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12 problemas bucais? Não num carnaval saudável

Há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante…

troféu hang loose de farofagem, categoria forever alone

- Eu me prostitui.
- Como assim?
- Beijei o vendedor de cerveja e ganhei uma latinha.
- Essa que tá na sua mão?
- Sim.
- Aquele vendedor lá atrás?
- Sim.
- Eu paguei por ela.
- Eu me prostitui à toa então?
- Como sempre né.

Ok, não foi muito tempo atrás, nem numa galáxia muito distante. Foi entre sábado de manhã e terça à noite, no Rio de Janeiro. Carnaval, pros leigo.
Depois de muita cagada e vou-não-vou, eu arrumei passagem, joguei meia dúzia de roupas na mochila e fui. E antes mesmo de chegar na rodoviária eu percebi que teria me arrependido muito se não tivesse ido – leia-se ainda no metrô já tinha gente pagando peitinho.
O ônibus atrasou 3 horas, o suficiente pra eu me curar da ressaca de 5ª, ficar razoavelmente bêbada de novo, cantar aquele hino da farofa da Jennifer Lopez e/ou Kaoma na plataforma e capotar daqui até a ~cidade maravilhosa~. Aliás, a ressaca de 5ª foi a última, porque dali em diante nunca mais deu tempo de ficar sóbria. Ainda bem, porque levando em conta as fotos que começaram a aparecer hoje, eu não queria lidar muito com a nossa cara de quem tinha sido atropelado por 7 jamantas de croquetes mornos de catuaba, vodka, cerveja, chalise, whisky e seja lá mais o que a gente bebeu.
SOBRE BLOCOS: amei todos, mas o destaque fica pro Bloco da Bomba de Efeito Moral, logo seguido pelo Bloco das Entidades Mitológicas, que teve um chill out sensacional com a participação de Marimunda, a prima caiçara de Maria do Bairro e Marimar, comandando o trio elétrico dos tatuís. Pra quem não sabe, esses foram blocos pop-up surgidos em algum lugar entre Botafogo ou Flamengo e foram até o Leblon tossindo e sambando. E beijando estátuas. E subindo em postes como se fossem pole dances. E fazendo amizades nas delegacias. E sendo pedido em casamento por pessoas de sexo AND idade indefinidos que batiam leque como se a sarjeta fosse a ilha de caras. E outras coisas que eu não lembro porque amo/sou amnésia alcoólica, fora aquelas que a responsabilidade jurídica me impede de contar.
SOBRE PASSEIOS: recomendo bastante andar de ônibus de um lado pro outro, especialmente da Lapa até Ipanema, onde você pode encontrar o Bonde dos Gringos de Bristol, fazer amizade com eles e descobrir que aquela regra do “falo inglês melhor quando to bêbado” não vale pra todo mundo, fora descobrir o tamanho da viadagem generalizada quando alguém falar “canta pra eles uma música da inglaterra” e outro automaticamente começar um tributo às Spice Girls. Além disso, você pode de repente se ver envolvido no meio de um Baile Funk improvisado, no qual a sensualidade e o requebrado natural dos seus quadris será favorecido pelo movimento das lombadas.
Enfim, o Rio continua lindo. Só algumas tatuagens que são feias demais.
Beijos pra quem perdeu tudo numa enchente, depois perdeu tudo em outra enchente. De hoje em diante vou tomar jeito porque minha vida não tá fácil… pra ninguém, pra mim tá tranquila

PS.:Meus sentimentos pós-carnaval se resumem na seguinte música:

I want the world to stop, give me the morning (give me the understanding)

Us, the cool kids

Quinta-feira, onze da noite. O lugar: um bar/restaurante/lanchonete. Dez garrafas de Heineken vazias na mesa onde um cara e uma menina transitam entre o samba, o rock e o hype, cantando trechos de música e remontando com os versos as histórias que viveram ou inventaram.
E que atire a primeira pedra quem nunca foi um bêbado empolgado cantando “vou festejaaaaar, o teu sofrer, o teu penar”
Basicamente, é isso que acontece toda semana. Eu sei que vocês tão aí pensando “porra, QUE FASE hein”. E eu concordo, até certo ponto. Mas eu queria que vocês entendessem que essas fases podres são as melhores, sempre. Meu ano se dividiu em 3 partes: depois do carnaval até junho, de junho a outubro, e agora. Ou: podre – comportada – podre de novo, como preferirem. “Comportada” é, claro, um conceito muito relativo. Mas enfim, foram alguns meses em que eu fui menos Susi Sarjeta. E foram meses do caralho, eu tava focada numa situação e aprendi muita coisa com ela. Agora eu to adquirindo aquele tipo de sabedoria Bukowskiana, com bafo de cerveja e cigarro pendurado na boca enquanto o assunto gira em torno de publicidade, mulher, sexo e sujeira de forma geral. Parece baixaria, e às vezes descamba pra isso mesmo, mas na maior parte do tempo, é uma válvula de escape para as ideias.
Cara, a gente passa o dia exercitando a criatividade sob pressão. As cobranças são imensas, os prazos são minúsculos e a gente vive competindo com alguém. É cansativo, quase massacrante. A gente pega uns trampos pesados, às vezes lida com morte, de vez em quando passa o dia buscando caminhos pra propostas engessadas. Rala pra caralho pra colocar graça em lei. Sair disso e ir pro bar é sintonizar numa rádio pirata. É outra frequência – livre, mesmo que cheia de ruído.
Aí quando dá meia noite as mesas já foram viradas, passaram esfregão no chão e a garçonete já não usa mais uniforme e começa aquele tipo de discussão na qual os argumentos são baseados no time que você torce. Coisa de moleque, de maloqueiro, fingindo que não percebe que os funcionários tão expulsando a gente dali.
De repente passa na calçada um bando de adolescente pedindo guardanapo. A gente oferece pra eles seda de verdade e faz o dia dos meninos.
Missão cumprida, a gente finalmente levanta e atravessa o bairro a pé, trançando as pernas depois de quinze garrafas e dando risada das desgraças que tem que encarar todo dia quando abraça essa história de ralar que nem condenado durante o dia e arregaçar na vida bandida toda noite.
No fim das contas, vale muito a pena.

PS.: Logo menos eu to postando o no Seje Menas o Fuck Art, Let’s Dance dessa semana, E mano, vai lá pq esse episódio tá lindo demais.

O Apocalipse Fluorescente

Teste de personalidade para saber se seus amigos são normais.

1. Dê a eles o estímulo visual abaixo e aguarde pela reação deles:

a. “Hmm, bacana”
b. “Aff que bizarro”
c. “MANO VAMO FICAR FLUORESCENTE”

Se a resposta for a ou b, ok, eles são normais.

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“she looks good but her boyfriend says she’s a mess, she’s a mess, she’s a mess…”

Aí voce acorda num domingo, precisando mais de um banho do que de amor na vida, levanta da cama enquanto todos ainda dormem e vê um salão miraculosamente limpo e três corpos estendidos quase sem roupa num colchão de ar ao lado de um lixo virado, com algumas poucas latinhas espalhadas pelo chão. Você começa a se perguntar se tudo aquilo foi real mesmo. Você entra no banho e, enquanto a água escorre pelo seu corpo, começa a pensar no seu amigo. Não desse jeito indecente, seus pervertidos. Por causa da cachoeira azul e rosa que não sai do seu cabelo de jeito nenhum, por mais que você esfregue UM TUBO de Pantene Restauração Profunda no mix de laquê e tinta que vai da sua franja até o recôndito mais profundo da sua alma.
Tá bom vai, deixa eu explicar melhor. Acontece que o 31 crew é composto por indivíduos que não se contentam em assistir as coisas. Quando a gente vê alguma coisa excepcional – mesmo que seja excepcionalmente bizarra -, a gente tem que fazer também. Por isso todas as nossas festas são praticamente uma experiência de alucinação coletiva, seja destruindo um motel, horrorizando uma casa de swing, fazendo uma guerra nuclear de glacê ou constrangendo seguranças de condomínios fechados do interior que até desistem de pedir pra abaixar o volume do som quando se deparam com entidades fluorescentes.
Então quando a Ke$ha apresentou “Your Love Is My Drug” no Saturday Night Live, nossa reação imediata foi descobrir como e quando obter esse efeito de apaches pop. Alguns tutoriais e experimentos depois, ficou decidido que a “Dance in the Dark” seria em Outubro, numa chácara, para evitar o contato com a sociedade depois da aditivação das nossas consciências com pigmentos cujo efeito no nosso organismo só será verdadeiramente conhecido pelas gerações seguintes (alô Césio 137).
E foi nesse sábado ensolarado – ensolarado, ao que tudo indica, graças a um despacho envolvendo tapetes vermelhos e claras de ovo no telhado – que finalmente demos vida à essa magia de tinta corporal, sabão em pó, água tônica e luz negra. A caravana partiu rumo à Rio Claro por volta de meio dia, e depois de testar o limite de tolerância da psique humana cumprimentando cobradores de pedágio com a cara pintada de guache branco, fazer um breve tour por points gastronômicos como o 1000-ki shake ki-delícia, abastecer o carro com álcool adulterado num posto abandonado, ficar preso no meio da estrada onde o celular não pegava e havia um carro velho largado no mato – EM SUMA, DEPOIS DE QUASE SERMOS ESTUPRADOS E ESQUARTEJADOS, chegamos ao nosso destino.

 

culinária conceitual

 

Bom, como vocês devem imaginar, o que se seguiu foi um festival etílico e artístico que resultou em moicanos, gueixas, dominatrixes, tudo isso ao mesmo tempo e nada disso, numa compulsão por tinta que não podia ver meio milímetro de pele sem brilhar que já entornava mais um pote. Meu cabelo por exemplo foi definido da seguinte forma:

“Ah, ele falou ‘agora você vai brilhar DE VERDADE’ e derramou o pote azul no rabo de cavalo”
“Brilhar de verdade? Pelamordedeus, a gente já tava brilhando tanto que devia dar pra ver no Acre. Deve ter aparecido uma porra dum ponto fluorescente no Google Earth”



E foi assim que os atletas do grupo resolveram treinar pra São Silvestre Naturista correndo no campo de futebol. Foi assim que alguns chegaram até a voar, como gaivotas delirantes impulsionadas por troncos de árvore que apareceram DO NADA no meio de seus caminhos. E foi assim que, à meia noite, cantamos parabéns ao som de Lady Gaga. Foi bonito. Diria até que escorre uma lágrima singela só de lembrar, mas confesso que não lembro muito bem.
Depois continuamos com as atividades normais da programação: performance de go-go neon boys, ginástica arrítimica e um jogo de shots que me deixou com uma injusta imagem de alcoólatra. AGORA, veja se vocês não concordam comigo: o termo SHOT implica você beber todo o conteúdo de um copo num só gole. Se o moderador da bincadeira coloca um copo de 250ml de vodka e grita “SHOT!”, você entorna os 250ml de vodka goela abaixo, certo?
Não?
Tá bom vai.
O que importa é que todo mundo acordou com vida na manhã seguinte, pronto pra ir pra piscina e usar como bóia o colchão que alguns minutos antes servia de cama pra três indigentes. Não to discriminando ninguém, indigentes todos estávamos, mas só a cama deles virou instrumento recreativo.

 

obra de arte coletiva

 

Foi um domingo bonito, que permitiu que todos chegássemos no limite da insolação e, dez minutos depois, estivéssemos correndo na chuva pra lavar a alma (ou a tinta remanescente no sovaco, depende da sua inclinação filosófica). No fim da tarde juntamos nossos trapos, num óbvio desperdício de espaço na mala visto que grande parte, senão toda, a roupa utilizada tem como destino inexorável a lata de lixo, colocamos o bolo no porta-malas e partimos de volta à essa realidade tão carente de neon que nos aguardava.

 

ninguém tava afim de carregar no colo

 

Parabéns a todos os envolvidos por essa dor em lugares do meu corpo que eu nem sabia que existiam, por esse penteado involuntário que eu to cobrindo com meu gorrinho de Amsterdam e já me rendeu o apelido de “Bicho de Sete Cabeças” na agência – o que, imagino eu, não é só graças ao gorro mas ao conjunto da obra -, pela beleza e pela pró-atividade.
Não, mas sério. Parabéns pra todo mundo. Pro Fe pelo aniversario e pra todo resto pela disposição de encarar qualquer coisa, especialmente as mais absurdas, sem medo de ser ridículo. A gente definitivamente se diverte mais que o resto das pessoas.

 

sensualidade dominical à base de tinta fluorescente + raios UV

 

Ah, e só pra dar o toque final de elegância na situação, queria declarar publicamente que ontem cheguei em casa nove e meia da noite, pedi China In Box e fui atender o entregador de moletom e com dois traços laranjas fluorescentes nas bochechas. Seduzi.
Ou, como disse minha mãe no auge de sua sabedoria:

“Eu espero apenas que você tenha consciência do fato que tem tinta dentro da sua orelha”

Strike #3 (ou: Medo e Delírio na Rua Augusta)

Aperta o play aqui pra ler.

O problema da Augusta é que a gente sempre vai descer a Augusta. Eu, você, todo mundo que tem um passado lá. Porque por mais que a gente tente escapar de tudo que ela nos lembra quando tudo aparenta estar bem, basta alguma coisa dar errado pra gente ver o passado sob outra perspectiva, e aqueles tempos e aqueles porres passam a ter um significado completamente diferente.
A Augusta é como um mínimo denominador comum. O melhor e o pior de cada um de nós está espalhado por entre corpos, copos e bancos tortos de bares imundos. Tudo que a gente é hoje passou pelas mesas de sinuca e esquinas escuras dessa rua que tanto amoleceu nosso caráter com doses generosas de sexta-feira à noite.
O tempo e as decepções te carregam pra longe, mas de repente esse mesmo tempo te arrasta de volta por conta de outras frustrações e você se vê descendo aquelas mesmas escadas, parado em frente àquelas mesmas catracas do metrô Consolação, com a respiração falha por causa da corrida, por causa do atraso, encarando a sujeira impossível dos seus cadarços enquanto uma nova leva desfila aquela liberdade recém-descoberta que já foi tão desperdiçada por tantos antes. Eles exibem nas roupas e nos sorrisos aquele fascínio por tudo que lhes parece tão proibido e ao mesmo tempo tão… CERTO. E você ali, tentando se camuflar, tentando evitar o reencontro com tudo aquilo que para eles é um paraíso. Para eles é tudo novo, pra você não passa de reprise.
A eterna repetição dos passos, dos abraços, das balizas que as cinturas fazem para se encaixarem no espaço entre dois outros braços que possivelmente as guiarão rumo a uma nova existência infinitamente mais interessante. A insaciável curiosidade pelo que pode acontecer quando se está tão próximo de alguém que o ar se torna tão denso quanto o grave de um baixo. O contraste entre o ritmo lento dos movimentos e a rapidez dos goles e o efeito de anestesia temporária que esse fluxo gera. A incansável busca por alguma surpresa, a mesma coisa que você ainda procura.
As certezas deles, que um dia foram suas, hoje pra você não passam de dúvidas. Você aprendeu a abandonar a idéia de certo e errado de tanto se estrambelhar pelas calçadas, e nessa entrega completa às sarjetas perdeu a capacidade de se assustar com as infinitas possibilidades que a noite sempre oferece.
Mas basta voltar pra onde tudo começou que os instintos de antes te dominam. O medo, a vontade de quebrar as regras – as novas regras, aquelas que você mesmo se impôs -, o desespero de aproveitar cada instante antes que tudo acabe, seja lá o que “tudo” for quando não se tem nada a perder.
E segue-se a inevitável sequência de blefes e ensaios de inspiração brutalmente interrompidos por palavras vazias, e você então entende que está fora do jogo. Você precisa de outra coisa, que talvez nem fosse tão difícil não fora impossível.
Impossível porque, ao contrário do que acontece na Augusta, não é uma ameaça que se aproxima cada vez mais de você quanto mais você baixa a guarda. Pelo contrário, se afasta. Impossível porque a Augusta te prepara para um mundo que se desmancha em marcas invisíveis de lábios e digitais nos quadris, mas o mundo real é feito de marcas indeléveis no peito.

Instituição Sagrada

Não é segredo pra ninguém que eu amo casamentos né?

Quer me ver feliz é ver o convitinho chegando – quer me ver sofrendo é acessar a lista de presentes, mas isso não vem ao caso né.

E como eu acabei de confirmar a presença no 1º casamento de AMIGA minha, resolvi refletir sobre o tema.

Eu gosto de casamentos porque eu gosto de finais felizes. E a Disney construiu meu caráter de forma a encarar casamentos como tal. Hollywood e os filmes água com açúcar que eu sempre assisti com mamãe (toda uma obsessão pela Julia Roberts, só EU sei quantas vezes assisti Uma Linda Mulher) também reforçaram bastante essa visão completamente distorcida das coisas.

Mas a real é que nem é isso que me faz gostar de casamentos. É na verdade um momento só, que não dura quase nada, que causa esse fascínio infinito em mim.

Seja lá de quem for o casamento, onde for, whatever, eu sempre faço questão de sentar na cadeira do lado do corredor por onde a noiva passa. Porque quando ela passa, você vê o olhar dela indo em direção ao altar. E é justamente esse olhar que faz valer tudo. As horas de salto e postura esperando a noiva que sempre atrasa – sério gente, porque isso é tradição? -, os padrinhos que ficarão te assediando quando ficarem bêbados mais tarde, etc.

É como se nada pudesse dar errado. Você vê absolutamente tudo passando pela cabeça dela quando esse olhar encontra o de quem a espera. É um misto de ansiedade e convicção de quem acredita muito em alguma coisa – ou alguém né – que não tem nenhuma espécie de garantia. A garantia é justamente o olhar de volta, que tem as mesmas dúvidas e aflições suprimidas pela mesma certeza de que aquele momento, pífio perto da promessa de uma vida inteira que logo será feita, vale a pena.

E vale a pena. Enquanto dura, sempre vale.

Olha, eu só sei que eu sempre acabo chorando em casamentos. CÊS ME DESCULPEM VIU, DEBAIXO DAQUELA TRUCKER RURAL HABITA UMA BICHONA.

Aí tem a festa né. Música flashback, gente bem vestida perdendo a compostura e… OPEN BAR.

Se eu não gostasse de nada em casamentos, essas duas palavras fariam com que eu mudasse de opinião anyway.

Sábado eu fui num casamento em fucking Vinhedo. Foi lindo, a história do casal era linda, o lugar era lindo, a organização do evento toda foi impecável, diria até que foi o melhor casamento que eu já fui até hoje.

Mas lindo mesmo era o suprimento de etanol: garçons serviam Jack Daniels na mesa, e o bar tinha saquê, vodka, rum, todas as frutas e drinks do mundo.

Bom, na verdade eu fiz toda essa dissertação pra dizer que lá tinha a melhor. lembrancinha. ever. Digo, eu sou uma estelionatária de bem-casados, nunca nem reparo no resto, mas essa ganhou o troféu.

Pessoas que vão casar, WATCH AND LEARN.

Você casa uma médica e um publicitário e tem o que? Um lindo kit contendo Engov, Dipirona e Plasil.

Qué dizê, eu sei que TECNICAMENTE FALANDO 90% das pessoas que eu conheço não vão casar. Mas se eu não te conheço e você tá lendo isso e resolver se apropriar da idéia, por favor me convide para a celebração das suas BODAS.

BEYJOS.

As Lições da Centopéia

Acima de tudo e antes de qualquer coisa: você não pode misturar numa mesma caneca vodka, cerveja e Smirnoff Ice e achar que vai ficar tudo bem. Digo por experiência própria.
Mas essa foi só uma dentre as múltiplas lições que eu aprendi ontem assistindo “Centopéia Humana”.

Do que o filme trata? Bom, basicamente é o seguinte: temos duas garotas de New York mochilando pela Europa e um médico alemão muito do doente mental. O cara é especialista em separar gêmeos siameses e mora no meio da floresta. Até aí temos os ingredientes básicos prum filme de terror qualquer. Mas a “Centopéia Humana” é muito mais que um terror qualquer, e você devia ter percebido isso quando eu escrevi que a especialidade do cara é separar GÊMEOS SIAMESES.
Porque aí entra a segunda lição valiosa dessa história: se você um dia perceber que é contra o princípio do seu trabalho, mude de emprego. Porque veja bem, nada do que acontece desse ponto em diante do filme teria acontecido se o Dr. não tivesse dado uma pirada e decidido que sua missão de vida era exatamente o oposto do seu ganha-pão. Ou seja, nas horas vagas ele simplesmente desenvolvia toda a ciência e engenharia necessária pra CRIAR siameses. Trigêmeos siameses, pra ser mais específica. Ligados pelo sistema digestivo, pra ser ainda mais específica. Agora, fica aqui a reflexão né, que vale mais a pena você recomeçar sua vida do que arranjar um hobby que compense a sua frustração profissional. Porque se você ignora esse sentimento, logo você pode estar sei lá, cogitando costurar a boca de uma pessoa no cu de outra.
É isso aí que vocês leram mesmo, minha gente. O objetivo do Dr. Fritz (não, esse não é o nome dele, mas ele é alemão então procede) é pegar 3 pessoas e uni-las pelo furico. Mas não vai pensar que isso é fácil assim. Tem todo um procedimento, os tecidos tem que ser compatíveis, a alimentação é bem específica no pré-operatório e mesmo a cirurgia em si envolve mais do que apenas um beijo grego permanente: tem que cortar os ligamentos do joelho, dar uma arrumada no ânus, etc. Eu só não conto o passo-a-passo porque o próprio Dr. Chucrute faz isso, através de TRANSPARÊNCIAS, o que eu achei retro, old school e muito didático da parte do roteirista.
Agora, o filme é ainda mais fantástico porque, além da premissa totalmente inédita, ele não foge às tradições, e tem tudo que um terror de 5ª deve ter por obrigação: carro quebrado, atalho pela floresta, e aquele acting invejável dos protagonistas. Destaque pra Jenny, que merecia o Troféu Imprensa. A mina é tão ruim que de cara apagam ela com um boa noite cinderela e só pra garantir colocam ela no fim da centopeia, de forma que ela não só esteja impossibilitada de falar como também não apareça muito.
Enfim, é uma pérola da 7ª arte que merece ser apreciada.
E eu deixo vocês com um questionamento existencial que a experiência despertou em mim: se você consegue escapar de um cara que logo nos primeiros 15 minutos te chamou de vaca estúpida e acabou de te mostrar uma apresentação sobre como vai te transformar numa aberração condenada a cafungar a bunda de um japonês e cagar na boca da sua BFF pro resto da vida, você voltaria pra buscar sua amiga dopada que ainda está presa na maca? Pensem nisso. Eu e meus amigos definimos que se por um acaso isso um dia acontecer connosco, é cada um por si, sem ressentimentos.
Que venha a continuação!
(Sim, terá uma segunda parte. Preparem seus intestinos)

Xilocaína Mental

O legal do álcool é que ele anestesia qualquer tipo de inibição e/ou julgamento. O problema é que quando essas linhas traçadas pelo superego se dissolvem sua vida pode virar uma bagunça antes de sequer dar tempo das suas sinapses recuperarem o ritmo.

Aí você acorda no dia seguinte cercado de pessoas que seriam excepcionalmente inteligentes não estivessem completamente incapacitadas. E o mais legal é que, mesmo nessas condições, ainda são pessoas excepcionais. E as conversas, ainda que sobre assuntos que não fazem sentido nenhum, atingem um nível que a maioria dos grupos que você já conheceu não alcança nem no auge da sobriedade.

(Aqui entra um parenteses reforçando que meus posts NÃO são direcionados a ninguém, a não ser que isso esteja especificado de cara. Tô afim de lidar com egos feridos não, ok?)

É nessa hora, quando você acorda ainda levemente lesada, que tudo se define. Se você percebe que o caos da noite anterior – aquele que está aos poucos sendo reconstruído através dos retalhos de memórias de cada um – não vai afetar nem o almoço de vocês, que você não precisa ficar paranóica até a realidade não parecer tão embaçada porque dessa vez o fato de você não lembrar muito bem onde está o chão não significa que se abriu uma fenda pra te engolir, nessa hora bate o alívio.

Porque dessa vez é que nem um looping. E você sabe que, muito embora você não sinta suas pernas, na hora que você voltar vai sobrar só a adrenalina. E é só por isso que a gente levanta todo dia né? Pela fucking adrenalina.

Então eu topo a anestesia. Eu topo a sensação de não saber o que eu to fazendo nem o que ta acontecendo. Porque eu sei que o meu mundinho tá seguro, e que eu vou ter minha descarga de adrenalina. E por enquanto é só disso que eu preciso.

Essa foto não tem nada a ver com o post, mas eu coloquei só porque eu tenho mentalidade de 6 anos e me rabisco quando to entediada

Como Proceder no Caso de Perda do Seu Cartão de Débito em 10 Passos

1º passo: acorde ainda bebada e perceba que você perdeu o cartão
2º passo: arrependa-se de ter bebido até perder a dignidade e o cartão
3º passo: bloqueie o cartão pelo bankfone
4º passo: decida que DEFINITIVAMENTE você precisa começar a namorar pra sair dessa vida
5º passo: pegue um ônibus lotado e perceba, no trajeto, que você está mais bêbada do que imaginava
6º passo: choramingue com o financeiro da agência A. MANHÃ. INTEIRA. até que ela se solidarize com a sua situação e ligue para o banco para descobrir como pegar um cartão novo
7º passo: supere o ódio e entenda que, considerando-se a vida que você leva, é um milagre você não ter perdido seu cartão antes
8º passo: vá até o banco depois do almoço, ainda passando meio mal, pegue uma fila de 40 pessoas pagando TODAS as contas possíveis e solicite um cartão provisório
9º passo: pegue seu cartão provisório, erre a senha, e já faça o pedido de um cartão novo
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10º passo: volte para a agência e encontre seu cartão original no fundo da mochila.

Isso precisa acabar. Sério.

Amostra Grátis de Felicidade

É por aí né.

Se você não pode me dar o que eu quero, eu não quero o que você pode me dar.

Mas quem é que realmente sabe o que quer?

Eu sei, parece que eu to viajando. Eu to, um pouco. Eu preciso alinhar essas idéias pra chegar no raciocínio final e só consigo fazer isso escrevendo, então aguenta.

2009 tem sido um ano cansativo, pra falar o mínimo. A maré mudou de lado vezes demais, às vezes a meu favor, muitas outras me afogando. Mas ambos os casos foram engraçados, não dá pra negar. Eu não sei não ser excessiva, e eu vivi esse ano como se tudo fosse definitivo. Tive milhões de certezas que achava permanentes mas acabaram no lixo. Eu fui tudo que podia ser para cada um que passou pelo meu caminho.

Eu menti muito, mas eu nunca fui tão honesta.

Eu fiz listas e listas de coisas que deveria melhorar em mim para merecer mais do mundo. Eu fiz todos os esforços para cumprir com as metas dessas listas. Eu fracassei.

Ainda bem.

No fim das contas, eu descobri que nada pelo qual eu lutei nos últimos quase dois anos valia a pena. Eu descobri que a vida que eu tentei construir e pela qual abandonei toda uma outra vida, não existia. Foi tudo uma brincadeira de mau gosto de uma pessoa entediada, que sabe lá Deus porque inventou um universo onde habita e para o qual suga todos até não sobrar mais alma, pra depois jogar fora.

Eu, que passei todo esse tempo tentando entender, tentando me encaixar, tentando adaptar meu sistema de valores ao sistema desse mundo, basicamente desperdicei energia.

OBVIO que nao foi tudo em vão. Mas eu tenho que parar, respirar fundo e analisar com muita calma o que fazer de agora em diante.

Tem certas respostas que já sabemos antes mesmo que nos façam a pergunta. É o caso. As decisões já estão tomadas dentro da minha cabeça, resta descobrir como me desvencilhar dos restos.

Primeiro eu exagero.

Depois eu saboto.

Por fim eu acerto.

Ou pelo menos eu to botando fé que vai ser assim.

ENFIM!

Já delirei bastante.

Eu me propus a fazer algumas coisas, e a grande maioria delas eu fiz. O resto não deu tempo ou faltou dinheiro. A minha parte eu cumpri. Os outros são os outros.

Eu sou alérgica…

… à tranquilidade.

Mas calma, não vou começar a choramingar as mazelas da vida aqui.

Até porque eu não sou nenhuma injustiçada.

Começou a tocar Mrs. Robinson no meu shuffle místico do itunes

“Laugh about it, shout about it, when you’ve got to chose. Every way you look at it you lose”

Nada é por acaso.

Enfim.

É. Eu sou alérgica à tranquilidade. Que hoje em dia não tem trema mais por causa dessa reforma ortográfica estúpida. Mas eu tremo, com ou sem reforma. Eu não tenho reforma.

Foco Tatiana, foco.

É meu dever admitir que tudo nessa vida “eu fiz porque eu quis” (repita isso pra si mesmo várias vezes, economiza várias horas de autocomiseração), mas também devo dizer, em minha defesa, que eu não tinha muita opção. Era inevitável que eu fizesse em algum momento. Afinal de contas, eu sou uma pessoa que não tem juízo. Eu me jogo e quando vejo já fiz a cagada, já me meti na roubada, já me fudi irremediavelmente. É a minha coisa, é o que eu faço. Tem gente que pensa, sofre e só depois faz a cagada. Gente assim só faz o que faz porque simplesmente não pôde escapar das circunstâncias. E eu até queria dizer que esse é meu caso, mas não é. Eu vejo a cagada vindo lá de longe, vejo ela semanas antes. E até tento desviar, mas algo em minha natureza mais íntima parece exigir que eu cometa todas as cagadas em meu caminho. Minha natureza muitas vezes parece consistir exclusivamente disso. Então eu miro em cada uma delas e acerto todas, às vezes mais de uma simultaneamente, com precisão matemática.

Como disse minha irmã, eu sou que nem aqueles besouros de cocô. Não é que eu faça merdas homéricas. Eu vou acumulando pequenas bostinhas até gerar uma bolota gigantesca na qual me abrigo.

Eu não nego que não presto, eu tenho umas recaídas escrotas.

Mas dessa vez não foi recaída. Eu não vi se aproximando. Simplesmente… Foi. Não deveria ter sido, mas foi. E não adianta eu pedir desculpas. Não se pede desculpas pelo que não se planejou, é hipócrita demais fazer uma coisa dessas. E eu posso ter lá minhas limitações emocionais, mas hipocrisia não é uma delas. Incoerente, cafajeste, tudo bem. Mas mentirosa não.

Não é que eu não sinta remorso. Eu sei que não foi justo, e que dentre todas as pessoas ela não merecia. Não merecia a minha inconsequencia, o meu egoísmo, a minha impulsividade que me leva a fazer coisas que jamais terão justificativa plausível.

Sei lá. Eu deveria pensar, mas eu não consigo.

Eu não lembro como, não sei o porque, sei só que foi. Foi muito, inclusive.

MUITO. Pro bem e pro mal, foi muito.

Eu sou alérgica a tranquilidade. E o meu remédio é transformar a minha vida numa zona cada vez que ela começa a se estabilizar.

Sheila Take a Bow

Em primeiro lugar eu queria dizer que: CHEGA! Tudo nessa vida tem limite! Inclusive meu cartão de crédito.

Não dá. Tudo que eu ganho eu gasto lá. E isso não é exagero. Do jeito que ta ultimamente, eu to achando mais facil pedir pra depositarem meu salario diretamente na conta da Bubu. Vai terminar lá mesmo, assim pelo menos corta intermediários.

E é só isso que eu vou falar sobre a Bubu. Me recuso a fazer outro post sobre esse lugar, ta ficando repetitivo já.

Realmente, eu preciso começar a variar meus roles.

Então eu abro aqui a campanha Ô LEVA EU

Aceitarei propostas de todos os tipos. Claro, desde que não envolvam pagode e/ou baladinha Vila Olimpia. De resto, se quiser chamar até pro motel ta valendo. Alias, ta valendo muito.

Grata.

E pra quem se interessar, fica a dica sobre meu signo:

Pisces-The Piece of ass

Caring and kind. Smart. Center of attention. Too Sexy, DAMN IT. Very high ### appeal. Has the last word. The best to find, hardest to keep. Fun to be around. Freak in the sheets. Extremely weird but in a good way. Super good in bed. Good Sense of Humor!!! Thoughtful. A partner for life. Always gets what he or she wants. Loves to joke. Very popular. Silly, fun and sweet.

#CAINIMIM