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12 problemas bucais? Não num carnaval saudável

Há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante…

troféu hang loose de farofagem, categoria forever alone

- Eu me prostitui.
- Como assim?
- Beijei o vendedor de cerveja e ganhei uma latinha.
- Essa que tá na sua mão?
- Sim.
- Aquele vendedor lá atrás?
- Sim.
- Eu paguei por ela.
- Eu me prostitui à toa então?
- Como sempre né.

Ok, não foi muito tempo atrás, nem numa galáxia muito distante. Foi entre sábado de manhã e terça à noite, no Rio de Janeiro. Carnaval, pros leigo.
Depois de muita cagada e vou-não-vou, eu arrumei passagem, joguei meia dúzia de roupas na mochila e fui. E antes mesmo de chegar na rodoviária eu percebi que teria me arrependido muito se não tivesse ido – leia-se ainda no metrô já tinha gente pagando peitinho.
O ônibus atrasou 3 horas, o suficiente pra eu me curar da ressaca de 5ª, ficar razoavelmente bêbada de novo, cantar aquele hino da farofa da Jennifer Lopez e/ou Kaoma na plataforma e capotar daqui até a ~cidade maravilhosa~. Aliás, a ressaca de 5ª foi a última, porque dali em diante nunca mais deu tempo de ficar sóbria. Ainda bem, porque levando em conta as fotos que começaram a aparecer hoje, eu não queria lidar muito com a nossa cara de quem tinha sido atropelado por 7 jamantas de croquetes mornos de catuaba, vodka, cerveja, chalise, whisky e seja lá mais o que a gente bebeu.
SOBRE BLOCOS: amei todos, mas o destaque fica pro Bloco da Bomba de Efeito Moral, logo seguido pelo Bloco das Entidades Mitológicas, que teve um chill out sensacional com a participação de Marimunda, a prima caiçara de Maria do Bairro e Marimar, comandando o trio elétrico dos tatuís. Pra quem não sabe, esses foram blocos pop-up surgidos em algum lugar entre Botafogo ou Flamengo e foram até o Leblon tossindo e sambando. E beijando estátuas. E subindo em postes como se fossem pole dances. E fazendo amizades nas delegacias. E sendo pedido em casamento por pessoas de sexo AND idade indefinidos que batiam leque como se a sarjeta fosse a ilha de caras. E outras coisas que eu não lembro porque amo/sou amnésia alcoólica, fora aquelas que a responsabilidade jurídica me impede de contar.
SOBRE PASSEIOS: recomendo bastante andar de ônibus de um lado pro outro, especialmente da Lapa até Ipanema, onde você pode encontrar o Bonde dos Gringos de Bristol, fazer amizade com eles e descobrir que aquela regra do “falo inglês melhor quando to bêbado” não vale pra todo mundo, fora descobrir o tamanho da viadagem generalizada quando alguém falar “canta pra eles uma música da inglaterra” e outro automaticamente começar um tributo às Spice Girls. Além disso, você pode de repente se ver envolvido no meio de um Baile Funk improvisado, no qual a sensualidade e o requebrado natural dos seus quadris será favorecido pelo movimento das lombadas.
Enfim, o Rio continua lindo. Só algumas tatuagens que são feias demais.
Beijos pra quem perdeu tudo numa enchente, depois perdeu tudo em outra enchente. De hoje em diante vou tomar jeito porque minha vida não tá fácil… pra ninguém, pra mim tá tranquila

PS.:Meus sentimentos pós-carnaval se resumem na seguinte música:

I want the world to stop, give me the morning (give me the understanding)

Ultimate cara de pau championship

esse rabisco aí em cima é o motivo de tudo

Daí o Tom ganhou uma promoção da Oi FM. O prêmio: um violão autografado pela Kate Nash, e conhecer a moça no camarim do show de sexta passada.

Tive inveja? Tive. Mas depois de surtar completamente com o resumo da minha vida amorosa em duas músicas na sequência, eu não precisava de mais nada. Então quando o show acabou, eu tava prestes a ir embora, apenas terminando de gastar minhas fichas no bar. Nisso o Tom me puxa pelo braço e diz: “FICA, VAI TER BOLO”. Em outras palavras, eu ia com ele. E algo me diz que o fato dele ter me chamado tem menos a ver com o quanto eu gosto dela do que com a minha cara de pau sem limites.

Veja bem: o menino Tom estava com vergonha de ficar cara a cara com ela, mas bastou que eu ficasse pra ter uma ideia genial: E SE a gente cantasse pra ela? Tipo uma serenata?

A pessoa não pode ter senso nenhum do ridículo pra topar uma coisa dessas. Ou seja, ninguém melhor do que eu.

Escolher a musica foi fácil. “I’m not gonna teach your boyfriend how to dance” era perfeita. Primeiro porque ela já cantou. Segundo porque a letra é de uma cara de pau que explica o terceiro motivo: foi nosso hino de 2010.

Enfim, taí o que acontece quando você dá esmola demais pra morto de fome.

Lindúzios: o reveillon da inadequação

Dia desses, numa conversa qualquer, eu reparei que eu e meus amigos passamos a nos referir aos outros de uma forma que beira o código. Eu explico. Toda vez que um de nós quer apresentar alguém pro grupo, a primeira pergunta a ser feita é: “mas ele (a) é… 31?”. E a resposta é sempre uma dentre essas duas: um “ahm… não muito…” hesitante ou um “BEM 31″ quase psicótico.

Ser “31″ não tem nada a ver com orientação sexual, emprego, gosto musical. É uma questão comportamental. É atingir um estágio de hiperatividade e indiferença ao que pode ser considerado ridículo que causa um misto de medo e admiração nos demais. A falta de noção é tanta que parece proposital, calculada. E muitas vezes realmente é. Ser “31″ é, basicamente. confundir – sendo o mais óbvio possível.

Tá. Toda essa introdução foi pra dar um mínimo de sentido ao relato que se segue, de uma semana em Búzios que talvez tenha durado um mês, talvez apenas uma noite. É difícil dizer, primeiro porque meu fígado e minha memória apontam cada um para um desses extremos, segundo porque tiraram o relógio da casa “porque tava muito bom e eu não queria que o tempo passasse”.

Enfim, sigam-me os bons.

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RetrosPICAtiva 2010

Tanta coisa aconteceu, tantos momentos especiais, tanto sentimento mágico… Foi um ano realmente bonito e cheio de emoções.

Por isso eu resolvi fazer uma análise cuidadosa, diria até lírica, das transformações na minha vida, quiçá na minha ALMA, provocadas pelo conjunto de situações e sensações dos últimos 12 meses.

Como vocês sabem, eu me expresso melhor por meio de músicas. Então eu fiquei procurando alguma que representasse bem todo o auto conhecimento adquirido e passasse uma mensagem sincera a todos vocês, uma noção do que esperar desse 2011 que vem chegando com a tradicional promessa de esperança e renovação.

Se eu fosse resumir 2010, todos os eventos marcantes e minha percepção psicológica e emocional deles numa música, ela seria essa:

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.

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ESSA AÍ PASSOU, ESSA AÍ PASSOU, ESSA AÍ PASSOU.

Feliz natal e um 2011 com tudo de bom que a vida tem a oferecer, ou seja:

ÁLCOOL

E pelamordedeus galera, VÊ SE DESAPEGA.

Beijos gregos e hasta 2011.

 

Êta Jesusão Maravilhoso – A Saga de 7 Jovens Cristãos No Templo Messiânico de Araxá

O que se segue NÃO é um relato fiel dos ocorridos entre 04 e 07 de Setembro, tão somente percepções dementes de eventos dos quais não guardo recordações precisas.

1º Ato

Cena I – Sábado – Rodoviária de Araxá, 6:10 a.m.

“Esse lugar é o fim do mundo”
“Fim do mundo sua bunda, caralho. Vou te mostrar como Araxá é uma cidade LINDA. Logo ali oh, ta vendo, do outro lado da praça? Ali eu fazia meus exames ginecológicos”

Cena II – Sábado – Um pouco mais tarde, ainda na megálopole

“JOHN ROMUALDO?????”
“É o cabelereiro mais chique de Araxá menina”
“Verdade né, tem até tapete vermelho nas escadarias…. E UM BANNER DE TUPPERWARE? ELES VENDEM TUPPERWARE NO CABELEREIRO MAIS CHIQUE DA CIDADE?”

a definição de CLASSE

Depois desse instrutivo tour pelos pontos turísticos, estava eu inocentemente dormindo a base de medicamentos quando ouço ao longe Ke$ha no volume máximo. Meu subconsciente logo soube que ninguém na pacata cidade estaria ouvindo Tik Tok num sábado às 8 da manhã, então logo soube que quem se aproximava era o resto da caravana. Não estava enganada.

Todo mundo se sentindo que nem o P. Diddy depois de 9h na estrada

Cena III – Sábado – Supermercado de Araxá, 10 a.m.

Sessão de Frios

- Acho que 100 fatias de queijo e 100 de presunto.
- Presunto não, mortadela, é mais barato.
- PUUUUUUUUTA, pode cre, mortadela, que delícia
- E queijo, prato ou mussarela?
- Pega mais mussarela que prato, que é melhor.

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Enquanto isso, na Sessão de Congelados

- Vamo comprar esse bolo aqui, mais barato.
- Não gente, pelamordedeus, isso aí é PURA gordura hidrogenada.
- Esse aqui parece um pouco mais gostoso
- Mas também é mais caro
- Ah, vamo levar ele, tem morango, parece mais bacana.
- E é maior né.
- Beleza, 22 reais nem é tanto, fica esse então.

Cena IV – Sábado – Fazenda Pioneira, 2 p.m.

- O negócio é todo mundo descansar agora, pra ficar bem e bonitinho pra noite né.
- Isso. A gente descarrega as compras, arruma tudo e dorme.

FIM DO 1º ATO

2º Ato

Cena I – Sábado – Fazenda Pioneira, 4 p.m.

- Tá foda essa cerveja quente. Vamo tomar vodka?
- Vamo
- Vamo passear naquele pântano ali?
- Vamo

Cena II – Sábado – Fazenda Pioneira, 6 p.m.

A cerveja já tinha gelado, já tínhamos alimentado os girinos do pântano, decidimos então surpreender nosso aniversariante com uma versão voz e violão de “Lollipop” do Mika – mesmo que ninguém estivesse sóbrio o suficiente pra lembrar toda a letra -, seguida de parabéns com shots de tequila.

Cena III – Sábado -  Fazenda Pioneira, 8 p.m.

- Gente dá a mão, todo mundo lavando a mão com a tequila pra comer o bolo porque não vai rolar talher pra todo mundo tá?

E tudo que se pode dizer sobre o restante desse dia é que: nunca descobrimos o sabor do bolo de 22 reais, mas hoje em dia sabemos que glacê é uma substância com propriedades muito similares às da argamassa, o que pôde ser constatado através das camadas texturizadas nos pilares e no chão de toda a varanda da casa principal.

mas faz um bem pro cabelo e pra pele que vocês NUM TEM IDÉIA


Cena IV – Sábado – Fazenda Pioneira, 10 p.m.

- Viu, num tem talher não, a gente tá comendo com esses troços que parecem porta copos
- É macarronada né?
- É
- Ah, pega nada, vamo comer com a mão mesmo.
- Teste de coordenação, é bacana.

polegares opositores nunca foram tão úteis

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Alguns minutos depois, quando entra outra pessoa na cozinha

- Viu, num tem talher não, a gente tá comendo com esses troços que parecem porta copos
- Como não tem talher gente?
- Não tendo. Não achei

Joga uma gaveta cheia de talheres em cima da mesa.

FIM DO 2º ATO

3º Ato

Cena I – Domingo – Fazenda Pioneira, 10 a.m.

Na cozinha

- As 3 piores coisas da história da humanidade são: guerras, AIDS e SEPARAR ESSAS PORRA DESSAS FATIA DE MUSSARELA DO CARALHO SEM DESPEDAÇAR ELAS.

isso e frios rebeldes: TUDO A MESMÍSSIMA COISA NÉ.

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Enquanto isso, na varanda

- Quem quer cerveja 3 segundos?

3 mãos se erguem em consentimento.

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Alguns minutos depois

- Gente, tem uma trilha muito legal aqui perto, vamos?
Todos que beberam as cervejas de 3 segundos, empolgadíssimos
- VAMO AEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
- Pera, vou só separar um isopor com cerveja pra levar.
- Ai, então eu vou levar uns drinks, a gente bebe no caminho

Cena II – Domingo – Numa trilha a alguns quilômetros dA Pioneira

- Caralho mano, tá sol né?
- E o que tem de mosquito?
- Puta, esquecemos de passar repelente.
- Pode cre né. Bom, me dá mais uma cerveja aí.

Num primeiro momento havia um certo cuidado com a trilha, com onde se pisava, para evitar possíveis acidentes. Depois que as cervejas e os drinks e a insolação e o veneno dos borrachudos se misturaram, o bem estar corporal foi abandonado, resultando em cosplay de salmão subindo a correnteza pra procriar, remake da coreografia de Alejandro pra pular uma pedra e as mais variadas digievoluções de acrobacias no limite da tetraplegia.

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Cena III – Domingo – Fazenda Pioneira, 9 p.m.

- Quem vai querer tequila?
Todas as mãos se erguem em consentimento
- Mas meu, ontem foi foda tomar sem sal. Sério que não tem?
- Não tem meu.
- Tem o tempero pronto………
- Será?
- Porque não, gente?
- É meu, foda-se, pega o Sabor Ami e vamo tomar essa porra!

Viscoso, mas gostoso

FIM DO 3º ATO

4º Ato

Cena I – 2ª feira – Fazenda Pioneira, 10:30 a.m.

- Vamos tomar sol e fazer piquenique

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Alguns minutos depois

- Acho que comi um carrapato no meu lanche

Cena II – 2ª feira – Fazenda Pioneira, 1 p.m.

- Alguém tem uma tesoura?
- Pra que mano? Ce vai cortar a unha de novo? Ce ta cortando a unha desde ontem, não é possível, quantos dedos você tem? Tá fazendo cortes artísticos? NÃO É NORMAL ISSOOOOOOOOOOOOOOO
- Não, calma, é pra cortar a etiqueta dessa camiseta
- AH TÁ.

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Cena III – 2ª feira – Fazenda Pioneira, 2 p.m.

- PORRA MANO TEM MEIO QUILO DE SAL NESSA CASA E A GENTE TOMOU TEQUILA COM SABOR AMI.

Cena IV – 2ª feira – Fazenda Pioneira, 8 p.m.

- Galera, vocês me aceitam mesmo com esse cabelo desse jeito?
- Se eu gritar, se eu chorar, se eu espernear, ele vai mudar?
- Não…
- Então. Não é meu SONHO ver esse seu cabelo assim, mas eu te amo de qualquer jeito.

Cena V – 2ª feira – Fazenda Pioneira, 10 p.m.

- Acabou a vodka né.
- Porra, que bad.
- TEM A TEQUILA COM VERMEEEEEEEEEE
- VAMO DIVIDIR O VERMEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE

FIM DO 4º ATO

Eu poderia relatar alguns outros flashes de cenas das quais recordo fragmentos, mas acho que o importante aqui é ressaltar o saldo final desses 4 dias: 7 jovens sobreviveram, com êxito e apenas leves escoriações, aos desafios da vida rural. Por leves escoriações, leia-se pequenos cortes, hematomas, picadas de borrachudo e mordidas de pulgas. Porém, alguns lesionaram-se mais, dando a impressão de que ocorreu um apocalipse zumbi durante a madrugada e todos foram infectados.
Fora isso, foi um grande aprendizado, sobre como histórias de terror podem subitamente se transformar em piadas internas, sobre como as vacas são inseminadas e quanto isso é inapropriado de se assistir antes do jantar. Sobre como cachorros de porte tão pequeno podem possuir colônias tão imensas de pulgas, sobre como pererecas são seres místicos e imortais e sobrevivem até a descargas, sobre como é fácil identificar-se com Baleia, o cão de Vidas Secas.
E acima de tudo, sobre como a intimidade de fato É UMA MERDA.
Foi um feriado inesquecível. Porque tem fotos e vídeos, senão o álcool teria pagado toda e qualquer memória.
Beijos pra Lucíola, pro Adriano, pra Jubara AKA LOCA DA BALA, pra Sapinha e pra esse JESUSÃO MARAVILHOSO que nos proporcionou tudo isso.

“Tell Jesus that the BITCH is back”

Assim… Dois meses atrás, quando eu fiz minha tatuagem no braço, tudo que minha mãe falou foi: “Ai Tatiana… Agora você vai ter que achar alguém que goste de você assim, desse jeito, e ainda por cima toda rabiscada”

Bom, vocês estão prestes a entender – se é que não entenderam até agora -, o que ela quis dizer com “desse jeito”.

Eu descobri ele hoje de manhã, mas é um registro de sexta à noite, depois de muita vodka, HIFAY (que deve ser Hi-Fi no dialeto do bar da esquina) e, como não podia deixar de ser, uma batalha épica com meu arqui-inimigo, o whisky.

Dentro de mim habitam muitas personalidades estranhas que despertam com o consumo de etanol, como minha própria mãe TAMBÉM já tinha dito. Uma das predominantes é Heleninha Roitman, que dessa vez ao tomar conta do meu corpo resolveu pseudo-dissertar sobre inclusão digital e a profissão mais hype dos últimos tempos: analista de mídias sociais.

Enfim, assistam e entendam porque quando minha progenitora se manifesta falando essas coisas todas é em tom de desgosto e sincera preocupação, não de ironia.

The Good Times Are Killing Me

O problema é que eu não presto
Eu queria muito, sabe, mas algumas coisas simplesmente não tem jeito e aparentemente eu sou uma delas.
BRINKS
Eu presto sim. Até demais. Mas ultimamente eu não to me interessando por isso. E quanto menos eu to valendo, mais eu to gostando. Porque cara, chegou num ponto que eu já aceitei a ideia de que um relacionamento sério tá tão fora do meu alcance quanto, sei lá, fazer o Ironman. E, assim como eu não tenho ambição nenhuma em fazer o Ironman, eu deixei de fazer tanta questão de me envolver com alguém.
Lógico que tem dias que me bate um desespero. Mas eu cheguei à conclusão que isso é decorrente da falta de sexo, não da vontade de de desenvolver profundos laços emocionais. Ficar sem sexo não é uma coisa saudável, até teve um ministro que falou isso acho que ontem. O ideal é cinco vezes por semana. E eu aqui, na véspera da Lua Cheia, com 22 anos de fogo no rabo e um clipe da Katy Perry em looping. QUÉ DIZÊ…

Agora, pra completar a desgraça, eu vou pra balada e ninguém quer meu corpo. Tudo bem que isso está deixando de ser um problema porque a situação já está no ponto de eu ficar bêbada o suficiente pra tomar a iniciativa, mas olha, tem dias que eu me pergunto se isso é parte de um plano maior que universo reservou pra mim ou se eu to cagada mesmo.

Cagada e alcoólatra bjos

Eu já cheguei a cogitar mudanças pessoais pra ver se reverto esse quadro, mas logo desisti. Porque eu não entendo o que as pessoas querem, então ia ser perda de tempo – e pelo menos assim eu não tenho que ficar me policiando.
Enfim né, esse é mais um post inconclusivo, incoerente e sem nenhuma utilidade. Mas de acordo com essa minha filosofia de PISOU NA MERDA ABRE OS DEDOS que abriu mão de qualquer tipo de esperança, eu posto o que eu bem entender e nem sinto remorso.
Pelo menos falaram que meu cabelo é bonito. E eu nem penteei ele hoje.

MORRI BJOS RELOADED

Eu vou postar mais tarde, prometo. Só deixa eu me recuperar.

OMO State of Mind

Eu nunca fui a filha que mamãe quis ter. Mas eu fui o filho que ela nunca teve.

Quer dizer, eu devo ser a única pessoa que deixa a mãe preocupada quando NÃO sai pra beber. Se eu falar que vou sair pra beber até perder completamente a noção de quem eu sou e voltar só no dia seguinte, TUDO CERTO. Mas se por acaso eu passar a noite em casa, acordar disposta e resolver dar uma voltinha, apita um Car System na cabeça dela que eu conseguia escutar ela esperando pelo pior até quando morava em outro país.

Mas dá pra entender né. Cada vez que eu saio por aí na luz do dia eu me acidento devido às atividades absurdas com tendências delinquentes que invento de praticar. Bêbada eu sou inofensiva. Tá que eu faço incontáveis merdas e sou irresponsável e tenho ressacas morais e… Bom, o que eu sempre falo aqui. Mas eu volto inteira.

Sóbria, por outro lado, eu sou uma ameaça à minha integridade física, o que é bem diferente de integridade enquanto conceito. Integridade enquanto conceito é como dignidade – a minha já está tnao irreversivelmente danificada que nem faz diferença.

Só pra exemplificar. Nas duas últimas vezes que eu tirei uma folga da putaria, eu tive que parar pra fazer compras antes de voltar pra casa. Uma vez na farmácia, incluindo itens como merthiolate, água boricada, gaze e esparadrapo suficientes pra cobrir uma múmia, e a outra foi no mercado mesmo, pra comprar aguarraz e galões de removedor.

Ok, tô exagerando. Mas é pra dar um parâmetro do tipo de coisa que eu me meto a fazer. Skate, spray, canoagem, asa delta, páraquedismo… Enfim, havendo alta possibilidade de me machucar ou pelo menos estragar minhas roupas tá valendo. #sesujarfazbem

Não é pra deixar minha mãe com cabelos brancos. É que eu sou um moleque, e moleques costumam ser mais hiperativos e sem noção. Energia acumulada é como nitroglicerina do lado de um duto de gás. E eu preciso descarregar isso de algum jeito.

Obviamente, como um moleque, eu preferia estar fazendo sexo. Mas não tá rolando.

Eu quebro tudo ou eu me quebro toda. É assim que funciona.

MORRI BJOS

Eu ia postar alguma coisa hoje, mas tô passando mal demais com esse clipe. Quando eu me recuperar – o que não vai acontecer hoje -, voltamos à nossa programação normal.

Anarchy in The WWW

“[…] não eram pessoas violentas, mas ao proclamar seu ódio e fúria contra tudo, atraíam as mais bizarras reações de todos os lados.”
(Bob Gruen, sobre os Sex Pistols)

“Não existem pessoas lineares. Até mesmo você, que é irritantemente feliz o tempo todo tem uns surtos emocionais”
(minha irmã, sobre mim)

Pois é. Quem me vê falando aqui tem a nítida impressão que eu acordo com a nuvem da Família Addams em cima da cabeça. E a verdade não poderia estar mais longe disso. Eu acordo feliz. Eu tomo sucrilhos de Nescau com Leite Ninho e assisto desenhos animados de manhã. Em casa todo mundo sempre me tratou como café-com-leite porque eu sou a mais lerdinha. Eu não me incomodo com quase nada.
Mas quando eu sento pra escrever, é diferente.

“Você pode seduzir as pessoas para uma consciência de massa. Assim, escrevo pra ter alguém. Há um motivo por trás  de tudo que escrevo. Escrevo do mesmo jeito que me apresento. Quer dizer, você só se apresenta porque quer que as pessoas se apaixonem por você. Quer que elas reajam a você.”
(Patti Smith)

Não é que eu queira que as pessoas LITERALMENTE se apaixonem por mim. Até porque, lendo o que eu escrevo, ninguém em sã consciência e com um mínimo de bom-senso se apaixonaria por mim. Mas de certa forma, eu acho que faço isso porque preciso acreditar que alguém em algum lugar possa se interessar. Não por mim, mas pelo jeito que eu vejo as coisas. E eu vejo as coisas. Eu percebo o que acontece ao meu redor. Mas eu não imponho isso pra ninguém, até porque a minha percepção é derivada de 22 anos de comportamento autista e por isso um tanto quanto “diferenciada” .
Mas eu sinto uma necessidade muito grande de me identificar. Seja com alguém ou alguma coisa. E as pessoas deixaram de surpreender, sabe. Então eu talvez escreva pra me apaixonar por alguém. Pra inventar alguém. Aí eu passo o tempo vasculhando as minhas próprias bizarrices, pra no reflexo delas entender o que eu tanto procuro nos outros que não consigo encontrar.
E mais que isso, eu procuro alguma certeza. Eu não tenho certeza de nada e isso me corrói de um jeito desesperador. A sensação é de viver sempre à beira de um colapso. Eu tenho 200 mil coisas pra fazer, eu gosto de todas elas, mas às vezes eu acordo e falo “não cara, eu não vou dar conta disso”. Cinco minutos depois eu arrumo mais uma coisa. E todas elas fazem parte de um universo rápido demais, mutante demais, infinito demais – que é exatamente o que me fascina. Então eu vivo num constante estado de empolgação que me leva ao limite. E quando eu chego nesse limite eu bebo demais, falo demais, faço merda demais. É um ciclo vicioso, entende? E eu não consigo imaginar minha vida fora dele. Eu não faço sentido fora dele. Por isso que quando eu escrevo eu pareço Johnny Rotten. Eu cuspo na platéia. Por isso que eu me sinto como Iggy Pop, rolando em cacos de vidro, com o rosto coberto de purpurina e cantando “I Wanna Be Your Dog”. Eu sou um personagem. Mas ao mesmo tempo, é tudo de verdade. Eu passo grande parte do meu dia agoniada porque não sei direito o que eu quero, mas eu estou muito feliz com o jeito que as coisas estão agora. Então eu vivo do melhor jeito possível. Aí chego aqui e me dou ao direito de vomitar as coisas que eu não consigo entender como uma metralhadora sem lógica no meio de uma guerra que eu não sei nem contra quem é.

Sorte No Jogo

Você sabe como é né?

Você tá ali, sem fazer nada, sem pensar em nada, sóbria inclusive (o que é muito raro) e de repente você começa a fazer associações. As peças se encaixam, o mundo aparentemente segue uma ordem lógica e até que a vida faz sentido.
Muito bem, isso se chama DISTRAÇÃO.
As coisas NÃO se organizaram assim magicamente.
A sua vida NÃO tomou um rumo.
Você NÃO entrou num plano existencial superior.

Citando um dos maiores filósofos do século XXI, Cumpádi Washington:
“Pau que nasce torto nunca se endireita”

Isso não quer dizer que sua vida será uma merda até o fim dos seus dias miseráveis. Não faz a Maria do Bairro que a Televisa não tá contratando.

O que eu quis dizer é que se você parar pra prestar atenção, você vai ver que o caos continua ali de braços abertos para você. Estaticamente, você continua com as mesmas (altas) probabilidades de se fuder lindamente, de se apaixonar loucamente (que dá na mesma), de perder tudo que apostou. E ahhhh você tá apostando. Pode parecer que não, mas você tá. E alto.

Citando um dos maiores clichês da humanidade:
“Sorte no jogo, azar no amor”
Ou vice-versa.

Mas
Citando meu óraculo de sabedoria infalível, Vovó:
“O que você não tem de juízo, você tem de sorte”.
Então FODA-SE que hoje começa meu inferno astral.
FODA-SE que a minha atual sorte é nada mais que resultado da progressão do meu DDA a níveis desconhecidos pela humanidade!
Eu vou arriscar.
YES WE CRÉU

Agora tá valendo

É isso aí putada. Contrariando todas as expectativas eu sobrevivi às festas de final de ano. E se for verdade aquela história que o jeito que você passa a virada é o jeito que você passará o ano seguinte inteiro, aí fudeu de vez: passarei 2010 bebaça de vodka vagabunda e rolando na lama (o que, convenhamos, não seria nada mais que uma continuação de 2009).
BUT posso afirmar categoricamente que tirei toda zica e perdi de vez o medo de altura ao cometer um ato aparentementemente suicida na cachoeira. Óbvio, continuarei sendo problemática. Ou nem teria sentido continuar com essa joça aqui. Garanto que sempre terei algo de que reclamar, mesmo sentindo que esse ano vai ser DO CARALHO. Até porque, já deu pra perceber né? Se eu não tiver nada de errado acontecendo, eu invento motivo pra me fuder de verde e amarelo.
Mas não é hora de pensar nisso.
Aliás, deixo registrado aqui que não vou pensar muito em 2010. Cansei um pouco dos poréns e porquês das coisas que seriam. Agora é tudo na base da solução drástica e imediata. Leia-se: tudo que eu experimentei em 2009 e não cabe mais foi pro lixo. É, lixo. Não vou reciclar nada. Taquei fogo no passado e não responderei a nenhum tipo de apelo, provocação ou questionamento dos motivos disso.
No mais, tudo continuará na mesma. Zero dignidade é um estilo de vida que muito me agrada e do qual, aprendi a duras penas nesse fim de ano, não estou pronta pra abrir mão. Ou seja, mantenham suas expectativas baixas porque é pra isso que eu tô aqui: me superar no quesito rebaixamento do respeito próprio.
Querendo abusar do meu corpo ou do meu fígado, é só chamar.
É tudo nosso.
Ah sim, claro. E pra inaugurar o ano toma um mais um exclusivo podiquésti. Vou fazer isso com mais regularidade esse ano, to afim de dividir, disseminar e elevar o bom gosto da galera.

Sexo, vodka e rock’n'roll pra vocês. E pra mim, claro.

Por uma vida menos ordinária

NUH. Vamo lá, por partes:

Começou na 5a feira, com chopp, que virou uma discussão filosófica sobre a quantidade saudável de tempo a se passar no trabalho estar intimamente relacionada ao formato do seu assento de privada, que virou Mcdonalds 3 e meia da manhã, que virou sessão sertanejo no volume máximo a 80 por hora na Vicente Rao.

Sexta-feira, acorda na fazenda e percebe que o piercing desapareceu misteriosamente em algum momento da noite anterior. Corta. Augusta, 22h30, os donos do bar comemorando a minha volta como se eu fosse a filha pródiga, vodka com groselha pra comemorar o retorno e o casamento de pessoas que nem um ano atrás tavam no role jogando mau-mau e assistindo “Belinha a Virgem”. Fazer o que se todo mundo cresceu menos eu? Corta. Metro Clinicas, 7 e meia da manhã, “eu te amo, eu não te respeito, eu não quero que você vá embora”.

Sábado. Ahhhhhhhh, sábado. Como é que eu vou explicar o que foi sábado? Mesmo que eu não tivesse feito nada o fim de semana inteiro, sábado teria feito valer a pena.

É o seguinte: quando você junta 3 pessoas problemáticas e no mínimo mal-intencionadas com um cooler de cerveja e 2 garrafas de vodka, as coisas tendem a sair do controle.

Briga com a Queen Latifah do agreste no fumódromo. Vira-lata australiano de pai russo e mãe italiana que lia queixos. Brindes frenéticos do McLanche Feliz.

Eu o resto eu não vou detalhar aqui porque eu to com preguiça  e porque eu quero deixar todo mundo curioso. Eu tava lá, eles tavam lá e a gente sabe como foi. E foi incrível. Eu já to num estagio de deterioração da mente tão avançado que a minha capacidade de retenção de memórias é comparável a de um peixe, mas eu tenho certeza que eu não vou esquecer desse sábado.

E ah, domingo também foi bom. Mas ah, nem se compara. De domingo eu falo outro dia.

Ajoelhou, tem que rezar

Tava no Fuxico (e no blog da Cleycianne. Hahaha):

Amy Winehouse revelou que uma recente visita do espírito de Michael Jackson a ajudou a ficar longe das drogas.

A cantora de Rehab, que já havia dito ser uma grande fã do Rei do Pop, teria se encontrado com médiuns durante sua estada na Ilha de Santa Lucia, no Caribe.

Uma amiga dela  revelou à Revista People:

“Amy ouviu a voz de Michael lhe dizer que, se não saísse dessa (do vício), perderia tudo”.

Várias pessoas afirmam ter visto o fantasma de Jacko, desde sua morte no mês passado, em vários locais diferentes, inclusive em Neverland, onde ele viveu.

Amy disse uma vez:

“Nunca consegui decidir se gostaria de ser Michael Jackson ou de me casar com ele. Não me importo com o que dizem, porque acho que ele é um gênio”.

 

O fantasma do Michael Jackson não me visitou. Eu tenho tido sonhos fofos com nenéns Johnson & Johnson e picolés e famílias de comercial de Doriana. Isso sim preocupa. Mas tudo bem. Eu to aqui lendo uma entrevista do Woody Allen, o que sempre ajuda a voltar ao meu estado natural de neurose.

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Falando em neurose, eu cheguei ontem à conclusão de que só duas coisas nessa vida não tem fim: paranóia e escrotidão. São dois lados de uma mesma moeda. Tem épocas na vida que vale tudo, até brincar de Gabriel Pensador, pegar a agenda véia e fazer a linha 2345meia78 (tá na hora de molhar o biscoito). Nessas épocas, a escroditão é algo inerente, ilimitado e completamente justificável. E não deixa de ser uma neurose, porque enquanto você não conseguir liberar essa endorfina toda, você não vai parar.

Tem gente que me olha com uma cara de membro horrorizado da TFP na parada gay quando eu falo isso, porque isso é coisa de homem, de canalha, blablabla. Aí eu sacudo o ombro e dou um trago no cigarro pra nem ter que responder, por dois motivos:

  1. Realmente, eu sou muito macho. Frito ovo sem camisa e tudo. (NOT) 
  2. Toda mulher, sem exceção, faz isso. Eu conheço muita Barbie-menina-moça que faz.

Gente, estamos falando de sexo aqui. Existe gente que tem pavor de compromisso, gente que é tímida, mas eu nunca ouvi falar de alguém que não gostasse de sexo. E digo mais: todo mundo tem direito a fazer.

Então se você ta na seca por qualquer motivo, eu acho válida toda e qualquer investida. E ressucitar ex é que nem passar no Burguer King depois da balada: você sabe que aquela merda vai te dar azia no dia seguinte, mas também sabe o gosto do sanduíche, qual seu combo favorito, etc. E na hora vai saciar sua fome, então porque não?

É a lei da selva, baby. Se você não fizer, alguém fará com você.