tem manhãs que beiram o improvável. veja bem, você acorda atrasada e com uma tremedeira fora do normal, derruba um perfume que ataca sua rinite, sai de casa na hora em que deveria estar chegando no trabalho, quando chega no ponto de ônibus percebe que largou o bilhete único, volta atrás correndo, torce o pé, fica meia hora esperando algum ônibus ter a boa vontade de passar MAS ATÉ AÍ TUDO BEM porque de repente você encontra 50 centavos no chão e isso deve ser um sinal de sorte. risos. depois você ainda fica torrando no sol do congestionamento NO CORREDOR DE ÔNIBUS e quando finalmente chega no seu ponto não consegue atravessar a avenida porque tá sem farol e trânsito mais gentil my ass né.
enfim, cheguei ta tudo bem e hoje tem show da florence <33333
eu queria escrever aqui sobre uma reflexão sobre ficção na internet que tive esses dias voltando do bar.
a propriedade mais fascinante das palavras é que a gente pode usá-las da forma que bem entender e que nos parecer mais conveniente, mas elas têm vida própria e não dá pra prever o que será feito delas, ou o que elas farão conosco. elas são como um brinquedo, mas perigoso. quem lê também entende o que quer e isso eu digo tanto como alguém que já ouviu uma caralhada de chorume por causa de interpretação de texto, quanto como alguém que tem como hobby acompanhar tretas em comentários de blog.
esse blog em particular ok, até dá margem pra nego achar que sabe alguma coisa da minha vida pessoal. esse e qualquer outro que eu já tenha publicado porque eu não sou escritora, só dou uma modificada na realidade e finjo que é texto. mas ce pega um fucking mia da vida e é engraçado, porque as pessoas escolhem time, ficam indignadas, brigam entre si e com a autora… é que nem novela, mas é escrito e eu como boa nerd e pedantezinha que sempre prefere o livro ao filme, acho INCRÍVEL isso. porque só a internet consegue isso, fazer uma galera imensa se envolver com uma história que não vem digerida pela televisão.
also, nesse caso especificamente, o mais engraçado é que se trata de uma história que se passa no mesmo tempo-espaço que eu vivo, e os personagens são, pelo menos em parte, como qualquer um de nós que orbita pela região e, consequentemente, sentimentos descritos – já que no fundo somos todos o reflexo daquilo que fazemos questão de repetir semana atrás de semana. mas tem gente que lê e nunca passou por ali, por aquilo, e é como se você assistisse a sua própria vida com crítica ao vivo.
a internet é um lugar maravilhoso, mas os outros aspectos dessa conclusão a qual eu cheguei eu discuto outra hora.
seguinte, já que falei de ficção aproveito pra fazer um ~merchandzinho~. to escrevendo um conto pra pashion que vai ser publicado em partes, toda segunda. a primeira já tá no ar aqui. é a história de uma paixão de verão e a modela das fotos é minha irmã então mesmo que você não curta o texto vale ir lá ver como ela é linda.
AH, SÓ MAIS UMA COISA:
alguém no formspring me desafiou a fazer uma playlist de fuck music. eu não faço sexo há tanto tempo que já tenho pra mim que sou pura e virgem novamente, mas fiz uma seleção fuck art, let’s fuck e se você não curtir quero nem saber, ces que são tudo frígido.
bjs pra quem transa










