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quanto mais eu explico menos eu entendo

e menos eu ligo pra esse negócio de fazer sentido.

eu nunca fui de botar freio nas minhas loucuras, mas sempre tive medo de acreditar nelas de verdade.
até o dia que eu percebi que os meus receios eram como os meus tropeços e a minha tremedeira, uma coisa que eu podia transformar em piada, levar na brincadeira. dava pra ser mais leve, mesmo que isso implicasse ser dez mil vezes mais louca.
então eu tatuei a caveira de dia de los muertos pra marcar (mais um) recomeço e saí dando risada das menores doses de alegria nas quais a gente esbarra todo dia. não dá pra ficar pensando muito nas coisas, elas nunca fazem sentido nenhum, então o negócio talvez seja deixar a correnteza do caos carregar a gente e flutuar ao invés de ficar se preocupando se vai dar pé. no fim sempre dá.

let it enfold you – charles bukowski

either peace or happiness,
let it enfold you

when I was a young man
I felt these things were
dumb, unsophisticated.
I had bad blood, a twisted
mind, a precarious
upbringing.

I was hard as granite, I
leered at the
sun.
I trusted no man and
especially no
woman.

I was living a hell in
small rooms, I broke
things, smashed things,
walked through glass,
cursed.
I challenged everything,
was continually being
evicted, jailed, in and
out of fights, in and about
of my mind.
women were something
to screw and rail
at, I had no male
friends,

I changed jobs and
cities, I hated holidays,
babies, history,
newspapers, museums,
grandmothers,
marriage, movies,
spiders, garbagemen,
english accents, spain,
france, italy, walnuts and
the color
orange.
algebra angered me,
opera sickened me,
charlie Chaplin was a
fake
and flowers were for
pansies.

peace and happiness to me
were signs of
inferiority,
tenants of the weak
and
addled
mind.

but as I went on with
my alley fights,
my suicidal years,
my passage through
any number of
women – it gradually
began to occur to
me
that I wasn’t different
from the
others, I was the same,

they were all fulsome
with hatred,
glossed over with petty
grievances,
the men I fought in
alleys had hearts of stone.
everybody was nudging,
inching, cheating for
some insignificant
advantage,
the lie was the
weapon and the
plot was
empty
darkness was the
dictator.

cautiously, I allowed
myself to feel good
at times.
I found moments of
peace in cheap
rooms
just staring at the
knobs of some
dresser
or listening to the
rain in the
dark.
the less I needed
the better I
felt.

maybe the other life had worn me
down.
I no longer found
glamour
in topping somebody
in conversation.
or in mounting the
body of some poor
drunken female
whose life had
slipped away into
sorrow.

I could never accept
life as it was,
I could never gobble
down all its
poisons
but there were parts,
tenuous magic parts
open for the
asking.

I re formulated
I don’t know when,
date, time, all
that
but the change
occurred.
something in me
relaxed, smoothed
out.
I no longer had to
prove that I was a
man,

I didn’t have to prove
anything.

I began to see things:
coffee cups lined up
behind a counter in a
cafe.
or a dog walking along
a sidewalk.
or the way the mouse
on my dresser top
stopped there
with its body,
its ears,
its nose,
it was fixed,
a bit of life
caught within itself
and its eyes looked
at me
and they were
beautiful.
then – it was
gone.

I began to feel good,
I began to feel good
in the worst situations
and there were plenty
of those.
like say, the boss
behind his desk,
he is going to have
to fire me.

I’ve missed too many
days.
he is dressed in a
suit, necktie, glasses,
he says, “I am going
to have to let you go”

“it’s all right” I tell
him.

He must do what he
must do, he has a
wife, a house, children.
expenses, most probably
a girlfriend.

I am sorry for him
he is caught.

I walk onto the blazing
sunshine.
the whole day is
mine
temporally
anyhow.

(the whole world is at the
throat of the world,
everybody feels angry,
short-changed, cheated,
everybody is despondent,
disillusioned

I welcomed shots of
peace, tattered shards of
happiness.

I embraced that stuff
like the hottest number,
like high heels, breasts,
singing, the
works.

(don’t get me wrong,
there is such a thing as cockeyed optimism
that overlooks all
basic problems just for
the sake of
itself-
this is a shield and a
sickness.)

The knife got near my
throat again,
I almost turned on the
gas
again
but when the good
moments arrived
again
I didn’t fight them off
like an alley
adversary.
I let them take me,
I luxuriated in them,
I bade them welcome
home.
I even looked into
the mirror
once having thought
myself to be
ugly,
I now liked what
I saw, almost
handsome, yes,
a bit ripped and
ragged,
scares, lumps,
odd turns,
but all in all,
not too bad,
almost handsome,
better at least than
some of those movie
star faces
like the cheeks of
a babies
butt.

and finally I discovered
real feelings of
others,
unheralded
like lately,
like this morning,
as I was leaving,
for the track,
I saw my wife in bed,
just the
shape of
her head there
(not forgetting
centuries of the living
and the dead and
the dying,
the pyramids,
Mozart dead
but his music still
there in the
room, weeds growing,
the earth turning,
the tote board waiting for
me)
I saw the shape of my
wife’s head,
she so still,
I ached for her life,
just being there
under the
covers.

I kissed her in the
forehead,
got down the stairway,
got outside,
got into my marvelous
car,
fixed the seatbelt,
backed out the
drive.
feeling warm to
the fingertips,
down to my
foot on the gas
pedal,
I entered the world
once
more,
drove down the
hill
past the houses
full and empty
of
people,
I saw the mailman,
honked,
he waved
back
at me.

soundtrack etc.

da áustria ao baixo augusta

pra mim, mandar música pras pessoas é como mandar textos. raramente eu escrevo um texto feito pra ou sobre alguém em específico, e mesmo quando eu tenho um mínimo de foco e falo sobre um grupo só de pessoas, dá pra ver a diferença de como o texto fica em comparação a quando eu generalizo ou começo a delirar.
mas veja bem, apesar de ser o instinto inicial, não dá pra ficar sem escrever só porque você não conheceu ninguém que valesse a pena poetizar sobre. e como eu tenho um ego do tamanho do mundo, faço questão de compartilhar minhas digressões sem fim sobre porra nenhuma porque acho que elas também são muito legais.
bom, egotrip à parte, com mixtape é a mesma coisa. eu sempre me declarei pras pessoas através de músicas, mesmo que elas não entendessem ou sequer percebessem (VRAH! FOREVER ALONE!). eu sempre tive essa convicção que eu podia dizer muito mais através das palavras dos outros, e música é uma fixação minha que só freud explcia então acho tudo muito mais expressivo e relevante quando tem ritmo. cada playlist minha pra alguém contava uma história, era o reflexo mais transparente de mim que eu entregava pras pessoas. mesmo as que eu fiz pros meus amigos – pra não ficar nessa pieguice de “oh-como-sou-romântica” – eram um retrato daquilo que eu sentia por eles e de tudo que a gente tinha vivido, como eu via a gente e o resto do mundo. dedicar uma música, na minha visão das coisas, é o passo mais importante que a gente toma no processo de desenvolver intimidade.
foi por isso que um tempo atrás eu comecei a fazer o fuck art, let’s dance. eu tava sem me apaixonar por mais tempo do que eu achava suportável, e por algum motivo que envolveu bebida então do qual não muito me recordo, resolvi ressuscitar minha idéia de ~podcasts~ num blog que tinha tudo pra ser genial depois de uma garrafa de pisco.
até hoje, quando eu ouço cada fuck art eu lembro exatamente do que tava vivendo naquele dia. eu fui reorganizar as playlists no começo do ano e reli os posts e foi um dos meus flashbacks mais divertidos de todos os tempos. mas eu já não tinha pique pra me comprometer a uma playlist por semana, e tinha começado com uma coisa tão hipster que serei que sofrerei bullying: mandar cds pras pessoas. cds com cara de fita k7. mixtapes.
acontece que eu desencanei de me apaixonar por um tempo, e quando vi não tava produzindo nada. eu não escrevia, eu não ia atrás de música, enfim, tinha largado mão das coisas que eu mais curtia. escrever foi um negócio que eu relutei mais, mas música eu comecei imediatamente a fuçar e recuperar o tempo perdido.
(olha, relendo isso chega a ser patético o quanto que eu sou loser, porque olha o senso de prioridade da pessoa né: música acima de qualquer coisa, relacionamento humano que é bom deixa pra depois.)
e assim, desculpa gente tem alguma coisa na minha genética que eu tento evitar manifestações com doses cavalares de farofa, mas que volta e meia estoura: eu sou mto indie. eu escuto isso dos meus amigos, das pessoas com quem eu fico, da minha família SABE? eu tenho uma fita k7 e uma obra do banksy tatuadas, mas é tudo sem querer juro não me julguem. e eu to há muito tempo sem conhecer ninguém interessante, então não tem jeito fico com síndrome de abstinência preciso fazer demonstrações públicas de afeto.
comecei a mandar os cds não pra ganhar dinheiro. foi pra extravasar essa minha esquizofrenia emocional mesmo. mas depois de um tempo, depois que o surto psicótico passou, eu vi que isso podia virar uma coisa legal de verdade. quem sabe as pessoas começassem a fazer playlists próprias, mandar mixtapes umas pras outras? se isso acontecesse, na minha concepção de vida todo mundo ia se divertir. cada um por um motivo: às vezes pra aparecer, outras pra dar em cima de alguém, talvez por se achar o fodão que sabe mais que todo mundo, ou, num mundo ideal, simplesmente porque descobriu alguma coisa legal e que vale a pena compartilhar porque talvez as pessoas que vão gostar daquilo não encontrariam por conta própria ou já procuraram e não conseguiram achar (afinal de contas compulsivo doentio por música eu sei que não sou a única, tem uma galera loca da bala nas coleção de discografia, b-side e bootleg e pessoas assim não sossegam enquanto não tem uma pastinha de mp3 bem bonitinha e organizadinha e com uma porrada de coisa que nunca vão ouvir na vida).
sei lá, eu achei de verdade que as pessoas poderiam curtir fazer isso. mas como o fuck art, let’s dance tinha uma proposta (muitas vezes por mim distorcida confesso, mas isso é culpa da minha instabilidade emocional) que excluia muita música legal. eu invento essas regras na minha cabeça e acho que é um conceito quase dogmático, mas como tinha passado muito tempo com tudo inativo, não ia ficar esquisito se mudasse. outra fase, I guess.
então eu mandei pra bem poucas pessoas a princípio, depois um pouco mais, e a última agora saiu uma porrada (“uma porrada” pro padrão de um cd feito em casa, e que dá um trabalho fdp pra montar cada caixinha então 40 parece bastante coisa quando você termina de fazer). e uma menina veio me falar que ia me mandar outra de volta. outra pessoa, uma amiga minha, me mandou cartão postal, outra me deu o livro dela por causa disso e de uns cds que eu organizei pra ela. música tava gerando troca de coisas de um jeito muito mais pessoal que um link no mural do facebook, espontaneamente. mas essa menina que falou do cd fez meu dia porque era justamente isso, sabe.
agora eu to tentando me organizar melhor pra administrar quando e como mando as mixtapes, e conversando com a galera surgiram idéias tipo um aplicativo que eu já fiquei pirando porque to querendo que ele permita você baixar as playlists e remixar, e compatilhar de algum jeito (ainda não desenvolvi a ideia direito). alguma coisa como o birp.
to aqui contando tudo em detalhes porque assim, caguei se alguém copiar. desde que alguém tome a iniciativa tá tudo certo. é que eu to fazendo do meu jeito, na metodologia da neurose e toc. e também porque sempre bom saber se as pessoas acham legal, ou se preferem de outro jeito. a gente pode construir o negócio juntos. foda-se a sopa, a pipa, a putaquepariu do ecad. como nada disso tem fins lucrativos, acho que é cara de pau falar que se trata de um roubo de direitos. muito pelo contrário, é divulgação gratuita. sai grana do nosso bolso pra manter isso e correspondência é um bagulho particular então não me venham com leis (UIIIIII ANARQUISTA).
não, assim, serio. a única intenção disso tudo é fazer uma brincadeira e conhecer gente, deixar registrado um momento qualquer. eu to tentando fazer isso de uma forma estruturada, que fique fácil pra todo mundo que se interessar, mas to aberta a sugestões.
bom, já virou uma bíblia isso aqui então vou sair fora pra montar caixinha de cd.
qualquer coisa estamos aí.

let your freak flag fly

CELIA: Well, thank you, Shane. Everyone thinks I’ve lost my mind.
SHANE: Everyone thinks I’m weird.
CELIA: I can see how you might give that impression.
SHANE: I really don’t care what they think.
CELIA: Well good for you. Let your freak flag fly.
SHANE: Really?
CELIA: I’ve recently stopped giving a shit what anyone thinks, and I’ve got to tell you, I feel great.
SHANE: But you have cancer.
CELIA: And you have a dead father. We both make people really uncomfortable, and there’s no way around it, so we can either feel all self-conscious and pretend everything’s normal, or we can just be our strange selves and let the rest of the world go fuck itself.

hj é sexta, então…

fuck this shit, let’s be freaks!

A arte de se divertir com muito pouco

Você vai precisar de:

- 1 rolo de 2m de plástico bolha

- 1 cone de rua

- 1 skate

- cerveja

- trilha sonora adequada (algo tipo essa aqui)

Pronto, você acaba de garantir um mínimo de 40 minutos de entretenimento.

A brincadeira pode ser feita tanto de pé quanto sentada no skate.

Algumas recomendações:

- retirar das proximidades objetos de valor que possam quebrar

- se o seu quarto tiver a extensão do plástico bolha, evitar fazer na direção da janela, pois há um risco de perda de controle do skate e tentativa inadvertida de suicídio.

Ócio Criativo

A pessoa fica sem luz e:

 

a. adianta trabalho

b. estuda

c. grava vídeo arregaçando na sapatonice (créditos à @fadacaminhao por essa linda expressão que se tornou parte essencial da minha vida)

ADIVINHA

Moral da História

Vou transcrever aqui um diálogo que ocorreu recentemente entre pessoas cujos nomes não devo mencionar e mediante circunstâncias que também não posso mencionar mas as quais vocês deduzirão por conta própria ao acompanhar o desenvolvimento do raciocínio

1 – Você que é católico, me explica a história de Sansão e Dalila?

2 – Ela corta o cabelo dele e ele fica fraco,

1 – Isso eu sei né. To falando, tipo, qual a moral da história? Essas histórias todas sempre tem moral, tipo calcanhar de Aquiles

3 – Pera, eu sempre achei que calcanhar de Aquiles fosse uma doença.

1 – Como assim doença?

3 – Tipo frieira, sei lá

1 – Não meu, é o ponto fraco dele. Todo mundo tem um ponto fraco por mais que pareça invencível e blá blá blá sabe?

3 – Ahhhhhhhhh

1 – Porra, ce achou que dava pra curar calcanhar de Aquiles com frieira?

2 – Frieira ou Minancora?

1 – Ai gente, frieira, Minancora, Vodol, da na mesma. O importante é a moral.

3 – A moral é que frieira não cura calcanhar de Aquiles?

1 – A moral é que o mal não cura o bem

3 – Com ferro e fogo não será ferido

1 – Isso, tipo isso.

3 – Ce não acha o Bruno Mars igualzinho a Marlene Mattos?

Moral da história: não tentem fazer em casa as coisas que eu faço na minha casa.

Eu SEI que vocês já fizeram isso

Mas hoje é sexta, então se você pagou as prestações em dia tá na hora de quitar o carnê da dor de corno e VEMNIMIM.

Lindúzios: o reveillon da inadequação

Dia desses, numa conversa qualquer, eu reparei que eu e meus amigos passamos a nos referir aos outros de uma forma que beira o código. Eu explico. Toda vez que um de nós quer apresentar alguém pro grupo, a primeira pergunta a ser feita é: “mas ele (a) é… 31?”. E a resposta é sempre uma dentre essas duas: um “ahm… não muito…” hesitante ou um “BEM 31″ quase psicótico.

Ser “31″ não tem nada a ver com orientação sexual, emprego, gosto musical. É uma questão comportamental. É atingir um estágio de hiperatividade e indiferença ao que pode ser considerado ridículo que causa um misto de medo e admiração nos demais. A falta de noção é tanta que parece proposital, calculada. E muitas vezes realmente é. Ser “31″ é, basicamente. confundir – sendo o mais óbvio possível.

Tá. Toda essa introdução foi pra dar um mínimo de sentido ao relato que se segue, de uma semana em Búzios que talvez tenha durado um mês, talvez apenas uma noite. É difícil dizer, primeiro porque meu fígado e minha memória apontam cada um para um desses extremos, segundo porque tiraram o relógio da casa “porque tava muito bom e eu não queria que o tempo passasse”.

Enfim, sigam-me os bons.

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A pinça de deus – combo breaker matrimonial

A “pinça de deus” foi um conceito desenvolvido para descrever aquelas pessoas cujos genes lindos, saudáveis, bem sucedidos devem ser perpetuados através da reprodução com pares igualmente privilegiados, levando a uma nova geração de gente fina elegante e ZZzZZzzzZzzzZzZZ.

Eu convivi a vida toda com gente assim, escolhida. O que é um pouco assustador, considerando que a única pinça que me selecionou foi a das aberrações que vieram ao mundo pra chocar a família católica ocidental sócia de clubes tradicionais frequentados pela nata da sociedade.

Daí que uma dessas pessoas abençoadas por Darwin casou. E eu fui convidada. Não vou nem entrar no mérito de quão tenso é isso de começar a frequentar casamentos de AMIGUES, não de primos de 3º grau ou filhos de amigos da família, porque eu sou castigada com um novo convite e cabelos brancos que se multiplicam na velocidade de uma P.G. toda vez que falo algo nesse sentido. A questão é que independente de eu lidar bem com isso ou não, as pessoas estão cumprindo seu destino inexorável de normalidade e eu to reagindo com um fígado cada vez mais pasteurizado e um corpo cada vez mais tatuado que rebola ao som de “whisky a go go” depois de ingerir o equivalente a todos os integrantes do Roupa Nova da bebida que dá nome à essa belíssima canção.

Eu tento, juro. Eu cheguei lá tão bonitinha que NINGUÉM ME RECONHECEU. E veja bem, estamos falando de pessoas que me conhecem há quase 10 anos. Depois que eu já tava descalça, com anteninhas e plumas o mundo pareceu voltar ao seu eixo e eu cumpri tão bem meu papel de mendiga freak show de estimação da galera que nem apareci em nenhuma foto porque NÉ, perder o sapato na festa e descobrir quinze dias depois é um feito que, apesar de memorável, não merece registros pra posteridade.

Foi bonito. Fiquei EMOcionada. E pelo menos eu não fui a única a dar vexame porque sempre tem os amigos bêbados do noivo que apesar de já se encontrarem num estado de cremogema encefálico tão avançado quanto o meu tiveram a posse de um microfone gerando um constrangimento bacana que desviou a atenção da minha malemolência sensual.

É isso aí. Podem me chamar pra animação de festas que eu comparecerei com essa minha finesse e empolgação contida. Estou com a agenda lotada mas disponível para eventos de todos os tipos a partir de 02/01/2011.

Eventos E PROGRAMAS porque a vida não tá fácil pra ninguém e renda extra é sempre bem vinda.

Abrindo mão da aquendação

Pq né, depois dessa acho difícil pegar alguém.

Um resumo do conteúdo desse blog

My name is Hammond, Russel Hammond.

Twelve Steps

Post dedicado à @ricardosica, um de nossos amigos aqui nos Stalkólatras Nem Tão Anônimos Assim.

Os Doze Passos de S.N.T.A.A. consistem em um grupo de princípios, sociopatas em sua natureza que, se praticados como um modo de vida, podem expulsar a obsessão pelos (as) exs e permitir que o corno se torne íntegro, feliz e útil. Não são teorias abstratas; são baseadas na experiência dos êxitos e fracassos dos primeiros membros de S.N.T.A.A.

OS DOZE PASSOS

PRIMEIRO PASSO:

Admitimos que éramos impotentes perante o stalking – que tínhamos perdido o domínio sobre nossas redes sociais.

SEGUNDO PASSO:

Viemos a acreditar que um Hide Feed superior a nós mesmos poderia devolver-nos à sanidade.

TERCEIRO PASSO:

Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados das configurações de privacidade, na forma em que concebíamos nosso profile.

QUARTO PASSO:

Fizemos minucioso e destemido inventário moral de tags em fotos, mentions e amigos em comum..

QUINTO PASSO:

Admitimos perante o msn, perante nós mesmos e perante a timeline, a natureza exata de nossas falhas.

SEXTO PASSO:

Prontificamo-nos inteiramente a deixar que o novo layout do Facebook removesse todos esses defeitos de caráter.

SÉTIMO PASSO:

Humildemente rogamos a um Block que nos livrasse de nossas imperfeições.

OITAVO PASSO:

Fizemos uma relação de todas as peguetes que tínhamos dispensado e nos dispusemos a reparar as baladas desperdiçadas.

NONO PASSO:

Fizemos reparações dos foras dados a tais pessoas, sempre que possível, salvo quando fazê-las significasse prejudicar relacionamentos com pessoas mais fortes que nós.

DÉCIMO PASSO:

Continuamos fazendo o inventário pessoal e, quando estávamos errados, nós apagávamos as atualizações de status.

DÉCIMO PRIMEIRO PASSO:

Procuramos através da prece e da meditação, melhorar nosso contato consciente com a Nova Operadora de Telefonia, na forma em que concebíamos nosso plano de minutos, rogando apenas não mandar sms bêbados e forças para realizar essa vontade.

DÉCIMO SEGUNDO PASSO:

Tendo experimentado um princípio de hepatite e risco de doenças venéreas, graças a estes passos, procuramos transmitir esta mensagem aos stalkers e praticar estes princípios em todas as nossas atividades.

(Após a leitura desse post, acesse este link.)

Manual de sobrevivência na sarjeta (também conhecido como: vagabunda tem em qualquer lugar)

Eu aprendi sobre os after-hours da Amaral Gurgel, onde indivíduos chave de cadeia com 1,80m de altura e uma âncora tatuada no bíceps que atendem pelo codinome “Falcão” oferecem aos incautos um vasto cardápio de pintos de travestis.
Eu assisti UFC e MMA enquanto nos intervalos discutia a rodada da NFL. Anderson Silva, Atlanta Falcons, Heineken. Lucky Strike. Acontece né?
Acontece. Porque quando você já ficou brother e até ganhou cigarro dos mendigos da Paulista que tentaram roubar seu copo de vodka com groselha, já caiu de boca na sarjeta da Lov.e e foi resgatada por uma galera desconhecida e no mínimo suspeita que perguntou se você tava bem e disse que ali era tudo família enquanto seu joelho arrebentado ainda sangrava, enfim, quando você já chegou no ponto de ser referência de vida cagada nos Jardins, em Interlagos, na Mooca e na Vila Olímpia, só te resta fazer amizade com um taxista vida loka de Paraisópolis com grillz nos dentes de cima que acabou de levar um apavoro de seis traficantes por causa de uma vagabunda que ele ama – mas nem comendo tá, que fique bem claro.
Verão: época de baratas nas paredes e calçadas, do cheiro de sovaco nos bares com iluminação verde refletindo na parede de azulejos brancos, de festas com bebida liberada todo santo dia. Ou seja, verão é tenso e eu não me ajudo muito.
O bom é que eu já aprendi que tudo nessa vida tem limite. CALMA, VOU EXPLICAR. Assim, eu nunca vou aprender a ter limite. Porém, certas coisas são fora de cogitação. Por exemplo: às vezes a vontade de sair é muito grande e as opções são muito poucas, o que restringe o leque de opções e geralmente te leva a ficar vagando pra cima e pra baixo na Augusta. Mas quando você já rodou tudo e chega no perímetro da Setentinha, é hora de parar. Dali em diante é apelação demais, o negócio é voltar pra casa.
E isso aconteceu comigo não faz muito tempo. TUDO ISSO, inclusive o desabafo do taxista apaixonado. O que me levou a concluir que, no fim das contas, é tudo igual. Eu, o taxista, os mendigos… Porque vagabunda tem em qualquer lugar: do Glória aos cafundós de Parelheiros. E otário também. Mas mesmo sendo cíclico e inevitável, chega um ponto que não tem PORQUE continuar insistindo, na biscate ou na balada.
É quando voce volta pra casa trançando as pernas, derrubando o resto da latinha de cerveja que comprou pra fazer sua saideira na subida até a Paulista, jogando na rua as bitucas dos cigarros que acende um no outro, enquanto seus All-Stars furados deixam pra trás um rastro da lama existencial que acumulam nas solas.
É quando voce chega, acende mais um cigarro, tira a roupa e se joga num colchão sem lençol pra dormir porque já está tão detonado que tanto faz.

Essa é minha vida, esse é meu clube

Vou contar pra vocês a história da última Oui Oui do ano, que aconteceu nessa sexta-feira:

1. Eu não lembro de chegar lá
2. Eu não lembro do que aconteceu enquanto eu estava lá
3. Eu não tenho ideia de como eu fui embora.

FIM.

Epílogo:
Fui pra auto-escola sábado de manhã, ainda meio bêbada e sob um sol do SENEGAL, e encontrei um rato morto estendido no asfalto. EEEEEEECAAAAA (é sério)

Moral da historia:
Caso eu tenha: te agarrado / puxado assunto com você e falado alguma coisa inteiramente sem sentido / te ignorado, DESCULPA. Eu não tinha nem ideia do que tava fazendo ali.

—> Fica aberto aqui o espaço pra vocês comentarem me dizendo se, afinal de contas, a balada tava legal ou não. Fica inclusive o apelo pra vocês me mandarem e-mails (de preferência longos e detalhados), sobre eventuais interações que tenham ocorrido entre eu e você. Sério.

Essas pessoas da sala de jantar

Eu conheci duas pessoas do caralho esse ano. Na real, eu conheci uma porrada gente sensacional e digna de nota, mas eu queria falar desses dois por enquanto.
Ah, o final de ano… Época de constante ânsia de vômito, crise hepática e ameaças diárias de pedido de demissão. Eu adoro o final de ano porque é uma época na qual eu fico por um triz, atingindo um nível de sociopatia e propensão à cagada que me torna um perigo não só pra mim mesma como pra todos ao meu redor. Valorizo muito quem sobrevive a um final de ano comigo e não me manda à puta que me pariu.
2010 tá sendo fichinha perto dos dois finais de ano que o antecederam, mas ainda assim tem sido complicado. E aí entram essas duas pessoas de quem eu queria falar.
Uma é maloqueira surfista de Minas cujas frases de efeito são trechos de músicas dos Racionais MC’s. O outro é um carioca pervertido que fala “maneiro” e “tirar onda”. Eu convivo com eles desde março, mas acabei me aproximando agora depois das férias – porque né, caiu tanta bucha no nosso colo que a gente virou noite, virou fds, morou junto na agência. Quem é publicitário sabe do que eu to falando: as pessoas com quem você trabalha acabam se tornando uma espécie de família, porque você nunca tem tempo pra ver a sua.
E eu, que já não tenho tendência à sanidade nem à sobriedade, entrei na chapação alucinada deles. É como ser o D’Artagnan de Cheech & Chong – o mosqueteiro sem passado que aparece quando a história já está no meio (Aramis foi expulso da corte devido a um incidente mal-explicado com uma trufa).
Se eu não enlouqueci de vez foi graças a esses dois malucos. Graças às noites nas quais a gente não se levou a sério e, por não se levar a sério, teve ideias tão cretinas que beiram o genial, com o benefício extra de terem nos deixado com falta de ar de tanto rir da nossa própria babaquice e insanidade.
Se eu não joguei tudo pro alto e fui, sei lá, trabalhar num navio, foi graças ao jeito quase quixotesco de encarar a vida e o futuro e os moinhos de vento da realidade cotidiana.
Valeu, exército da pracinha Amsterdam.

Segredos de liquidificador

Desculpa Cazuza, mas eu nunca entendi o que isso quer dizer.

Enigma traumático do ano

Cara, eu tenho milhões de coisas pra postar, mas eu to aflita há SEMANAS com essa porra.

Outro dia tava eu na maior das inocências bundando na internerds quando chega o Rapha, carioca, webdesigner e caçador da podridão do youtube nas horas vagas, me chama no msn e apenas cola um link.

É a coisa mais porca e caótica que eu já vi na minha vida – e olha que eu já vi muita coisa porca e sou pós-graduada em caos. A questão é: QUE PORRA DE PRAIA É ESSA SENHOR JESUS CRISTO?

É O TRAILER DO FIM DO MUNDO MINHA GENTE.

Alguém falou ali nos comentários que é perto do posto 9, mas o Rapha já desmentiu isso falando que “é caô”, porque nessa posição daria pra ver o morro dois irmãos.

Enfim, tamos aí nessa luta pra desvendar onde fica esse playground do capeta. Qualquer colaboração é bem vinda.

Olha a onda

Esse post começou como uma resenha e acabou virando uma elocubração filosófica gigantesca, ou seja, não diz respeito à puteiros, bebedeiras nem nada do gênero. Achei bom avisar.

“Men at some time are masters of their fates: The fault, dear Brutus, is not in our stars, but in ourselves, that we are underlings” (Shakespeare – Julius Caesar Act I, Scene II)

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Querido Diário

Você começa com uma latinha de Jack und Cola (amor verdadeiro, amor eterno). Passa pra cerveja. De repente, caipirinha. Quando você vê, está fumando do lado de fora do bar enquanto um cosplay de Narcisa Tamborindeguy joga gelo na cabeça da galera pela janela do lounge do 2º andar gritando que perdeu o Blackberry. Bacardi. Aí você já bebeu o suficiente pra ter conversas um pouco sérias demais que atacam sua gastrite, então volta pra cerveja.
Olha, resumindo: por volta de 3 da manhã eu já não sabia nem quem eu era e tava no meio da Augusta, enquanto alguém gritava “EU QUERO VER PEITOLA” e a galera negociava a entrada com direito a duas cervejas nesse distinto recinto:

eu ainda prefiro o puteiro da sara

Isso tudo ainda era sexta-feira, ou seja, mais 3 dias de feriado pela frente.
Algumas horas depois eu acordei com outro cosplay, dessa vez de Regan MacNeil, grunhindo esse jogando em cima de mim. E assim, quando eu durmo é todo um processo pra me acordar, porque eu capoto. Mas aí o demonio caiu em cima do meu braço recém-tatuado, e a dor impulsionou uma reacção um tanto quanto violenta. De olhos ainda fechados, eu dei um empurrão tão joselito que a pomba gira saiu daquele corpo, que saiu andando normalmente e murmurando que ia fritar um ovo pra comer antes de dormir – EXORCISMO OGRO STYLE HOW ABOUT THAT?
Sábado começou com uma espécie de flashmob de quatro indivíduos – todos sóbrios, diga-se de passagem – dançando “Sometimes”, da Britney Spears, em frente a uma Barbie de vestido de gala na vitrine de uma loja de brinquedos qualquer. Algumas horas depois, a ausência de tequila na balada me levou a misturar vodka com energético à vodka pura e alguns B-52′s flambados ao som de “Whip My Hair”. Dica: bater cabelo depois de ingerir aproximadamente um litro de destilados funciona no seu cérebro como um blur de strenght 85% no Photoshop. O resultado é que você pode acordar ainda bem bêbada. Bêbada o suficiente pra calçar uma Havaiana de cada cor e quem sabe sair pro posto de gasolina com a intenção de comprar Gummy Bears e voltar de lá com a Playboy nova.
Mas depois de 30cm de frango teriyaky do Subway eu voltei a ter consciência do que estava acontecendo. Lá pelas tantas meu lado Amélia aflorou e eu passei grande parte da noite cozinhando. Tinha tudo pra ser uma coisa inocente – e seria, não tivessem aparecido com uma garrafa de Absolut e um suco de LICHIA pra tomar em shots.
Acordei na 2ª feira com o barulho da tia recolhendo o equivalente a dois engradados em latinhas amassadas e espalhadas pelo chão da sala. Uma das poucas memórias que eu tenho é de ter passado roupa às 2 da manhã – ou de pelo menos ter feito pose como se estivesse passando (Amélia bateu FORTE, qué dizê).
Não sei bem como terminar esse post. Vou colocar uma música que eu curto, só pq eu curto mesmo. Nada nessa porra fez sentido nenhum mesmo, então foda-se.

Entressafra

Eu tinha ficado tanto tempo sem sair que tava com medo que o porteiro do 31 não me reconhecesse e perguntasse pelo interfone quem eu era. Graças a Deus, eu tava errada. E eu digo “graças a deus” porque ia me dar uma depressão sem tamanho se isso acontecesse. Seria como se eu tivesse passado tanto tempo em reclusão que teria que começar tudo de novo, reconstruir toda minha reputação do zero.
Ok, “reputação” não é bem o termo. Ta mais pra “ausência de”. Mas enfim, não foi necessário. O dano à minha imagem causado pelos últimos anos é tão amplo e irreversível que bastou eu dar o ar da graça pra todos os demônios ficarem atiçados.

Até porque, antes desse período ermitão, eu já tava meio cansada. As baladas tinham meio que esgotado, eu bodeava cedo. Depois de passar, sei lá, 2 meses enfurnada no cativeiro da pobreza, eu tava com um fogo de fazer derreter o iceberg que afundou o Titanic. Além disso, eu tava há 2 anos sem tirar férias, e duas semanas de folga recuperaram meu fôlego pra tudo – trabalho inclusive.
Eu tava com tanta saudade dessa vida que nada poderia estragar meu retorno a ela. Fora que né, eu já não tenho critério nenhum normalmente, QUE DIRÁ quando to com fogo no cu acumulado. Então…
E o melhor é que sempre tem quem acompanhe. Uns começam a namorar, outros somem, mas sempre tem pelo menos UM filho da puta sem Jesus no coração pra ralar o tchan da dignidade até transformá-lo em farinha láctea com você. Gente que não tem nenhum pudor em oferecer seu mamilo em troca de um vip. E estamos falando de São Paulo, a cidade onde você pode ir ensopada prum puteiro tomar Contini no copo descartável depois de um show de rock, fazer flashmob de “All the Lovers” na fila da balada, abraçar o segurança do Love Story falando que é puta enquanto carrega na mochila uma garrafa de vodka que comprou num karaokê da Liberdade. Ou seja, se você estiver disposto, a diversão nunca tem fim.
Aí beleza, eu voltei. Muita coisa estranha e sem explicação aconteceu nesse meio tempo (e não, eu nem to falando de fazer um cover day-glo da Cindy Lauper), mas as coisas boas foram TÃO boas que eu nem vou me dar ao trabalho de comparar senão me bate uma leve bad.
Todo meu amor aos DJs que tocam sets tão perfeitos que me fazem pular até as 6 da manhã. Todo meu amor aos bares que não expulsam os últimos clientes quando são 4 da manhã e só estão duas pessoas cantando “Volare”. Todo meu amor ao Parque do Povo e suas ladeiras com curvas no final que garantem meus hematomas. Todo meu amor às pessoas que soltam bolinhas de sabão na rua. Todo meu amor a essa minha vocação clichê de aparecer numa pizzaria lotada de famílias num domingo à noite, vestindo skinny jeans, camiseta branca e all-star  e carregando um skate. Todo meu amor à São Paulo.
No fim contas, a conclusão é que eu tenho mesmo um encosto violento, mas que a pomba gira sempre bate mais forte e ganha a parada

clica nessa porra q o wordpress num tá animando

Turbodrop is fucking back. Escondam suas garrafas de vodka.
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ADENDO:

Eu não to sabendo muito bem o que pensar ultimamente. To com uns rascunhos de texto que não sei se quero publicar, to com um amontoado de coisa em casa e na cabeça e não sei o que fazer com elas. Por enquanto minha única atitude a respeito da bagunça tem sido fingir que não to vendo porque eu não tenho nem ideia de por onde começar a organizar a putaria.
Ao mesmo tempo, como vocês acabaram de ler, tem muita coisa legal pra caralho acontecendo – e eu nem falei tudo. Aí eu fico mais confusa ainda. porque né, tenho preguiça até de escolher qual pizza pedir, que dirá coisas mais sérias.
Então sei lá. Vou tirar umas mini-férias desse role aqui. Mas sem mimimi, pq estarei no Twitter, Formspring, Facebook e PRINCIPALMENTE no  Seje Menas. Estarei nos mesmos bares, baladas e sarjetas de sempre.Tudo continua normal. Só não to nessa vibe dos problemas.
Beijos (gregos)