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querido diário

hoje bateu um negócio que eu não sentia desde o comecinho de 2010.

achei que devia deixar isso registrado, pra futura referência ou coisa do tipo.

Fun Facts

Em alemão existe um negócio chamado trennbare verben, que são verbos cujo prefixo vai pro final da sentença quando são conjugados. Às vezes dois verbos que significam duas coisas completamente diferentes só são distinguidos pelo prefixo. Então você tem que  esperar o outro terminar o que está falando pra poder entender e então responder.

1)Os maiores defeitos que a gente encontra nas pessoas de quem a gente gosta geralmente são reflexos de uma expectativa que nós mesmos criamos para elas e a qual elas não podem atender.

2) Os maiores defeitos que a gente encontra nas pessoas de quem a gente NÃO gosta geralmente são reflexos de uma expectativa que nós criamos para nós mesmos e a qual não podemos atender.

Música tema das epifanias de forma geral: aqui

If you’re tangled up, just tango on

A culpa é algo seguro. A culpa é quase poética na verdade. É um intervalo entre dois movimentos, um contratempo, a decisão quase espontânea do passo que virá a seguir quando os olhos se encontram e se desafiam para tentar algo que não foi ensaiado.

A culpa é uma pirueta que inverte os papéis de líder e seguidor, de puta e cafetão, de quem comanda e quem obedece nessa dança dramática de rotinas imperfeitas maquiadas para parecerem propositais – ou apenas bonitas demais para que alguém se preocupe com a sua precisão.

A culpa é um tango improvisado. Os pés deslizam a cada arrependimento e a cada indireta se entrelaçam, se confundindo num jogo rápido de argumentos quase sempre inválidos. A postura é sempre firme como as certezas, os movimentos são sempre espirais como as vontades. O ritmo oscila entre os acordes exagerados dos escândalos e a lentidão morna dos perdões. A transição entre as madrugadas vagabundas de auto-flagelo servido com duas pedras de gelo e a lembrança da preguiça das manhãs tranquilas que antecederam essa dança é violenta, mas se dissolve nas cortinas de fumaça, na decadência patética das acusações e apelos que se repetem até a última explosão triste dos violinos antes do silêncio.

A culpa é um sentimento seguro. Você erra, você se enrosca, você continua dançando. Puro instinto. E se você não sabe dançar, não tem problema, sempre vai ter alguém pra te levar nesse ritmo.

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It’s meltdown season, baby. Eu não sei dançar mas sei fazer textos cafonas e metidos a poéticos como ninguém. Já já passa, mas por enquanto eu preciso desses desabafos – nem que seja pra apagar tudo quando eu voltar ao normal.

Twelve Steps

Post dedicado à @ricardosica, um de nossos amigos aqui nos Stalkólatras Nem Tão Anônimos Assim.

Os Doze Passos de S.N.T.A.A. consistem em um grupo de princípios, sociopatas em sua natureza que, se praticados como um modo de vida, podem expulsar a obsessão pelos (as) exs e permitir que o corno se torne íntegro, feliz e útil. Não são teorias abstratas; são baseadas na experiência dos êxitos e fracassos dos primeiros membros de S.N.T.A.A.

OS DOZE PASSOS

PRIMEIRO PASSO:

Admitimos que éramos impotentes perante o stalking – que tínhamos perdido o domínio sobre nossas redes sociais.

SEGUNDO PASSO:

Viemos a acreditar que um Hide Feed superior a nós mesmos poderia devolver-nos à sanidade.

TERCEIRO PASSO:

Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados das configurações de privacidade, na forma em que concebíamos nosso profile.

QUARTO PASSO:

Fizemos minucioso e destemido inventário moral de tags em fotos, mentions e amigos em comum..

QUINTO PASSO:

Admitimos perante o msn, perante nós mesmos e perante a timeline, a natureza exata de nossas falhas.

SEXTO PASSO:

Prontificamo-nos inteiramente a deixar que o novo layout do Facebook removesse todos esses defeitos de caráter.

SÉTIMO PASSO:

Humildemente rogamos a um Block que nos livrasse de nossas imperfeições.

OITAVO PASSO:

Fizemos uma relação de todas as peguetes que tínhamos dispensado e nos dispusemos a reparar as baladas desperdiçadas.

NONO PASSO:

Fizemos reparações dos foras dados a tais pessoas, sempre que possível, salvo quando fazê-las significasse prejudicar relacionamentos com pessoas mais fortes que nós.

DÉCIMO PASSO:

Continuamos fazendo o inventário pessoal e, quando estávamos errados, nós apagávamos as atualizações de status.

DÉCIMO PRIMEIRO PASSO:

Procuramos através da prece e da meditação, melhorar nosso contato consciente com a Nova Operadora de Telefonia, na forma em que concebíamos nosso plano de minutos, rogando apenas não mandar sms bêbados e forças para realizar essa vontade.

DÉCIMO SEGUNDO PASSO:

Tendo experimentado um princípio de hepatite e risco de doenças venéreas, graças a estes passos, procuramos transmitir esta mensagem aos stalkers e praticar estes princípios em todas as nossas atividades.

(Após a leitura desse post, acesse este link.)

Querido Diário

Você começa com uma latinha de Jack und Cola (amor verdadeiro, amor eterno). Passa pra cerveja. De repente, caipirinha. Quando você vê, está fumando do lado de fora do bar enquanto um cosplay de Narcisa Tamborindeguy joga gelo na cabeça da galera pela janela do lounge do 2º andar gritando que perdeu o Blackberry. Bacardi. Aí você já bebeu o suficiente pra ter conversas um pouco sérias demais que atacam sua gastrite, então volta pra cerveja.
Olha, resumindo: por volta de 3 da manhã eu já não sabia nem quem eu era e tava no meio da Augusta, enquanto alguém gritava “EU QUERO VER PEITOLA” e a galera negociava a entrada com direito a duas cervejas nesse distinto recinto:

eu ainda prefiro o puteiro da sara

Isso tudo ainda era sexta-feira, ou seja, mais 3 dias de feriado pela frente.
Algumas horas depois eu acordei com outro cosplay, dessa vez de Regan MacNeil, grunhindo esse jogando em cima de mim. E assim, quando eu durmo é todo um processo pra me acordar, porque eu capoto. Mas aí o demonio caiu em cima do meu braço recém-tatuado, e a dor impulsionou uma reacção um tanto quanto violenta. De olhos ainda fechados, eu dei um empurrão tão joselito que a pomba gira saiu daquele corpo, que saiu andando normalmente e murmurando que ia fritar um ovo pra comer antes de dormir – EXORCISMO OGRO STYLE HOW ABOUT THAT?
Sábado começou com uma espécie de flashmob de quatro indivíduos – todos sóbrios, diga-se de passagem – dançando “Sometimes”, da Britney Spears, em frente a uma Barbie de vestido de gala na vitrine de uma loja de brinquedos qualquer. Algumas horas depois, a ausência de tequila na balada me levou a misturar vodka com energético à vodka pura e alguns B-52′s flambados ao som de “Whip My Hair”. Dica: bater cabelo depois de ingerir aproximadamente um litro de destilados funciona no seu cérebro como um blur de strenght 85% no Photoshop. O resultado é que você pode acordar ainda bem bêbada. Bêbada o suficiente pra calçar uma Havaiana de cada cor e quem sabe sair pro posto de gasolina com a intenção de comprar Gummy Bears e voltar de lá com a Playboy nova.
Mas depois de 30cm de frango teriyaky do Subway eu voltei a ter consciência do que estava acontecendo. Lá pelas tantas meu lado Amélia aflorou e eu passei grande parte da noite cozinhando. Tinha tudo pra ser uma coisa inocente – e seria, não tivessem aparecido com uma garrafa de Absolut e um suco de LICHIA pra tomar em shots.
Acordei na 2ª feira com o barulho da tia recolhendo o equivalente a dois engradados em latinhas amassadas e espalhadas pelo chão da sala. Uma das poucas memórias que eu tenho é de ter passado roupa às 2 da manhã – ou de pelo menos ter feito pose como se estivesse passando (Amélia bateu FORTE, qué dizê).
Não sei bem como terminar esse post. Vou colocar uma música que eu curto, só pq eu curto mesmo. Nada nessa porra fez sentido nenhum mesmo, então foda-se.

Strike #3 (ou: Medo e Delírio na Rua Augusta)

Aperta o play aqui pra ler.

O problema da Augusta é que a gente sempre vai descer a Augusta. Eu, você, todo mundo que tem um passado lá. Porque por mais que a gente tente escapar de tudo que ela nos lembra quando tudo aparenta estar bem, basta alguma coisa dar errado pra gente ver o passado sob outra perspectiva, e aqueles tempos e aqueles porres passam a ter um significado completamente diferente.
A Augusta é como um mínimo denominador comum. O melhor e o pior de cada um de nós está espalhado por entre corpos, copos e bancos tortos de bares imundos. Tudo que a gente é hoje passou pelas mesas de sinuca e esquinas escuras dessa rua que tanto amoleceu nosso caráter com doses generosas de sexta-feira à noite.
O tempo e as decepções te carregam pra longe, mas de repente esse mesmo tempo te arrasta de volta por conta de outras frustrações e você se vê descendo aquelas mesmas escadas, parado em frente àquelas mesmas catracas do metrô Consolação, com a respiração falha por causa da corrida, por causa do atraso, encarando a sujeira impossível dos seus cadarços enquanto uma nova leva desfila aquela liberdade recém-descoberta que já foi tão desperdiçada por tantos antes. Eles exibem nas roupas e nos sorrisos aquele fascínio por tudo que lhes parece tão proibido e ao mesmo tempo tão… CERTO. E você ali, tentando se camuflar, tentando evitar o reencontro com tudo aquilo que para eles é um paraíso. Para eles é tudo novo, pra você não passa de reprise.
A eterna repetição dos passos, dos abraços, das balizas que as cinturas fazem para se encaixarem no espaço entre dois outros braços que possivelmente as guiarão rumo a uma nova existência infinitamente mais interessante. A insaciável curiosidade pelo que pode acontecer quando se está tão próximo de alguém que o ar se torna tão denso quanto o grave de um baixo. O contraste entre o ritmo lento dos movimentos e a rapidez dos goles e o efeito de anestesia temporária que esse fluxo gera. A incansável busca por alguma surpresa, a mesma coisa que você ainda procura.
As certezas deles, que um dia foram suas, hoje pra você não passam de dúvidas. Você aprendeu a abandonar a idéia de certo e errado de tanto se estrambelhar pelas calçadas, e nessa entrega completa às sarjetas perdeu a capacidade de se assustar com as infinitas possibilidades que a noite sempre oferece.
Mas basta voltar pra onde tudo começou que os instintos de antes te dominam. O medo, a vontade de quebrar as regras – as novas regras, aquelas que você mesmo se impôs -, o desespero de aproveitar cada instante antes que tudo acabe, seja lá o que “tudo” for quando não se tem nada a perder.
E segue-se a inevitável sequência de blefes e ensaios de inspiração brutalmente interrompidos por palavras vazias, e você então entende que está fora do jogo. Você precisa de outra coisa, que talvez nem fosse tão difícil não fora impossível.
Impossível porque, ao contrário do que acontece na Augusta, não é uma ameaça que se aproxima cada vez mais de você quanto mais você baixa a guarda. Pelo contrário, se afasta. Impossível porque a Augusta te prepara para um mundo que se desmancha em marcas invisíveis de lábios e digitais nos quadris, mas o mundo real é feito de marcas indeléveis no peito.

A Segunda Revolução das Cordas

Aí você aprende na escola que existem o tempo e o espaço. Entre eles existem coisas muito difíceis que você não tem idade nem motivo para aprender, a não ser que queira se especializar nos mistérios desse negócio imenso e em constante expansão que é o universo. E você não quer se especializar nisso. Não tem o menor interesse em nada que precise de um microscópio ou telescópio para ver, afinal tem tanta coisa pra pegar e enxergar por aí que seria um desperdício de vida ocupar-se de algo além do que está bem ali na sua frente.
Só que você cresce e descobre que aquelas coisas muito difíceis que você não tinha motivo para entender são justamente aquelas que te atormentam e que você PRECISA alcançar.
Não porque você ligue muito pro universo e pros planetas. Bom, algumas pessoas se importam. Mas a grande maioria precisa dessas explicações por motivos muito mais egoístas, muito menores. Precisa para entender a si mesmo.
Mas o universo continua sendo grande demais, mesmo que você já não tenha seus 14 anos faz tempo. É uma coisa tão imensa e intangível que não dá pra visualizar. Então talvez a melhor forma de absorver o conceito de infinito seja diminuindo ele, transformando tudo que existe em, digamos, eu e você.
Eu e você. Quase nada, e absolutamente tudo que se pode conceber – pelo menos por enquanto.
Imagine que durante anos cientistas tentaram dar sentido ao mecanismo de cada coisa, e o funcionamento das engrenagens da vida.
O que eles descobriram foi que tempo e espaço são apenas 4 das 11 dimensões pelas quais o universo flui, e que todas as outras definem as características e particularidades de toda a vida. Então pouco importa se tivemos um mês, e nesse mês o espaço entre nós sempre exigiu deslocamentos de ambas as partes. Porque essas outras dimensões transcendem isso ao definir todas as características que nos unem e, numa instância ainda mais ampla, definem quem somos.
Mas logo eles encontraram um problema. Nas dimensões de espaço ocorriam turbulências que desorganizavam os caminhos de qualquer raciocínio. Como a despedida que sempre nos foi inevitável e a distância que ela implicava.
Só que até aí, isso era apenas um empecilho que talvez fosse contornável, ao qual talvez se pudesse adaptar. Até aí, a gente podia simplesmente aproveitar a companhia uma da outra e depois abrir mão. Mas a compreensão de tudo se tornou realmente impossível quando um campo gravitacional tornou o espaço tão denso que despedaçou toda a lógica. Quando eu comecei a sonhar repetidamente com você e esses sonhos se tornaram sufocantes e insuportáveis porque desmanchavam tudo que até então eu entendia por envolvimento.
Isso porque até então eu entendia aquilo que tinham me ensinado. E a escola dos relacionamentos consegue ser ainda mais estúpida que a normal.
Foi só depois que você foi embora que eu entendi que é tudo energia. Que é quando a energia vibra que ela se torna matéria. Que tudo depende de como a energia oscila as cordas.
As cordas… Não as cordas que suspendem nossos braços como se fossemos marionetes. As cordas são a gente. São pura energia na verdade. Elas vêm aos pares, como as pessoas. Depois dividem-se, devido às turbulências, às circunstâncias. Mas então elas voltam a se unir e se tornam uma só, por causa dessa até então inexplicável supergravidade, desse campo entre elas.
A resposta para todos esses problemas existia. E era uma só.
A Teoria M.
Tudo que até então se descobrira eram apenas fragmentos dessa explicação mais ampla de absolutamente tudo. Cada conflito podia ser justificado através dela, e o impensável era possível. Não por causa de centenas de equações inconcíliaveis como todas as pessoas que passaram pela minha vida antes e deram errado, e sim por causa de supersimetrias que surgiam frequentemente – mixtapes, bandas, filmes e interesses aleatórios que se cruzavam.
Todas as pequenas fissuras e falhas nas teorias – nas minhas de vida, nas dos cientistas – convergiam para um ponto só. Um plano onde tudo fazia sentido…
E então não havia mais necessidade de pesquisar, de procurar. Bom, falo por mim, não pelos cientistas. Eu não preciso entender mais do que isso. Eu não tenho idade, nem motivo.
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Tô indo para Alemanha estudar física quântica, vejo vocês mês que vem.

JURO que essa foto tem tudo a ver com o resto do post. Mas não vou explicar.

Vai achando que é fácil.

Nego entra na faculdade de Publicidade e Propaganda, ou Propaganda e Marketing, achando que vai ganhar rios de dinheiro, Leões em Cannes, glamour e gatinhas.
A única coisa que vai ganhar é olheiras.

Antes de prestar vestibular pra Comunicação Social, assista esse vídeo e REFLITA. Isso foi numa 4ª feira.

Ah sim, ela diz no final “espero não te ver amanhã”. Mas NÉ, ACABA QUE 5 HORAS DEPOIS TAVA LÁ A GENTE DE NOVO.

E sim, eu sei que é o cúmulo da preguiça eu só estar postando vídeos nessas últimas semanas. Mas é aquela coisa, quando você tá prestes a entrar de férias o apocalipse toma conta, então eu tô sem tempo nenhum. Nem saúde.

Ah, sim. Se você não me segue no túirer, nem o @seje_menas e tá se perguntando o porque da ausência de Fuck Art, Let’s Dance nas últimas semanas, é o seguinte: o tchutchuco do T.I. perdeu minha pasta de Backup de músicas. Eu ainda tô na fase da negação. Quando eu passar pelos 3 estágios do luto que faltam (raiva já foi, negação tá aí, faltam a barganha, a culpa e a aceitação ainda) eu vejo o que faço a respeito. Se tudo der certo no feriado tem =D

Mas o Seje continua sendo atualizado, então continuem lendo que pelo menos lá tem coisas que são de fato interessantes.

“Quando você tiver 18 anos e o seu próprio dinheiro, pode se mutilar do jeito que você quiser”

Foi o que a minha mãe disse quando eu tinha, sei lá, 14 anos e falei pela 1ª vez que queria fazer uma tatuagem. 8 anos depois tamo aí, com 5 delas, 2 piercings e muitos planos. MWAHUAHUA

Eu já tinha pensado em explicar cada uma delas, mas acaba que fica MUITO cafona quando eu escrevo. Fora que me dava preguiça. Pero, como me perguntaram no formspring eu achei válido. Então vamo lá.

Favor relevar a qualidade das imagens.

A 1ª foi essa:

Na real esse desenho é o logo de uma escola de ballet. Eu fiz ballet mais da metade da minha vida, believe it or not. Não nessa escola, e nem é pelo ballet em si que eu escolhi isso. Tá, de certa forma até que foi. Porque eu fiz ela pra minha irmã, que é bailarina. Mas no fundo, é por que parece que essa silhueta tá voando, e eu sempre precisei disso, voar. Esse salto é a melhor representação da liberdade ilimitada que eu sempre quis ter. E o “forever and ever” embaixo é por causa daquela música, “I Say a Little Prayer For You”, que é minha e da minha irmã. Pra eu lembrar que, não importa quão longe eu vá, eu sempre tenho pra onde e PORQUE voltar.

Depois veio essa:

Assim, eu não tive pai. Eu tive um cara que gentilmente cedeu um esparmatozóide que possibilitou minha existência. Pai é quem te dá o 1º caldo no mar, quem segura sua bicicleta quando você tira as rodinhas. Pai foi o meu tio. 4 anos atrás ele morreu. E eu pirei. Mas assim, não foi pouco (#tarjapretafeelings). Uns meses depois, no dia dos pais, uma tia minha foi fazer uma tatuagem e eu fui lá de à toa, só pra acompanhar. Começou a tocar aquela música do Gil que diz “há de surgir uma estrela no céu cada vez que ocê sorrir…” e eu não pensei duas vezes, pedi pro cara tatuar no meu pulso. Pra eu sempre ver e sempre e lembrar do homem que acreditou em mim e me tratou como se eu valesse a pena. Que teve orgulho de mim não por eu ter feito nada demais, mas só por saber que eu não ia jogar minha vida no lixo.

A 3ª foi esse H2O

Tá, acho que todo mundo sabe que em 2008 eu fui pro acampamento ser salva-vidas né? Então. Eu trabalhava num lago, waterfront sendo o termo técnico. Tudo que era endereçado aos salva-vidas vinha marcado como H2Ofront. E como foi lá que eu aprendi a enxergar as coisas por outra perspectiva, a ir até o fim, isso é uma espécie de agradecimento pela lifechanging experience marcado pra sempre.

Aí ano passado meu aniversário caiu no carnaval (volta e meia cai) e eu fiz essa:

Fiz porque assim… Até bem pouco tempo atrás, eu tinha fobia de compromisso. Eu era completamente incapaz de me entregar. Isso me fez perder oportunidades, machucar pessoas e ME machucar (porque doía, mesmo que não parecesse). Eu escolhi o Banksy porque ele é um puta de um fodido e eu pago uma pau pra tudo que ele faz. E esse desenho porque, primeiro, na obra original tem uma frase do lado – “there’s always hope” – que dá todo o sentido pro conjunto. Segundo porque eu aprendi, do pior jeito possível, que de nada adiantava eu ficar segurando meu coração. Eu tinha que deixar ele ir onde ele achasse que precisava ir. Se eu desse sorte, alguém podia devolver ele pra mim. Ou não, mas o vento em algum momento ia trazer ele de volta. Ou levar pra algum lugar melhor.

E a última eu expliquei faz pouco tempo, essa aqui:

É porque eu, apesar dos pesares, tenho uma espécie bizarra de timidez  que me impede de falar direito o que eu sinto. Eu travo. Eu mando músicas, faço mixtapes pra tentar me expressar. E obviamente, nem sempre obtenho sucesso com isso. Porque as pessoas não são obrigadas a entender a mesma coisa que eu. É uma mistura de timidez e inocência, porque é quase inocente, infantil, esse jeito de sentir e lidar. E por isso um desenho do Kurt Halsey. Toda obra dele é baseada nisso e retrata essa delicadeza, que no meu caso é quase idiota.

As próximas depois eu conto =)

Countdown (Sick For The Big Sun)

E aí bate aquela sensação de que alguma coisa está pra acontecer.
Daquelas que mudam o eixo da sua vida.
Você não tem ideia do que, nem de exatamente quando, mas sabe que falta pouco.
E dá um frio na barriga filha da puta.
Porque todas as vezes que você sentiu alguma coisa parecida com isso, foi menos.
Porque sempre foi uma fase ruim e agora é uma fase boa.
Porque sempre deu medo, e agora você não tem medo de porra nenhuma.
Porque você sempre foi imprestável demais pra merecer alguma coisa minimamente decente e agora você é, digamos, uma pessoa de caráter.
Porque você conta pra sua irmã que está com essa sensação e tudo que ela te diz é:

Montenegro says: (7:24:23 PM)
relax
Montenegro says: (7:24:26 PM)

merda por merda
Montenegro says: (7:24:28 PM)
vc ja fez todas
Montenegro says: (7:24:30 PM)
auauauhha

DEFINITIVAMENTE ninguém me respeita nessa porra né, minha gente?

It doesn’t matter what you did and if you did it like you been told. True and everlasting, that’s what you want

PS.: Ah, caso interesse, hoje teve Fuck Art, Let’s Dance – confesso que não foi o melhor set da história, mas lá tá explicado melhor e né, caguei Brasil.

PS 2.: Deixa eu desabafar aqui que O QUE A GENTE NÃO FAZ POR AMOR NÉ? Puta merda, eu tô a caminho do Villa Country, e acho que quantidade de álcool nenhuma vai tornar essa situação menos LAMENTÁVEL. Eu vou pro céu, eu tenho certeza que esse tipo de atitude equilibra o meu karma.

Look & Feel

Eu tenho uma tara muito séria. Tipo, é uma coisa inconsciente que comanda grande parte das minhas decisões afetivas e/ou sexuais.
Mãos.
E poooooooode parar, mente poluída, it’s not about that.
Eu sempre gostei de mãos. Mão tem que ser bonita, afinal você fica de mãos dadas, puxa pela cintura, coloca a mão no rosto pra beijar. São as mãos que seguram, soltam… Sei lá, carregam ou destroem todos os gestos.
Assim, eu não reparo muito nas pessoas. Dá pra dizer que eu me apaixono por mãos na verdade. Mãos e sapatos, vá lá. Mas sapatos só se forem All Star, e como a prioridade são as mãos, acaba que eu já me apaixonei por gente que inclusive desprezava All Star – e eu imagino que seja por isso que não tenha dado certo.
As mãos são o pré-requisito pra eu sequer olhar duas vezes pra pessoa, mas acho que os sapatos acabam indicando as chances de eu continuar me interessando.
E cara, obviamente isso não tem uma explicação racional, mas agora que eu to pensando com calma… Eu não me vejo com alguém que não tenha All Star.
Não é porque é o único tênis que eu uso (fora o colorido de Londres que todo mundo reprimiu) desde os 14 anos. É que as pessoas de All Star costumam ser mais interessantes. Pra mim pelo menos. Eu vejo a borracha suja da ponta e das laterais, os cadarços quase desmanchados, e não consigo evitar de pensar que com certeza aqueles pés passaram pelos mesmos lugares que os meus.  Porque poucos lugares sujam tanto o sapato quanto as calçadas da Augusta. Só quando você fica bêbado demais que você perde a capacidade de amarrar o cadarço. E não adianta eu querer me enganar achando que eu vou durar com alguém que não tenha passado por nada disso. É que nem a célebre história da frente única. Só eu que demorei pra perceber que aquilo não tinha futuro nenhum. E não por falta de gostar. Por incompatibilidade mesmo.
Quer dizer, é isso que eu sou sabe. Você pode tirar a menina da sarjeta, mas não pode tirar a sarjeta da menina. A minha tia falou que o meu problema é que eu vivo como se eu fosse ter 22 anos pra sempre. Eu já acho que isso talvez não seja tão ruim assim. Porque é óbvio que não vai durar pra sempre. Mas quando acabar eu vou poder olhar pra trás com aquela sensação de dever cumprido.
(Fora que a gente nunca sabe, eu posso morrer amanhã)
Então não tem como fugir disso. Os caminhos não vão mudar tão cedo. É sempre o mesmo eixo que me leva pros lugares, mesmo que os lugares mudem um pouco. E são sempre as mãos que eu vejo quando eu chego. Então não tem jeito.
All Star, calça jeans, tatuagem. São as pessoas que vão chamar minha atenção.  E sim, isso tem um pouco a ver com o tamanho do meu ego. E com as minhas manias. Música, principalmente. Rock & roll baby.
Mas né gente, que que eu vou fazer com alguém que não se pareça nem um pouco comigo, pelo menos nisso?

Esses eu já joguei fora, pq não sobreviveram a 4 meses de mochilão.

#mussumfeelings

A figurinha de nº 171 do álbum da copa é um indivíduo que atende pelo nome de Vassilis

171 é um puta VACILIS, já diria Mussum

É. Eu sei que só eu achei graça. Mas tô sem pauta hoje.

Hiato

4 meses. Tem quase 4 meses que eu não me apaixono por ninguém. E eu sei que é o cúmulo da futilidade, mas eu não funciono 100% se eu fico muito tempo sem isso. Eu sinto falta das vontades. E eu não digo vontade de beijar alguém. Isso eu tenho sempre, e chama falta de vergonha na cara.

Eu sinto falta da vontade de pegar na mão de alguém. De levar alguém. E cara, que falta faz isso. Eu perco completamente o foco se eu não tenho alguma coisa me atormentando por completo. Porque é sempre assim quando eu me apaixono né? Eu fico de um lado pro outro tentando fazer funcionar. E nunca funciona, mas faz o resto todo funcionar. Porque é tamanho desespero, tamanha ansiedade, que eu viro um trem bala, tirando tudo da frente, organizando tudo, tentando deixar todo o espaço possível praquilo.

E agora quase 4 meses com tudo lindo e organizado e bonitinho e no lugar, eu to começando a fazer sujeira. Eu to desmontando tudo e jogando de qualquer jeito, até chegar num ponto de caos completo, só pra me apaixonar de novo e entrar nessa porra de ciclo vicioso outra vez?

Cara, é RIDÍCULO.

Porque eu não consigo me deixar em paz?

Então eu to aqui, 4 meses depois e NO LIMITE. Eu to começando a ficar com todos os sintomas que eu tenho antes de surtar. Eu não sinto fome mas como. Eu como e a comida fica entalada na garganta. Eu já já começo a vomitar, meu nariz começa a sangrar e todas essas coisas nojentas e desnecessárias. Fora que eu escrevo menos e bebo mais e isso nunca deu certo.

Mas né, que jeito? Eu não tenho como controlar.

E outra, às vezes nem é isso. Às vezes é só porque Junho tá chegando e eu fico uma puta duma mala sem alça em Junho, Julho e Agosto. Às vezes é só porque eu preciso de férias.

Eu não acho que seja, mas o jeito é esperar pra ver no que vai dar.

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Agora, tem uma coisa que me comove de verdade. ISSO SIM que é amor.

Veja bem: a pessoa aceita que eu tenho 5 tatuagens e que uma delas é bem grande, bem colorida e bem visível. Aceita que eu sou gay. Aceita que eu fumo, bebo e vivo na balada de 5ª a domingo. Aceita que eu converso com meu peixe. Aceita tudo, MENOS a cor dos meus esmaltes. Fica puta, DE VERDADE, toda vez que eu faço a unha.

Prioridade, não trabalhamos.

(mas vai ver é exatamente por isso que no fim das contas a gente se entende de um jeito que ninguém mais consegue)

I Think I’m Paranoid

Tava eu ontem assistindo Ghost Whisperer (é, eu assisto mesmo) e o fantasma do dia era a Maria Sangrenta, aka Bloody Mary. Aí eu me peguei pensando que, se essa lenda urbana fosse real, já era pra eu ter morrido há um bom tempo viu? Porque olha, não dá pra contar as vezes que eu me vi no banheiro do Glória – eu não sei porque, mas é sempre lá que me dá a louca de pedir isso, e sempre por volta de 3, 4 da manhã – incapaz de ficar estável, bebendo água da torneira (jogando nos pulsos e na nuca também), cambaleando a ponto de girar em frente ao espelho e falando Bloody Mary repetidamente – não pra invocar o espírito, e sim pra explicar pro segurança que diabos eu tinha tomado.
Mas se a gente for parar pra pensar, já era pra eu ter morrido há um bom tempo, com ou sem o fantasma da Bloody Mary.

Agora, o que eu queria falar aqui era sobre como eu não tenho estrutura emocional pra ficção. Seja tv, livro ou filme. Eu fico vendo todos os personagens fazendo tudo tão obviamente errado e não consigo entender o porque de tanta burrice. E aí entra a ironia da coisa. EU faço tudo errado, o tempo todo. E a verdade é que eu provavelmente não me conformo com os personagens dos seriados porque eu não me conformo comigo mesma. E cara, eu não to falando de Ghost Whisperer, paradas sobrenaturais. To falando de sei lá, Grey’s Anatomy. De pessoas que não tem contato com alienígenas, super heróis ou coisa que o valha. São burradas elementares, e eu fico na frente da teve gritando PUTAQUEPARIU, CARALHO, PARA COM ISSO! Ou então me emociono e fico orgulhosa quando eles remendam a valeta na qual eles se enfiaram.
Porque? Porque eu tenho a nítida impressão que eu mesma sou personagem de alguém – #showdetrumanfeelings – e preciso acreditar que em algum momento eu vou ter uma iluminação e parar de sempre, eu disse SEMPRE, tomar as decisões mais estúpidas.
É isso que me mata nesse blog. Ele não exige um pingo de criatividade minha. O que eu coloco aqui é e-xa-ta-men-te o que acontece. O único talento que eu exerço é esse de fazer merda em cima de merda e sobreviver. Não que eu não dê valor a isso. Eu só talvez achasse mais graça se não fosse a minha vida. Eu talvez achasse mais interessante se fossem personagens, não pessoas. Não eu.
Mas as vezes é justamente isso que é legal né? Porque olha, eu vejo muitos seriados, e está pra aparecer alguém tão voluntariamente cagado quanto eu. Seja lá quem escreve essa porra, tá de parabéns.
Eu fico pensando que, se eu tivesse o controle disso, eu já tinha tomado alguma providência pra dar um jeito na palhaçada né não?
Se é que eu tenho CAPACIDADE de dar um jeito. E vou te dizer: eu não acho que eu tenha não. Então tem que ser delírio criativo de alguém.
Ou talvez eu simplesmente não esteja tão preocupada assim com a minha situação e tudo isso seja real.

MAS WOOOOOOOW, PARA TUDO BRASIL. Eu escrevi tudo isso SÓBRIA e olha o TEOR e a INTENSIDADE da brisa.
Realmente, meu cérebro é tão danificado que eu não preciso de drogas.

OMO State of Mind

Eu nunca fui a filha que mamãe quis ter. Mas eu fui o filho que ela nunca teve.

Quer dizer, eu devo ser a única pessoa que deixa a mãe preocupada quando NÃO sai pra beber. Se eu falar que vou sair pra beber até perder completamente a noção de quem eu sou e voltar só no dia seguinte, TUDO CERTO. Mas se por acaso eu passar a noite em casa, acordar disposta e resolver dar uma voltinha, apita um Car System na cabeça dela que eu conseguia escutar ela esperando pelo pior até quando morava em outro país.

Mas dá pra entender né. Cada vez que eu saio por aí na luz do dia eu me acidento devido às atividades absurdas com tendências delinquentes que invento de praticar. Bêbada eu sou inofensiva. Tá que eu faço incontáveis merdas e sou irresponsável e tenho ressacas morais e… Bom, o que eu sempre falo aqui. Mas eu volto inteira.

Sóbria, por outro lado, eu sou uma ameaça à minha integridade física, o que é bem diferente de integridade enquanto conceito. Integridade enquanto conceito é como dignidade – a minha já está tnao irreversivelmente danificada que nem faz diferença.

Só pra exemplificar. Nas duas últimas vezes que eu tirei uma folga da putaria, eu tive que parar pra fazer compras antes de voltar pra casa. Uma vez na farmácia, incluindo itens como merthiolate, água boricada, gaze e esparadrapo suficientes pra cobrir uma múmia, e a outra foi no mercado mesmo, pra comprar aguarraz e galões de removedor.

Ok, tô exagerando. Mas é pra dar um parâmetro do tipo de coisa que eu me meto a fazer. Skate, spray, canoagem, asa delta, páraquedismo… Enfim, havendo alta possibilidade de me machucar ou pelo menos estragar minhas roupas tá valendo. #sesujarfazbem

Não é pra deixar minha mãe com cabelos brancos. É que eu sou um moleque, e moleques costumam ser mais hiperativos e sem noção. Energia acumulada é como nitroglicerina do lado de um duto de gás. E eu preciso descarregar isso de algum jeito.

Obviamente, como um moleque, eu preferia estar fazendo sexo. Mas não tá rolando.

Eu quebro tudo ou eu me quebro toda. É assim que funciona.

Ace of Hearts

Aí que eu to o fim de semana todo ensaiando pra fazer um post muito sério, sobre uma coisa muito séria que aconteceu sexta-feira de madrugada. E não to sendo irônica. Acontece que eu não sei se consigo, nem sei se quero conseguir. A hora que eu não ficar enjoada e com vontade de chorar só de pensar quem sabe eu fale a respeito.

Por enquanto vamos manter a futilidade e vagabundagem em primeiro plano. Porque né, no fim das contas eu não passo de uma pessoa de massa encefálica limitada que perde uma média de 100 neurônios por noite durante os 3 meses que o BBB fica no ar e cujo passatempo favorito consiste em estourar plástico bolha.

Eu continuo tão sem assunto quanto semana passada. O carnaval é semana que vem, meu aniversário é daqui 15 dias e eu não tenho a mais vaga idéia do que fazer em nenhuma das duas ocasiões. To aqui com a melhor sequência de print screen EVER e não posso postar porque seria dar pala demais e né, não to afim.

E porque esse post com esse título, você me pergunta. Bom, isso é simplesmente porque esse post não diz nada com nada e eu acabei de ler pela segunda vez O Dia Do Curinga, um dos meus livros favoritos, e cheguei à conclusão de que eu sou o Ás de Copas.

Então o que me resta? Além de ficar estourando plástico-bolha, claro.

Bom, tá no ar mais uma edição do podiquésti de menor audiência de todos os tempos (ninguém nem ouve né, eu fico postando porque sou desocupada MESMO I guess).

Fora isso, toma pra vocês o formulário mais útil que eu já vi na minha vida. Em tempos que a psicopatia tá tão em voga, sempre bom ter um desses à mão. #FIKDIK

Fora isso me resta dizer o que? Nada né?

Então tá. Fica aquele meu caloroso beijo pra cena gay brasileira que curte demais semear a discórdia. E não, eu não to me referindo ao Big Brother dessa vez.

Não se esqueçam amigues: vocês podem me responsabilizar por toda a tragédia do mundo, mas no fim do dia SÓ JESUS SALVA!

I Bet You Look Good On The Dancefloor

Engraçado, eu achei que ia postar menos e acaba que eu to postando mais nesse meu período semi-offline. Incrível como um mínimo de organização pode ser produtivo.

Queria dizer aqui que eu to AMANDO o BBB. Vejo mesmo e odeio quem paga de culto e finge que não assiste. Quem não gosta mesmo eu respeito, tipo minha avó. Mas ela curte assistir a TV Senado, então não acho que ela sirva de parâmetro pra ninguém. Agora, nego que fala um monte, que não tem conteúdo, que é manipulado e imbecilizante, e de noite liga lá pra ver o Bial semeando a discórdia entre os participantes… Bom, esse tipo de gente não merece nem ser detonado pela minha pessoa. TODO MUNDO sabe que não tem conteúdo, que é manipulado e que é imbecilizante. Eu não assisto pra analisar a dinâmica sociológica do confinamento de indivíduos com backgrounds conflitantes.
OI?
Eu vejo Big Brother como eu vejo Superpop, como eu vejo Márcia, como eu vi Usurpadora 3 vezes: pra aproveitar a nata da produção televisiva brasileira. Barraco, gente, BARRACO. Não tem nada melhor que ver esse tipo de coisa sem estar envolvida, pra dar uma variada.
Essa edição então tá especial.
Acho muito digno que a Tessália não vai mais precisar de scripts pra ter milhões de followers no twitter.
Acho muito digno que o Orgastic finalmente vai ter motivos pra se achar uma celebridade.
Acho muito digno a Jose ter a coragem de falar que ta NUMA FASE MAIS PERFEITA bem quando tão dando um close na cara de Mini-Me da Elza Soares dela.
Acho tudo digníssimo. E cada episódio que eu assisto eu acredito mais naquilo que mamãe sempre disse, que se eu tivesse nascido homem eu era travesti. Amo Dicésar, me identifico horrores. To embichecendo mais, se é que isso é possível.

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♫♪ adriana™ says: (17:56:48)
aí que falou em carne nova me lembrou putaria e putaria me lembrou você

Hoje tem Fashion Forward na The Week, abertura oficial do SPFW Outono/Inverno 2010. A última festa da Fashion Week que eu fui foi em 2007, no Glória. Se for boa igual, promete.
Amanhã é dia de finalizar o projeto cabelo novo, depois tem churrasco de despedida da Drum. Mas começa cedo, então se alguém tiver propostas pro after A RUA É NÓIS, só chamar.

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Pra encerrar, podiquésti novo no ar, clica AQUI e aproveita.
Com direito a BONUS TRACK! Dá um play nesse vídeo aí embaixo e bata cabelo que nem a Joelma sem medo de ser feliz!

Amostra Grátis de Felicidade

É por aí né.

Se você não pode me dar o que eu quero, eu não quero o que você pode me dar.

Mas quem é que realmente sabe o que quer?

Eu sei, parece que eu to viajando. Eu to, um pouco. Eu preciso alinhar essas idéias pra chegar no raciocínio final e só consigo fazer isso escrevendo, então aguenta.

2009 tem sido um ano cansativo, pra falar o mínimo. A maré mudou de lado vezes demais, às vezes a meu favor, muitas outras me afogando. Mas ambos os casos foram engraçados, não dá pra negar. Eu não sei não ser excessiva, e eu vivi esse ano como se tudo fosse definitivo. Tive milhões de certezas que achava permanentes mas acabaram no lixo. Eu fui tudo que podia ser para cada um que passou pelo meu caminho.

Eu menti muito, mas eu nunca fui tão honesta.

Eu fiz listas e listas de coisas que deveria melhorar em mim para merecer mais do mundo. Eu fiz todos os esforços para cumprir com as metas dessas listas. Eu fracassei.

Ainda bem.

No fim das contas, eu descobri que nada pelo qual eu lutei nos últimos quase dois anos valia a pena. Eu descobri que a vida que eu tentei construir e pela qual abandonei toda uma outra vida, não existia. Foi tudo uma brincadeira de mau gosto de uma pessoa entediada, que sabe lá Deus porque inventou um universo onde habita e para o qual suga todos até não sobrar mais alma, pra depois jogar fora.

Eu, que passei todo esse tempo tentando entender, tentando me encaixar, tentando adaptar meu sistema de valores ao sistema desse mundo, basicamente desperdicei energia.

OBVIO que nao foi tudo em vão. Mas eu tenho que parar, respirar fundo e analisar com muita calma o que fazer de agora em diante.

Tem certas respostas que já sabemos antes mesmo que nos façam a pergunta. É o caso. As decisões já estão tomadas dentro da minha cabeça, resta descobrir como me desvencilhar dos restos.

Primeiro eu exagero.

Depois eu saboto.

Por fim eu acerto.

Ou pelo menos eu to botando fé que vai ser assim.

ENFIM!

Já delirei bastante.

Eu me propus a fazer algumas coisas, e a grande maioria delas eu fiz. O resto não deu tempo ou faltou dinheiro. A minha parte eu cumpri. Os outros são os outros.

Eu sou alérgica…

… à tranquilidade.

Mas calma, não vou começar a choramingar as mazelas da vida aqui.

Até porque eu não sou nenhuma injustiçada.

Começou a tocar Mrs. Robinson no meu shuffle místico do itunes

“Laugh about it, shout about it, when you’ve got to chose. Every way you look at it you lose”

Nada é por acaso.

Enfim.

É. Eu sou alérgica à tranquilidade. Que hoje em dia não tem trema mais por causa dessa reforma ortográfica estúpida. Mas eu tremo, com ou sem reforma. Eu não tenho reforma.

Foco Tatiana, foco.

É meu dever admitir que tudo nessa vida “eu fiz porque eu quis” (repita isso pra si mesmo várias vezes, economiza várias horas de autocomiseração), mas também devo dizer, em minha defesa, que eu não tinha muita opção. Era inevitável que eu fizesse em algum momento. Afinal de contas, eu sou uma pessoa que não tem juízo. Eu me jogo e quando vejo já fiz a cagada, já me meti na roubada, já me fudi irremediavelmente. É a minha coisa, é o que eu faço. Tem gente que pensa, sofre e só depois faz a cagada. Gente assim só faz o que faz porque simplesmente não pôde escapar das circunstâncias. E eu até queria dizer que esse é meu caso, mas não é. Eu vejo a cagada vindo lá de longe, vejo ela semanas antes. E até tento desviar, mas algo em minha natureza mais íntima parece exigir que eu cometa todas as cagadas em meu caminho. Minha natureza muitas vezes parece consistir exclusivamente disso. Então eu miro em cada uma delas e acerto todas, às vezes mais de uma simultaneamente, com precisão matemática.

Como disse minha irmã, eu sou que nem aqueles besouros de cocô. Não é que eu faça merdas homéricas. Eu vou acumulando pequenas bostinhas até gerar uma bolota gigantesca na qual me abrigo.

Eu não nego que não presto, eu tenho umas recaídas escrotas.

Mas dessa vez não foi recaída. Eu não vi se aproximando. Simplesmente… Foi. Não deveria ter sido, mas foi. E não adianta eu pedir desculpas. Não se pede desculpas pelo que não se planejou, é hipócrita demais fazer uma coisa dessas. E eu posso ter lá minhas limitações emocionais, mas hipocrisia não é uma delas. Incoerente, cafajeste, tudo bem. Mas mentirosa não.

Não é que eu não sinta remorso. Eu sei que não foi justo, e que dentre todas as pessoas ela não merecia. Não merecia a minha inconsequencia, o meu egoísmo, a minha impulsividade que me leva a fazer coisas que jamais terão justificativa plausível.

Sei lá. Eu deveria pensar, mas eu não consigo.

Eu não lembro como, não sei o porque, sei só que foi. Foi muito, inclusive.

MUITO. Pro bem e pro mal, foi muito.

Eu sou alérgica a tranquilidade. E o meu remédio é transformar a minha vida numa zona cada vez que ela começa a se estabilizar.

Meu Iaiá, Meu Ioiô

Eu to ficando doente. De verdade. Não consigo fazer mais nada direito. Nem escrever. Nem fumar. Porque claro, fumar não é um vicio, é uma arte. É um ofício.

Tudo por causa de um ioiô.

Esse ioiô ta na minha vida a menos de uma semana e tudo que eu faço é pensar nele. Eu vou andando pro ponto de ônibus de manhã com a minha incrível caneca térmica de café numa mão e o ioiô, subindo e descendo, na outra. Andando não, tropeçando NE. Porque pruma pessoa cuja coordenação não é, digamos assim, a característica mais marcante, andar E controlar um ioiô ao mesmo tempo é uma missão impossível. Eu desço pra frente do prédio pra fumar e o cigarro queima sozinho porque eu fico fixada no ioiô. Eu largo um texto no meio porque vejo o ioiô na minha mesa, começo a digitar mais devagar e quando me dou conta já to com a porra do ioiô pra cima e pra baixo, pra cima e pra baixo, praticamente me hipnotizando.

Ioiô é a prioridade. É estilo de vida. Ioiô É VIDA. Nada mais importa.

Eu preciso de ajuda.

“Oi, meu nome é Tatiana, eu sou… Ioiôlátra”

IOIOLATRA.

Parabéns pra mim, consegui atingir um nível de retardo mental inédito.