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holocene

segunda-feira nunca foi tão segunda-feira.
é feriado mas eu tô de plantão no trabalho.
não pára de chover há dias e chove muito, então basta pisar na rua pra ficar encharcada.
daí bate esse vento gelado e a roupa gruda na pele e fica tudo frio e molhado.
meu discman parou de funcionar assim que eu saí de casa.
o café daqui é horrível mas é o único jeito de ficar acordada.
e eu descobri que não tenho dinheiro pro ônibus de volta.
até já fechei todas as persianas pra não ver o mundo lá fora.
em dias assim o único jeito de não surtar é mentalizando:
“daqui um mês, daqui um mês, daqui um mês.”
porque agora tá bem difícil, parece até castigo.
mas daqui a pouco vai ser tudo muito lindo.

12 problemas bucais? Não num carnaval saudável

Há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante…

troféu hang loose de farofagem, categoria forever alone

- Eu me prostitui.
- Como assim?
- Beijei o vendedor de cerveja e ganhei uma latinha.
- Essa que tá na sua mão?
- Sim.
- Aquele vendedor lá atrás?
- Sim.
- Eu paguei por ela.
- Eu me prostitui à toa então?
- Como sempre né.

Ok, não foi muito tempo atrás, nem numa galáxia muito distante. Foi entre sábado de manhã e terça à noite, no Rio de Janeiro. Carnaval, pros leigo.
Depois de muita cagada e vou-não-vou, eu arrumei passagem, joguei meia dúzia de roupas na mochila e fui. E antes mesmo de chegar na rodoviária eu percebi que teria me arrependido muito se não tivesse ido – leia-se ainda no metrô já tinha gente pagando peitinho.
O ônibus atrasou 3 horas, o suficiente pra eu me curar da ressaca de 5ª, ficar razoavelmente bêbada de novo, cantar aquele hino da farofa da Jennifer Lopez e/ou Kaoma na plataforma e capotar daqui até a ~cidade maravilhosa~. Aliás, a ressaca de 5ª foi a última, porque dali em diante nunca mais deu tempo de ficar sóbria. Ainda bem, porque levando em conta as fotos que começaram a aparecer hoje, eu não queria lidar muito com a nossa cara de quem tinha sido atropelado por 7 jamantas de croquetes mornos de catuaba, vodka, cerveja, chalise, whisky e seja lá mais o que a gente bebeu.
SOBRE BLOCOS: amei todos, mas o destaque fica pro Bloco da Bomba de Efeito Moral, logo seguido pelo Bloco das Entidades Mitológicas, que teve um chill out sensacional com a participação de Marimunda, a prima caiçara de Maria do Bairro e Marimar, comandando o trio elétrico dos tatuís. Pra quem não sabe, esses foram blocos pop-up surgidos em algum lugar entre Botafogo ou Flamengo e foram até o Leblon tossindo e sambando. E beijando estátuas. E subindo em postes como se fossem pole dances. E fazendo amizades nas delegacias. E sendo pedido em casamento por pessoas de sexo AND idade indefinidos que batiam leque como se a sarjeta fosse a ilha de caras. E outras coisas que eu não lembro porque amo/sou amnésia alcoólica, fora aquelas que a responsabilidade jurídica me impede de contar.
SOBRE PASSEIOS: recomendo bastante andar de ônibus de um lado pro outro, especialmente da Lapa até Ipanema, onde você pode encontrar o Bonde dos Gringos de Bristol, fazer amizade com eles e descobrir que aquela regra do “falo inglês melhor quando to bêbado” não vale pra todo mundo, fora descobrir o tamanho da viadagem generalizada quando alguém falar “canta pra eles uma música da inglaterra” e outro automaticamente começar um tributo às Spice Girls. Além disso, você pode de repente se ver envolvido no meio de um Baile Funk improvisado, no qual a sensualidade e o requebrado natural dos seus quadris será favorecido pelo movimento das lombadas.
Enfim, o Rio continua lindo. Só algumas tatuagens que são feias demais.
Beijos pra quem perdeu tudo numa enchente, depois perdeu tudo em outra enchente. De hoje em diante vou tomar jeito porque minha vida não tá fácil… pra ninguém, pra mim tá tranquila

PS.:Meus sentimentos pós-carnaval se resumem na seguinte música:

I want the world to stop, give me the morning (give me the understanding)

Two Gunslingers

Esse é um daqueles posts cuja trilha sonora tem SUMA importância, então dá o play aí:

Se alguém perguntasse qual minha coisa favorita no mundo, eu nem precisava pensar pra responder: ROADTRIPS. E antes que alguém resolva ser engraçadinho e perguntar se eu não prefiro sexo, já aviso que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Roadtrip é um estilo de vida, e nada me faz mais feliz que pegar a estrada, independente de pra onde eu to indo.

estrada, saúde etc

PASSO A PASSO PRA ROADTRIP PERFEITA:

1. resolva de um dia pro outro qual o destino

2. faça uma mochila com o mínimo essencial pra sobrevivência

3. pare no primeiro posto de gasolina e compre algumas cervejas pro caminho

4. coloque tom petty no último volume

O resto é consequência. Eu queria poder explicar melhor a sensação de liberdade que dá pegar a estrada em plena segunda-feira, debaixo de um sol do agreste, rumo a um lugar tão no meio do mato que os celulares, não satisfeitos em não terem sinal, simplesmente se rebelam e param de funcionar é a própria definição de plenitude.

gafanhoto do mato

O destino escolhido nesse caso foi Socorro, quase Minas Gerais. Tenho apenas uma coisa pra dizer a respeito de Socorro: a primeira é que é HOT LIKE MEXICO só que mais. Deserto ali é um termo que se aplica tanto pro quesito clima quanto pro quesito circulação de pessoas.

MAS NÃO É SÓ ISSO.

Socorro é um daqueles lugares tipo Brotas, onde cachoeiras e toda natureza são apenas um suporte pra gente sem noção nenhuma do perigo se pendurar, pular e fazer aquilo que se eu fosse mais brega chamaria de “esportes radicais”. Daí que veio a foto “onde está wally” da minha pessoa pulando numa tirolesa de 1km do demônio. O nome do brinquedinho:

Tirolesa do PÂNICO, em SOCORRO. vou me poupar das piadas prontas.

Óbvio que esse tipo de coisa nunca é ideia minha, mas eu sempre acabo me jogando. Aliás, “me jogando” é uma expressão bem adequada nesse caso. Seja de uma pedra de 8 metros em Mauá, seja de um cabo de aço no meio da montanha na fronteira com Minas, seja num mortal de costas num deck flutuante, eu sempre me jogo.

A questão é: porque eu faço esse tipo de coisa? Pelo mesmo motivo que eu pego a estrada. Porque foda-se pra onde eu to indo. Uma tirolesa de 1km dura 50 segundos. Mas nesses 50 segundos você não pensa em nada. É só o vento na cara e a música dentro da sua cabeça. Tente gritar I’M TAKING CONTROOOOOOL OF MY LIFE a 55 km por hora suspensa a sabe deus quantos mil metros do chão. Depois que você faz isso, você pode fazer qualquer coisa, seja ficar pulando por 40 minutos numa cama elástica, seja se jogar na água gelada da cachoeira, seja fazer uma sessão karaokê brega a plenos pulmões no carro.

idade mental: abaixo de 10 anos

Agora, tem um segredo pra isso dar certo: a companhia. E nesse quesito eu devo, muito a contragosto, admitir que tenho sorte. Porque eu tenho esse ser humano completamente demente que há 5 anos me acompanha em todo e qualquer perrengue, que canta Total Eclipse of The Heart e Elephant Love Medley , que passa 3 horas analisando letra de folk, depois pega a estrada até a cidade mais próxima pra repor o estoque de vinho vagabundo e emenda numa discussão existencial com o tema “e se você morresse amanhã?”

E eu não sei vocês, mas se eu morresse amanhã eu ia feliz.

Onde você estava segunda-feira?

alá a retardada pendurada no cabo

Pra mim o ano só começa depois que eu faço alguma coisa tipo pular de uma tirolesa de 1km.

Fuck Art, Let’s Dance – Ep. 28

1º feriado do ano: Tatiana curtiu isso.

ME PEGA NA SAÍDA (link do 4shared)

TRACKLIST

Rally – Phoenix
Whip My Hair (Drowning In Blood) (Willow Smith Cover) – Skull Tape
Skeleton Boy – Friendly Fires
Let’s Dance To Joy Division – The Wombats
Yours and Mine – HotKid
Heads Will Roll – Yeah Yeah Yeahs
I’m a Believer – Smash Mouth
Get Free – The Vines
Le Disko – Shiny Toy Guns
Lump – Presidents of The United States America
Beggin – Madcon
Hot Kiss – Juliette & The Licks
Out Of The Blue – Julian Casablanca
Ambling Alp – Yeasayer

Querido Diário

Você começa com uma latinha de Jack und Cola (amor verdadeiro, amor eterno). Passa pra cerveja. De repente, caipirinha. Quando você vê, está fumando do lado de fora do bar enquanto um cosplay de Narcisa Tamborindeguy joga gelo na cabeça da galera pela janela do lounge do 2º andar gritando que perdeu o Blackberry. Bacardi. Aí você já bebeu o suficiente pra ter conversas um pouco sérias demais que atacam sua gastrite, então volta pra cerveja.
Olha, resumindo: por volta de 3 da manhã eu já não sabia nem quem eu era e tava no meio da Augusta, enquanto alguém gritava “EU QUERO VER PEITOLA” e a galera negociava a entrada com direito a duas cervejas nesse distinto recinto:

eu ainda prefiro o puteiro da sara

Isso tudo ainda era sexta-feira, ou seja, mais 3 dias de feriado pela frente.
Algumas horas depois eu acordei com outro cosplay, dessa vez de Regan MacNeil, grunhindo esse jogando em cima de mim. E assim, quando eu durmo é todo um processo pra me acordar, porque eu capoto. Mas aí o demonio caiu em cima do meu braço recém-tatuado, e a dor impulsionou uma reacção um tanto quanto violenta. De olhos ainda fechados, eu dei um empurrão tão joselito que a pomba gira saiu daquele corpo, que saiu andando normalmente e murmurando que ia fritar um ovo pra comer antes de dormir – EXORCISMO OGRO STYLE HOW ABOUT THAT?
Sábado começou com uma espécie de flashmob de quatro indivíduos – todos sóbrios, diga-se de passagem – dançando “Sometimes”, da Britney Spears, em frente a uma Barbie de vestido de gala na vitrine de uma loja de brinquedos qualquer. Algumas horas depois, a ausência de tequila na balada me levou a misturar vodka com energético à vodka pura e alguns B-52′s flambados ao som de “Whip My Hair”. Dica: bater cabelo depois de ingerir aproximadamente um litro de destilados funciona no seu cérebro como um blur de strenght 85% no Photoshop. O resultado é que você pode acordar ainda bem bêbada. Bêbada o suficiente pra calçar uma Havaiana de cada cor e quem sabe sair pro posto de gasolina com a intenção de comprar Gummy Bears e voltar de lá com a Playboy nova.
Mas depois de 30cm de frango teriyaky do Subway eu voltei a ter consciência do que estava acontecendo. Lá pelas tantas meu lado Amélia aflorou e eu passei grande parte da noite cozinhando. Tinha tudo pra ser uma coisa inocente – e seria, não tivessem aparecido com uma garrafa de Absolut e um suco de LICHIA pra tomar em shots.
Acordei na 2ª feira com o barulho da tia recolhendo o equivalente a dois engradados em latinhas amassadas e espalhadas pelo chão da sala. Uma das poucas memórias que eu tenho é de ter passado roupa às 2 da manhã – ou de pelo menos ter feito pose como se estivesse passando (Amélia bateu FORTE, qué dizê).
Não sei bem como terminar esse post. Vou colocar uma música que eu curto, só pq eu curto mesmo. Nada nessa porra fez sentido nenhum mesmo, então foda-se.

Ainda na série: Epifanias de Araxá

Já contei pra vocês do dia em que eu descobri minha verdadeira vocação?

Sim, porque além do amor, das benesses do glacê para o cabelo e a pele, e da multifuncionalidade do Sabor Ami, foi nA Pioneira que eu descobri meu chamado.

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Não foi exatamente uma novidade né?

Soundtrack to this post here

Eu não sabia o que era amor de verdade. Aí eu te conheci. Eu conheci o amor verdadeiro nos confins de Araxá, quem diria…

E sim, eu sei que eu vivo me apaixonando a torto e a direito, mas dessa vez foi diferente.

Eu aprendi a amar incondicionalmente, a tolerar tudo, a sentir ciúmes, todas as coisas lindas e doloridas que um sentimento desse tamanho proporciona.

E agora to aqui, de coração partido por causa da saudade, mas ainda assim me sinto a pessoa mais sortuda do mundo, por ter te encontrado e vivido esses momentos maravilhosos.

Um dia quem sabe a gente se encontra de novo, não é, e vive tudo aquilo que ficou faltando fazer.

Por enquanto fica aqui a declaração mais sincera que eu já fiz:

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Eu sinto falta da sua lerdeza, da sua carência – ou preguiça de ficar de pé e andar, nunca tive certeza.

Eu sinto falta da sua remela de manhã. De pegar você no colo e limpar seus olhos.

Eu ainda tenho as marcas espalhadas pelo corpo. As marcas que você deixou.

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As marcas das suas pulgas.

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Êta Jesusão Maravilhoso – A Saga de 7 Jovens Cristãos No Templo Messiânico de Araxá

O que se segue NÃO é um relato fiel dos ocorridos entre 04 e 07 de Setembro, tão somente percepções dementes de eventos dos quais não guardo recordações precisas.

1º Ato

Cena I – Sábado – Rodoviária de Araxá, 6:10 a.m.

“Esse lugar é o fim do mundo”
“Fim do mundo sua bunda, caralho. Vou te mostrar como Araxá é uma cidade LINDA. Logo ali oh, ta vendo, do outro lado da praça? Ali eu fazia meus exames ginecológicos”

Cena II – Sábado – Um pouco mais tarde, ainda na megálopole

“JOHN ROMUALDO?????”
“É o cabelereiro mais chique de Araxá menina”
“Verdade né, tem até tapete vermelho nas escadarias…. E UM BANNER DE TUPPERWARE? ELES VENDEM TUPPERWARE NO CABELEREIRO MAIS CHIQUE DA CIDADE?”

a definição de CLASSE

Depois desse instrutivo tour pelos pontos turísticos, estava eu inocentemente dormindo a base de medicamentos quando ouço ao longe Ke$ha no volume máximo. Meu subconsciente logo soube que ninguém na pacata cidade estaria ouvindo Tik Tok num sábado às 8 da manhã, então logo soube que quem se aproximava era o resto da caravana. Não estava enganada.

Todo mundo se sentindo que nem o P. Diddy depois de 9h na estrada

Cena III – Sábado – Supermercado de Araxá, 10 a.m.

Sessão de Frios

- Acho que 100 fatias de queijo e 100 de presunto.
- Presunto não, mortadela, é mais barato.
- PUUUUUUUUTA, pode cre, mortadela, que delícia
- E queijo, prato ou mussarela?
- Pega mais mussarela que prato, que é melhor.

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Enquanto isso, na Sessão de Congelados

- Vamo comprar esse bolo aqui, mais barato.
- Não gente, pelamordedeus, isso aí é PURA gordura hidrogenada.
- Esse aqui parece um pouco mais gostoso
- Mas também é mais caro
- Ah, vamo levar ele, tem morango, parece mais bacana.
- E é maior né.
- Beleza, 22 reais nem é tanto, fica esse então.

Cena IV – Sábado – Fazenda Pioneira, 2 p.m.

- O negócio é todo mundo descansar agora, pra ficar bem e bonitinho pra noite né.
- Isso. A gente descarrega as compras, arruma tudo e dorme.

FIM DO 1º ATO

2º Ato

Cena I – Sábado – Fazenda Pioneira, 4 p.m.

- Tá foda essa cerveja quente. Vamo tomar vodka?
- Vamo
- Vamo passear naquele pântano ali?
- Vamo

Cena II – Sábado – Fazenda Pioneira, 6 p.m.

A cerveja já tinha gelado, já tínhamos alimentado os girinos do pântano, decidimos então surpreender nosso aniversariante com uma versão voz e violão de “Lollipop” do Mika – mesmo que ninguém estivesse sóbrio o suficiente pra lembrar toda a letra -, seguida de parabéns com shots de tequila.

Cena III – Sábado -  Fazenda Pioneira, 8 p.m.

- Gente dá a mão, todo mundo lavando a mão com a tequila pra comer o bolo porque não vai rolar talher pra todo mundo tá?

E tudo que se pode dizer sobre o restante desse dia é que: nunca descobrimos o sabor do bolo de 22 reais, mas hoje em dia sabemos que glacê é uma substância com propriedades muito similares às da argamassa, o que pôde ser constatado através das camadas texturizadas nos pilares e no chão de toda a varanda da casa principal.

mas faz um bem pro cabelo e pra pele que vocês NUM TEM IDÉIA


Cena IV – Sábado – Fazenda Pioneira, 10 p.m.

- Viu, num tem talher não, a gente tá comendo com esses troços que parecem porta copos
- É macarronada né?
- É
- Ah, pega nada, vamo comer com a mão mesmo.
- Teste de coordenação, é bacana.

polegares opositores nunca foram tão úteis

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Alguns minutos depois, quando entra outra pessoa na cozinha

- Viu, num tem talher não, a gente tá comendo com esses troços que parecem porta copos
- Como não tem talher gente?
- Não tendo. Não achei

Joga uma gaveta cheia de talheres em cima da mesa.

FIM DO 2º ATO

3º Ato

Cena I – Domingo – Fazenda Pioneira, 10 a.m.

Na cozinha

- As 3 piores coisas da história da humanidade são: guerras, AIDS e SEPARAR ESSAS PORRA DESSAS FATIA DE MUSSARELA DO CARALHO SEM DESPEDAÇAR ELAS.

isso e frios rebeldes: TUDO A MESMÍSSIMA COISA NÉ.

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Enquanto isso, na varanda

- Quem quer cerveja 3 segundos?

3 mãos se erguem em consentimento.

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Alguns minutos depois

- Gente, tem uma trilha muito legal aqui perto, vamos?
Todos que beberam as cervejas de 3 segundos, empolgadíssimos
- VAMO AEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
- Pera, vou só separar um isopor com cerveja pra levar.
- Ai, então eu vou levar uns drinks, a gente bebe no caminho

Cena II – Domingo – Numa trilha a alguns quilômetros dA Pioneira

- Caralho mano, tá sol né?
- E o que tem de mosquito?
- Puta, esquecemos de passar repelente.
- Pode cre né. Bom, me dá mais uma cerveja aí.

Num primeiro momento havia um certo cuidado com a trilha, com onde se pisava, para evitar possíveis acidentes. Depois que as cervejas e os drinks e a insolação e o veneno dos borrachudos se misturaram, o bem estar corporal foi abandonado, resultando em cosplay de salmão subindo a correnteza pra procriar, remake da coreografia de Alejandro pra pular uma pedra e as mais variadas digievoluções de acrobacias no limite da tetraplegia.

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Cena III – Domingo – Fazenda Pioneira, 9 p.m.

- Quem vai querer tequila?
Todas as mãos se erguem em consentimento
- Mas meu, ontem foi foda tomar sem sal. Sério que não tem?
- Não tem meu.
- Tem o tempero pronto………
- Será?
- Porque não, gente?
- É meu, foda-se, pega o Sabor Ami e vamo tomar essa porra!

Viscoso, mas gostoso

FIM DO 3º ATO

4º Ato

Cena I – 2ª feira – Fazenda Pioneira, 10:30 a.m.

- Vamos tomar sol e fazer piquenique

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Alguns minutos depois

- Acho que comi um carrapato no meu lanche

Cena II – 2ª feira – Fazenda Pioneira, 1 p.m.

- Alguém tem uma tesoura?
- Pra que mano? Ce vai cortar a unha de novo? Ce ta cortando a unha desde ontem, não é possível, quantos dedos você tem? Tá fazendo cortes artísticos? NÃO É NORMAL ISSOOOOOOOOOOOOOOO
- Não, calma, é pra cortar a etiqueta dessa camiseta
- AH TÁ.

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Cena III – 2ª feira – Fazenda Pioneira, 2 p.m.

- PORRA MANO TEM MEIO QUILO DE SAL NESSA CASA E A GENTE TOMOU TEQUILA COM SABOR AMI.

Cena IV – 2ª feira – Fazenda Pioneira, 8 p.m.

- Galera, vocês me aceitam mesmo com esse cabelo desse jeito?
- Se eu gritar, se eu chorar, se eu espernear, ele vai mudar?
- Não…
- Então. Não é meu SONHO ver esse seu cabelo assim, mas eu te amo de qualquer jeito.

Cena V – 2ª feira – Fazenda Pioneira, 10 p.m.

- Acabou a vodka né.
- Porra, que bad.
- TEM A TEQUILA COM VERMEEEEEEEEEE
- VAMO DIVIDIR O VERMEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE

FIM DO 4º ATO

Eu poderia relatar alguns outros flashes de cenas das quais recordo fragmentos, mas acho que o importante aqui é ressaltar o saldo final desses 4 dias: 7 jovens sobreviveram, com êxito e apenas leves escoriações, aos desafios da vida rural. Por leves escoriações, leia-se pequenos cortes, hematomas, picadas de borrachudo e mordidas de pulgas. Porém, alguns lesionaram-se mais, dando a impressão de que ocorreu um apocalipse zumbi durante a madrugada e todos foram infectados.
Fora isso, foi um grande aprendizado, sobre como histórias de terror podem subitamente se transformar em piadas internas, sobre como as vacas são inseminadas e quanto isso é inapropriado de se assistir antes do jantar. Sobre como cachorros de porte tão pequeno podem possuir colônias tão imensas de pulgas, sobre como pererecas são seres místicos e imortais e sobrevivem até a descargas, sobre como é fácil identificar-se com Baleia, o cão de Vidas Secas.
E acima de tudo, sobre como a intimidade de fato É UMA MERDA.
Foi um feriado inesquecível. Porque tem fotos e vídeos, senão o álcool teria pagado toda e qualquer memória.
Beijos pra Lucíola, pro Adriano, pra Jubara AKA LOCA DA BALA, pra Sapinha e pra esse JESUSÃO MARAVILHOSO que nos proporcionou tudo isso.

Diploma de Canalhice

O título do post é só porque eu tava aqui ensinando pra todo mundo a nata dos piores xavecos de pedreiro, uma arte milenar e apenas para pessoas de alta evolução espiritual e nenhum senso do ridículo. E tive que rodar a agência toda xavecando inclusive meu chefe, que simplesmente falou “cê é muito canalhinha”.

#cafajestepride

Enfim, eu vim postar mais duas pérolas do feriado. Primeiro a Roberta provando que cerveja em 5 segundos não é tão simples quanto parece (e pagando os pecados por ter me atrapalhado):

Depois nós temos uma demonstração de como o ser humano não sabe brincar. Porque assim gente, era só um jogo de Uno, que acabou aflorando toda maldade e ódio no coração que cada um de nós carrega e reprime.

Mas a minha parte favorita do vídeo é quando a Roberta, indignada, fala pro Paulinho que não tem como, ela não consegue, e ele responde “a Tati conseguiu”, e todo o resto da galere vira e começa a falar “PORRA, MAS A TATI NÃO CONTA” “AHHHH. MAS É A TATI” e derivados.

Muito amor Brasil

Ainda na série: Idéias Idiotas do Feriado

Eu juro que faço em menos tempo quando não tem gente que se acha malandra fazendo gracinha do lado.

Maturidade, não trabalhamos

Tudo começou comigo na 4ª a tarde encontrando um post no TENSO.

Aí chamei a Gabi pra ser minha cúmplice, e obviamente ela achou a idéia o máximo.

Do momento que a gente chegou na praia até quinta à noite, que é quando esse evento ocorre, a única coisa na qual eu e a imbecil conseguíamos pensar era em rolo de papel higiênico, e torcer pra que fosse a Roberta que encontrasse.

Por incrível que pareça, dessa vez o universo conspirou a favor. E melhor ainda, tinha um móvel que ficava na posição perfeita pra deixar a câmera escondida.

Bom, sem mais delongas, vejam a espécie de coisa CRETINA que eu encaro como diversão e reflitam se eu MEREÇO uma vida melhor do que a que eu levo.

A reposta será: NÃO.

P.S.: Pra quem é igualmente imbecil, o post do TENSO com o passo a passo do artesanato é ESSE

P.S.²: AHAHAHAHAHA ta, descobri que a menina do Volta Pro Mar, Oferenda é tão idiota quanto eu. Ta, já não me sinto tão sozinha.

Vale-Miojo

Não, eu não tive nenhuma ideia genial. Mas eu não matei nem fiz merda – o que é uma vitória sem precedentes. Também não morri, embora tenha sido por pouco. Mas não seria um ato voluntário, apenas um acidente derivado de um momento no qual me parecia uma boa ideia dançar lambada meio pendurada na janela do 15º andar.
A questão é que a gente deve tá ficando velho. Eu pelo menos. Porque assim, da última vez que rolou uma viagem desse porte foi na páscoa do ano passado, e daquela vez eu passei 4 dias sem comer, sem dormir e fiz questão de ser uma das últimas a voltar pra SP. Dessa feita eu só pulei UMA refeição, dormi todos os dias (mesmo que no último tenham sido apenas 2h no sofá da sala) e fui embora na primeira leva, depois de limpar a sala.
Aliás, até nisso a gente envelheceu. Tudo bem que no último dia a sala tava de uma imundície ímpar, com uma crosta gosmenta e cinza por todo o chão, mas foi só de sábado pra domingo que geral resolveu perder a higiene. Até então a sujeira tava num nível aceitável e inédito.
Mas também, dá pra entender. Já faz mais tempo que todo mundo se conhece, e apesar de intimidade ser uma merda, agora rola aquela liberdade de esculachar quem esquece a civilização e não coopera. A desvantagem é que ninguém mais se dá ao trabalho de sequer tentar ficar mais bonitinho, então é aquele festival de todo mundo de pijama e meia, sem um pingo de maquiagem nem nada pra disfarçar o estadinho lamentável da manhã.
Outra coisa é que, fora eu, todo mundo que tava solteiro, praieiro e guerreiro hoje em dia namora. E eu finalmente não to apaixonada por ninguém, então neguinho tá nem aí de aparecer com a cara toda amassada e a meia furada.
Enfim. Ainda hoje eu inauguro o canal do eutenhoproblemas no youtube pra vocês terem uma noção audiovisual mais emblemática e impactante das coisas que aconteceram e acontecem. Aí talvez vocês digam que eu tô exagerando e que a gente continua tudo sem um pingo de noção. Mas acreditem, já foi muito mais trash. Hoje em dia a gente tá uma caravana de clínica geriátrica perto do que era.
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Aí eu cheguei me casa ontem e minha irmã do nada solta que sexta-feira começa a copa do mundo e sábado é dia dos namorados. Como eu sinceramente não sei qual dessas duas informações foi mais relevante na minha vida, o que me resta é recuperar esse corpinho porque a sensação que eu tenho é que uma jamanta me atropelou, deu ré e foi de novo só pra ter certeza que tinha me massacrado mesmo.
Ah, só um adendo já que eu mencionei jamanta. Tudo bem, eu sou muito grata pela carona de ontem e por ter chegado em SP em 40 minutos, mas vamo combinar que Imigrantes NÃO É Autobahn e não tem necessidade de andar a 250 por hora porque eu já tava bem enjoada e a velocidade mínima de 130 km/h tornou o exercício de não vomitar na estrada quase impossível. Mas eu perseverei e to aqui. Então coragem Brasil que o mês promete.

#mariadobairrofeelings

Ta. Eu to indo viajar em questão de minutos, mas minha compulsão verborrágica me fez voltar.
E me larga meu, eu tenho todo direito. Nem o celular eu to levando, vou ficar IN-CO-MU-NI-CA-VEL por 4 dias e tipo eu sou uma pessoa que curto muito me comunicar, especialmente quando to bebada. E se tem um negócio que eu vou fazer, por questão de sobrevivência e manutenção da sanidade é ficar bebada nesses próximos 4 dias.
Porém todavia contudo, NÃO É SÓ ISSO!
Eu vim aqui também avisar que cara, já passaram de 10 mil acessos nessa budega. Muitos deles de amigos, pessoas que já fizeram sexo comigo e hoje guardam apenas rancor e gente que deseja meu mal em geral, muitos de gente bacana que não me conhece e a grande maioria por pessoas que jogam no google termos como “indigência”, “sentimentos confusos”, “re bordosa”, vergonha alheia”, qualquer frase com “vodka” e meu personal favorite de hoje: “jogos de baba piores do mundo”. Além do clássico “eu tenho problemas” (ainda to no topo do google, um beijo). É. Um ano quase né. Tem sido meu relacionamento mais estável, muito embora altamente conturbado – como não poderia deixar de ser. O Romance Ideal não durou nem metade disso (aquele post de junho de 2008 não conta).
Mas eu comecei a pensar ultimamente que certas coisas tem que mudar. Não, não tá nos meus planos apagar esse blog. Eu não apaguei o outro, que é cheio de traumas, que dirá esse, que me trouxe só alegrias. Nem abandonar, porque eu sei que é inútil e eu vou acabar voltando. Eu ainda não sei O QUE eu preciso fazer com ele. Esses 4 dias vão acabar servindo pra isso. Pra isso e pra organizar uma porrada de idéias e palavras soltas que eu tenho anotadas no meu caderno (sim, to levando ele E as 32 BICs pretas, me larga de novo). Eu tenho esperança que esse processo me ilumine quanto ao que fazer com esta porra. Se não iluminar, bom, aí eu vou ter que tomar atitudes mais drásticas. Mas nem cabe discutir isso agora. TO convicta que terei alguma idéia brilhante, como NÃO tive nos últimos 22 anos.
Enfim.
A questão é que agora eu REALMENTE tenho que ir. E não dá nem pra falar beijomeliga porque o celular FICA.
Torçam pra eu não cometer suicídio quando alguém resolver que tem que tocar Maria Gadu.
Torçam pra eu não ser presa por homicídio doloso.
Torçam pra eu ter a tal da caralha da idéia genial.
Enfim, torçam por mim.

P.S.: Puta merda, esqueci qual era
P.S.²: Hoje teoricamente é sexta, então CORRAO pro FUCK ART, LET’S DANCE porque se eu for presa ou morrer, esse é o último.
P.S.³: Cara, agora que eu lembrei que eu não posso em hipótese nenhuma morrer. Porque esse mês, bom, esse mês tem tudo pra ser fucking great. Beleza, não desperdicem suas energias torcendo pra eu não me matar, tenho motivos para não fazê-lo. Foquem na prisão então.

Sem Lenço e Sem Documento – O Zodíaco Problemático

Piscianos são os Bob Esponja do zodíaco. Porque absorvem tudo que está próximo a eles, sejam emoções ou alcool. Tanto que o ponto fraco no organismo dos piscianos, de acordo com tudo que é horóscopo, é o fígado.
Eu não digo pra aloprar, mas porque EU SOU DE PEIXES. E né, taí um signozinho que adora um vício. E nem precisa ser psicotrópico. Pisciano curte PARANÓIA, venha ela como vier. Veja bem, Schopenhauer era pisciano. Do mesmo dia que eu. Ah, não sabe quem é? Wikipedia explica brevemente:

O pensamento de Schopenhauer parte de uma interpretação de alguns pressupostos da filosofia kantiana, em especial de sua concepção de Fenômeno. Esta noção leva Schopenhauer a postular que o mundo não é mais que Representação. Esta conta com dois pólos inseparáveis: por um lado, o objeto, constituído a partir de espaço e tempo; por outro, a consciência subjetiva acerca do mundo, sem a qual este não existiria. Contudo, Schopenhauer rompe com Kant, uma vez que este afirma a impossibilidade da consciência alcançar a Coisa-em-si, isto é, a realidade não fenomênica. Segundo Schopenhauer, ao tomar consciência de si, o homem se experiencia como um ser movido por aspirações e paixões. Estas constituem a unidade da Vontade, compreendida como o princípio norteador da vida humana. Voltando o olhar para a natureza, o filósofo percebe esta mesma Vontade presente em todos os seres, figurando como fundamento de todo e qualquer movimento. Para Schopenhauer, a Vontade corresponde à Coisa-em-si; ela é o substrato último de toda realidade.
A vontade, no entanto, não se manifesta como um princípio racional; ao contrário, ela é o impulso cego que leva todo ente, desde o inorgânico até o homem, a desejar sua preservação. A consciência humana seria uma mera superfície, tendendo a encobrir, ao conferir causalidade a seus atos e ao próprio mundo, a irracionalidade inerente à vontade. Sendo deste modo compreendida, ela constitui, igualmente, a causa de todo sofrimento, uma vez que lança os entes em uma cadeia perpétua de aspirações sem fim, o que provoca a dor de permanecer algo que jamais consegue completar-se. Segundo tal concepção pessimista, o prazer consiste apenas na supressão momentânea da dor; esta é a única e verdadeira realidade.

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Ou seja, Peixes pensa demais. Em nada que preste ou sequer faça sentido, mas pensa. Peixes é o estado de espírito dos sonhos de qualquer zé maconhinha por aí. Enquanto todo mundo tá pensando no que vai fazer no fim de semana, Peixes tá pensando em como vai ser quando todos estiverem casados e com filhos. E é por isso que peixes é a companhia ideal pra qualquer roubada e programa de índio: ele não tá prestando atenção na discussão jamais, então quando você falar “que que ce acha” ele vai falar que topa. Ou porque se sente culpado por não ter te ouvido, ou porque não liga mesmo pra onde tá indo – o que acontece na maioria das vezes.
O gosto pelo caos que é foda. Não se iluda, não é porque a pessoa é de Peixes que ela vai curtir cds de sons da natureza e mantras e incensos. Tá, incensos eu curto, mas o resto to fuera. Quando eu digo que peixes curte um caos é porque gosta de tudo, então vive cercado de tudo o tempo todo. Música, por exemplo. Eu tenho um puta bom gosto, modéstia à parte. Mas agora enquanto eu to escrevendo isso por exemplo eu to ouvindo All Out Of Love, do Air Supply, e cantando junto com EMOÇÃO. Eu não vou negar, eu sou aquela pessoa que possui coletâneas da Antena 1. Mas amanhã de manhã, quando eu for terminar, pode ser que eu esteja numa vibe de ouvir Mamonas Assassinas o dia inteiro.
(Pausa. Já é amanhã. Mas não to ouvindo Mamonas. Acordei numa pilha de ouvir Uffie e La Roux – ou seja, nem tudo está perdido)
Agora, já que entramos no tópico música, eu acho que a que melhor descreve o perfil de um pisciano é essa aqui ó:

Isso de “Eu vou… Porque não, porque não, porque nãooooo” é a própria síntese de Peixes. Não sabe nem pra onde, mas o desgraçado vai. Não tem idéia do que vai fazer, nem do que precisa levar, nem com que propósito tá indo, mas vai. E vai numa boa, contando piada o caminho todo e rindo da própria idiotice. Porque Peixes, jeitoso e atento como é, vai trupicar a cada dois passos, esbarrar em tudo, meter a cara em poste e por aí vai. Enfim, apesar das piadas serem sem graça o pisciano vai manter todo mundo feliz, independente dos perrengues. Porque é um panacão, e não tem como não rir com um panacão.
Agora, cuidado. Porque não é só o signo que conta. No meu caso, por exemplo. Eu preencho tudo isso e realmente Alegria, Alegria representa bem meu caráter – 70% do tempo. Nos outros 30%, vale aquilo que o Renato Russo falou:

NUNCA BRINQUE COM UM PEIXES DE ASCENDENTE ESCORPIÃO

Porque Escorpião é um bichinho perigoso. Com Peixes é muito pior. Porque o pisciano tá sempre viajando na maionese e você acha que ele nunca vai se ligar de nada. Mas se ele tem ascendente em Escorpião, pode ter certeza: ele vai se ligar. Vai demorar um pouco, mas vai. E ele vai associar uma coisa à outra, juntar passado e presente e aí, sangue bom, FUDEU GERAL.

Mas eu sou uma gracinha, tá? Podem continuar me amando.

Odeio gatos. Mas esse é fofo. Que nem eu.
NOT!
Hahahahahahahaha

You’re So Vain…

… You probably think this song is about you.

21:18:51 Mi__ॐ: vc é.. vc é a atormentada do rolê
21:19:12 tatiana ®_love will tear us apart: é, de fato
21:19:15 tatiana ®_love will tear us apart: mas eu melhorei mto
21:20:49 Mi__ॐ: ai, nao sei sócia
21:20:55 Mi__ॐ: p/ mim vc será sempre atormentada

Eu serei eternamente lembrada pelo dias em que eu cometi os atos mais estúpidos. A entender:

- O dia que eu saí pra tomar açaí e acabei dançando eroticamente “Menina Veneno” num posto de gasolina da Mooca
- O dia que eu resolvi fugir do role enquanto todo mundo dormia, pulei o portão da casa, prendi a bota e fiquei pendurada de cabeça pra baixo
- O dia que eu pulei na porta de um prédio e resolvi que não descia até a policia aparecer
- O dia que eu subi no palquinho da Roxy sem camisa
- O dia que eu dei uma voadora no filhadaputa que tentou roubar meu copo de vodka com groselha no ponto de ônibus da Paulista
- O dia que eu entrei no Love Story abraçando o segurança e falando que era puta pra não ter que pagar

Entre outros.

Não que eu tenha vergonha. Tenho inclusive um certo orgulho. A única coisa é que assim, todos esses atos, sem exceção, foram derivados de um mesmo sentimento: A DOR DE CORNO.

Porque assim, quando eu me sinto rejeitada eu não me tranco em casa com chocolate. Eu faço questão de ir pra rua, obviamente pra onde eu sei que o ser humano estará. Aí eu me torturo um pouco, depois invisto em ficar muy loca de mi cu e abrir mão por completo de qualquer traço de dignidade que ainda me reste.

Ou eu costumava fazer isso.

Porque sinceramente, eu to ficando velha demais pra certas coisas. Não pra dar vexame, claro. Até porque, minha função é essa. As pessoas contam comigo pra ser sempre a mais inconseqüente e sem noção. Minha melhor amiga, menina de boa família e freqüentadora das altas rodas, me considera o freak show de estimação dela. E eu gosto de cumprir esse papel. Alguém tem que escandalizar.

O que já não da mais pra fazer é ficar remoendo o abuso emocional que certas pessoas praticam como esporte.

Eu tenho 21 anos. Eu optei por não voltar pra Nova York pra construir uma vida aqui, porque eu já brinquei o bastante de mochileira. Não que eu não tenha vontade de vez em quando de mandar tudo a putaqueopariu, pegar minhas coisinhas e vazar de novo. Óbvio que eu tenho. Uma vez por semana no mínimo. Não é fácil ser gente grande. Cansa. É frustrante. Entedia. Mas não mata ninguém.

O que mata é somar isso a doses homeopáticas, porém regulares, de psicose emocional. Eu já curti muito viver nessa montanha-russa. Hoje eu olho pra trás e vejo quantas vezes eu mendiguei afeto, pedi esmola, implorei… Fui patética, enfim.

Não que eu me isente de culpa. Muitas vezes a escrota fui eu. E karma é uma merda né, nunca falha, então eu paguei – bem caro – por toda e cada uma das sacanagens que eu cometi irresponsavelmente. ATENÇÃO AO TEMPO VERBAL: PAGUEI. Pretérito.

Eu já não me sinto em dívida com as forças cósmicas de causa e conseqüência. Eu posso me dar ao direito de ser feliz. E isso significa romper com relacionamentos doentios de todo e qualquer tipo – coisa que eu já comecei a fazer alguns meses atrás, mas que atinge seu ápice RIGHT NOW. Porque assim, tem muita gente que vale a pena por aí pra eu ficar perdendo meu tempo com histórias que eu já sei de cor. E quando eu digo que tem afirmando categoricamente, é porque tem sim, tive certeza nesses últimos dias.

To indo pra praia amanhã. Vou passar três dias chocando moços que mamãe chamaria de bons-partidos mas que eu chamo de salames. Beberei ininterruptamente até segunda-feira. E na volta, fikdik, eu só vou me dar ao trabalho de sair com gente que não me canse a beleza.

Beijos, se liga. Enfia o telefone no cu.

feliz

Fratura Cerebral

Rê Bordosa

Tatiana, desde 1988 agindo compulsiva e inconsequentemente e mantendo hábitos altamente prejudiciais a saude fisica e mental.

Nada me lembro do que já fiz, mas tenho certeza que faria tudo de novo.

Responsabilidade Social

Resolvi lançar uma sugestão para os governantes em exercício que pretendem reeleger-se e para os candidatos que tentarão um primeiro mandato. Campanha social sempre faz sucesso. Prestar auxílio a desprivilegiados é garantia de cargo público.

Nessa véspera de feriado, mediante circunstâncias pessoais, eu proponho a criação de um programa que beneficiará milhares de indivíduos, uma classe negligenciada e mal-compreendida a qual pertenço e de cujos integrantes já ouvi relatos mais comoventes que os do “De Volta Pra Minha Terra” do Gugu.

Caros políticos brasileiros, eu lhes proponho o programa Bolsa-Publicitário.

O programa Bolsa-Publicitário é destinado a estagiários, criativos, planejamentos, RTVs e a todo o pessoal de produção de vídeo e audio (com foco especial em produtores, montadores e coordenadores). Atendimentos podem ser inclusos desde que apresentem comprovação de permanecerem no estabelecimento de trabalho por todo o período de elaboração do job.

Será distribuida uma cesta-básica contendo maços de cigarro, pó de café, Coca-Cola 2l, latas de Red Bull, Dorflex e Eparema. Além disso, aqueles que se cadastrarem receberão um cartão que serve como vale-refeição, a ser aceito no Samaro, Tago’s, Cardoso e estabelecimentos dessa estirpe de acordo com a região, além de padocas e botecos em geral. O intuito é cobrir despesas necessárias em alimentos da categoria Jesus-Me-Chama (coxinhas, fatia de pizza portuguesa, pão com ovo, enfim, toda refeição de aparência suspeita e/ou que caia como um napalm no estômago). Também cobre despesas com cerveja para casos de concorrências, refacção de peças e briefings advindos das profundezas do inferno.

Para cadastrar-se no programa, basta apresentar olheiras, perda de peso brutal, anemia, arritimia cardiáca, esquizofrenia ou qualquer outro sintoma decorrente do exercer da profissão. E-mails que constem fins de relacionamento ou extratos bancários negativos também podem ser utilizados como comprovante.

E que venha 2010.