Esse é um daqueles posts cuja trilha sonora tem SUMA importância, então dá o play aí:
Se alguém perguntasse qual minha coisa favorita no mundo, eu nem precisava pensar pra responder: ROADTRIPS. E antes que alguém resolva ser engraçadinho e perguntar se eu não prefiro sexo, já aviso que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Roadtrip é um estilo de vida, e nada me faz mais feliz que pegar a estrada, independente de pra onde eu to indo.
PASSO A PASSO PRA ROADTRIP PERFEITA:
1. resolva de um dia pro outro qual o destino
2. faça uma mochila com o mínimo essencial pra sobrevivência
3. pare no primeiro posto de gasolina e compre algumas cervejas pro caminho
4. coloque tom petty no último volume
O resto é consequência. Eu queria poder explicar melhor a sensação de liberdade que dá pegar a estrada em plena segunda-feira, debaixo de um sol do agreste, rumo a um lugar tão no meio do mato que os celulares, não satisfeitos em não terem sinal, simplesmente se rebelam e param de funcionar é a própria definição de plenitude.
O destino escolhido nesse caso foi Socorro, quase Minas Gerais. Tenho apenas uma coisa pra dizer a respeito de Socorro: a primeira é que é HOT LIKE MEXICO só que mais. Deserto ali é um termo que se aplica tanto pro quesito clima quanto pro quesito circulação de pessoas.
MAS NÃO É SÓ ISSO.
Socorro é um daqueles lugares tipo Brotas, onde cachoeiras e toda natureza são apenas um suporte pra gente sem noção nenhuma do perigo se pendurar, pular e fazer aquilo que se eu fosse mais brega chamaria de “esportes radicais”. Daí que veio a foto “onde está wally” da minha pessoa pulando numa tirolesa de 1km do demônio. O nome do brinquedinho:
Óbvio que esse tipo de coisa nunca é ideia minha, mas eu sempre acabo me jogando. Aliás, “me jogando” é uma expressão bem adequada nesse caso. Seja de uma pedra de 8 metros em Mauá, seja de um cabo de aço no meio da montanha na fronteira com Minas, seja num mortal de costas num deck flutuante, eu sempre me jogo.
A questão é: porque eu faço esse tipo de coisa? Pelo mesmo motivo que eu pego a estrada. Porque foda-se pra onde eu to indo. Uma tirolesa de 1km dura 50 segundos. Mas nesses 50 segundos você não pensa em nada. É só o vento na cara e a música dentro da sua cabeça. Tente gritar I’M TAKING CONTROOOOOOL OF MY LIFE a 55 km por hora suspensa a sabe deus quantos mil metros do chão. Depois que você faz isso, você pode fazer qualquer coisa, seja ficar pulando por 40 minutos numa cama elástica, seja se jogar na água gelada da cachoeira, seja fazer uma sessão karaokê brega a plenos pulmões no carro.
Agora, tem um segredo pra isso dar certo: a companhia. E nesse quesito eu devo, muito a contragosto, admitir que tenho sorte. Porque eu tenho esse ser humano completamente demente que há 5 anos me acompanha em todo e qualquer perrengue, que canta Total Eclipse of The Heart e Elephant Love Medley , que passa 3 horas analisando letra de folk, depois pega a estrada até a cidade mais próxima pra repor o estoque de vinho vagabundo e emenda numa discussão existencial com o tema “e se você morresse amanhã?”
E eu não sei vocês, mas se eu morresse amanhã eu ia feliz.















