Tag Archives: MANO OI Q

há mais mistérios entre a ficção e a realidade…

tem manhãs que beiram o improvável. veja bem, você acorda atrasada e com uma tremedeira fora do normal, derruba um perfume que ataca sua rinite, sai de casa na hora em que deveria estar chegando no trabalho, quando chega no ponto de ônibus percebe que largou o bilhete único, volta atrás correndo, torce o pé, fica meia hora esperando algum ônibus ter a boa vontade de passar MAS ATÉ AÍ TUDO BEM porque de repente você encontra 50 centavos no chão e isso deve ser um sinal de sorte. risos. depois você ainda fica torrando no sol do congestionamento NO CORREDOR DE ÔNIBUS e quando finalmente chega no seu ponto não consegue atravessar a avenida porque tá sem farol e trânsito mais gentil my ass né.
enfim, cheguei ta tudo bem e hoje tem show da florence <33333
eu queria escrever aqui sobre uma reflexão sobre ficção na internet que tive esses dias voltando do bar.
a propriedade mais fascinante das palavras é que a gente pode usá-las da forma que bem entender e que nos parecer mais conveniente, mas elas têm vida própria e não dá pra prever o que será feito delas, ou o que elas farão conosco. elas são como um brinquedo, mas perigoso. quem lê também entende o que quer e isso eu digo tanto como alguém que já ouviu uma caralhada de chorume por causa de interpretação de texto, quanto como alguém que tem como hobby acompanhar tretas em comentários de blog.
esse blog em particular ok, até dá margem pra nego achar que sabe alguma coisa da minha vida pessoal. esse e qualquer outro que eu já tenha publicado porque eu não sou escritora, só dou uma modificada na realidade e finjo que é texto. mas ce pega um fucking mia da vida e é engraçado, porque as pessoas escolhem time, ficam indignadas, brigam entre si e com a autora… é que nem novela, mas é escrito e eu como boa nerd e pedantezinha que sempre prefere o livro ao filme, acho INCRÍVEL isso. porque só a internet consegue isso, fazer uma galera imensa se envolver com uma história que não vem digerida pela televisão.
also, nesse caso especificamente, o mais engraçado é que se trata de uma história que se passa no mesmo tempo-espaço que eu vivo, e os personagens são, pelo menos em parte, como qualquer um de nós que orbita pela região e, consequentemente, sentimentos descritos – já que no fundo somos todos o reflexo daquilo que fazemos questão de repetir semana atrás de semana. mas tem gente que lê e nunca passou por ali, por aquilo, e é como se você assistisse a sua própria vida com crítica ao vivo.
a internet é um lugar maravilhoso, mas os outros aspectos dessa conclusão a qual eu cheguei eu discuto outra hora.
seguinte, já que falei de ficção aproveito pra fazer um ~merchandzinho~. to escrevendo um conto pra pashion que vai ser publicado em partes, toda segunda. a primeira já tá no ar aqui. é a história de uma paixão de verão e a modela das fotos é minha irmã então mesmo que você não curta o texto vale ir lá ver como ela é linda.

AH, SÓ MAIS UMA COISA:
alguém no formspring me desafiou a fazer uma playlist de fuck music. eu não faço sexo há tanto tempo que já tenho pra mim que sou pura e virgem novamente, mas fiz uma seleção fuck art, let’s fuck e se você não curtir quero nem saber, ces que são tudo frígido.

bjs pra quem transa

bjs tb pra quem entendeu a imagem

Verbete de número 3

Solteirice (advérbio de modo): quando voce tá sozinha em casa, pede uma pizza e o interfone toca bem na hora que você resolve fazer xixi. Você sabe que o mundo não vai acabar se você demorar mais 30 segundos pra atender, mas cada milésimo dura uma eternidade enquanto você se pergunta o que o porteiro e o entregador tão pensando dessa sua demora, como eles estão te julgando relaxada e rindo da sua cara. O resultado é que você não consegue fazer xixi direito e desce correndo toda baranga pra pegar a pizza portuguesa que da qual vai comer dois pedaços porque até perdeu a fome por se sentir humilhada e depois largar na geladeira até estragar. Agora substitua interfone por aniversário e ou casamento de primo/amigo, porteiro e entregador por amigos e família, e pizza por todos os seus casinhos.

Moral da História

Vou transcrever aqui um diálogo que ocorreu recentemente entre pessoas cujos nomes não devo mencionar e mediante circunstâncias que também não posso mencionar mas as quais vocês deduzirão por conta própria ao acompanhar o desenvolvimento do raciocínio

1 – Você que é católico, me explica a história de Sansão e Dalila?

2 – Ela corta o cabelo dele e ele fica fraco,

1 – Isso eu sei né. To falando, tipo, qual a moral da história? Essas histórias todas sempre tem moral, tipo calcanhar de Aquiles

3 – Pera, eu sempre achei que calcanhar de Aquiles fosse uma doença.

1 – Como assim doença?

3 – Tipo frieira, sei lá

1 – Não meu, é o ponto fraco dele. Todo mundo tem um ponto fraco por mais que pareça invencível e blá blá blá sabe?

3 – Ahhhhhhhhh

1 – Porra, ce achou que dava pra curar calcanhar de Aquiles com frieira?

2 – Frieira ou Minancora?

1 – Ai gente, frieira, Minancora, Vodol, da na mesma. O importante é a moral.

3 – A moral é que frieira não cura calcanhar de Aquiles?

1 – A moral é que o mal não cura o bem

3 – Com ferro e fogo não será ferido

1 – Isso, tipo isso.

3 – Ce não acha o Bruno Mars igualzinho a Marlene Mattos?

Moral da história: não tentem fazer em casa as coisas que eu faço na minha casa.

Verbete de número 2

Vida cagada (substantivo sapatão): Você já levou uma cagada de pombo na cabeça? Aquela coisa da qual você não teve nem como escapar porque não sabe nem de onde veio? Acho que todo mundo já passou por isso. Aí você automaticamente solta um PUTAQUEPARIU enquanto vê a merda se espalhando por todo o seu cabelo recém lavado com produtos L’Oréal (porque você achava que merecia) e até a nuca, ou seja, fodendo com seu dia de forma irreversível. Então, a pomba é um bicho pequeno e caga tudo aquilo,  imaginem o que sai de um URUBU. Pois é. Fora que pomba come lixo, restos de comida e isso é nojento mas não se compara a lixo AND carcaças né. Agora eu vou contar uma historinha real pra vocês, que aconteceu mais ou menos um mês atrás com uma amiga minha: pense numa pessoa numa praia deserta, em seu último dia de férias, curtindo cada minuto de sol como se fosse o último e tentando não ficar deprimida com a perspectiva de voltar a trabalhar quando de repente ouve um PLOFT e sente algo escorrendo até o cotovelo. Quando ela olha pra cima, vê aquela inconfundível mancha negra voando em círculos. Numa situação dessas não adianta nem ficar irritado, resta apenas se resignar com o fato que dentre 1km vazio de areia foi bem na sua cabeça q o Urubu venceu o Desafio Activia.

Verbete de número 1

A nova categoria “Glossário” do blog é dedicada à instrução. Tipo aquelas enciclopédia ilustrada que vinham no Jornal da Tarde, feito pra você visualizar determinados conceitos através de explicações descritivas. Toda semana um novo verbete, além da série “Sentimentos Confusos”.

Pagando de gatinho (verbo indireto): foto do pai da minha amiga numa lancha, de sunga com a cordinha aparecendo por baixo da pancinha peluda, com a careca de frade ao vento, óculos escuros, um sorriso maroto de Johnny Bravo e fazendo um jóinha na provável direção de uma praia lotada de gostosa de 20 e poucos anos, crente que tá fazendo sucesso.

 

God bless os 20 anos de Screamadelica (uma resenha chapada)

ATENÇÃO: não tentem fazer isso em casa. O disco por si só já um dump tackle no cérebro, e nem todos os seres humanos aguentam o alto grau de delírio da experiência gonzo de ouvir esse tipo de som e escrever sobre ele num estado alterado da mente.

Eu sei, eu sei, é só ano que vem. Mas saiu a notícia que eles vão lançar uma edição especial de colecionador remasterizada, e eu resolvi pegar pra ouvir. Screamadelica é a mais pura definição de psicodelia produzida nos anos 90, talvez em toda era pós-woodstock. Ainda assim, não nega a influência do pós-punk, em toda sua neopsicodelia que beira o industrial.
Vamo lá, faixa a faixa:

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Enigma traumático do ano

Cara, eu tenho milhões de coisas pra postar, mas eu to aflita há SEMANAS com essa porra.

Outro dia tava eu na maior das inocências bundando na internerds quando chega o Rapha, carioca, webdesigner e caçador da podridão do youtube nas horas vagas, me chama no msn e apenas cola um link.

É a coisa mais porca e caótica que eu já vi na minha vida – e olha que eu já vi muita coisa porca e sou pós-graduada em caos. A questão é: QUE PORRA DE PRAIA É ESSA SENHOR JESUS CRISTO?

É O TRAILER DO FIM DO MUNDO MINHA GENTE.

Alguém falou ali nos comentários que é perto do posto 9, mas o Rapha já desmentiu isso falando que “é caô”, porque nessa posição daria pra ver o morro dois irmãos.

Enfim, tamos aí nessa luta pra desvendar onde fica esse playground do capeta. Qualquer colaboração é bem vinda.

Só as mães são felizes, a revanche

ALO VOCÊ, ovelha colorida da família. Saiba que, para seus parentes, a maior vantagem da sua condição sexual é o fato deles poderem sempre fazer algum tipo de chantagem, sabendo que você sempre carregará uma mini-culpa no seu subconsciente.
Não é meu caso. Nem que eu fosse hetero convicta de carteirinha mamãe deixaria de manipular meus sentimentos. Mostly porque eu sou otária o suficiente pra cair nessa toda vez.
Aí o que acontece? Primeiro aconteceu que eu gastei R$500 no cartão adquirindo dois ingressos pro show do Bon Jovi. Depois ela pagou o dela, mas aí o dano já havia sido feito, porque ao ver essa compra a Mastercard aumentou meu limite de R$700 pra R$3.300 – SENTE O POTENCIAL DE CAGADA. Segundo aconteceu que o Fresno foi a banda escolhida pra abrir esse mesmo show. Depois eles foram vaiados tanto e tão ininterruptamente que eu fiquei com dó, mas a dó durava logo assim o primeiro acorde, porque a música é tão ruim que não dá pra você ter pena. Terceiro aconteceu que tava um trânsito filha da puta e a gente teve que ir andando da ponte do Morumbi até o estádio, tanto na ida quanto na volta. São 4km de ladeiras. LADEIRAS, no plural. Depois a gente conheceu o Léo, que foi metade do caminho com a gente me chamando de amor, chamando ela de sogra e sendo solenemente ignorado pela namorada, que andava alguns metros a frente, parando apenas pra dizer que ele era um bom moço, de boa procedência. O Léo fez a volta ser menos tenebrosa com comentários do tipo “Eu trabalho numa fazenda. Das teta que eu meto a mão vocês tomam leite de montão”. 700 litros, retirados de 700 tetas, havia sido seu lucro do dia de ontem.

 

a dita cuja da VIBE

 

Mas assim, apesar de eu não conhecer parte do repertório, o show foi muito bom. Todo show de rock é. Cabeludos, groupies, cerveja e aquela vibe inexplicável. Fora que tocou muita coisa antiga, e hard rock 80′s é muito amor. Tanto amor que, somado à muita cerveja, resulta em idéias brilhantes como ligar pra alguém às 4 da manhã pra deixar um recado na caixa postal com um refrão cafona.
E os tiozinhos mandam bem meu, aguentaram o tranco melhor que eu.: 3 horas de show, bis, tudo num puta gás, como se não houvesse amanhã e eles já não tivessem pelo menos o dobro da idade das alucinadas que gritavam “LINDO! DEUS!”

 

aposto que eu tava com mais dor na lombar que eles

 

Oh, só pra vocês terem uma noção, pega esse vídeo com um trechinho da galera batendo palma pra Bad Medicine (que, não bastasse ser altamente do caralho por si só, teve direito a um cover de “Pretty Woman” no meio). Eu to fazendo upload do resto das coisas que eu gravei no canal do eutenhoproblemas no youtube, vão conferindo que só gravei as pérolas.

E outra… Não importa o quanto eu andei e o quanto eu to toda cagada hoje. No fim das contas, estar ali no meio, carregar mamãe no colo pra ela enxergar melhor o palco, ver que olhos dela brilhavam de tão feliz que ela tava… Isso faz todo o perrengue valer a pena. =)

Ainda na série: Epifanias de Araxá

Já contei pra vocês do dia em que eu descobri minha verdadeira vocação?

Sim, porque além do amor, das benesses do glacê para o cabelo e a pele, e da multifuncionalidade do Sabor Ami, foi nA Pioneira que eu descobri meu chamado.

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Não foi exatamente uma novidade né?

Bedtime Stories

Então estávamos eu, Caleb Followill, Katy Perry, Ke$ha e alguns amigos meus mesmo conversando numa sala do andar de cima de um sobrado dividido por nós e por uma família constituída por uma mãe solteira e sua filha de 10 anos.
Aí resolvemos tomar um LSD cada um, pra passar o tempo. Mas por algum motivo os quadradinhos estavam misturados num pote de pipoca, e a Ke$ha ficava causando ao invés de procurar.
E eu no fundo do meu subconsciente pensava, “mano a Katy vai ficar muito louca, essa é minha chance”, mas ela tava ficando com o Caleb e ele era tipo meu puta brother, então eu afastava esses pensamentos.
Bom, lá pelas tantas eu perdi a paciência e finalmente fui catar as dorgas no meio daquele monte de milho que a Ke$ha tinha espalhado pelo chão e distribuí pra todo mundo.
Nossa a brisa tava fantástica, cada um na sua… Até a Katy Perry tomar o dela e ficar elétrica e CHATA-PRA-PORRA, a ponto de termos que sair correndo eu e o Caleb atrás dela porque ela ficava descendo o lado errado da escada e indo atormentar a mulher (que parecia muito com a Kate Gosselin, by the way).
Enfim, a Katy tava cortando demais a minha brisa, e eu tentava desencanar da existência dela mas ela não parava de saltitar e era uma coisa insuportável e de repente eu tava me pegando com a Ke$sha como se não houvesse amanhã.
Aí do nada a humanidade toda estava enfileirada num vulcão. Todo mundo engravatadinho lado a lado, sem falar, sem se mexer. Então todos começaram a pender pro lado e ser sugados pelo vulcão, como se ele fosse uma gigantesca privada e alguém tivesse puxado a descarga.

Fim.

Esse foi meu sonho de ontem pra hoje, QUE QUE CES ACHAM?

Talento é Genético

Olha, não é por nada não, mas eu sou um dos maiores talentos desperdiçados das artes cênicas de todos os tempos.

E minha irmã tem uma vocação pra cantora lírica que ME IMPRESSIONA também.

Vejam a intensidade dramática, a capacidade de improviso, a entrega à emoção exigida pela letra e melodia.

Fica a dica pros Trovadores Urbanos, ou pra você que quer supreender seu grande amor com uma serenata performática – se eu fiz isso pra uma geladeira, imagina como seria pra uma pessoa de verdade.

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AI GENTE COMO EU CURTO QUEIMAR MEU FILME NÉ?

=D

Serviço de Utilidade Pública

Esse primeiro vídeo é o motivo de existirem os dois que o seguem.

O segundo e o terceiro são coisas que eu aprendi ainda criança nos buteco por aí, e que até hoje uso como técnicas de distração autista.

1. Hélice de Palitinho

Acaba que toda vez que eu faço isso eu engajo todo mundo da mesa na atividade.

Fora que é sempre um ótimo indicativo do tanto que eu tô bêbada – eu sei que tô sem condições a partir do momento que não consigo equilibrar o palito e fazê-lo girar.

2. Infográficos X-Rated

Como conquistar uma mulher, com muita FINESSE.

Sobrevivendo no Pé Sujo

(atendendo à sugestão do Sica, esse post é NSFLunch)

Olha, o que eu vou escrever aqui trata de um estabelecimento específico. Não vou citar o nome, e não é nem por uma questão de responsabilidade jurídica, mas porque algo me diz que essa descrição se aplica a muitos outros estabelecimentos que seguem a mesma proposta, e assim fica mais fácil gerar identificação.
Você sabe como é o tipo de lugar que eu tô falando. Se você já trabalhou, você sabe. Porque é uma entidade que transpõe as barreiras sociais. Não importa se o seu escritório fica num cu de mundo ou no melhor bairro da cidade, sempre tem por perto um daqueles bar-restaurante-lachonete com almoço executivo a 10 reais.

Aliás, vamos refletir um pouco sobre essa denominação: “almoço executivo”. Olha, é pra fuder com qualquer fantasia de infância que você porventura tinha. Porque quando você é criança e vê um executivo, bem vestido, engomadinho, você automaticamente pressupõe que ele almoça no Fasano todo dia. Aí você cresce e descobre que o “executivo” se constitui de arroz, feijão, bife, batata frita e ovo – sendo que o bife, a batata E o ovo muito provavelmente foram fritos na mesma chapa, ao mesmo tempo.
Ok, voltando.
A questão é que inevitavelmente, em algum ponto da sua jornada profissional, por mais que você trabalhe perto de um shopping e tenha um ticket de valor razoável, você terá que recorrer ao sujinho da esquina. Até porque, o fato do “molho especial” que acompanha a porção de fritas conter ingredientes que você prefere nunca chegar a saber quais são não implica na a comida não ser honesta. Talvez até seja REALMENTE boa, e vamos combinar que tem dias que não tem nada melhor que bater um pratão saudável de pedreiro.
Ao longo de alguns anos de vivência, eu compilei algumas pequenas dicas de sobrevivência para uma plena apreciação do seu PF. Claro que existem variáveis, mas três regrinhas básicas são praticamente infalíveis.
A primeira é óbvia: nunca, jamais, sob nenhuma circunstância, visite a cozinha. Aquelas placas que convidam você a fazê-lo não passam de ciladas da ANVISA pra tirar seu apetite. Tem certas coisas que a gente não precisa saber como foram feitas. Você mesmo, por exemplo: você tem consciência que seus pais fizeram sexo pra te conceber. E por mais que a sua origem traga curiosidade, você não gostaria de vê-los trepando. Então porque arriscar descobrir outros processos ainda menos salubres?
Segunda coisa importante: muitos desses lugares oferecem salada como acompanhamento. A maioria, eu acho. Dispense. Porque assim né, uma coisa é você não saber o que passou pela chapa antes do seu prato, mas o simples ato de passar pela chapa dá uma segurança maior. Afinal, os microorganismos alienígenas muito provavelmente foram exterminados pelo calor e contato com outras substâncias que anulem seus poderes de Kryptonita. Agora, salada não.  Salada tá lá, veio da natureza pro caminhão do Ceagesp, do Ceagesp pra feira, e da feira pra cozinha do buteco. Lembra da primeira regrinha? Então…
Pra completar a Santíssima Trindade do Pé Sujo, talvez a coisa mais importante seja a filosofia de vida que você precisa adotar, espécie de mandamento primordial para felicidade: NÃO QUESTIONE, COMA. É uma questão de fé cega.  Ou seja, não olhe muito para comida, pros talheres, ou pro prato. Estatisticamente, a probabilidade de você encontrar alguma coisa é infinitamente maior quando você procura. E como sua avózinha querida sempre disse, “o que os olhos não vêem, o coração não sente” – ou o estômago no caso. Porque se você for prestar a devida atenção, você VAI encontrar fios de cabelo fazendo um flash mob no seu arroz. Então, pra simplificar, apenas faça o seguinte: antes de te servirem, pegue um guardanapo (ou melhor, uns cinco, porque geralmente são daquele tipo vagabundo que mais espalha o sebo do que aborve qualquer coisa) e esfregue toda e qualquer marca de intervenção alienígena dos seus talheres, porque são eles que entrarão em contato direto com a sua boca. Com o prato nem precisa encanar, porque reminiscência de inhaca nenhuma vai ser muito pior do que você vai colocar ali mesmo.
Agora, eu ia deixar uma coisa de fora aqui, mas hoje eu tive uma experiência daquelas de quase-morte sabe? Quando você vê toda sua vida passando como um filme em frente aos seus olhos? Então, tive uma dessas. Praticamente me caguei de medo quando uma pomba-planadora-soviética alçou vôo bem nas minhas costas. Eu nunca tive medo de pombas, mas hoje comecei a ter. De uma em especial, que resolveu que ia fazer companhia pra mim e pro meu amigo. E não adiantava enxotar, porque ela era insistente e voltava. Mas não era em missão de paz a abordagem. Você podia ver a maldade estampada naqueles olhos que não pertencem a Deus. Dava pra ver claramente que ela tava ali com o propósito de espalhar o terror, cavaleiro do apocalipse style.
E isso nem mereceria menção, mas eu SEI que ela não está sozinha. Existe uma legião de pombas enviadas pelo tinhoso assombrando os proletários honestos. E depois de quase morrer do coração, cuspir na mesa devido ao susto e demorar o dobro do tempo que eu normalmente demoro pra comer graças às engenhosas manobras de desvio que se fizeram necessárias, eu devo dizer que a melhor estratégia é ignorá-las. Agir como e elas não estivessem lá, mesmo que você sinta aquelas penas infectas roçando no seu pé. Porque aí elas passam pelo chão, pegam os dejetos e saem fora. É que nem assalto, ou sequestro-relâmpago, dadas as devidas proporções: se você expressar qualquer reação, haverão represálias. E acredite em mim, você não quer as asas negras da morte pairando você enquanto você tenta mastigar um bife que, ao que tudo indica, nunca fez parte de uma vaca.
Mas não se deixe apavorar. Apesar da consistência dos materiais ser altamente subjetiva, das visitas amarradas três vezes em nome de Jesus, e acima de qualquer questionamento sócio-higiênico, o pé-sujo ainda é uma das alternativas mais felizes e economicamente viáveis pra sua refeição. Eu particularmente não vou deixar de frequentar o que tem aqui do lado.

As Lições da Centopéia

Acima de tudo e antes de qualquer coisa: você não pode misturar numa mesma caneca vodka, cerveja e Smirnoff Ice e achar que vai ficar tudo bem. Digo por experiência própria.
Mas essa foi só uma dentre as múltiplas lições que eu aprendi ontem assistindo “Centopéia Humana”.

Do que o filme trata? Bom, basicamente é o seguinte: temos duas garotas de New York mochilando pela Europa e um médico alemão muito do doente mental. O cara é especialista em separar gêmeos siameses e mora no meio da floresta. Até aí temos os ingredientes básicos prum filme de terror qualquer. Mas a “Centopéia Humana” é muito mais que um terror qualquer, e você devia ter percebido isso quando eu escrevi que a especialidade do cara é separar GÊMEOS SIAMESES.
Porque aí entra a segunda lição valiosa dessa história: se você um dia perceber que é contra o princípio do seu trabalho, mude de emprego. Porque veja bem, nada do que acontece desse ponto em diante do filme teria acontecido se o Dr. não tivesse dado uma pirada e decidido que sua missão de vida era exatamente o oposto do seu ganha-pão. Ou seja, nas horas vagas ele simplesmente desenvolvia toda a ciência e engenharia necessária pra CRIAR siameses. Trigêmeos siameses, pra ser mais específica. Ligados pelo sistema digestivo, pra ser ainda mais específica. Agora, fica aqui a reflexão né, que vale mais a pena você recomeçar sua vida do que arranjar um hobby que compense a sua frustração profissional. Porque se você ignora esse sentimento, logo você pode estar sei lá, cogitando costurar a boca de uma pessoa no cu de outra.
É isso aí que vocês leram mesmo, minha gente. O objetivo do Dr. Fritz (não, esse não é o nome dele, mas ele é alemão então procede) é pegar 3 pessoas e uni-las pelo furico. Mas não vai pensar que isso é fácil assim. Tem todo um procedimento, os tecidos tem que ser compatíveis, a alimentação é bem específica no pré-operatório e mesmo a cirurgia em si envolve mais do que apenas um beijo grego permanente: tem que cortar os ligamentos do joelho, dar uma arrumada no ânus, etc. Eu só não conto o passo-a-passo porque o próprio Dr. Chucrute faz isso, através de TRANSPARÊNCIAS, o que eu achei retro, old school e muito didático da parte do roteirista.
Agora, o filme é ainda mais fantástico porque, além da premissa totalmente inédita, ele não foge às tradições, e tem tudo que um terror de 5ª deve ter por obrigação: carro quebrado, atalho pela floresta, e aquele acting invejável dos protagonistas. Destaque pra Jenny, que merecia o Troféu Imprensa. A mina é tão ruim que de cara apagam ela com um boa noite cinderela e só pra garantir colocam ela no fim da centopeia, de forma que ela não só esteja impossibilitada de falar como também não apareça muito.
Enfim, é uma pérola da 7ª arte que merece ser apreciada.
E eu deixo vocês com um questionamento existencial que a experiência despertou em mim: se você consegue escapar de um cara que logo nos primeiros 15 minutos te chamou de vaca estúpida e acabou de te mostrar uma apresentação sobre como vai te transformar numa aberração condenada a cafungar a bunda de um japonês e cagar na boca da sua BFF pro resto da vida, você voltaria pra buscar sua amiga dopada que ainda está presa na maca? Pensem nisso. Eu e meus amigos definimos que se por um acaso isso um dia acontecer connosco, é cada um por si, sem ressentimentos.
Que venha a continuação!
(Sim, terá uma segunda parte. Preparem seus intestinos)

O porquê das coisas que são (ou não, ou quase) – UM ANO DEPOIS

Nossa, CALA A BOCA
O blog fez um ano hoje.
E eu to tão lost no tempo-espaço que tipo nem me liguei.
Tá, não que isso mude alguma coisa. Porque né, vou fazer o que? BOlinho? Cantar parabéns?
Mas não deixa de ser importante de registrar. Afinal, olha onde a gente tava dia 5 de julho de 2009 e olha onde a gente tá agora.
365 dias atrás eu tava sentada coçando meu saco on a saturday night ouvindo clásicos dos anos 90, tomando uma Itaipava e esperando a Gabi chegar pra ela me contar os segredos que hoje são de conhecimento público mas que então eram imorais e perigosos no caminho que a gente fazia pra se jogar na esbórnia.
Hoje eu to… BICHA. Mas tá, isso não vem ao caso. Hoje eu to aqui, comportadinha, segunda à noite ouvindo Tegan & Sara e bebendo água enquanto a Gabi tá de férias num lugar que nem pega celular. E não existem mais segredos.
No ano passado eu tava com comichão pra ir logo pra Bubu. Hoje eu devia estar esperando pra assistir “A Centopéia Humana” com o 31 crew.
Aí que você ve como as coisas mudam muito, e muito rápido. Hoje eu vivo essa relação de óbvia co-dependência com pessoas que um ano atrás não faziam sequer parte da minha vida. Tá que eu já conhecia o Zé, mas eu nem convivia com ele. Que dirá o resto. E as pessoas com quem eu convivia um ano atrás… Bom, de algumas delas eu sinto falta. Muita falta aliás. De outras, nenhuma. E do contexto geral, deus me livre, não gosto nem de lembrar.
Estranho né. Porque aí eu entendo que não é tão absurdo assim eu me acostumar tão rapidamente com outras coisas que não cabe aqui mencionar. Eu me adapto muito fácil ao que é bom. E quem não se adapta? Até quando é ruim a gente dá um jeito de achar graça, que dirá quando é surpreendente num bom sentido.
Agora, a melhor parte é que – e isso eu to percebendo agora enquanto escrevo – eu finalmente me libertei do ciclo infinito de repetições ridículas que guiavam a minha vida sempre na direção mais errada possível. Porque assim, por mais surreais que sejam os eventos do meu cotidiano, não tem como negar que eles se repetiam de uma forma patética e massacrante. E pouco a pouco, através de muito mimimi, muito tombo, muita bebedeira e putaria, eu fui me desprendendo das correntes que eu mesma amarrava no meu pulso e usava como desculpa para escrever.
Mas algumas coisas do 1º post não deixaram de ser verdade:

“Eu sou doente mental, e não consigo ficar sem blog”
“minhas amigas tequila e vodka nem sempre permitem que eu lembre de tudo”
“Isso aqui não tem propósito nenhum”

A diferença é que, um ano e exatos 12.599 (acabei de checar no dashboard) acessos depois, eu aprendi a filtrar meu cretinismo de forma a parar de deixar meu subconsciente fazer escolhas claramente estúpidas só pra que eu sofresse e desse sofrimento tirasse material pra ficar enchendo linguiça em blog.
Ta que aqui eu sempre fiz mais graça que qualquer outra coisa, e ridicularizei meus vícios e cagadas em mea-culpas cheios de referências bizarras, mas o meu comportamento contradizia tudo isso.
Eu tenho problemas de verdade, eu tive muito mais ao longo desses 12 meses, coisas sérias, coisas que me machucaram, mas nem 10% do que eu realmente passei foi retratado aqui. E isso não vai mudar. Claro que os momentos salames e/ou Maria do Bairro são inevitáveis, mas como é que eu vou ficar choramingando quando eu sou feliz pra caralho, sei disso e não tenho pretensão nenhuma de estragar tudo?
É MANO, DESSA VEZ EU NÃO VOU CAGAR NO PAU.
E sei lá, perdi totalmente o rumo desse post, a cada segundo eu penso num novo paralelo entre now and then e dá até tontura.
Alguns flashes são como um tapa na cara. Outros são engraçados demais, de tão… ahm, irônicos, I guess. Mas não tem nenhum que me deixe assim TRISTE. Mesmo as piores coisas. De certa forma, nem parece que foi comigo. Mas foi, e foi MUITO sabe. Me consumiu, me torturou, me deixou sem ar de tanto rir ou de chorar. E hoje não desperta absolutamente nenhuma reação. Nada.
Daria pra afirmar que esse é só mais um incontestável indício da minha futilidade. Mas não é. É só que a gente cresceu e as coisas tomaram as devidas proporções.
Bom, nem todo mundo cresceu. Tem gente que não vai crescer nunca pelo jeito. Mas aqueles que importam cresceram comigo, estão comigo, e olham pra trás do mesmo jeito que eu, num misto de perplexidade e simples divertimento.
Eu talvez devesse parar pra pensar no significado das coisas de agora perante tudo isso, mas é diferente demais. Ali eu tava tentando me encaixar. Aqui eu não preciso tentar. Ali eu achava que o meu sistema de valores que tava errado. Aqui eu sei que cara, NEM EXISTIA um sistema de valores ali.
Note to self: nunca mais confundir freestyle com falta de caráter.
Enfim. A vida não é facil não, moçada sorridente desse meu Brasilzão. Aliás, ela tem sido um tanto quanto complicadinha, com tendências à piorar. Mas quando você tem motivos pra enfrentar a vertigem que dá, você encara e nem acha ruim. Muito pelo contrário, você acha que tá tendo the time of your life.
E cara, this IS the time of my life ;)

Marry me?

Na alegria e na tristeza

Na saúde e na doença

Na putaria e nos barracos

Na bebedeira e na ressaca

- Do you take those men and women to be your lawfully wedded husbands and wives?

- I do.

31 crew, agora com blog próprio. CORRAO.