Há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante…
troféu hang loose de farofagem, categoria forever alone
- Eu me prostitui.
- Como assim?
- Beijei o vendedor de cerveja e ganhei uma latinha.
- Essa que tá na sua mão?
- Sim.
- Aquele vendedor lá atrás?
- Sim.
- Eu paguei por ela.
- Eu me prostitui à toa então?
- Como sempre né.
Ok, não foi muito tempo atrás, nem numa galáxia muito distante. Foi entre sábado de manhã e terça à noite, no Rio de Janeiro. Carnaval, pros leigo.
Depois de muita cagada e vou-não-vou, eu arrumei passagem, joguei meia dúzia de roupas na mochila e fui. E antes mesmo de chegar na rodoviária eu percebi que teria me arrependido muito se não tivesse ido – leia-se ainda no metrô já tinha gente pagando peitinho.
O ônibus atrasou 3 horas, o suficiente pra eu me curar da ressaca de 5ª, ficar razoavelmente bêbada de novo, cantar aquele hino da farofa da Jennifer Lopez e/ou Kaoma na plataforma e capotar daqui até a ~cidade maravilhosa~. Aliás, a ressaca de 5ª foi a última, porque dali em diante nunca mais deu tempo de ficar sóbria. Ainda bem, porque levando em conta as fotos que começaram a aparecer hoje, eu não queria lidar muito com a nossa cara de quem tinha sido atropelado por 7 jamantas de croquetes mornos de catuaba, vodka, cerveja, chalise, whisky e seja lá mais o que a gente bebeu. SOBRE BLOCOS: amei todos, mas o destaque fica pro Bloco da Bomba de Efeito Moral, logo seguido pelo Bloco das Entidades Mitológicas, que teve um chill out sensacional com a participação de Marimunda, a prima caiçara de Maria do Bairro e Marimar, comandando o trio elétrico dos tatuís. Pra quem não sabe, esses foram blocos pop-up surgidos em algum lugar entre Botafogo ou Flamengo e foram até o Leblon tossindo e sambando. E beijando estátuas. E subindo em postes como se fossem pole dances. E fazendo amizades nas delegacias. E sendo pedido em casamento por pessoas de sexo AND idade indefinidos que batiam leque como se a sarjeta fosse a ilha de caras. E outras coisas que eu não lembro porque amo/sou amnésia alcoólica, fora aquelas que a responsabilidade jurídica me impede de contar. SOBRE PASSEIOS: recomendo bastante andar de ônibus de um lado pro outro, especialmente da Lapa até Ipanema, onde você pode encontrar o Bonde dos Gringos de Bristol, fazer amizade com eles e descobrir que aquela regra do “falo inglês melhor quando to bêbado” não vale pra todo mundo, fora descobrir o tamanho da viadagem generalizada quando alguém falar “canta pra eles uma música da inglaterra” e outro automaticamente começar um tributo às Spice Girls. Além disso, você pode de repente se ver envolvido no meio de um Baile Funk improvisado, no qual a sensualidade e o requebrado natural dos seus quadris será favorecido pelo movimento das lombadas.
Enfim, o Rio continua lindo. Só algumas tatuagens que são feias demais.
Beijos pra quem perdeu tudo numa enchente, depois perdeu tudo em outra enchente. De hoje em diante vou tomar jeito porque minha vida não tá fácil… pra ninguém, pra mim tá tranquila
PS.:Meus sentimentos pós-carnaval se resumem na seguinte música:
I want the world to stop, give me the morning (give me the understanding)
Vou contar pra vocês a história da última Oui Oui do ano, que aconteceu nessa sexta-feira:
1. Eu não lembro de chegar lá
2. Eu não lembro do que aconteceu enquanto eu estava lá
3. Eu não tenho ideia de como eu fui embora.
FIM.
Epílogo:
Fui pra auto-escola sábado de manhã, ainda meio bêbada e sob um sol do SENEGAL, e encontrei um rato morto estendido no asfalto. EEEEEEECAAAAA (é sério)
Moral da historia:
Caso eu tenha: te agarrado / puxado assunto com você e falado alguma coisa inteiramente sem sentido / te ignorado, DESCULPA. Eu não tinha nem ideia do que tava fazendo ali.
—> Fica aberto aqui o espaço pra vocês comentarem me dizendo se, afinal de contas, a balada tava legal ou não. Fica inclusive o apelo pra vocês me mandarem e-mails (de preferência longos e detalhados), sobre eventuais interações que tenham ocorrido entre eu e você. Sério.
Cara, eu tenho milhões de coisas pra postar, mas eu to aflita há SEMANAS com essa porra.
Outro dia tava eu na maior das inocências bundando na internerds quando chega o Rapha, carioca, webdesigner e caçador da podridão do youtube nas horas vagas, me chama no msn e apenas cola um link.
É a coisa mais porca e caótica que eu já vi na minha vida – e olha que eu já vi muita coisa porca e sou pós-graduada em caos. A questão é: QUE PORRA DE PRAIA É ESSA SENHOR JESUS CRISTO?
É O TRAILER DO FIM DO MUNDO MINHA GENTE.
Alguém falou ali nos comentários que é perto do posto 9, mas o Rapha já desmentiu isso falando que “é caô”, porque nessa posição daria pra ver o morro dois irmãos.
Enfim, tamos aí nessa luta pra desvendar onde fica esse playground do capeta. Qualquer colaboração é bem vinda.
Teste de personalidade para saber se seus amigos são normais.
1. Dê a eles o estímulo visual abaixo e aguarde pela reação deles:
a. “Hmm, bacana”
b. “Aff que bizarro”
c. “MANO VAMO FICAR FLUORESCENTE”
Se a resposta for a ou b, ok, eles são normais.
————————————————- // ——————————————————– “she looks good but her boyfriend says she’s a mess, she’s a mess, she’s a mess…”
Aí voce acorda num domingo, precisando mais de um banho do que de amor na vida, levanta da cama enquanto todos ainda dormem e vê um salão miraculosamente limpo e três corpos estendidos quase sem roupa num colchão de ar ao lado de um lixo virado, com algumas poucas latinhas espalhadas pelo chão. Você começa a se perguntar se tudo aquilo foi real mesmo. Você entra no banho e, enquanto a água escorre pelo seu corpo, começa a pensar no seu amigo. Não desse jeito indecente, seus pervertidos. Por causa da cachoeira azul e rosa que não sai do seu cabelo de jeito nenhum, por mais que você esfregue UM TUBO de Pantene Restauração Profunda no mix de laquê e tinta que vai da sua franja até o recôndito mais profundo da sua alma.
Tá bom vai, deixa eu explicar melhor. Acontece que o 31 crew é composto por indivíduos que não se contentam em assistir as coisas. Quando a gente vê alguma coisa excepcional – mesmo que seja excepcionalmente bizarra -, a gente tem que fazer também. Por isso todas as nossas festas são praticamente uma experiência de alucinação coletiva, seja destruindo um motel, horrorizando uma casa de swing, fazendo uma guerra nuclear de glacê ou constrangendo seguranças de condomínios fechados do interior que até desistem de pedir pra abaixar o volume do som quando se deparam com entidades fluorescentes.
Então quando a Ke$ha apresentou “Your Love Is My Drug” no Saturday Night Live, nossa reação imediata foi descobrir como e quando obter esse efeito de apaches pop. Alguns tutoriais e experimentos depois, ficou decidido que a “Dance in the Dark” seria em Outubro, numa chácara, para evitar o contato com a sociedade depois da aditivação das nossas consciências com pigmentos cujo efeito no nosso organismo só será verdadeiramente conhecido pelas gerações seguintes (alô Césio 137).
E foi nesse sábado ensolarado – ensolarado, ao que tudo indica, graças a um despacho envolvendo tapetes vermelhos e claras de ovo no telhado – que finalmente demos vida à essa magia de tinta corporal, sabão em pó, água tônica e luz negra. A caravana partiu rumo à Rio Claro por volta de meio dia, e depois de testar o limite de tolerância da psique humana cumprimentando cobradores de pedágio com a cara pintada de guache branco, fazer um breve tour por points gastronômicos como o 1000-ki shake ki-delícia, abastecer o carro com álcool adulterado num posto abandonado, ficar preso no meio da estrada onde o celular não pegava e havia um carro velho largado no mato – EM SUMA, DEPOIS DE QUASE SERMOS ESTUPRADOS E ESQUARTEJADOS, chegamos ao nosso destino.
culinária conceitual
Bom, como vocês devem imaginar, o que se seguiu foi um festival etílico e artístico que resultou em moicanos, gueixas, dominatrixes, tudo isso ao mesmo tempo e nada disso, numa compulsão por tinta que não podia ver meio milímetro de pele sem brilhar que já entornava mais um pote. Meu cabelo por exemplo foi definido da seguinte forma:
“Ah, ele falou ‘agora você vai brilhar DE VERDADE’ e derramou o pote azul no rabo de cavalo”
“Brilhar de verdade? Pelamordedeus, a gente já tava brilhando tanto que devia dar pra ver no Acre. Deve ter aparecido uma porra dum ponto fluorescente no Google Earth”
E foi assim que os atletas do grupo resolveram treinar pra São Silvestre Naturista correndo no campo de futebol. Foi assim que alguns chegaram até a voar, como gaivotas delirantes impulsionadas por troncos de árvore que apareceram DO NADA no meio de seus caminhos. E foi assim que, à meia noite, cantamos parabéns ao som de Lady Gaga. Foi bonito. Diria até que escorre uma lágrima singela só de lembrar, mas confesso que não lembro muito bem.
Depois continuamos com as atividades normais da programação: performance de go-go neon boys, ginástica arrítimica e um jogo de shots que me deixou com uma injusta imagem de alcoólatra. AGORA, veja se vocês não concordam comigo: o termo SHOT implica você beber todo o conteúdo de um copo num só gole. Se o moderador da bincadeira coloca um copo de 250ml de vodka e grita “SHOT!”, você entorna os 250ml de vodka goela abaixo, certo?
Não?
Tá bom vai.
O que importa é que todo mundo acordou com vida na manhã seguinte, pronto pra ir pra piscina e usar como bóia o colchão que alguns minutos antes servia de cama pra três indigentes. Não to discriminando ninguém, indigentes todos estávamos, mas só a cama deles virou instrumento recreativo.
obra de arte coletiva
Foi um domingo bonito, que permitiu que todos chegássemos no limite da insolação e, dez minutos depois, estivéssemos correndo na chuva pra lavar a alma (ou a tinta remanescente no sovaco, depende da sua inclinação filosófica). No fim da tarde juntamos nossos trapos, num óbvio desperdício de espaço na mala visto que grande parte, senão toda, a roupa utilizada tem como destino inexorável a lata de lixo, colocamos o bolo no porta-malas e partimos de volta à essa realidade tão carente de neon que nos aguardava.
ninguém tava afim de carregar no colo
Parabéns a todos os envolvidos por essa dor em lugares do meu corpo que eu nem sabia que existiam, por esse penteado involuntário que eu to cobrindo com meu gorrinho de Amsterdam e já me rendeu o apelido de “Bicho de Sete Cabeças” na agência – o que, imagino eu, não é só graças ao gorro mas ao conjunto da obra -, pela beleza e pela pró-atividade.
Não, mas sério. Parabéns pra todo mundo. Pro Fe pelo aniversario e pra todo resto pela disposição de encarar qualquer coisa, especialmente as mais absurdas, sem medo de ser ridículo. A gente definitivamente se diverte mais que o resto das pessoas.
sensualidade dominical à base de tinta fluorescente + raios UV
Ah, e só pra dar o toque final de elegância na situação, queria declarar publicamente que ontem cheguei em casa nove e meia da noite, pedi China In Box e fui atender o entregador de moletom e com dois traços laranjas fluorescentes nas bochechas. Seduzi.
Ou, como disse minha mãe no auge de sua sabedoria:
“Eu espero apenas que você tenha consciência do fato que tem tinta dentro da sua orelha”
Nego entra na faculdade de Publicidade e Propaganda, ou Propaganda e Marketing, achando que vai ganhar rios de dinheiro, Leões em Cannes, glamour e gatinhas.
A única coisa que vai ganhar é olheiras.
Antes de prestar vestibular pra Comunicação Social, assista esse vídeo e REFLITA. Isso foi numa 4ª feira.
Ah sim, ela diz no final “espero não te ver amanhã”. Mas NÉ, ACABA QUE 5 HORAS DEPOIS TAVA LÁ A GENTE DE NOVO.
E sim, eu sei que é o cúmulo da preguiça eu só estar postando vídeos nessas últimas semanas. Mas é aquela coisa, quando você tá prestes a entrar de férias o apocalipse toma conta, então eu tô sem tempo nenhum. Nem saúde.
Ah, sim. Se você não me segue no túirer, nem o @seje_menas e tá se perguntando o porque da ausência de Fuck Art, Let’s Dance nas últimas semanas, é o seguinte: o tchutchuco do T.I. perdeu minha pasta de Backup de músicas. Eu ainda tô na fase da negação. Quando eu passar pelos 3 estágios do luto que faltam (raiva já foi, negação tá aí, faltam a barganha, a culpa e a aceitação ainda) eu vejo o que faço a respeito. Se tudo der certo no feriado tem =D
Mas o Seje continua sendo atualizado, então continuem lendo que pelo menos lá tem coisas que são de fato interessantes.
Aí que por algum motivo que transcende a racionalidade, eu resolvi que ia pesquisar mais sobre zumbis. E nesse processo eu descobri que, bom, talvez eu seja um e não saiba. Não só eu na verdade, mas muita gente que eu conheço também. E graças a essa pesquisa eu posso dizer que quando o apocalipse zumbi acontecer, não vai ser fruto de um vírus alienígena trazido à Terra por um meteoro, nem de um vírus criado em laboratório, nem de uma tentativa de guerra biológica, nem de um vazamento químico ou radioativo (se bem que não sei nem porque cogitam essa última, Chernobyl foi há 20 e tantos anos e ninguém tem provas de que realmente ocorreram ataques depois do incidente). Não minha gente, o que nos levará a esse fim do mundo putrefato vai ser causado por uma substância que hoje em dia consideramos inofensiva: o ETANOL.
Aquela coisa de falar “tô parecendo um zumbi” quando você tá de ressaca é mais séria do que parece.
Zumbis que dançam - Michael já sabia
Algumas das características fisiológicas dos nossos amiguinhos que curtem jantar cérebros são:
1. Sempre frequentam lugares familiares à eles quando eram normais.
Isso é você, indo na feira mais próxima da sua casa comer pastel antes de dormir. Lembra quando você era só um pivete que ia lá com a sua avó, na esperança de descolar um pedaço de Melancia, ou só pra passear na rua e aproveitar a manhã? Então. Hoje em dia você não vai pra lá porque precisa de gordura saturada pra recompor seu fígado. É um instinto zumbi, que inconscientemente te leva a esses lugares. McDonald’s é a mesma coisa. Quem não fez uma festinha de aniversário lá e ficou todo felizão com os amiguinhos, vendo show de fantoche e comendo McLanche Feliz? Pois é. Memórias de quando você era humano.
2. Os níveis de líquidos no corpo são mantidos, pois senão o corpo não seria capaz de funcionar, no entanto não vemos zumbis beberem água.
Bebem muita Coca-Cola porém. De litro, direto da garrafa. E à noite nem preciso falar o que né.
3. Mantém alguma memória e conhecimento de suas vidas passadas
Vale o mesmo princípio do primeiro item. Mas nesse quesito você pode somar também aquela estranha sensação de lembrar apenas de flashes do dia anterior, quando você ainda estava sóbrio. A longo prazo, você pode perceber que cada vez mais se torna difícil associar idéias, e as lembranças vão se tornando apenas borrões difusos.
4. O processo normal de deterioração é drasticamente diminuido ou é inibido.
Pode reparar como na balada as pessoas parecem todas muito bonitas e jovens. Tudo bem, tá escuro. Mas o apocalipse não vai ter lâmpada halógena pra você ficar olhando quem tá todo cagado. O que nos leva ao item 5
5. Conseguem distinguir outros zumbis de humanos apenas pela visão.
De volta à manhã ensolarada. Você tá pegando o ônibus pra casa, são 8 da manhã, se concentrando pra nao vomitar a cada lombada e aquele monte de proletário honesto ao seu redor. Quando de repente você identifica um semelhante. Você não sabe quem é, e ele não veio do mesmo lugar que você, mas quando ele passa pela catraca vocês se reconhecem, trocam um olhar respeitoso e prosseguem sua jornada.
6. O corpo fica reanimado por um período de até 10 anos até começar a perder a mobilidade dos membros.
Ninguém é de ferro né minha gente. Fica nessa putaria toda pra você ver seu estadinho daqui dez anos.
Tá tudo certo, meu problema foi só o coqueiro
Agora, uma coisa que eu não entendi, em todos os manuais de sobrevivência, foi que a única instrução para exterminar um zumbi é a de que você precisa destruir seu cérebro destruído para aniquilá-lo. Conforme aqui demonstrado, o zumbi já faz isso por conta própria (vide item 3). Não faz sentido de acordo com a minha teoria porque veja bem, seria redundante.
Agora, de acordo com um estudo de 4 canadenses, entre eles Robert J. Smith? (que eu só to mencionando porque o ponto de interrogação faz parte MESMO do nome dele), a única chance que a huanidade remanscente terá quando nós eles tomarem conta da porra toda, será matar todos os infectados. Quarentena nao resolve e não existe cura, tá lá, matematicamente provado. Então o que me resta dizer é
They tried to make me go to Rehab but I said NO, NO, NO
O jeito é aproveitar enquanto eu não entro nesse rolê de dominação mundial e/ou apodreço de vez.
Ta. Eu to indo viajar em questão de minutos, mas minha compulsão verborrágica me fez voltar.
E me larga meu, eu tenho todo direito. Nem o celular eu to levando, vou ficar IN-CO-MU-NI-CA-VEL por 4 dias e tipo eu sou uma pessoa que curto muito me comunicar, especialmente quando to bebada. E se tem um negócio que eu vou fazer, por questão de sobrevivência e manutenção da sanidade é ficar bebada nesses próximos 4 dias.
Porém todavia contudo, NÃO É SÓ ISSO!
Eu vim aqui também avisar que cara, já passaram de 10 mil acessos nessa budega. Muitos deles de amigos, pessoas que já fizeram sexo comigo e hoje guardam apenas rancor e gente que deseja meu mal em geral, muitos de gente bacana que não me conhece e a grande maioria por pessoas que jogam no google termos como “indigência”, “sentimentos confusos”, “re bordosa”, vergonha alheia”, qualquer frase com “vodka” e meu personal favorite de hoje: “jogos de baba piores do mundo”. Além do clássico “eu tenho problemas” (ainda to no topo do google, um beijo). É. Um ano quase né. Tem sido meu relacionamento mais estável, muito embora altamente conturbado – como não poderia deixar de ser. O Romance Ideal não durou nem metade disso (aquele post de junho de 2008 não conta).
Mas eu comecei a pensar ultimamente que certas coisas tem que mudar. Não, não tá nos meus planos apagar esse blog. Eu não apaguei o outro, que é cheio de traumas, que dirá esse, que me trouxe só alegrias. Nem abandonar, porque eu sei que é inútil e eu vou acabar voltando. Eu ainda não sei O QUE eu preciso fazer com ele. Esses 4 dias vão acabar servindo pra isso. Pra isso e pra organizar uma porrada de idéias e palavras soltas que eu tenho anotadas no meu caderno (sim, to levando ele E as 32 BICs pretas, me larga de novo). Eu tenho esperança que esse processo me ilumine quanto ao que fazer com esta porra. Se não iluminar, bom, aí eu vou ter que tomar atitudes mais drásticas. Mas nem cabe discutir isso agora. TO convicta que terei alguma idéia brilhante, como NÃO tive nos últimos 22 anos.
Enfim.
A questão é que agora eu REALMENTE tenho que ir. E não dá nem pra falar beijomeliga porque o celular FICA.
Torçam pra eu não cometer suicídio quando alguém resolver que tem que tocar Maria Gadu.
Torçam pra eu não ser presa por homicídio doloso.
Torçam pra eu ter a tal da caralha da idéia genial.
Enfim, torçam por mim.
P.S.: Puta merda, esqueci qual era
P.S.²: Hoje teoricamente é sexta, então CORRAO pro FUCK ART, LET’S DANCE porque se eu for presa ou morrer, esse é o último.
P.S.³: Cara, agora que eu lembrei que eu não posso em hipótese nenhuma morrer. Porque esse mês, bom, esse mês tem tudo pra ser fucking great. Beleza, não desperdicem suas energias torcendo pra eu não me matar, tenho motivos para não fazê-lo. Foquem na prisão então.
E aí bate aquela sensação de que alguma coisa está pra acontecer.
Daquelas que mudam o eixo da sua vida.
Você não tem ideia do que, nem de exatamente quando, mas sabe que falta pouco.
E dá um frio na barriga filha da puta.
Porque todas as vezes que você sentiu alguma coisa parecida com isso, foi menos.
Porque sempre foi uma fase ruim e agora é uma fase boa.
Porque sempre deu medo, e agora você não tem medo de porra nenhuma.
Porque você sempre foi imprestável demais pra merecer alguma coisa minimamente decente e agora você é, digamos, uma pessoa de caráter.
Porque você conta pra sua irmã que está com essa sensação e tudo que ela te diz é:
Montenegro says: (7:24:23 PM)
relax
Montenegro says: (7:24:26 PM)
merda por merda Montenegro says: (7:24:28 PM)
vc ja fez todas Montenegro says: (7:24:30 PM) auauauhha
DEFINITIVAMENTE ninguém me respeita nessa porra né, minha gente?
It doesn’t matter what you did and if you did it like you been told. True and everlasting, that’s what you want
PS.: Ah, caso interesse, hoje teve Fuck Art, Let’s Dance – confesso que não foi o melhor set da história, mas lá tá explicado melhor e né, caguei Brasil.
PS 2.: Deixa eu desabafar aqui que O QUE A GENTE NÃO FAZ POR AMOR NÉ? Puta merda, eu tô a caminho do Villa Country, e acho que quantidade de álcool nenhuma vai tornar essa situação menos LAMENTÁVEL. Eu vou pro céu, eu tenho certeza que esse tipo de atitude equilibra o meu karma.
Olha, tudo que eu posso dizer a respeito de sábado é que não é a toa que as pessoas chamam tequila de coragem líquida.
E que no fim das contas, até que eu tava com saudade da Bubu. Não muito, mas o suficiente pra aproveitar como nunca. Literalmente, COMO NUNCA.
Mas né, vou poupar meus familiares que acompanham isso aqui dos detalhes sórdidos porque não tem necessidade. Ida Maria fala por mim
OK, you’re kind of sexy
But you’re not really special
But I won’t mind
if you take off all your clothes
Come on, take them off
‘Cause I like you so much better when you’re naked
I like me so much better when you’re naked
Queria só deixar aqui um beijo pro dono do bar em frente ao Glória que inadvertidamente me deu Jurupinga de graça, pro mendigo na outra esquina da Artur Azevedo que dançou Electro comigo, pra moita na qual a gente sentou as 7 da manhã só porque agora é tradição assediar matagais depois da balada e um especial pra todo mundo que tem piercing na língua – porque vocês merecem meu respeito.
“[…] não eram pessoas violentas, mas ao proclamar seu ódio e fúria contra tudo, atraíam as mais bizarras reações de todos os lados.”
(Bob Gruen, sobre os Sex Pistols)
“Não existem pessoas lineares. Até mesmo você, que é irritantemente feliz o tempo todo tem uns surtos emocionais”
(minha irmã, sobre mim)
Pois é. Quem me vê falando aqui tem a nítida impressão que eu acordo com a nuvem da Família Addams em cima da cabeça. E a verdade não poderia estar mais longe disso. Eu acordo feliz. Eu tomo sucrilhos de Nescau com Leite Ninho e assisto desenhos animados de manhã. Em casa todo mundo sempre me tratou como café-com-leite porque eu sou a mais lerdinha. Eu não me incomodo com quase nada.
Mas quando eu sento pra escrever, é diferente.
“Você pode seduzir as pessoas para uma consciência de massa. Assim, escrevo pra ter alguém. Há um motivo por trás de tudo que escrevo. Escrevo do mesmo jeito que me apresento. Quer dizer, você só se apresenta porque quer que as pessoas se apaixonem por você. Quer que elas reajam a você.”
(Patti Smith)
Não é que eu queira que as pessoas LITERALMENTE se apaixonem por mim. Até porque, lendo o que eu escrevo, ninguém em sã consciência e com um mínimo de bom-senso se apaixonaria por mim. Mas de certa forma, eu acho que faço isso porque preciso acreditar que alguém em algum lugar possa se interessar. Não por mim, mas pelo jeito que eu vejo as coisas. E eu vejo as coisas. Eu percebo o que acontece ao meu redor. Mas eu não imponho isso pra ninguém, até porque a minha percepção é derivada de 22 anos de comportamento autista e por isso um tanto quanto “diferenciada” .
Mas eu sinto uma necessidade muito grande de me identificar. Seja com alguém ou alguma coisa. E as pessoas deixaram de surpreender, sabe. Então eu talvez escreva pra me apaixonar por alguém. Pra inventar alguém. Aí eu passo o tempo vasculhando as minhas próprias bizarrices, pra no reflexo delas entender o que eu tanto procuro nos outros que não consigo encontrar.
E mais que isso, eu procuro alguma certeza. Eu não tenho certeza de nada e isso me corrói de um jeito desesperador. A sensação é de viver sempre à beira de um colapso. Eu tenho 200 mil coisas pra fazer, eu gosto de todas elas, mas às vezes eu acordo e falo “não cara, eu não vou dar conta disso”. Cinco minutos depois eu arrumo mais uma coisa. E todas elas fazem parte de um universo rápido demais, mutante demais, infinito demais – que é exatamente o que me fascina. Então eu vivo num constante estado de empolgação que me leva ao limite. E quando eu chego nesse limite eu bebo demais, falo demais, faço merda demais. É um ciclo vicioso, entende? E eu não consigo imaginar minha vida fora dele. Eu não faço sentido fora dele. Por isso que quando eu escrevo eu pareço Johnny Rotten. Eu cuspo na platéia. Por isso que eu me sinto como Iggy Pop, rolando em cacos de vidro, com o rosto coberto de purpurina e cantando “I Wanna Be Your Dog”. Eu sou um personagem. Mas ao mesmo tempo, é tudo de verdade. Eu passo grande parte do meu dia agoniada porque não sei direito o que eu quero, mas eu estou muito feliz com o jeito que as coisas estão agora. Então eu vivo do melhor jeito possível. Aí chego aqui e me dou ao direito de vomitar as coisas que eu não consigo entender como uma metralhadora sem lógica no meio de uma guerra que eu não sei nem contra quem é.
O mais engraçado (e patético, e na verdade quase triste) é que esses posts que causaram tanto tumulto não foram nem escritos agora. Eles não são nada além de trechos de um livro que eu comecei mas, como quase tudo na minha vida, larguei mão de terminar. Ou seja, eles foram escritos faz tempo. Em abril de 2008, pra ser mais precisa. ABRIL DE 2008. Ou seja, antes mesmo que eu conhecesse quem se ofendeu tanto com eles.
Aí você me pergunta: se eles são de quase dois anos atrás, porque postar tão convenientemente agora?
Acho a dúvida justa, assim como acho justa a raiva. Mas também acho que tenho o direito de não esclarecer nada pra nnguém. Eu sabia que publicando na internet eu estaria me sujeitando à todo tipo de interpretação, inclusive as erradas. PRINCIPALMENTE as erradas, que mais cedo ou mais tarde poderiam me dar dores de cabeça. Agora, eu também tenho minhas dúvidas. E vim expressá-las.
Gostaria de entender como alguém tem coragem de se dizer capaz de compreender o que um texto quer dizer. Não existe isso, essa possibilidade da compreensão plena das palavras. Tem coisas que você lê, acha que entendeu perfeitamente, lê de novo e entende tudo diferente. Daqui dois meses, dependendo do que acontecer na sua vida, você vai enxergar um texto com outros olhos. Daqui dois anos, sua interpretação das coisas será completamente diferente. Não há porque escrever senão para confundir todo mundo, inclusive o próprio autor. E eu digo isso porque se aplica à coisas que eu li e que eu escrevi. Só porque é um blog as pessoas tem o direito de simplificar a significação? Ou isso tudo é porque se trata do MEU blog? Vocês acham que isso aqui é um diário ou que eu sou tão incapaz assim de misturar ficção em nome da estética?
Sei lá. No fim tanto faz. Não retiro uma palavra do que falei e escrevi, aqui e em qualquer lugar. Respeito as reações negativas, mesmo as mais infantis e ignorantes. Só não venham dizer que conhecem minhas verdades. Delas ninguém sabe. Partes delas até escorrem pelas palavras, mas muito pouco. O resto eu guardo comigo. Ao contrário do que pensam, que eu cuspo aqui tudo do que sou feita, eu me reservo bastante. As coisas com as quais eu realmente perco tempo, que me atormentam e pesam no meu peito às vezes até tentam escapar. Chegam até a ponta dos dedos. Mas aí eu fecho a mão e prendo, impeço que se transformem em texto.
Não tem muito o que falar não. Só que meus olhos ardem porque eu passei as últimas 8 horas fazendo PLANILHAS. Devia ter ido no oftalmo semana que vem, meu grau deve ter aumentado hoje, fora a vista cansada que eu vou passar a ter, quem sabe catarata.
Mas não é só isso, já diriam os caras do Polishop.
Hoje é sexta. E eu não posso sair, porque vou mumificar na agência. Mas se eu ficasse aqui e pudesse beber, até que tudo bem né. Só que eu não posso. Porque amanhã é dia de exame de sangue, ou seja, 72h antes não pode ingerir alcool. E 12h antes, jejum. O que significa que a minha Ultima Ceia tem que ser até as 19:40. É, Ultima Ceia mesmo. Dá licença que hoje eu to Maria Madalena, a puta arrependida de Jerusalém.
E aí você me pergunta: mas porque vc vai fazer exame de sangue às 7 da manhã de sábado?
Primeiro porque o exame de sangue não é o UNICO que eu vou fazer amanhã. Amanhã é via-crucis de exames ginecológicos. Isso, claro, se eu não menstruar. O que pode muito bem acontecer, porque ta na época (e obviamente DESSA VEZ não vai atrasar) e pq eu to com colica e sintomas irrefutaveis (leia-se vontade de cortar jugulares com os caninos) de TPM.
E segundo porque depois do exame EU TENHO QUE TRABALHAR. Não só amanhã, domingo também. Domingo, aniversário da minha irmã, que daqui um mês muda pra Inglaterra, que não passa o aniversário comigo há anos porque ou eu tava morando fora ou trabalhando.
Enfim né. Mas uma coisa eu prometo aqui: amanhã é dia de vale-tudo. Não importa como, amanhã eu vou compensar essa abstinência e todo o ÓDIO que eu to sentindo de ver nego bebendo na minha frente. Pq claro, hoje que eu não posso compraram engradado de cerveja. ÓDIO. Mas deixa. Eu sei esperar pra me vingar.
E meu horóscopo aqui tá dizendo que eu preciso ter calma e ser tolerante. Calma tudo bem. Mas tolerância, JAMAIS!
Em circunstâncias normais, eu reclamaria de uma série de coisas dessa semana. Como não reclamo mais, mencionarei as que eu consigo lembrar:
1. Eu prendi meu pé num aparelho da academia, levei um tombo, bati a bunda e a cabeça.
2. Quando consegui levantar, subi pro apartamento pra tomar banho, lavar o cabelo. Aquecedor ligado, cabelo molhando, do nada a agua esfria. E eu lavei o cabelo na Sibéria, as 8 da manhã.
3. Chego na agência, abro o saldo do Itaú e descubro que tenho R$73 na conta. E eu só recebo dia 20.
4. Como eu não tenho dinheiro, eu tenho que ir almoçar em casa – o que significa 2 ônibus a mais, no sol da uma da tarde, cheio de pessoas, e eu tenho um certo nojo de aglomerações em transporte público, tanto que sempre passei alcool gel na mão quando descia do ônibus, antes de virar moda graças a gripe suína.
5. Mas claro, só faz sol quando eu pego ônibus na hora do almoço. O resto do dia garoa e faz um frio da porra, e eu desço pra fumar na chuva.
6. Tem Gambiarra na The Week sexta. E eu não vou. Porque sou pobre.
MAS ENQUANTO ISSO…
1. Aprovaram um layout que a gente fez na convicção de que ia virar só material de portfolio porque a idpeia era boa demais pra aprovarem.
2. Depois de 21 minutos no telefone com a Claro eu consegui uma 2ª via da NF do telefone, o que significa que eu vou poder manter esse aparelho
3. Em duas semanas de academia eu já percebo diferença (hahaha eu sei que é MUITO viado, mas eu to muito feliz com meu braço mais definido)
4. Eu almoço comida da vovó todo dia. E comida da vovó é outro padrão.
5. Pegando onibus eu exercito aquele people watching essencial. E hoje eu vi uma bixete de faculdade. Devem ter dado trote hoje. A condenada tava TODA CAGADA. E apesar de eu não reclamar mais, meu sadismo continua vivo e pulsando, e poucas coisas melhoram TANTO meu humor quanto ver alguém se fudendo mais que eu.
Tudo bem, tem mais coisa trash do que coisa boa. Mas EU VI UMA BIXETE TODA CAGADA NO PONTO DE ONIBUS! Isso compensa TUDO!
Wooooooh! Way to go. You’re the cream of the crop of drinking. No matter with who, or even with what, you’re up for it all. You’re the life of the party and are usually a happy drunk. When : All day everyday babyyy What : Strong drinks like Vodka(especially) How much : Till you puke, you can put it down like a boss.
———————————————————————————————–
Tudo sob controle. Consegui voltar ao bunker. Com algum atraso, mas intacta.
O ser humano, como a água, tem 3 estados da matéria: líquido, sólido e gasoso. Hoje eu me encontro no estado intermediário, uma ameba. Praticamente uma gelatina de copinho, daquelas light sabor melão que servem no hospital.
E hoje minha missão é falar sobre a terrível sensação que acomete 95% dos vagabundos alcoolatras sem noção de nada: a do último pêssego. Nada mais justo, considerando que essa semana completamos 15 anos sem Mussum.
Você, condenado, indigente, estorvo social que acha OK sair no meio da semana e tomar 15 doses de vodka, mais incontáveis cervejas e qualquer outra substância etílica que apareça no caminho – e no dia seguinte tem que acordar pra fingir que é um cidadão que contribui pro progresso da nação. Você mesmo, seu merda que acorda e toma de café da manhã 2 dorflex, uma Fanta Uva 600ml e um cheeseburguer com maionese verde do Samaro. Você conhece a sensação. Talvez nunca tenha ouvido essa denominação, mas é pra esclarecer que eu tô aqui.
Pra entender a que eu me refiro, faça o seguinte teste: compre uma lata de pêssego em calda. Retire todos os pêssegos, deixe apenas um, e observe.
Por alguns instantes, o pêssego ficará lá boiando na gosma. Mas quando você menos esperar – ploft! – ele fará uma incrível pirueta de 180º. Aí você pensará, tudo bem, ele virou, mas vai ficar assim. Lêdo engano. Ele permanecerá nessa posição por certo tempo até, mas quando você achar que ele estabilizou – ploft! – ele voltará a posição original. E o processo se repetirá indeterminadas vezes.
Com o seu cérebro é igual. Você pode se achar fodão, super bebum e com alta tolerância à esbórnia. Você acorda, perde alguns minutos refletindo onde está, quem é e congêneres, e então parte pra mais um dia. Tudo parece ir muito bem, até que você sai de casa e, no ponto de ônibus, seu cérebro começa a se comportar como o pêssego. Ele vira de cebça pra baixo e você pega o ônibus errado. Quando o cobrador te avisa que você tem que descer porque chegou ao ponto final e você pensa “WTF?”, ele volta aos eixos. Todo e qualquer raciocínio que você tentar desenvolver durante o dia será assim. acompanhado pelo ploft do pêssego.
Aí você tem duas opções. Ou luta ou desiste e se entrega à situação lamentável. Mas desistir nem sempre é uma opção viável. Aí entra o café da manhã dos campeões previamente mencionado. Entupa suas artérias. Preencha o espaço antes ocupado por neurônios com células de gordura trans.
E boa sorte.
Enquanto vocês se entretém, eu pretendo descobrir se alguém anotou a placa do óvni que me atropelou.