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Genética: you’re doing it wrong

story of my life. risos

Bom, minha família é complicada, eu tenho preguiça de explicar e acho que os detalhes na verdade não interessam pra vocês né. Então, resumindo, esses são meus irmãos:

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Como vocês podem ver, sendo a mais velha eu claramente fui uma versão beta dessa distribuição de talentos artísticos.

ANTES QUE a patrulha narrow minded da auto estima se manifeste, poupem-me. Eu não tenho mais idade pra ter qualquer complexo de inferioridade (insira aqui sua piada com o fato de também não ser a mais alta dos quatro). E antes que alguma Pollyanna desavisada resolva dizer “ah mas você escreve”: é diferente. Eu só escrevo sobre coisas que acontecem comigo, e só quando elas me afectam o suficiente para tanto. Eu não sei inventar histórias, só colocar água-com-açúcar na realidade. Talvez isso até me torne escritora de certa forma, mas eu não tenho técnica suficiente pra me considerar como tal. Isso não é auto depreciação, é bom senso. Eu tenho um ego bem saudável, não preciso ficar me validando full time.

Mas enfim, esse post não é sobre isso. É só pra dizer que eu morro de orgulho desses pirralhos. O importante mesmo são os vídeos, eram eles que eu queria mostrar, esse texto é apenas embromation pra não deixar tão óbvio assim que eu sou coruja e babona. Mas eu sou mesmo.

Inertia creeps

There was a faith-healer of Deal
who said, “although pain isn’t real,
if I sit on a pin
and it punctures my skin
I dislike what I fancy I feel”

Ta vencendo meu prazo de validade. Eu fico muito bem sozinha, um pouco bem demais até, mas depois de um tempo começam os sintomas de que falta alguma coisa. Primeiro é essa inércia criativa, quase que um instinto de “nobody moves, nobody gets hurt” que disfarça letargia emocional com falta de assunto. Depois vem a anestesia completa, e ao invés de disfarçar as coisas começam a se confundir, porque a linha que divide a sanidade que me pertence daquela que eu me imponho é tênue e o território da primeira é pequeno demais pra não ser ultrapassado cada vez que a gravidade se anula.

Pode ser que não seja nada disso, mas se eu bem me conheço já já eu vou querer começar a arrumar encrenca.

A arte de se divertir com muito pouco

Você vai precisar de:

- 1 rolo de 2m de plástico bolha

- 1 cone de rua

- 1 skate

- cerveja

- trilha sonora adequada (algo tipo essa aqui)

Pronto, você acaba de garantir um mínimo de 40 minutos de entretenimento.

A brincadeira pode ser feita tanto de pé quanto sentada no skate.

Algumas recomendações:

- retirar das proximidades objetos de valor que possam quebrar

- se o seu quarto tiver a extensão do plástico bolha, evitar fazer na direção da janela, pois há um risco de perda de controle do skate e tentativa inadvertida de suicídio.

A pinça de deus – combo breaker matrimonial

A “pinça de deus” foi um conceito desenvolvido para descrever aquelas pessoas cujos genes lindos, saudáveis, bem sucedidos devem ser perpetuados através da reprodução com pares igualmente privilegiados, levando a uma nova geração de gente fina elegante e ZZzZZzzzZzzzZzZZ.

Eu convivi a vida toda com gente assim, escolhida. O que é um pouco assustador, considerando que a única pinça que me selecionou foi a das aberrações que vieram ao mundo pra chocar a família católica ocidental sócia de clubes tradicionais frequentados pela nata da sociedade.

Daí que uma dessas pessoas abençoadas por Darwin casou. E eu fui convidada. Não vou nem entrar no mérito de quão tenso é isso de começar a frequentar casamentos de AMIGUES, não de primos de 3º grau ou filhos de amigos da família, porque eu sou castigada com um novo convite e cabelos brancos que se multiplicam na velocidade de uma P.G. toda vez que falo algo nesse sentido. A questão é que independente de eu lidar bem com isso ou não, as pessoas estão cumprindo seu destino inexorável de normalidade e eu to reagindo com um fígado cada vez mais pasteurizado e um corpo cada vez mais tatuado que rebola ao som de “whisky a go go” depois de ingerir o equivalente a todos os integrantes do Roupa Nova da bebida que dá nome à essa belíssima canção.

Eu tento, juro. Eu cheguei lá tão bonitinha que NINGUÉM ME RECONHECEU. E veja bem, estamos falando de pessoas que me conhecem há quase 10 anos. Depois que eu já tava descalça, com anteninhas e plumas o mundo pareceu voltar ao seu eixo e eu cumpri tão bem meu papel de mendiga freak show de estimação da galera que nem apareci em nenhuma foto porque NÉ, perder o sapato na festa e descobrir quinze dias depois é um feito que, apesar de memorável, não merece registros pra posteridade.

Foi bonito. Fiquei EMOcionada. E pelo menos eu não fui a única a dar vexame porque sempre tem os amigos bêbados do noivo que apesar de já se encontrarem num estado de cremogema encefálico tão avançado quanto o meu tiveram a posse de um microfone gerando um constrangimento bacana que desviou a atenção da minha malemolência sensual.

É isso aí. Podem me chamar pra animação de festas que eu comparecerei com essa minha finesse e empolgação contida. Estou com a agenda lotada mas disponível para eventos de todos os tipos a partir de 02/01/2011.

Eventos E PROGRAMAS porque a vida não tá fácil pra ninguém e renda extra é sempre bem vinda.

Segredos de liquidificador

Desculpa Cazuza, mas eu nunca entendi o que isso quer dizer.

Ruby Tuesday

Aí ontem eu não sei o que deu no meu amigo que ele resolveu perguntar justo PRA MIM se devia ou não investir num relacionamento sem perspectiva de futuro. Porque né, that’s exactly my thing: pular de cabeça nas coisas e só parar pra pensar no que to fazendo depois que já nem faz diferença se dá pra voltar atrás ou não, e só me resta aproveitar a viagem até me esborrachar no chão.
Não foi sempre assim. Eu passei anos fugindo até aprender que é mais fácil remendar o que sobra de mim quando as coisas desabam do que me acostumar com a idéia de ter perdido algo que poderia ter sido importante. Mais fácil e mais rápido também.
Acontece que eu sou provavelmente a pessoa mais lesada da face da Terra no que diz respeito a relacionamentos. Eu vivo no limite do autismo, num mundinho dentro da minha cabeça e, não contente em não ter a capacidade de sair procurando, eu não percebo que tem alguém interessado em mim até que isso seja dito claramente e com todas as palavras. E eu sempre me assusto quando isso acontece. Quando alguém rompe o ciclo da minha eterna distração, eu me jogo. Porque é tão raro que merece toda minha dedicação. Depois pode até ser que dê merda, mas com o tempo a gente aprende a ir rolling with the punches, sabe? Os primeiros tombos são nocautes violentos, a gente fica sem saber como levantar, mas depois fica mais fácil recuperar o equilíbrio.
Aí vai de cada um saber como encarar essas situações para as quais a gente não pode ensaiar porque sempre são uma surpresa. Eu prefiro me deixar levar porque acredito no princípio da areia movediça: quanto mais você se debate, mais rápido você afunda. No caso, quanto mais você reluta contra uma vontade, ou sentimento, whatever, maior ele se torna, até se transformar numa coisa sufocante. Se você vai com a correnteza e não fica paranóico pensando pra onde ela vai te levar, você aproveita a paisagem do caminho.
Mas sei lá, isso sou eu. Talvez não funcione assim pra todo mundo. Eu to sempre disposta a ser ridícula, a me arrebentar, a testar os limites mesmo que o preço a ser pago por isso seja alto. Eu sou guiada por impulsos e volta e meia eu dou uns trancos, fico perdida, tenho que mudar a rota do nada, mas esse é o único jeito pra mim. Porque quando você vive desligada você não tem controle da situação, depende do vento te levando pra não ficar à deriva flutuando num oceano de nada – e isso sim seria triste.

yesterday don’t matter if it’s gone – enjoy the ride ;)

Só as mães são felizes, a revanche

ALO VOCÊ, ovelha colorida da família. Saiba que, para seus parentes, a maior vantagem da sua condição sexual é o fato deles poderem sempre fazer algum tipo de chantagem, sabendo que você sempre carregará uma mini-culpa no seu subconsciente.
Não é meu caso. Nem que eu fosse hetero convicta de carteirinha mamãe deixaria de manipular meus sentimentos. Mostly porque eu sou otária o suficiente pra cair nessa toda vez.
Aí o que acontece? Primeiro aconteceu que eu gastei R$500 no cartão adquirindo dois ingressos pro show do Bon Jovi. Depois ela pagou o dela, mas aí o dano já havia sido feito, porque ao ver essa compra a Mastercard aumentou meu limite de R$700 pra R$3.300 – SENTE O POTENCIAL DE CAGADA. Segundo aconteceu que o Fresno foi a banda escolhida pra abrir esse mesmo show. Depois eles foram vaiados tanto e tão ininterruptamente que eu fiquei com dó, mas a dó durava logo assim o primeiro acorde, porque a música é tão ruim que não dá pra você ter pena. Terceiro aconteceu que tava um trânsito filha da puta e a gente teve que ir andando da ponte do Morumbi até o estádio, tanto na ida quanto na volta. São 4km de ladeiras. LADEIRAS, no plural. Depois a gente conheceu o Léo, que foi metade do caminho com a gente me chamando de amor, chamando ela de sogra e sendo solenemente ignorado pela namorada, que andava alguns metros a frente, parando apenas pra dizer que ele era um bom moço, de boa procedência. O Léo fez a volta ser menos tenebrosa com comentários do tipo “Eu trabalho numa fazenda. Das teta que eu meto a mão vocês tomam leite de montão”. 700 litros, retirados de 700 tetas, havia sido seu lucro do dia de ontem.

 

a dita cuja da VIBE

 

Mas assim, apesar de eu não conhecer parte do repertório, o show foi muito bom. Todo show de rock é. Cabeludos, groupies, cerveja e aquela vibe inexplicável. Fora que tocou muita coisa antiga, e hard rock 80′s é muito amor. Tanto amor que, somado à muita cerveja, resulta em idéias brilhantes como ligar pra alguém às 4 da manhã pra deixar um recado na caixa postal com um refrão cafona.
E os tiozinhos mandam bem meu, aguentaram o tranco melhor que eu.: 3 horas de show, bis, tudo num puta gás, como se não houvesse amanhã e eles já não tivessem pelo menos o dobro da idade das alucinadas que gritavam “LINDO! DEUS!”

 

aposto que eu tava com mais dor na lombar que eles

 

Oh, só pra vocês terem uma noção, pega esse vídeo com um trechinho da galera batendo palma pra Bad Medicine (que, não bastasse ser altamente do caralho por si só, teve direito a um cover de “Pretty Woman” no meio). Eu to fazendo upload do resto das coisas que eu gravei no canal do eutenhoproblemas no youtube, vão conferindo que só gravei as pérolas.

E outra… Não importa o quanto eu andei e o quanto eu to toda cagada hoje. No fim das contas, estar ali no meio, carregar mamãe no colo pra ela enxergar melhor o palco, ver que olhos dela brilhavam de tão feliz que ela tava… Isso faz todo o perrengue valer a pena. =)

Das Alegrias de servir à Nação

essa é pra mostrar pra minha irmã que eu não sou anã como ela insiste. O TRE diz que eu sou grande

Então ainda com jetlag eu me apresentei para PROVAR MEU AMOR PELO PAÍS no domingo às 7 da manhã, como tenho feito desde os meus 18 anos. E essa frase não é fruto da minha criatividade. Observem.

FOCO NAS LETRAS MIÚDAS (se não der pra ler clica que amplia)

Isso despertou um questionamento da minha pessoa sobre a natureza do amor tão grande que eu nem vou relatar pra vocês todas as coisas bacanas tipo o tiozinho que sempre vota bêbado, dessa vez tava loco da bala e com o título suspenso e armou barraco na porta da seção, nem ficar pagando de milionária porque o vale coxinha tem um aumento de EM MÉDIA 75% a cada eleição. Não, nada de futilidades. Vamos aqui falar sobre esse amor doentio.
Eu sou super a favor de provas de amor e tal. Mas se não é espontâneo não é prova de amor: é defesa contra TPM. Porque né, você só faz gestos românticos com data marcada pra evitar represália. Você comparece sob pressão.
Mas numa análise mais profunda, se eu to provando meu amor é porque eu to num relacionamento CORRETO?
Correto.
Acontece que o meu relacionamento com o país é tipo aqueles casamentos fracassados que só não terminaram até hoje ou por preguiça dos cônjuges ou pra manter as aparências perante a sociedade. O encanto já passou faz tempo, é mais fácil um reparar no jeito que o outro aperta o tubo da pasta de dente do que se o mesmo tiver cabelo na cintura um dia e passar máquina zero no cabelo no seguinte. Porque é aquela coisa né, já pegou nojinho. Nem olha pra cara do outro, só no rastro de gosma e destruição que ele deixa pra lá com os hábitos grotescos dele (que um dia foram manias fofas). Sexo é uma coisa que não se pratica desde que Gorbachev instalou a Perestroika, não dormem nem na mesma cama  e o último carinho que rolou ali foi na verdade um espasmo que sem querer relou no outro. Só que no meu caso eu já entrei com a papelada do divórcio. To coabitando com o encosto só enquanto isso se faz necessário e a base de muito etanol, no melhor estilo Desperate Housewives.
Então nessas circunstâncias porque você prova o amor? POR NECESSIDADE. Se eu não provo meu amor, eu não tenho como ir embora. Porque assim como um divórcio exige a assinatura dos dois lados, eu ir embora exige uma documentação bacana. Eu tenho que tolerar as meias sujas espalhadas senão não tenho como sair dessa casa, sabe como é? E as meias sujas são desde de as macumbas com frango congelado nas encruzilhadas até a farofagem inerente à grande parte da população. Eu tenho que comparecer pro leito matrimonial quando convocada senão essa tortura não tem fim – é a metáfora pra convocações como a de mesário. Just get it over with.
Mas tudo bem, porque é esse tipo de lambança que torna minha vida interessante e é por causa disso que eu escrevo, não é mesmo?
Olha gente, na verdade eu não ia me incomodar em ser um pouco menos cagada. Mas vocês podem acreditar no contrário se isso diminuir a culpa de vocês em rir da minha desgraça.
AH É, PERAÍ.
Lá pelas tantas, eu fui no banheiro. Encontrei uma pilha de santinhos assim:

favor não gastar os R$20 do vale coxinha com crack, ok?

Eu SEI que isso foi uma mensagem subliminar pra mim, porque nenhuma das outras meninas encontrou e eu vivo achando panfleto de clínica de reabilitação por aí, mas OK, suponhamos que não fosse. Gente, eles  falam que a eleição é a FESTA DA DEMOCRACIA. E cês me desculpem, mas num é possível que ALGUÉM tivesse sóbrio nesse rolê. Eu não vou me meter a falar de política aqui, mas acho que nem precisa – afinal, pra mim pelo menos, tá bem claro que só o uso de drogas justifica o processo eleitoral.

Desculpa coronel, mas não tem como.

Vai achando que é fácil.

Nego entra na faculdade de Publicidade e Propaganda, ou Propaganda e Marketing, achando que vai ganhar rios de dinheiro, Leões em Cannes, glamour e gatinhas.
A única coisa que vai ganhar é olheiras.

Antes de prestar vestibular pra Comunicação Social, assista esse vídeo e REFLITA. Isso foi numa 4ª feira.

Ah sim, ela diz no final “espero não te ver amanhã”. Mas NÉ, ACABA QUE 5 HORAS DEPOIS TAVA LÁ A GENTE DE NOVO.

E sim, eu sei que é o cúmulo da preguiça eu só estar postando vídeos nessas últimas semanas. Mas é aquela coisa, quando você tá prestes a entrar de férias o apocalipse toma conta, então eu tô sem tempo nenhum. Nem saúde.

Ah, sim. Se você não me segue no túirer, nem o @seje_menas e tá se perguntando o porque da ausência de Fuck Art, Let’s Dance nas últimas semanas, é o seguinte: o tchutchuco do T.I. perdeu minha pasta de Backup de músicas. Eu ainda tô na fase da negação. Quando eu passar pelos 3 estágios do luto que faltam (raiva já foi, negação tá aí, faltam a barganha, a culpa e a aceitação ainda) eu vejo o que faço a respeito. Se tudo der certo no feriado tem =D

Mas o Seje continua sendo atualizado, então continuem lendo que pelo menos lá tem coisas que são de fato interessantes.

“Saber ler e escrever atrapalha um pouquinho”

Essa foi a 2ª lição que eu aprendi no CFC, sendo que a 1ª foi: “Gente, quando for hora de ir embora, NINGUÉM vai pra direita, ok? Todo mundo indo junto pro ponto de ônibus da esquerda. Foi pra direita, vai ser assaltado”
É isso aí minha gente. Depois de dois meses de, ahm, interrupção, a saga rumo à Carteira Nacional de Habilitação está de volta!
E sim, a frase do título foi proferida pelo instrutor, cujo nome real eu não sei mas de cara apelidei de Forrest Gump. Porque Forrest Gump? Bom, meu colega predecessor de curso escreveu na parede um recado que resume bem:

TRADUZINDO: 9 dias de agunia esse professor mais fala do que da aula FALO otarios

A frase épica que reinaugura essa série foi a abertura de um monólogo existencialista sobre educação no trânsito. Segundo Forrest, quanto mais instruído a gente é, mais DESEDUCADO a gente fica (coloquei em caps, mas depois vi um edificante vídeo sobre acidentes que falou esse mesmo termo e to começando a suspeitar que deseducado seja realmente uma palavra), e que se todo mundo que dirige fosse analfabeto o trânsito seria melhor e todos cumpriríamos as regras.
Mas aí ele cai em contradição, de certa forma. Porque Forrest é um homem de múltiplas formações. Eu não consegui decorar todos os cursos que ele fez, mas aposto que se você for falar com ele de, sei lá, odontologia, bem capaz de ele já ter feito “um pouquinho, 6 meses, só o básico”.
Agora, a especialidade dele mesmo é FILOSOFIA. O monólogo anteriormente citado é apenas uma pequena demonstração da sapiência infinita de Forrest.
Só que assim, antes de dividir com vocês mais citações Forrestianas, eu quero que vocês visualizem o seguinte: ele tem um pequeno problema de dicção. Não chega a ser língua presa, mas ele não consegue fazer o som do “R” depois de outra consoante. Principalmente depois do “T”. E pessoas com esse problema aparentemente nutrem uma atracão doentia por palavras fora de seu alcance, então muito do que ele fala envolve o número TGÊS, por exemplo. TGÁFEGO também é bacana.
Isso dito, devo confessar que Forrest me esclareceu a respeito de algumas dúvidas que eu tinha. Lembra aqueles tracinhos do psicotécnico que eu quase bombei? Então, eles indicam seu tipo de personalidade. Aí eu descobri que a psicóloga explicou ao fim do teste as características da avassaladora maioria dos meus coleguinhas .

A MINHA PERGUNTOU SE EU TINHA BATIDO A CABEÇA, GENTE.

O lado bom é que, de acordo com Forrest, você se torna penalmente imputável se é “anormal”. Afinal de contas, “a pessoa quando é louca ou faz tudo certo ou faz tudo errado” – ou seja, pouco importa o fato de eu precisar de auxílio até pra deixar minha digital no sistema nazi de presença do Detran (é, a moça da recepção tem que segurar minha mão porque eu tremo muito e a digital não pega) -, o que importa é eu ter APEGUIDÃO (que eu suspeito ser aptidão no léxico Forrestiano). E como no fim das contas a psicóloga me aprovou, eu devo ter isso.
E outra né, citando meu guru (ele mereceu ser elevado a esse status), vale lembrar que “não dá pra você saber as leis. Você nunca vai saber. Nego caga lei todo dia.” – o que me levou a inferir que, por uma questão de respeito a todas, não vou aprender nenhuma. Não seria justo. Até porque “todas elas beneficiam o infrator”, então porque me preocupar né?
Porém, Forrest tem um defeito grave. Ele tem uma espécie de preconceito com as “MENORIAS”. Mulheres acima de tudo (que são uma minoria levando em conta a amostra da minha sala por exemplo). Olha, eu podia fazer um post só com as pérolas do machismo, mas vamos resumir da seguinte forma: toda frase que começa com “isso é difícil” termina com “principalmente pra meninas”.
Acho que nem preciso falar o instinto TRUCKER BR116 que isso despertou na minha pessoa, mas só pra dar uma noção, eu vou acabar me obrigando a aprender absolutamente tudo sobre cada pecinha do motor – coisa que eu detesto e jamais vou usar, já que mamãe desde pequeninha me ensinou que o procedimento quando o carro quebra é: pegar o telefone, ligar pro seguro e esperar -, só porque ele falou que “mulher nunca vai entender nada de mecânica”.
OI?
Mas sejamos justos. Forrest é um romântico incurável. Fala coisas bonitas de verdade, como “Tem três coisas que você não empresta nessa vida: carro, mulher e arma”.
Guardem isso na cabeça e no coração de vocês.
Enfim, por enquanto é isso. Tamo aí na atividade todo dia das 19h às 23h30, sofrendo com a PORRA da carteira de destro (é um mundo cão para os canhotos), aprendendo que “antigamente se você tinha mobilete pegava tudo as piriguete, hoje em dia não pega nem AIDS”, que “computador é uma desgraça, estraga os filhos de vocês”, que “parceiro nada, parceiro é quem rouba junto e que “quem trabalha em açougue trabalha em necrotério” (porque sim, um dos meus amiguinhos trabalha num açougue. Aliás, meus coleguinhas mereceriam um tratado de antropologia exclusivo além desse post, mas agora eu me apeguei a eles então vou poupá-los dessa exposição – SEUS LINDO VIDA LOKA).
Forrest é meu herói, vou sofrer muito ao me despedir disso tudo daqui 5 dias úteis.

Aliás, to indo pra aula agora UHU!

TRADUZINDO: Bom 9 dias ve se não faltam otário eu já acabei Ass: um aluno

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Ps.: Ah, na verdade eu aprendi uma coisa importante. Quando eu tirar a carteira provisória, não posso pegar rodovia por um ano. So sorry baby, I guess you’re gonna have to drive next year.

Rome or the art of defying gravity

(esse post é inglês porque ele só funciona assim.)

Pra ler ouvindo isso aqui

I tend to fall. I fall all the time, actually. We’re talking here about such a lack of natural balance that I don’t even need alcohol in my system in order to take huge and unexplainable falls.
Obviously alcohol always helps, making everytime I fall seem even worse. But you can’t take seriously what happens when your drunk if it’s during your time sober that it happens faster and you realize the size of the bruises and how much they hurt.
Now, I’m that reckless kind of person that takes bigger steps than her legs are able to handle. Add that to the fact I have a jackass spirit that attracts me to the impossible until I feel I’m pushing every limit and you can imagine the kind of fucked up falls I’m talking about. I could take pictures of the scars I carry to explain it better, but the ones that remain are too little compared to the great ones that already disappeared.
The fall itself is never that bad. Danger is always overwhelmed by the rush that takes over when you reach the point of no return. It’s not even hitting the ground that sucks, cause the adrenaline is still all there and you’re having too much fun to even notice the blood. It’s only after a while that you’re able to realize that what seemed to be a tiny cut might become a major injury.
I’ve fallen over and over. In different places, all over the world, hurting every single part of my body. I’ve broken my arms, my legs, I even cut my head open. I became such a master in the art of falling that physiotherapists threw me a birthday party once, and the nurses of every place I worked waited for me to show up, knowing that I’d end up there at some point of the day.
Still, every fall manages to amaze me. Be it dancing or simply tripping on my own feet, I’m always surprised.
Right now I’m at that part when you feel concrete slicing your skin open and say “oh fuck… Oh wait, I can still stand up, nevermind”. You know, like when you’re riding a skateboard downhill, try to make a turn at the bottom, fail and get thrown into the air. The impossible speed and sudden change of direction awake all of your senses just to numb them all the next second, so you can’t tell exactly how it is that you’re hitting your back and your knees all at once when they’re in opposit sides of your body. You feel like you’re still able to keep riding, but as you get back on your feet you begin to wonder how bad will it look once  this is all over.

Solene

Você sabe que está num lugar sério quando toca o Hino Nacional inteiro. É, começou aquilo de “deitado eternamente em berço esplêndido”, fudeu. Principalmente porque você é um bostinha geração Y que ouviu o hino pela última vez quando teve a febre da Vanusa no youtube. Se isso não for suficiente pra você se sentir deslocado com suas tatuagens, piercings e all-star no meio de toda aquela gente de terno, calma que logo depois vem o Hino da Bandeira, e aí não vai ter como disfarçar a oprimente sensação de que você se encaixaria em qualquer lugar do mundo, MENOS ali.
Mas claro que com toda essa cara de pau que me é característica, nada disso importou quando eu me vi em tais circunstancias. E pra completar o cenário freak show, mais do que prestar plena atenção nos discursos, eu ficava VIAJANDO e de vez em quando pegava uma das minhas 32 BICs pretas pra anotar uma palavra qualquer que saltava ali no meio de toda pompa. Anotar na mão, diga-se de passagem. Porque não basta ser tatuada, eu tenho que me rabiscar mais ainda, no meio da cerimônia. Eu já era a definição de “fora de contexto” e ainda tava fazendo questão de esfregar isso na cara de todo mundo. Isso porque eu pelo menos tive o bom senso, quase tarde demais, de desligar meu celular.
Enfim, o vexame nem foi tanto quanto poderia ter sido. Não por minha causa, mas porque as pessoas tendem a ser condescendentes comigo por causa da minha família. E numa homenagem pro meu tio-avô que indiretamente homenageava meu avô e minha avó como pessoas de reputação ilibada, ninguém me via como uma pirralha insolente, só como integrante da benemérita família
A vida inteira foi assim. Eu não passei na prova pra mudar de colégio, mas me colocaram lá por todos os anos que toda minha família tinha passado lá. E não é que a gente tenha OH, fama e dinheiro. Mas meus antecessores construíram uma reputação razoável nos lugares – que eu destruiria apenas por existir e ser eu, não fosse o hábito que o ser humano tem de reparar mais na forma que no conteúdo. Se eu fico quietinha e sorrio, a superficialidade que o meio social implica e na qual todos somos especialistas, ninguém tá nem aí. Porque no fim das contas eu sou apresentável, até bonitinha, e consigo manter as aparências por 2 ou 3 horas.
Tudo bem que eu uso meu vício como muleta e volta e meia saio pra fumar, nem tanto por vontade, mais pra poder rir de mim mesma e da situação como um todo.
Porque é ridículo você ouvir de um Zé Buceta qualquer, no auge dos seus 19 anos e no segundo semestre de, sei lá, sociologia, que “nós, a MAIORIA INTELECTUAL…” – cara, você está no meio de um monte de gente com 3, 4 vezes a sua idade, que já tinha feito pós enquanto você sujava suas fraldas da Turma da Mônica, você NÃO É intelectual. Eu pelo menos sei me colocar no meu lugar.
E não tem aqui nenhum desrespeito ao evento de ontem nem ao que ele significa, mas tem coisas que né, eu podia dormir sem, tipo quando alguém comentou sobre o fato de eu fumar e beber e rolar o seguinte diálogo entre um primo x e eu:

“Eu só tenho um vício, você devia aderir a ele”
“Qual?”
“Passou de 1,50m e tem coluna vertebral”
“Vou fumar”

Pq né, COI-TA-DO. Mal sabe ele.

Agora me fala uma coisa que eu já não faça

Enfim. Semana passada deu pau e eu não consegui postar Fuck Art, Let’s Dance no Seje Menas, mas hoje voltamos à nossa programação normal. Corre lá e ENJOY.

Vale-Miojo

Não, eu não tive nenhuma ideia genial. Mas eu não matei nem fiz merda – o que é uma vitória sem precedentes. Também não morri, embora tenha sido por pouco. Mas não seria um ato voluntário, apenas um acidente derivado de um momento no qual me parecia uma boa ideia dançar lambada meio pendurada na janela do 15º andar.
A questão é que a gente deve tá ficando velho. Eu pelo menos. Porque assim, da última vez que rolou uma viagem desse porte foi na páscoa do ano passado, e daquela vez eu passei 4 dias sem comer, sem dormir e fiz questão de ser uma das últimas a voltar pra SP. Dessa feita eu só pulei UMA refeição, dormi todos os dias (mesmo que no último tenham sido apenas 2h no sofá da sala) e fui embora na primeira leva, depois de limpar a sala.
Aliás, até nisso a gente envelheceu. Tudo bem que no último dia a sala tava de uma imundície ímpar, com uma crosta gosmenta e cinza por todo o chão, mas foi só de sábado pra domingo que geral resolveu perder a higiene. Até então a sujeira tava num nível aceitável e inédito.
Mas também, dá pra entender. Já faz mais tempo que todo mundo se conhece, e apesar de intimidade ser uma merda, agora rola aquela liberdade de esculachar quem esquece a civilização e não coopera. A desvantagem é que ninguém mais se dá ao trabalho de sequer tentar ficar mais bonitinho, então é aquele festival de todo mundo de pijama e meia, sem um pingo de maquiagem nem nada pra disfarçar o estadinho lamentável da manhã.
Outra coisa é que, fora eu, todo mundo que tava solteiro, praieiro e guerreiro hoje em dia namora. E eu finalmente não to apaixonada por ninguém, então neguinho tá nem aí de aparecer com a cara toda amassada e a meia furada.
Enfim. Ainda hoje eu inauguro o canal do eutenhoproblemas no youtube pra vocês terem uma noção audiovisual mais emblemática e impactante das coisas que aconteceram e acontecem. Aí talvez vocês digam que eu tô exagerando e que a gente continua tudo sem um pingo de noção. Mas acreditem, já foi muito mais trash. Hoje em dia a gente tá uma caravana de clínica geriátrica perto do que era.
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Aí eu cheguei me casa ontem e minha irmã do nada solta que sexta-feira começa a copa do mundo e sábado é dia dos namorados. Como eu sinceramente não sei qual dessas duas informações foi mais relevante na minha vida, o que me resta é recuperar esse corpinho porque a sensação que eu tenho é que uma jamanta me atropelou, deu ré e foi de novo só pra ter certeza que tinha me massacrado mesmo.
Ah, só um adendo já que eu mencionei jamanta. Tudo bem, eu sou muito grata pela carona de ontem e por ter chegado em SP em 40 minutos, mas vamo combinar que Imigrantes NÃO É Autobahn e não tem necessidade de andar a 250 por hora porque eu já tava bem enjoada e a velocidade mínima de 130 km/h tornou o exercício de não vomitar na estrada quase impossível. Mas eu perseverei e to aqui. Então coragem Brasil que o mês promete.

Countdown (Sick For The Big Sun)

E aí bate aquela sensação de que alguma coisa está pra acontecer.
Daquelas que mudam o eixo da sua vida.
Você não tem ideia do que, nem de exatamente quando, mas sabe que falta pouco.
E dá um frio na barriga filha da puta.
Porque todas as vezes que você sentiu alguma coisa parecida com isso, foi menos.
Porque sempre foi uma fase ruim e agora é uma fase boa.
Porque sempre deu medo, e agora você não tem medo de porra nenhuma.
Porque você sempre foi imprestável demais pra merecer alguma coisa minimamente decente e agora você é, digamos, uma pessoa de caráter.
Porque você conta pra sua irmã que está com essa sensação e tudo que ela te diz é:

Montenegro says: (7:24:23 PM)
relax
Montenegro says: (7:24:26 PM)

merda por merda
Montenegro says: (7:24:28 PM)
vc ja fez todas
Montenegro says: (7:24:30 PM)
auauauhha

DEFINITIVAMENTE ninguém me respeita nessa porra né, minha gente?

It doesn’t matter what you did and if you did it like you been told. True and everlasting, that’s what you want

PS.: Ah, caso interesse, hoje teve Fuck Art, Let’s Dance – confesso que não foi o melhor set da história, mas lá tá explicado melhor e né, caguei Brasil.

PS 2.: Deixa eu desabafar aqui que O QUE A GENTE NÃO FAZ POR AMOR NÉ? Puta merda, eu tô a caminho do Villa Country, e acho que quantidade de álcool nenhuma vai tornar essa situação menos LAMENTÁVEL. Eu vou pro céu, eu tenho certeza que esse tipo de atitude equilibra o meu karma.

E a saga continua…

O negócio do meu nome, de tirarem uma com o tamanho dele, ta começando a perder a graça.
Porque hoje eu me desbanquei até aquele lugar BONITO, cheio de gente BONITA que é a Adolfo Pinheiro quase nas quebradas do Largo 13 pra me matricular no Centro de Formação de Condutores AXEL (qué dizê, apropriado até – welcome to the jungle). A atendente gente boa, Wanderléa, pediu a cópia do meu psicotécnico pra fazer o registro. No que ela olhou logo pro primeiro campo:

“Viu… Não erraram seu nome lá não?”
Eu olhei a ficha pra ver se tinha dado caca.
“Ahm… Não”
“Não? Porque se estiver errado você tem que voltar lá no Detran”
Me deu até taquicardia pensar nisso, então eu peguei o óculos e olhei de novo
“Não moça, tá certo…” – e enquanto eu falava a frase eu tive um momento Mãe Dinah no qual caiu a ficha e eu já sabia o que ela ia falar.
“Ah, vai saber. Porque um nome desse tamanho… Achei que fosse erro.”
“É Wanderléa. Foi erro. Mas não do Detran.”

Sério mesmo. Cada vez que eu passo por uma fase burocrática eu me pergunto seriamente porque eu tive essa ideia cretina de tirar carteira de motorista.

The Good Times Are Killing Me

O problema é que eu não presto
Eu queria muito, sabe, mas algumas coisas simplesmente não tem jeito e aparentemente eu sou uma delas.
BRINKS
Eu presto sim. Até demais. Mas ultimamente eu não to me interessando por isso. E quanto menos eu to valendo, mais eu to gostando. Porque cara, chegou num ponto que eu já aceitei a ideia de que um relacionamento sério tá tão fora do meu alcance quanto, sei lá, fazer o Ironman. E, assim como eu não tenho ambição nenhuma em fazer o Ironman, eu deixei de fazer tanta questão de me envolver com alguém.
Lógico que tem dias que me bate um desespero. Mas eu cheguei à conclusão que isso é decorrente da falta de sexo, não da vontade de de desenvolver profundos laços emocionais. Ficar sem sexo não é uma coisa saudável, até teve um ministro que falou isso acho que ontem. O ideal é cinco vezes por semana. E eu aqui, na véspera da Lua Cheia, com 22 anos de fogo no rabo e um clipe da Katy Perry em looping. QUÉ DIZÊ…

Agora, pra completar a desgraça, eu vou pra balada e ninguém quer meu corpo. Tudo bem que isso está deixando de ser um problema porque a situação já está no ponto de eu ficar bêbada o suficiente pra tomar a iniciativa, mas olha, tem dias que eu me pergunto se isso é parte de um plano maior que universo reservou pra mim ou se eu to cagada mesmo.

Cagada e alcoólatra bjos

Eu já cheguei a cogitar mudanças pessoais pra ver se reverto esse quadro, mas logo desisti. Porque eu não entendo o que as pessoas querem, então ia ser perda de tempo – e pelo menos assim eu não tenho que ficar me policiando.
Enfim né, esse é mais um post inconclusivo, incoerente e sem nenhuma utilidade. Mas de acordo com essa minha filosofia de PISOU NA MERDA ABRE OS DEDOS que abriu mão de qualquer tipo de esperança, eu posto o que eu bem entender e nem sinto remorso.
Pelo menos falaram que meu cabelo é bonito. E eu nem penteei ele hoje.

Agora Avacalhou de Vez

Sabe porque eu tenho direito a esse blog? Sabe porque eu mereço quando ele é o primeiro endereço que aparece quando você joga “eu tenho problemas” no google?

EU VOU DIZER PORQUE

Hoje eu fiz o exame psicotécnico. De repente vira a psicóloga encarregada, olha pra mim depois de eu terminar um dos testes,  e com uma cara de preocupação LEGÍTIMA me pergunta:

“Você… Por acaso… Tomou alguma pancada MUITO FORTE na cabeça?”

Eu respondi que não.

Ela olhou pra folha, olhou pra mim de novo, olhou pra folha.

“Tem certeza? Mas assim, uma pancada forte mesmo. Porque era bom você passar num médico e ver.”

Eu não tomei nenhuma pancada na cabeça, moça, eu nasci desse jeito, desculpae.

Diversão no Detran

Aí hoje eu acordei as 7 da manhã pra atravessar São Paulo até a avenida do Estado e passar uma agradável manhã no Detran. Sério, foi muito legal.
Primeiro porque assim, fica uma fila um tanto quanto extensa, até a rua, o que te proporciona um banho de sol muito bacana. Recomendo, dá pra bronzear um pouco.
Fora isso, as pessoas com as quais você passa esse tempo também são muito interessantes. Tem a freira (isso mesmo, FREIRA) que esqueceu a caneta, o analfabeto que trouxe cola, enfim, todo tipo de gente interessante e com quem você pode desenvolver amizades duradouras.
Depois você tem tempo pra refletir sobre o futuro do trânsito em São Paulo. Afinal de contas, são 10 e meia da manhã e você já é o número 270 do pré cadastro e olhando pela janela, a avenida Santos Dumont já não anda. Agora pense quando todas essas pessoas (a última que você viu na fila foi a 384) estiverem dirigindo.
Outra coisa legal é você poder tirar uma dúvida que aflige a todos os seus amigos e colegas de trabalho: se você é analfabeta ou não. Porque né, ninguém é obrigado a ter certeza, vai saber se você realmente aprendeu a ler e escrever. Afinal, você apenas foi contratada como REDATORA.
Mas enfim, depois você virá a descobrir que isso não é o mais difícil. Porque apesar de ter gabaritado o ditado, aparentemente você é incapaz de TIRAR SUAS DIGITAIS.
Mas tudo bem, você pensa, o que importa é que seu cabelo acordou miraculosamente ajeitado e a foto vai sair uma graça. Engano seu. Tá, a primeira até vai sair bonita. A segunda também. Mas todas sairão escuras, porque o flash se recusa a funcionar. Na terceira vez dará tudo certo. Exceto pela sua cara, que poderia tranquilamente figurar num poster da AACD.

moça munita

moça munita

Agora, o destaque vai pra moça que distribui senhas – muito simpática por sinal (isso de verdade, ela era gente boa mesmo).

(olha para a minha folha de requerimento, olha a ficha dela): Nossa, que nome engraçado né? Quanto M.

Por um instante eu parei, refleti, agradeci mentalmente à minha família por me dar tantos sobrenomes que são o melhor conversation starter do mundo.
Aí eu olhei o nome dela:

ESTHERLÂNDIA.

Qué dizê… A ESTHERLÂNDIA se viu no direito de me zoar. Eu sou cagada NESSE NíVEL.

Aí só pra terminar, no caminho de volta, meio perdida vagando pela região tentando lembrar onde pegar o ônibus, você tem o PRIVILÉGIO de encontrar duas véias da TFP, vestidas com suas TUNICAS DA TFP.

Me deu vontade de comemorar o Dia do Beijo com elas, estilo Pernalonga sabe?

que que há, velhinho?

Domingo é um dia cagado

Mesmo que você se previna de todas as formas possíveis, algo te deprimirá na véspera da segunda-feira. O universo conspira de formas assim, inimagináveis pra fuder com o teu dia antes mesmo que ele comece.

Imagine um dia que foi planejado com muita antecedência, incluindo programação cultural e alimentação de requinte.

Agora imagine que esse dia comece com você sendo acordado as 10 da manhã com uma carreata de trios elétricos tocando, na sequência: Love Generation, Vai Buscar Dalila e Tô Nem Aí (DUAS VEZES SEGUIDAS).

Deixo aqui meu agradecimento às autoridades pela iniciativa do Dia Mundial da Atividade Física. Me incentivou a praticar exercícios.

De verdade. Nunca como ontem eu senti tanta disposição pra levantar minha bunda na cama no domingo pra praticar um esporte:

TIRO. AO. ALVO.

Grata.

Mas calma, não é só isso.

Por algum motivo que jamais me lembrarei exatamente, houve desistência unânime do programa cultural (né gente, quem a gente tava querendo enganar?) e a gaylere passou o dia enfurnada num quarto discutindo assuntos tão relevantes quanto sortidos – porém impublicáveis. Até cogitei sentar pra assistir futebol na sala, mas né, meu lado bichinha falou mais alto.

Numa última tentativa de salvar um pouco da dignidade do dia, rolou um esforço hercúleo coletivo numa peregrinação até a Augusta em busca de …. CUPCAKES (ha, pensou que era vodka né?).

E como todo mundo é muito inteligente e capacitado, ninguém checou o horário de funcionamento da bagaça. Ou seja, mais um #FAIL pra coleção do dia.

Só sei que terminou a história com todo mundo no HABIB’S – um lugar requintado afinal de contas -, e uma performance perturbadora de Lady GaGa meets Primo Itt.

OK DEUS, JÁ ENTENDI: NÃO ADIANTA, NUNCA TEREMOS PROFUNDIDADE INTELECTUAL NEM MATURIDADE EMOCIONAL PRA VIVER UMA VIDA UM POUCO MENOS LAMA.

NEM LIGAMOS.

Quando começa o próximo BBB mesmo?