admitir que tenho sorte. Porque eu tenho esse ser humano completamente demente que há 5 anos me acompanha em todo e qualquer perrengue, que canta Total Eclipse of The Heart e Elephant Love Medley , que passa 3 horas analisando letra de folk, depois pega a estrada até a cidade mais próxima pra repor o estoque de vinho vagabundo e emenda numa discussão existencial com o tema “e se você morresse amanhã?”

E eu não sei vocês, mas se eu morresse amanhã eu ia feliz.

Essas pessoas da sala de jantar

Eu conheci duas pessoas do caralho esse ano. Na real, eu conheci uma porrada gente sensacional e digna de nota, mas eu queria falar desses dois por enquanto.
Ah, o final de ano… Época de constante ânsia de vômito, crise hepática e ameaças diárias de pedido de demissão. Eu adoro o final de ano porque é uma época na qual eu fico por um triz, atingindo um nível de sociopatia e propensão à cagada que me torna um perigo não só pra mim mesma como pra todos ao meu redor. Valorizo muito quem sobrevive a um final de ano comigo e não me manda à puta que me pariu.
2010 tá sendo fichinha perto dos dois finais de ano que o antecederam, mas ainda assim tem sido complicado. E aí entram essas duas pessoas de quem eu queria falar.
Uma é maloqueira surfista de Minas cujas frases de efeito são trechos de músicas dos Racionais MC’s. O outro é um carioca pervertido que fala “maneiro” e “tirar onda”. Eu convivo com eles desde março, mas acabei me aproximando agora depois das férias – porque né, caiu tanta bucha no nosso colo que a gente virou noite, virou fds, morou junto na agência. Quem é publicitário sabe do que eu to falando: as pessoas com quem você trabalha acabam se tornando uma espécie de família, porque você nunca tem tempo pra ver a sua.
E eu, que já não tenho tendência à sanidade nem à sobriedade, entrei na chapação alucinada deles. É como ser o D’Artagnan de Cheech & Chong – o mosqueteiro sem passado que aparece quando a história já está no meio (Aramis foi expulso da corte devido a um incidente mal-explicado com uma trufa).
Se eu não enlouqueci de vez foi graças a esses dois malucos. Graças às noites nas quais a gente não se levou a sério e, por não se levar a sério, teve ideias tão cretinas que beiram o genial, com o benefício extra de terem nos deixado com falta de ar de tanto rir da nossa própria babaquice e insanidade.
Se eu não joguei tudo pro alto e fui, sei lá, trabalhar num navio, foi graças ao jeito quase quixotesco de encarar a vida e o futuro e os moinhos de vento da realidade cotidiana.
Valeu, exército da pracinha Amsterdam.

Instituição Sagrada

Não é segredo pra ninguém que eu amo casamentos né?

Quer me ver feliz é ver o convitinho chegando – quer me ver sofrendo é acessar a lista de presentes, mas isso não vem ao caso né.

E como eu acabei de confirmar a presença no 1º casamento de AMIGA minha, resolvi refletir sobre o tema.

Eu gosto de casamentos porque eu gosto de finais felizes. E a Disney construiu meu caráter de forma a encarar casamentos como tal. Hollywood e os filmes água com açúcar que eu sempre assisti com mamãe (toda uma obsessão pela Julia Roberts, só EU sei quantas vezes assisti Uma Linda Mulher) também reforçaram bastante essa visão completamente distorcida das coisas.

Mas a real é que nem é isso que me faz gostar de casamentos. É na verdade um momento só, que não dura quase nada, que causa esse fascínio infinito em mim.

Seja lá de quem for o casamento, onde for, whatever, eu sempre faço questão de sentar na cadeira do lado do corredor por onde a noiva passa. Porque quando ela passa, você vê o olhar dela indo em direção ao altar. E é justamente esse olhar que faz valer tudo. As horas de salto e postura esperando a noiva que sempre atrasa – sério gente, porque isso é tradição? -, os padrinhos que ficarão te assediando quando ficarem bêbados mais tarde, etc.

É como se nada pudesse dar errado. Você vê absolutamente tudo passando pela cabeça dela quando esse olhar encontra o de quem a espera. É um misto de ansiedade e convicção de quem acredita muito em alguma coisa – ou alguém né – que não tem nenhuma espécie de garantia. A garantia é justamente o olhar de volta, que tem as mesmas dúvidas e aflições suprimidas pela mesma certeza de que aquele momento, pífio perto da promessa de uma vida inteira que logo será feita, vale a pena.

E vale a pena. Enquanto dura, sempre vale.

Olha, eu só sei que eu sempre acabo chorando em casamentos. CÊS ME DESCULPEM VIU, DEBAIXO DAQUELA TRUCKER RURAL HABITA UMA BICHONA.

Aí tem a festa né. Música flashback, gente bem vestida perdendo a compostura e… OPEN BAR.

Se eu não gostasse de nada em casamentos, essas duas palavras fariam com que eu mudasse de opinião anyway.

Sábado eu fui num casamento em fucking Vinhedo. Foi lindo, a história do casal era linda, o lugar era lindo, a organização do evento toda foi impecável, diria até que foi o melhor casamento que eu já fui até hoje.

Mas lindo mesmo era o suprimento de etanol: garçons serviam Jack Daniels na mesa, e o bar tinha saquê, vodka, rum, todas as frutas e drinks do mundo.

Bom, na verdade eu fiz toda essa dissertação pra dizer que lá tinha a melhor. lembrancinha. ever. Digo, eu sou uma estelionatária de bem-casados, nunca nem reparo no resto, mas essa ganhou o troféu.

Pessoas que vão casar, WATCH AND LEARN.

Você casa uma médica e um publicitário e tem o que? Um lindo kit contendo Engov, Dipirona e Plasil.

Qué dizê, eu sei que TECNICAMENTE FALANDO 90% das pessoas que eu conheço não vão casar. Mas se eu não te conheço e você tá lendo isso e resolver se apropriar da idéia, por favor me convide para a celebração das suas BODAS.

BEYJOS.

Feeling Good

Eu sempre achei impossível alguém se apaixonar por mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Achava pura falta de vergonha na cara falar uma coisa dessas.

Só que aí eu me apaixonei por 10 pessoas de uma vez.

E não que não envolvesse uma grande dose de falta de vergonha na cara. Mas era real. E era recíproco.

É real. É recíproco.

E justo eu, que já tinha me convencido ao longo desses 22 anos que nenhuma felicidade excessiva saía impune, sem acarretar em perturbações igualmente excessivas, descobri que estava errada. É justamente o contrário.

Não que elas não existam, as perturbações. Elas são inevitáveis. Mas todos os problemas e aflições se dissolvem no momento em que você se sente seguro com alguém. Quando você encontra alguém, ou alguéns, que fazem todo o resto ser tão desimportante que some. E amor é isso, certo?

Mas sejamos objetivos: Dia dos Namorados.

Todo mundo sabe que eu nunca namorei, né? Mas não contente com isso, todos os meus dias 12/06 foram gigantescos fracassos. 2009 eu tava fazendo cagada. 2008 não existiu, pq eu tava chegando em NY dia 12 e tinha mais com o que me preocupar, e como lá não é dia dos namorados acabei esquecendo da data. 2007 eu provavelmente tava em alguma sarjeta por aí me consumindo em auto-piedade. E antes disso eu não lembro, mas nunca foi muito melhor que isso.

Mas o meu dia dos namorados de 2010 começou no carnaval. Na quarta de cinzas pra ser mais precisa, quando tudo que eu queria desmoronou e eu tive que redirecionar toda a minha vida e os meus planos. 2 meses depois eu já tava completamente adaptada – e nem teria como ser diferente: num mundo onde tudo era possível, não tinha como eu não me encaixar.

Eu até falei aqui em algum momento, era a melhor fase da minha vida. Eu finalmente tava vivendo sem nenhuma neurose.

Aí passaram mais dois meses. No último porém, tudo aquilo que até então era puro hedonismo calculado, o equilíbrio perfeito entre bizarrice e tranquilidade, começou a tomar um outro rumo. Aquilo que era estável simplesmente desmanchou, e nas duas últimas semanas, como se a gente vivesse num seriado que precisasse de cliff hangers pra próxima temporada, o caos tomou conta de tudo. Até eu que tava quietinha no meu canto comecei a perceber que alguma coisa grande tava prestes a acontecer. Mas a gente não ia deixar nada disso estragar o dia mais romântico do ano. A gente não deixa estragar nem os fins de semana normais, que diria esse.

Então a gente deu uma pausa pro feriado. Cada um prum canto, só pra todo mundo ter certeza que era perda de tempo e que estávamos todos ótimos e prontos pro que viesse depois.

Corta a cena pra sexta-feira, dia 11. Ansiedade é a única palavra que eu consigo encontrar pra definir o sentimento generalizado. Claro que cada um tinha um motivo muito específico alimentando esse sentimento, mas acima de qualquer fogo no rabo pessoal e intransferível, a expectativa geral era de finalmente passar um dia 12 que com certeza não seria em vão. Porque relacionamentos podem acabar de um dia pro outro, mas não esse. Esse a gente ia poder guardar pra sempre.

E eu não vou entrar no mérito de todos os eventos de sexta pq não cabe aqui. Detalhes sempre são totalmente desnecessários. O que importa é que sábado toda a ansiedade tava infinitamente potencializada até pra mim, que tava jogada na cama tremendo de frio e passando mal o dia inteiro.

Mas não dava pra imaginar que ia ser tão perfeito quanto acabou sendo. A lasanha que eu ia fazer não rolou, porque tava cada um trancado num quarto terminando seus presentes. O Glória tava a síntese de freak show e eu dormi grande parte da balada. Mas aquele momento em que a gente começou a revelar quem eram nossos respectivos namorados (as) secretos e trocar presentes que a gente tinha feito, mesmo com toda essa noção de artesanato que, bem, no meu caso se limitava a fazer cocôs fakes pra sacanear inocentes, aquele momento foi… Eu diria life changing, mas a real é que a nossa vida não mudou ali. A gente só confirmou o que todo mundo já tinha certeza: nenhum relacionamento, de nenhum de nós, foi tão feliz.

E eu poderia falar de domingo também, porque a gente continuou junto e continuou sendo incrível. Mas só quem tava lá poderia entender o que eu estaria querendo dizer com isso, então nem vale a pena.

Resumindo: tem muita coisa que eu não tenho nem idéia de como vai ser daqui em diante, em tantos aspectos que eu podia escrever uma tese de doutorado sobre tudo que tá dando um nó na minha cabeça ultimamente. Mas eu posso me dar ao luxo de afirmar categoricamente que pelo menos de uma coisa eu tenho certeza: eu tenhos os melhores namorados e namoradas que alguém poderia desejar. E isso ninguém tira de mim.

31 crew, I LOVE YOU

Música-tema do post, aqui

Anos Incríveis

Quando você tomar café da manhã com os paraibanos mais casca grossa da Rua Augusta
Quando você passar um dia tomando pinga e jogando sinuca com eles, depois de virar a noite bebendo
Quando você se ver sozinha no meio da Paulista à meia noite, sem dinheiro pra pegar o ônibus de volta
Quando você pular de um carro em movimento
Quando você chutar um mendigo porque ele tentou roubar seu copo de vodka
Quando esse mesmo mendigo te der um cigarro na noite seguinte
Quando você passar uma semana debochando do sentimento de alguém, levando esse alguém pra casa e chutando pra fora de lá logo pela manhã
Quando você acordar no meio da Represa Guarapiranga sem saber exatamente como foi parar lá
Quando você der um show dançando Menina Veneno num posto de gasolina na Mooca e vomitar suas tripas na sequencia
Quando você se ver pendurada de cabeça pra baixo num portão porque sua bota prendeu enquanto você tentava fugir da casa de uma amiga
Quando você começar a vagar pela Zona Norte deserta por horas, de madrugada, porque se sente uma imbecil
Quando você desaparecer por um fim de semana, ficar fora de alcance e deixar todos os seus amigos à beira de um ataque de nervos
Quando você for apresentada para as mesmas pessoas mais de 7 vezes e mesmo assim não lembrar o nome delas
Quando você abraçar o segurança da Love Story às 6 da manhã, dizendo que é puta pra não pagar entrada
Quando você pegar carona com seu ex-cunhado mais detestável porque ele te encontrou perdida e bêbada no meio da Santo Amaro
Quando você entrar no meio de um triângulo amoroso que pode destruir todo o seu círculo de amizades
Quando você tomar calmantes e chorar até dormir
Quando pisarem em cocô de cachorro e logo depois te pedirem em namoro.
Quando voce responder “voce tá usando drogas?” a essa pergunta.
Quando você passar uma semana sem dormir nem comer e tomando catuaba desde as 9 da manhã
Quando você pisar no seu orgulho
Quando você conhecer a história de vida dos bêbados profissionais da Augusta
Quando você for reconhecida pelo que sempre bebe, e lembrada sempre que alguém pede essa bebida
Quando você passar dois anos nesse ritmo, aí talvez você entenda o que eu quero dizer.
Quando você sobreviver a tudo isso e for jantar com a (o) sua (seu) “ex” – entre aspas, porque você nunca nem chegou a namorar – e o (a) atual dela (e), e der risada desse tempo em que tudo era complicado.
Quando você sentar para beber nos botecos mais imundos que um dia foram sua segunda casa e perceber que você tem o direito, que você pode fazer isso – pode, não PRECISA
Quando você der um suspiro de alívio e perceber que nunca esteve tão bem.
Aí você vai entender o que eu digo:
Ainda bem que acabou, mas VALEU A PENA.

Aproveita e corre lá no Seje Menas que hoje é dia de Fuck Art, Let’s Dance!

MORRI BJOS RELOADED

Eu vou postar mais tarde, prometo. Só deixa eu me recuperar.

O Mundo É Um Palco

Gente. Sério. É SÓ UMA CAMISETA. Mas ao mesmo tempo, tem rendido reações muito interessantes das pessoas que né, não tem nenhum tipo de referência em cultura pop e enxergam um significado que nem eu reparei quando efetuei essa polêmica compra.
No caso, essa aqui:

Mágico de Oz + Dark Side Of The Moon. Entendeu? ENTENDEU?

E pro primeiro que falar que DUH, eu devia ter pensado no ÓBVIO quando olhei a estampa, eu já respondo: OI VOCÊ LÊ ESSE BLOG?
Se não lê, favor fazê-lo agora. O post de ontem deve deixar claro o PORQUE de eu não ter pensado no óbvio.

Eu ia escrever aqui sobre a hora que possivelmente eu quase apanhei do skinhead de 2m de diâmetro graças a ela. Mas o divertido mesmo foi depois do almoço.
Fomos eu e Gabi Boiola comprar roupinhas (calma mãe, não pra mim, pra ela) no shopping. E acontece que a gente parece um casal quando faz esse tipo de programa. Mas não um casal feliz mimimi, um daqueles casais que tão juntos há 20 anos e já perderam COMPLETAMENTE o respeito um pelo outro.
Eis que a gente entra numa loja cuja vendedora, como dizer…

Shimbalaiê

Enfim!
Olhando pra mim e pra Gabi, especialmente olhando pra minha camiseta, não tem muito o que pensar. Bateu o olho e concluiu que a gente era um casal. Até aí nada demais, não seria a primeira a pensar assim. Mas considerando-se todo o contexto e somando isso ao fato da gente já ter discutido lindamente na loja de tênis, eu resolvi encarnar o papel e fiz a namorada afetada barraqueira, com direito até a gritar

AH ENTÃO AGORA É ASSIM? AGORA EU NÃO TE CONHEÇO???

Bastou isso para, numa incrível inversão de papéis, a vendedora ficar constrangida. Com direito a risos nervosos. E eu nunca me diverti tanto numa loja.
Então de hoje em diante é assim. Já que acham que minha camiseta é uma manifestação de preferência sexual, agirei como tal porque pelo menos assim eu posso dar show.

Limpando o Closet

A cobiça é o sentimento mais non-sense de todos.

Tinha um vestido da minha irmã, por exemplo. Não era meu, não servia em mim, sequer combinava comigo. Mas eu queria aquele vestido. Desesperadamente.

Eu já senti isso por algumas pessoas também. Pessoas que não eram minhas, que não serviam pra mim, que nem combinavam comigo. Mas que eu queria. Que eu precisava.

E não tinha Cristo que tirasse da minha cabeça que era só aquilo que faltava na minha vida.

É uma coisa completamente irracional. Você vê o absurdo, mas a situação já está completamente fora de controle.

No caso da roupa a resposta está no espelho. Na hora que você experimenta está ali, gritando. A estampa, o caimento, tudo fica péssimo. No caso das pessoas é mais complicado. Você volta e meia flagra o erro em detalhes, pedaços de conversa, mas você experimenta e às vezes calha do beijo dar certo. E em ambos os casos você tenta se convencer que não, que deve ter um jeito, porque seria perfeito.

Então você começa a mudar pra se adaptar aos seus desejos, se perde de si mesmo pra se encaixar naquilo. Perde peso, corta o cabelo, muda o seu jeito – e isso vale tanto pra roupas quanto pessoas -, até um dia olhar ao seu redor e não reconhecer a sua própria vida.

Você jogou fora tudo aquilo que gostava, que era, que queria ser, por causa de UMA peça. Uma única peça, que quando você pega de novo e analisa, já nem gosta tanto. Não por futilidade, mas porque nunca fez sentido em você em primeiro lugar. Nem as roupas nem as pessoas perdem seus méritos assim da noite pro dia. O vestido da minha irmã ainda é absolutamente fantástico. As pessoas de quem eu desisti – na maioria -, continuam incríveis como eu achava que eram. O problema era o conjunto comigo.

Hoje eu olho feliz pros meus jeans e camisas pólo. Olho feliz pras pessoas ao meu redor. Claro, eu ainda quero comprar algumas coisas essenciais, eu ainda quero encontrar THE ONE, mas não adianta forçar. Meu cartão de crédito tem limite, minha cabeça e meu coração também, e eu preciso fazer escolhas. Não dá pra gastar tudo de uma vez, entrar no vermelho pra comprar uma frente-única com a qual eu nunca vou me sentir 100% à vontade, assim como não dá pra insistir em relacionamentos sem nenhum futuro derivados de paixonites com as quais eu nunca vou dividir interesses, nunca vou ter muito assunto.

Eu sei que o que eu mais preciso comprar é um all-star novo. Preto. Cano médio. A pessoa eu nem imagino como seja. O tênis eu to enrolando pra comprar porque tenho um monte de outras coisas mais importantes pra resolver e para as quais vou precisar do dinheiro. Então eu talvez não tenha encontrado a pessoa porque preciso usar meu tempo de outro jeito.

Vai saber, às vezes tudo se resolve no dia que eu for lá comprar o dito cujo do tênis…

Música tema do post, aqui.

MORRI BJOS

Eu ia postar alguma coisa hoje, mas tô passando mal demais com esse clipe. Quando eu me recuperar – o que não vai acontecer hoje -, voltamos à nossa programação normal.

Uma babá QUASE perfeita

Aí que a minha tia pediu pra deixar minha prima em casa sábado à noite porque ela tinha um jantar. Eu, boa moça que sou, abri mão de sair com a galere ora ficar com a criança. Eu gosto de crianças, me dou bem com elas. E meu fígado tava precisando de uma folga. Então porque não?
Agora, todo mundo sabe que sob uma série de aspectos eu não sou a primeira pessoa em quem alguém pensaria quando precisasse de uma baby sitter. Todo mundo sabe que eu não sou a melhor das influências. Mas por outro lado, eu tenho alguns méritos que me tornam a pessoa mais indicada pra cuidar de crianças. A grande maioria deles consiste no fato de, pelo menos de acordo com a minha irmã, eu ter uma idade mental aproximada à delas, o que quer dizer que eu leio gibis, assisto programas infantis e me entretenho facilmente com jogos de memória e congêneres.
Mas isso só funciona até certa idade, ou com um certo tipo de criança.
Por exemplo, no caso de sábado. A minha tarefa era passar a noite com uma menina de 9 anos. Agora, acho que já se tornou notória aqui a minha inabilidade crónica com mulheres. Adicione a isso o fato de se tratar de um projeto de mulher que está naquela delicada fase de formação que vê a Capricho – ou ATREVIDINHA, no caso – como uma Bíblia de estilo e comportamento.
Eu já li Capricho, quem não leu? Não recrimino, é um processo normal. Mas justamente por isso também me vejo na obrigação de educar a pequena mente em questão sempre que me é dada a oportunidade.
Meus métodos educacionais consistem basicamente na demonstração, afinal de contas a prática é sempre mais eficiente que a teoria. Foi assim, através dessa questionável pedagogia, que minha irmã aprendeu valiosíssimas lições. Sabe como é, “se você não pode ser um bom exemplo, seja um péssimo aviso”, já diria mamãe.
Mas acontece que minha irmã conviveu diariamente comigo através do processo didáctico. Minha prima não. E a situação chegou num ponto tal que se fez necessária uma intervenção de emergência quando, em pleno café da manhã foi confirmado meu dever de orienta-la.
Foi mais ou menos o seguinte: ela teve que fazer um trabalho sobre os Beatles pra aula de inglês. Então estávamos eu, ela e minha mãe falando sobre a banda e como ela mudou os rumos da música e a vida de muita gente quando minha prima soltou uma frase que por pouco não me fez vomitar tudo que eu estava mastigando tranquilamente:

“DIZEM QUE OS JONAS BROTHERS SÃO OS NOVOS BEATLES”

Olha, se isso não é um pedido de ajuda, eu não sei o que é. Então elaborei três instruções básicas para você, irmão ou irmã mais velho(a) ou parente próximo da alguma criança que sofra do mesmo mal. É um pequeno manual de como reverter o massacre cerebral dessa criança que você ama.

1. TV: Nada de Hannah Montana, iCarly ou o que quer que seja que o canal Disney exibe. Na programação, apenas desenhos animados da época em que ainda havia decência nos estúdios de animações. Sabe como é, Looney Tunes, Pica Pau, mesmo alguns novos como FlapJack ou Billy e Mandy, com protagonistas de moral escancaradamente duvidosa, doses de escatologia, um pouco de malícia e eventuais insinuações sexuais. Foram esses desenhos que nos tornaram pessoas capazes de apreciar a ironia, o sarcasmo e toda a fina arte do desdém.
2. Música: Uma criança que acha que os Jonas Brothers são os novos Beatles OBVIAMENTE precisa ouvir Beatles. 3 horas seguidas no mínimo. Quando eu era criança eu gostava de Xuxa. Mas eu era obrigada a ouvir um LP do Chico Buarque a cada vez que virava o disco. Ou então simplesmente era proibida de ouvi-los e submetida a sessões intensivas de Led Zeppelin, Legião Urbana, Yes, Pearl Jam. Não, eu não curtia. Eu detestava, na verdade. Mas pelo menos eu aos 10 anos sabia cantar tanto o Abecedário da Xuxa quanto Faroeste Caboclo.
3. Leitura: Não importa, uma criança de 9 anos deveria estar lendo gibis da Turma da Mônica. Ou livros do Goosebumps. Na verdade, o recomendável seria Asterix, Calvin, até Peanuts. Asterix, porque amo combinar que aquela história de poção que dá super força é uma referência velada à alucinógenos. Calvin, porque rebeldia non sense forma o caráter. E Peanuts, com aquele quê maníaco-depressivo e fracassado. Ou seja, personagens REAIS.

Enfim, existem inúmeras outras pequenas atitudes que podem transformar uma criança num adulto saudável e inteligente. Essas três são apenas as essenciais. E eu sei que minha tia evita de deixar minha prima comigo por causa dessa minha subtileza que ensina mau-mau e fuma descontoladamente enquanto diz estar pensando no bem da filha dela. Mas eu sei que estou fazendo a minha parte, e é isso que importa.

Sorte No Jogo

Você sabe como é né?

Você tá ali, sem fazer nada, sem pensar em nada, sóbria inclusive (o que é muito raro) e de repente você começa a fazer associações. As peças se encaixam, o mundo aparentemente segue uma ordem lógica e até que a vida faz sentido.
Muito bem, isso se chama DISTRAÇÃO.
As coisas NÃO se organizaram assim magicamente.
A sua vida NÃO tomou um rumo.
Você NÃO entrou num plano existencial superior.

Citando um dos maiores filósofos do século XXI, Cumpádi Washington:
“Pau que nasce torto nunca se endireita”

Isso não quer dizer que sua vida será uma merda até o fim dos seus dias miseráveis. Não faz a Maria do Bairro que a Televisa não tá contratando.

O que eu quis dizer é que se você parar pra prestar atenção, você vai ver que o caos continua ali de braços abertos para você. Estaticamente, você continua com as mesmas (altas) probabilidades de se fuder lindamente, de se apaixonar loucamente (que dá na mesma), de perder tudo que apostou. E ahhhh você tá apostando. Pode parecer que não, mas você tá. E alto.

Citando um dos maiores clichês da humanidade:
“Sorte no jogo, azar no amor”
Ou vice-versa.

Mas
Citando meu óraculo de sabedoria infalível, Vovó:
“O que você não tem de juízo, você tem de sorte”.
Então FODA-SE que hoje começa meu inferno astral.
FODA-SE que a minha atual sorte é nada mais que resultado da progressão do meu DDA a níveis desconhecidos pela humanidade!
Eu vou arriscar.
YES WE CRÉU

I Bet You Look Good On The Dancefloor

Engraçado, eu achei que ia postar menos e acaba que eu to postando mais nesse meu período semi-offline. Incrível como um mínimo de organização pode ser produtivo.

Queria dizer aqui que eu to AMANDO o BBB. Vejo mesmo e odeio quem paga de culto e finge que não assiste. Quem não gosta mesmo eu respeito, tipo minha avó. Mas ela curte assistir a TV Senado, então não acho que ela sirva de parâmetro pra ninguém. Agora, nego que fala um monte, que não tem conteúdo, que é manipulado e imbecilizante, e de noite liga lá pra ver o Bial semeando a discórdia entre os participantes… Bom, esse tipo de gente não merece nem ser detonado pela minha pessoa. TODO MUNDO sabe que não tem conteúdo, que é manipulado e que é imbecilizante. Eu não assisto pra analisar a dinâmica sociológica do confinamento de indivíduos com backgrounds conflitantes.
OI?
Eu vejo Big Brother como eu vejo Superpop, como eu vejo Márcia, como eu vi Usurpadora 3 vezes: pra aproveitar a nata da produção televisiva brasileira. Barraco, gente, BARRACO. Não tem nada melhor que ver esse tipo de coisa sem estar envolvida, pra dar uma variada.
Essa edição então tá especial.
Acho muito digno que a Tessália não vai mais precisar de scripts pra ter milhões de followers no twitter.
Acho muito digno que o Orgastic finalmente vai ter motivos pra se achar uma celebridade.
Acho muito digno a Jose ter a coragem de falar que ta NUMA FASE MAIS PERFEITA bem quando tão dando um close na cara de Mini-Me da Elza Soares dela.
Acho tudo digníssimo. E cada episódio que eu assisto eu acredito mais naquilo que mamãe sempre disse, que se eu tivesse nascido homem eu era travesti. Amo Dicésar, me identifico horrores. To embichecendo mais, se é que isso é possível.

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♫♪ adriana™ says: (17:56:48)
aí que falou em carne nova me lembrou putaria e putaria me lembrou você

Hoje tem Fashion Forward na The Week, abertura oficial do SPFW Outono/Inverno 2010. A última festa da Fashion Week que eu fui foi em 2007, no Glória. Se for boa igual, promete.
Amanhã é dia de finalizar o projeto cabelo novo, depois tem churrasco de despedida da Drum. Mas começa cedo, então se alguém tiver propostas pro after A RUA É NÓIS, só chamar.

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Pra encerrar, podiquésti novo no ar, clica AQUI e aproveita.
Com direito a BONUS TRACK! Dá um play nesse vídeo aí embaixo e bata cabelo que nem a Joelma sem medo de ser feliz!

Agora tá valendo

É isso aí putada. Contrariando todas as expectativas eu sobrevivi às festas de final de ano. E se for verdade aquela história que o jeito que você passa a virada é o jeito que você passará o ano seguinte inteiro, aí fudeu de vez: passarei 2010 bebaça de vodka vagabunda e rolando na lama (o que, convenhamos, não seria nada mais que uma continuação de 2009).
BUT posso afirmar categoricamente que tirei toda zica e perdi de vez o medo de altura ao cometer um ato aparentementemente suicida na cachoeira. Óbvio, continuarei sendo problemática. Ou nem teria sentido continuar com essa joça aqui. Garanto que sempre terei algo de que reclamar, mesmo sentindo que esse ano vai ser DO CARALHO. Até porque, já deu pra perceber né? Se eu não tiver nada de errado acontecendo, eu invento motivo pra me fuder de verde e amarelo.
Mas não é hora de pensar nisso.
Aliás, deixo registrado aqui que não vou pensar muito em 2010. Cansei um pouco dos poréns e porquês das coisas que seriam. Agora é tudo na base da solução drástica e imediata. Leia-se: tudo que eu experimentei em 2009 e não cabe mais foi pro lixo. É, lixo. Não vou reciclar nada. Taquei fogo no passado e não responderei a nenhum tipo de apelo, provocação ou questionamento dos motivos disso.
No mais, tudo continuará na mesma. Zero dignidade é um estilo de vida que muito me agrada e do qual, aprendi a duras penas nesse fim de ano, não estou pronta pra abrir mão. Ou seja, mantenham suas expectativas baixas porque é pra isso que eu tô aqui: me superar no quesito rebaixamento do respeito próprio.
Querendo abusar do meu corpo ou do meu fígado, é só chamar.
É tudo nosso.
Ah sim, claro. E pra inaugurar o ano toma um mais um exclusivo podiquésti. Vou fazer isso com mais regularidade esse ano, to afim de dividir, disseminar e elevar o bom gosto da galera.

Sexo, vodka e rock’n'roll pra vocês. E pra mim, claro.

Roleta Russa

Odeio não conseguir postar em datas especiais. Mas essa semana tá do dimonho, eu to verde de agonia pra ela acabar e simplesmente não deu tempo. Acontece.

Eu queria ter postado ontem, que foi o Dia Mundial de Combate a AIDS. Mas não é porque passou o dia que deixa de ser importante, então eu falo com atraso mesmo.

Todo mundo sabe que eu não sou uma pessoa engajada. Militância NÃO é comigo, e eu odeio discutir coisas polêmicas. Minha área de expertise é a futilidade.

Mas tem três assuntos que me fazem subir o sangue se tratados com ignorância. Aliás, ignorância em geral me deixa nervosa. Só que se o tópico for casamento gay, aborto ou AIDS, eu levo MUITO, mas assim MUITO a sério.

Por hoje eu fico com a AIDS.

Entrou no ar um filme de Ministério da Saúde, com um casal se beijando. O cara tem AIDS, a menina não. A premissa é basicamente a seguinte: você não pega AIDS por beijar alguém que tem AIDS. É um caso real.

Eu fiz o teste pra esse filme. No teste você beijava uma pessoa com AIDS. Eu não passei, então obviamente não ganhei nada. Mas E DAÍ?

Quantas vezes você não foi pra balada com um pensamento fixo de VOU PEGAR GERAL?

Quantas vezes você não ficou completamente bêbado/a e pegou desconhecidos que nem o nome saberia dizer hoje?

Você pediu um atestado médico pra essas pessoas?

Pediu um exame de sangue?

Não né?

Então, as chances de você JÁ ter beijado alguém que tem AIDS são altíssimas.

Mas a não ser que você tenha ido além, você não contraiu o vírus. E mesmo que tenha ido além, se você teve um mínimo de responsabilidade e usou uma camisinha, também não. E se não usou, convenhamos, cagada de ambos os envolvidos. Mesmo que o HIV não estivesse em jogo, seria arriscado e qualquer deslize poderia se transformar num dano irreversível.

Não dá pra contar com a sorte, mas dá pra se informar.

Todo mundo tem direito à putaria. É o que todo mundo quer, não é mesmo? Mas tudo nessa vida tem um preço.

Antes de você entrar em qualquer jogo, você tem que aprender as regras. E jogos perigosos exigem equipamento de proteção.

Não tem jogo mais perigoso que esse, o da vida de solteiro, de pegação, da balada. As regras mudam o tempo todo, e não existe ganhador. É um jogo de começo e meio, nunca tem fim.

Então se você quer brincar, que tenha estrutura pra isso.

Wishlist

Lista de coisas que eu quis ser durante a infância:

O Timão ou o Pumba do Rei Leão

A Pequena Sereia

O Gato que Ri da Alice no País das Maravilhas

O macaquinho Abu do Aladin

Um dos gatos de beco do Aristogatas

A fada Primavera da Bela Adormecida

Um ratinho da Cinderela (Tatá)

O Lumière da Bela e a Fera

O Cascão da Turma da Monica

A Atena dos Cavaleiros do Zodíaco

A Emília do Sitio do Pica-Pau Amarelo

Paquita (a Letícia Spiller, no Lua de Cristal)

Entregadora de pizza

Um dos meninos perdidos da Terra do Nunca

Groupie das bandas que meu tio ouviam

Inteligente

Livre

Hippie

Mais velha, pra poder assistir tevê até mais tarde

Desenhista da Disney ou do Mauricio de Souza

A filha favorita

O Pequeno Príncipe

O dragão da Mulan

Um chiclete Ploc. Ou Ping Pong

Uma estrela

Caiçara de Ilhabela

Criança pra sempre

O Balu do Mogli

Guitarrista, só pra  tocar uma Fender vermelha

Namorada de um dos Backstreet Boys (o Kevin, ou o Brian)

A Sininho (ou qualquer outra fada, for that matter)

Uma borboleta laranja e azul

Um unicórnio lilás

Uma super-heroína com super-poderes

Punk, só por causa da anarquia. E dos moicanos.

Uma menina de cabelo rosa-choque (a Gwen Stefani né)

Filha do caseiro do sitio da minha avó, só pra poder morar lá

Um Indiana Jones mulher

Tarzan

Gênio da lâmpada

A Tempestade dos X-Men

O Pica-Pau, principalmente quando ele descia as cataratas

O Chaves, pra morar num barril

A minha prima Renata, pq as paredes do quarto dela tinham letras de musicas e recados escritos

A Penny Lane dos Beatles, antes de descobrir que Penny Lane era uma rua, e não uma pessoa

A Mulher Maravilha

Um Ursinho Carinhoso

Diretora de filmes de cinema

A Maria das Graças de Lua de Cristal

O Dunga da Branca de Neve

A Pocahontas

Uma surfista havaiana

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Importante constar que eu quis ser a maioria dessas coisas AO MESMO TEMPO, por mais incongruentes que elas fossem

Tatiana de Menezes Montenegro, 21 anos de superação no exercício da incoerência.

Me joga no Google, me chama de pesquisa…

Ainda não tenho condições de postar.

PERO, descobri algo de extrema relevância que preciso compartilhar. Afinal, toda fama é êfemera.

Se você digita “eu tenho problemas” no Google, o primeiro resultado que aparece é esse blog. Teste.

Hahaha

ISSO é que é ser problemática! Até o Google me reconhece!

Untitled

You wouldn’t want it any other way

kid_vs_fish

Em primeiro lugar, gostaria de fazer um pedido à galera que me dá muito mais atenção do que eu mereço: ocupem seu tempo com coisas mais produtivas. Nem que essas “coisas mais produtivas” sejam umedecer um cotonete com cândida e matar formigas com requintes de tortura. Isso ainda tem um mérito científico. Ou então brinquem de fugir do peixe morto na vara de pescar como esse menininho. Muito mais divertido.

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Paixão não é amor. Amor dá sentido, paixão faz tudo perder o sentido. Amor é um sexto sentido, paixão é cinco sentidos a todo o vapor. Amor é aquilo que se constrói na cratera aberta pela bomba atômica da paixão.

Dá pra ter os dois ao mesmo tempo? Acho que dá. Deve dar. Mas também dá pra optar por um deles quando você não tem estrutura pro outro.

Todo mundo sabe que eu acho amor uma coisa do caralho. Acho lindo, de verdade. Mas agora não to podendo com ele. Peguei bode.

Porque o amor de repente se tornou um policial. Eu levei um enquadro e o amor falou assim: “Tudo que você disser poderá ser usado contra você”. E foi mesmo.

Não dá pra ser legal. Basta ser legal pra alguém confundir tudo. Eu sei, eu já fui a que confundiu. A diferença é que quando eu confundo eu não transformo isso em verdade absoluta. Eu me confundo com pessoas idiotas, mas em momento nenhum esqueço que essas pessoas são idiotas. E eu sou claramente idiota. Mas de vez em quando tenho lapsos de lucidez e bondade. Aí fode tudo, nego começa a achar que na verdade eu não sou idiota, que eu sou uma alma perdida que precisa de salvação.

EU NÃO QUERO QUE NINGUÉM ME SALVE.

Até porque salvar do que? De mim mesma? Não, obrigada. Me salvar de mim é me roubar de mim, e apesar de eu não ser a melhor das companhias pra mim mesma eu pretendo continuar comigo. Eu não sou refém. Ninguém é. E quem fala que é tá mentindo.

O inferno são os outros.

Os outros dividem-se em 3 grupos:

1. Os extremamente controladores, com suas manias e desconfianças. Esses fazem questão de jogar na minha cara tudo que eu faço de errado e transformar pequenos transtornos comportamentais em desvios de caráter gravíssimos. Os extremamente controladores acham que eu sou sociopata, tipo Angelina Jolie em Garota, Interrompida.

2. Os extremamente tolerantes, com suas projeções e perdões. Esses não me pedem nada, não brigam comigo nunca, me colocaram num altar, numa redoma – numa porra duma jaula. Criam expectativas que eu nunca estarei à altura e assim me sufocam.

3. Os meus melhores amigos. Eles conhecem minhas limitações e meu potencial, me dão esporro quando eu tô errada e deixam eu chorar no ombro deles quando eu apanho sem motivo.

Mas meus melhores amigos são assunto pra outro post.

Aliás, não lembro nem qual era o assunto desse post, tô viajando.

AH É!

Na verdade eu queria falar que nesse momento da minha vida eu quero a bomba atômica. Quero que destrua absolutamente tudo em mim, que me puxe, pegue pela cintura, deixe sem reação. Eu quero devastação.

Quero tudo. Até cansar de tudo. Até ficar esgotada. Até pedir por piedade.

Da série: coisas completamente fúteis que eu PRECISO ter

Sério mesmo. Eu não serei plenamente feliz se não tiver isso um dia.

Eu JURO POR DEUS que não vou chamar minha casa de CASA enquanto não possuir…

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Uma Jukebox da Jack Daniels

JD_NOSTALGIC_BUBBLER_CD_JUKEBOX

E o vento levará

larY says:
ah sim comcerteza
e antes trabalhando demais do q nao trabalhando nada
e fica em casa engordando só jogando farmville
(eu por exemlo) aahaauhuiahiu
tatiana ™ says:
HUAHAUHAUHAUHAUAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAA
verdade
mas eu to bem bonita tb
olheira mais funda que buraco de rua de periferia
- larY says:
pra quem tem dinhero beleza nao é probelma minha fia
ja to vendo seu futuro
ricaça…
acordando as 17:00 de ressaca
tomando um pileque de wisky na sua piscina no quintal da sua mansão
tatiana ™ says:
hauuauha
deus queira
oro todos os dias por uma vida de cachaça eterna
larY says:
ah sim comcerteza
e antes trabalhando demais do q nao trabalhando nada
e fica em casa engordando só jogando farmville
(eu por exemlo) aahaauhuiahiu
.
tatiana ™ says:
HUAHAUHAUHAUHAUAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAA
verdade
mas eu to bem bonita tb
olheira mais funda que buraco de rua de periferia
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- larY says:
pra quem tem dinhero beleza nao é probelma minha fia
ja to vendo seu futuro
ricaça…
acordando as 17:00 de ressaca
tomando um pileque de whisky na sua piscina no quintal da sua mansão
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tatiana ™ says:
hauuauha
deus queira
oro todos os dias por uma vida de cachaça eterna
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24 horas nada, Jack Bauer é mó boiola.
Macho que é macho trabalha no esquema UTI, internação de 72h com comadre e sonda pra não perder tempo nem indo no banheiro.
Porque tudo bem, hoje eu talvez seja uma criancinha de Taiwan trabalhando nos porões secretos da Nike, vivendo de cigarro, café, redbull e junk food.
Mas um dia isso vai mudar.
E eu vou fazer a linha Scarlet O’Hara:
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scarlett1

NUNCA MAIS PASSAREI FOME!

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SOBRE AMOR & CASAMENTO
(Manual Prático by Matheus, meu primo de 5 anos e guru de todas as horas)
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Matheus: Como faz pra casar?
Mãe de Matheus: Você tem que se apaixonar e ter mais de 18 anos
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[Entra a irmã de Matheus, que tem 18 anos, na sala]
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Mãe de Matheus: Não, 18 não… Tem que ter 25. Não, mais de 30. Não, 40.
Matheus: Ah, então a vovó já pode casar né. Ela já tem 80.
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[Silêncio constrangedor]
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Matheus: Bom, eu já tenho namorada. Agora só preciso esperar fazer 80 anos.
Ou seja… MUITA CALMA NESSA HORA!

Distúrbio da Incapacidade Telecomunicativa

Eu odeio telefone. Odeio quando o telefone toca, não importa o toque dele. Não sei falar no telefone. Ou eu fico nervosa e gaguejo, ou eu to prestando atenção na tv e no computador e esqueço de responder, ou eu simplesmente falo sem nexo nenhum.

Se dependesse de mim, só me mandariam mensagem de texto. É mais rápido, é mais barato e eu tenho capacidade de responder sem ter que passar pelo ataque de pânico que eu tenho toda vez que eu vejo o desgraçado começar a vibrar na mesa.

E se eu tiver surtada e de mau-humor então, esquece. Eu simplesmente desligo na cara.

Então não me liguem. Mandem mensagem e aumentem em até 100% o aproveitamento das telecomunicações.

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Preciso ter um momento VIADO de novo. Todo dia eu tenho um, to começando a me preocupar de verdade.

Mas não tem como. Eu acabei de descobrir um jeito perfeito de pedir alguém em casamento: http://vimeo.com/5689790

E eu quero que alguém faça isso por mim um dia.

Mentira. Eu que vou fazer um dia. Não exatamente que nem esse, mas eu já tenho idéia. Até a música eu já escolhi. Agora falta achar pra quem. Hahaha.

Chega.