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holocene

segunda-feira nunca foi tão segunda-feira.
é feriado mas eu tô de plantão no trabalho.
não pára de chover há dias e chove muito, então basta pisar na rua pra ficar encharcada.
daí bate esse vento gelado e a roupa gruda na pele e fica tudo frio e molhado.
meu discman parou de funcionar assim que eu saí de casa.
o café daqui é horrível mas é o único jeito de ficar acordada.
e eu descobri que não tenho dinheiro pro ônibus de volta.
até já fechei todas as persianas pra não ver o mundo lá fora.
em dias assim o único jeito de não surtar é mentalizando:
“daqui um mês, daqui um mês, daqui um mês.”
porque agora tá bem difícil, parece até castigo.
mas daqui a pouco vai ser tudo muito lindo.

voltei mas ainda tô lá

“but then they danced down the street like dingledodies, and I shambled after as I’ve been doing all my life after people who interest me, because the only people for me are the mad ones, the ones who are mad to live, mad to talk, mad to be saved, desirous of everything at the same time, the ones who never yawn or say a commonplace thing, but burn, burn, burn, like fabulous yellow roman candles exploding like spiders across the stars and in the middle you see the blue centerlight pop and everybody goes “awww!”

Supermoon

Eu sou péssima com small talk. Não sei puxar assunto, não sei manter conversas superficiais por muito tempo. Tá, saber eu até sei. Mas exige muito de mim, e eu não gosto. Eu falo muito, mas eu preciso de um certo tempo pra organizar as ideias na minha cabeça antes de falar. E muitas vezes durante esse tempo eu concluo que na verdade não preciso falar. O silêncio não me incomoda, ele chega a ser uma necessidade às vezes. Eu acredito muito naquilo que Mia Wallace disse, que você sabe que encontrou alguém especial quando consegue calar a boca um pouco e aproveitar o silêncio.

Eu sempre busco esse momento, mas poucas vezes essa busca dá certo. As pessoas tendem a confundir silêncio com indiferença e eu não sou boa em me explicar. Mas aquelas que entendem se tornam essenciais pra mim.

Sábado era dia de lua cheia. A maior lua cheia dos últimos 20 anos. O que em circunstâncias normais poderia se transformar num inferno, já que eu sempre perco o controle nessas condições. Mas eu fiquei com preguiça. Preguiça de tudo que é sempre igual. Dos lugares, das pessoas, dos sentimentos repetidos, do repetitivo esforço em agir conforme a norma do “socializar”. E pela primeira vez eu entendi porque as minhas repetidas tentativas de mudança pós-carnaval culminavam sempre na repetição dos mesmos erros de antes: porque de nada adianta repetir em voz alta as promessas, é no silêncio que elas tomam a forma de algo possível.

Então eu fiquei em casa no sábado a noite. Pintei o cabelo, numa manifestação altamente superficial dessa necessidade mais urgente que nunca de mudar, e passei a noite assistindo televisão e dando risada com três daquelas pessoas que sabem dividir comigo todos os silêncios, dando a devida importância àqueles que querem dizer alguma coisa e sequer reparando naqueles que são apenas a tradução de uma intimidade que dispensa justificativas para as confusões que levam a esses turning points.

Acho que o grande segredo do silêncio é justamente esse: ele pode ser um abismo, mas não tem importância nenhuma quando existe uma certeza por trás dele. E eu tenho algumas certezas, por incrível que pareça. Esse sábado me trouxe mais algumas, novas e silenciosas como todas as certezas devem ser.

Obrigada pela paciência, agora acabou de vez a bad trip. :)

 

Quer dizer…

“Cada um de nós, portanto, é uma meia-senha humana, um ser fendido, como os solhos, um feito em dois, cada qual sempre em demanda da meia-senha correspondente. Todos os varões, pois, que são segmento comum-de-dois, então chamado andrógino, são mulherengos e a maioria dos adúlteros deriva daquele sexo, e todas as mulheres caídas por homens e adúlteras procedem daquele sexo. Porém, todas as mulheres que são segmento de fêmea, não dão a mínima atenção aos varões; ao contrário, são mais voltadas para as mulheres, e daquele sexo é que procedem as lésbicas. Por fim, todos quantos são segmento de macho procuram o macho e, enquanto estão na infância, fatias que são de macho, gostam de homens, comprazem-se em deitar-se e enlaçar-se com homens. São eles os meninos e rapazes mais perfeitos, por serem, por natureza, os mais viris; há quem os acoime de desavergonhados, mas é falso; não fazem isso por sem-vergonhice, mas por arrojo, coragem, virilidade, pela atracão do que lhes é semelhante.
[…]
Quando cada um, dos pederastas e dos outros, depara aquele exatamente que é a sua própria metade, passa por sensações extraordinárias de afeição, de parentesco e amor, sem ânimo, digamos assim, de separar-se um do outro, embora por breve tempo. Esses são os que atravessam a vida juntos, e não saberiam dizer o que desejam obter um do outro; ninguém pode pensar que é o gozo em comum a razão de um gostar da companhia do outro e trocarem tantas solicitude; mas visivelmente a alma de cada um deseja uma outra coisa, que não pode exprimir; mas ela adivinha e dá a entender o que seja”

Esse é o elogio de Aristófanes ao amor, do capítulo “Um Banquete” dos Diálogos de Platão.
Daí que eu me pergunto PORQUE CARALHOS eu sou obrigada, em pleno 2010, a discutir homofobia, casamento gay e coisas do tipo.
Puta merda humanidade, dá pra parar de bater cabeça?

Sobrevivendo no Pé Sujo

(atendendo à sugestão do Sica, esse post é NSFLunch)

Olha, o que eu vou escrever aqui trata de um estabelecimento específico. Não vou citar o nome, e não é nem por uma questão de responsabilidade jurídica, mas porque algo me diz que essa descrição se aplica a muitos outros estabelecimentos que seguem a mesma proposta, e assim fica mais fácil gerar identificação.
Você sabe como é o tipo de lugar que eu tô falando. Se você já trabalhou, você sabe. Porque é uma entidade que transpõe as barreiras sociais. Não importa se o seu escritório fica num cu de mundo ou no melhor bairro da cidade, sempre tem por perto um daqueles bar-restaurante-lachonete com almoço executivo a 10 reais.

Aliás, vamos refletir um pouco sobre essa denominação: “almoço executivo”. Olha, é pra fuder com qualquer fantasia de infância que você porventura tinha. Porque quando você é criança e vê um executivo, bem vestido, engomadinho, você automaticamente pressupõe que ele almoça no Fasano todo dia. Aí você cresce e descobre que o “executivo” se constitui de arroz, feijão, bife, batata frita e ovo – sendo que o bife, a batata E o ovo muito provavelmente foram fritos na mesma chapa, ao mesmo tempo.
Ok, voltando.
A questão é que inevitavelmente, em algum ponto da sua jornada profissional, por mais que você trabalhe perto de um shopping e tenha um ticket de valor razoável, você terá que recorrer ao sujinho da esquina. Até porque, o fato do “molho especial” que acompanha a porção de fritas conter ingredientes que você prefere nunca chegar a saber quais são não implica na a comida não ser honesta. Talvez até seja REALMENTE boa, e vamos combinar que tem dias que não tem nada melhor que bater um pratão saudável de pedreiro.
Ao longo de alguns anos de vivência, eu compilei algumas pequenas dicas de sobrevivência para uma plena apreciação do seu PF. Claro que existem variáveis, mas três regrinhas básicas são praticamente infalíveis.
A primeira é óbvia: nunca, jamais, sob nenhuma circunstância, visite a cozinha. Aquelas placas que convidam você a fazê-lo não passam de ciladas da ANVISA pra tirar seu apetite. Tem certas coisas que a gente não precisa saber como foram feitas. Você mesmo, por exemplo: você tem consciência que seus pais fizeram sexo pra te conceber. E por mais que a sua origem traga curiosidade, você não gostaria de vê-los trepando. Então porque arriscar descobrir outros processos ainda menos salubres?
Segunda coisa importante: muitos desses lugares oferecem salada como acompanhamento. A maioria, eu acho. Dispense. Porque assim né, uma coisa é você não saber o que passou pela chapa antes do seu prato, mas o simples ato de passar pela chapa dá uma segurança maior. Afinal, os microorganismos alienígenas muito provavelmente foram exterminados pelo calor e contato com outras substâncias que anulem seus poderes de Kryptonita. Agora, salada não.  Salada tá lá, veio da natureza pro caminhão do Ceagesp, do Ceagesp pra feira, e da feira pra cozinha do buteco. Lembra da primeira regrinha? Então…
Pra completar a Santíssima Trindade do Pé Sujo, talvez a coisa mais importante seja a filosofia de vida que você precisa adotar, espécie de mandamento primordial para felicidade: NÃO QUESTIONE, COMA. É uma questão de fé cega.  Ou seja, não olhe muito para comida, pros talheres, ou pro prato. Estatisticamente, a probabilidade de você encontrar alguma coisa é infinitamente maior quando você procura. E como sua avózinha querida sempre disse, “o que os olhos não vêem, o coração não sente” – ou o estômago no caso. Porque se você for prestar a devida atenção, você VAI encontrar fios de cabelo fazendo um flash mob no seu arroz. Então, pra simplificar, apenas faça o seguinte: antes de te servirem, pegue um guardanapo (ou melhor, uns cinco, porque geralmente são daquele tipo vagabundo que mais espalha o sebo do que aborve qualquer coisa) e esfregue toda e qualquer marca de intervenção alienígena dos seus talheres, porque são eles que entrarão em contato direto com a sua boca. Com o prato nem precisa encanar, porque reminiscência de inhaca nenhuma vai ser muito pior do que você vai colocar ali mesmo.
Agora, eu ia deixar uma coisa de fora aqui, mas hoje eu tive uma experiência daquelas de quase-morte sabe? Quando você vê toda sua vida passando como um filme em frente aos seus olhos? Então, tive uma dessas. Praticamente me caguei de medo quando uma pomba-planadora-soviética alçou vôo bem nas minhas costas. Eu nunca tive medo de pombas, mas hoje comecei a ter. De uma em especial, que resolveu que ia fazer companhia pra mim e pro meu amigo. E não adiantava enxotar, porque ela era insistente e voltava. Mas não era em missão de paz a abordagem. Você podia ver a maldade estampada naqueles olhos que não pertencem a Deus. Dava pra ver claramente que ela tava ali com o propósito de espalhar o terror, cavaleiro do apocalipse style.
E isso nem mereceria menção, mas eu SEI que ela não está sozinha. Existe uma legião de pombas enviadas pelo tinhoso assombrando os proletários honestos. E depois de quase morrer do coração, cuspir na mesa devido ao susto e demorar o dobro do tempo que eu normalmente demoro pra comer graças às engenhosas manobras de desvio que se fizeram necessárias, eu devo dizer que a melhor estratégia é ignorá-las. Agir como e elas não estivessem lá, mesmo que você sinta aquelas penas infectas roçando no seu pé. Porque aí elas passam pelo chão, pegam os dejetos e saem fora. É que nem assalto, ou sequestro-relâmpago, dadas as devidas proporções: se você expressar qualquer reação, haverão represálias. E acredite em mim, você não quer as asas negras da morte pairando você enquanto você tenta mastigar um bife que, ao que tudo indica, nunca fez parte de uma vaca.
Mas não se deixe apavorar. Apesar da consistência dos materiais ser altamente subjetiva, das visitas amarradas três vezes em nome de Jesus, e acima de qualquer questionamento sócio-higiênico, o pé-sujo ainda é uma das alternativas mais felizes e economicamente viáveis pra sua refeição. Eu particularmente não vou deixar de frequentar o que tem aqui do lado.

Hiato

4 meses. Tem quase 4 meses que eu não me apaixono por ninguém. E eu sei que é o cúmulo da futilidade, mas eu não funciono 100% se eu fico muito tempo sem isso. Eu sinto falta das vontades. E eu não digo vontade de beijar alguém. Isso eu tenho sempre, e chama falta de vergonha na cara.

Eu sinto falta da vontade de pegar na mão de alguém. De levar alguém. E cara, que falta faz isso. Eu perco completamente o foco se eu não tenho alguma coisa me atormentando por completo. Porque é sempre assim quando eu me apaixono né? Eu fico de um lado pro outro tentando fazer funcionar. E nunca funciona, mas faz o resto todo funcionar. Porque é tamanho desespero, tamanha ansiedade, que eu viro um trem bala, tirando tudo da frente, organizando tudo, tentando deixar todo o espaço possível praquilo.

E agora quase 4 meses com tudo lindo e organizado e bonitinho e no lugar, eu to começando a fazer sujeira. Eu to desmontando tudo e jogando de qualquer jeito, até chegar num ponto de caos completo, só pra me apaixonar de novo e entrar nessa porra de ciclo vicioso outra vez?

Cara, é RIDÍCULO.

Porque eu não consigo me deixar em paz?

Então eu to aqui, 4 meses depois e NO LIMITE. Eu to começando a ficar com todos os sintomas que eu tenho antes de surtar. Eu não sinto fome mas como. Eu como e a comida fica entalada na garganta. Eu já já começo a vomitar, meu nariz começa a sangrar e todas essas coisas nojentas e desnecessárias. Fora que eu escrevo menos e bebo mais e isso nunca deu certo.

Mas né, que jeito? Eu não tenho como controlar.

E outra, às vezes nem é isso. Às vezes é só porque Junho tá chegando e eu fico uma puta duma mala sem alça em Junho, Julho e Agosto. Às vezes é só porque eu preciso de férias.

Eu não acho que seja, mas o jeito é esperar pra ver no que vai dar.

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Agora, tem uma coisa que me comove de verdade. ISSO SIM que é amor.

Veja bem: a pessoa aceita que eu tenho 5 tatuagens e que uma delas é bem grande, bem colorida e bem visível. Aceita que eu sou gay. Aceita que eu fumo, bebo e vivo na balada de 5ª a domingo. Aceita que eu converso com meu peixe. Aceita tudo, MENOS a cor dos meus esmaltes. Fica puta, DE VERDADE, toda vez que eu faço a unha.

Prioridade, não trabalhamos.

(mas vai ver é exatamente por isso que no fim das contas a gente se entende de um jeito que ninguém mais consegue)

Better When You’re Naked

Olha, tudo que eu posso dizer a respeito de sábado é que não é a toa que as pessoas chamam tequila de coragem líquida.
E que no fim das contas, até que eu tava com saudade da Bubu. Não muito, mas o suficiente pra aproveitar como nunca. Literalmente, COMO NUNCA.
Mas né, vou poupar meus familiares que acompanham isso aqui dos detalhes sórdidos porque não tem necessidade. Ida Maria fala por mim

OK, you’re kind of sexy
But you’re not really special

But I won’t mind
if you take off all your clothes
Come on, take them off

‘Cause I like you so much better when you’re naked
I like me so much better when you’re naked

Queria só deixar aqui um beijo pro dono do bar em frente ao Glória que inadvertidamente me deu Jurupinga de graça, pro mendigo na outra esquina da Artur Azevedo que dançou Electro comigo, pra moita na qual a gente sentou as 7 da manhã só porque agora é tradição assediar matagais depois da balada e um especial pra todo mundo que tem piercing na língua – porque vocês merecem meu respeito.

A bebida faz mal à família, à saude e à sociedade

Limpando o Closet

A cobiça é o sentimento mais non-sense de todos.

Tinha um vestido da minha irmã, por exemplo. Não era meu, não servia em mim, sequer combinava comigo. Mas eu queria aquele vestido. Desesperadamente.

Eu já senti isso por algumas pessoas também. Pessoas que não eram minhas, que não serviam pra mim, que nem combinavam comigo. Mas que eu queria. Que eu precisava.

E não tinha Cristo que tirasse da minha cabeça que era só aquilo que faltava na minha vida.

É uma coisa completamente irracional. Você vê o absurdo, mas a situação já está completamente fora de controle.

No caso da roupa a resposta está no espelho. Na hora que você experimenta está ali, gritando. A estampa, o caimento, tudo fica péssimo. No caso das pessoas é mais complicado. Você volta e meia flagra o erro em detalhes, pedaços de conversa, mas você experimenta e às vezes calha do beijo dar certo. E em ambos os casos você tenta se convencer que não, que deve ter um jeito, porque seria perfeito.

Então você começa a mudar pra se adaptar aos seus desejos, se perde de si mesmo pra se encaixar naquilo. Perde peso, corta o cabelo, muda o seu jeito – e isso vale tanto pra roupas quanto pessoas -, até um dia olhar ao seu redor e não reconhecer a sua própria vida.

Você jogou fora tudo aquilo que gostava, que era, que queria ser, por causa de UMA peça. Uma única peça, que quando você pega de novo e analisa, já nem gosta tanto. Não por futilidade, mas porque nunca fez sentido em você em primeiro lugar. Nem as roupas nem as pessoas perdem seus méritos assim da noite pro dia. O vestido da minha irmã ainda é absolutamente fantástico. As pessoas de quem eu desisti – na maioria -, continuam incríveis como eu achava que eram. O problema era o conjunto comigo.

Hoje eu olho feliz pros meus jeans e camisas pólo. Olho feliz pras pessoas ao meu redor. Claro, eu ainda quero comprar algumas coisas essenciais, eu ainda quero encontrar THE ONE, mas não adianta forçar. Meu cartão de crédito tem limite, minha cabeça e meu coração também, e eu preciso fazer escolhas. Não dá pra gastar tudo de uma vez, entrar no vermelho pra comprar uma frente-única com a qual eu nunca vou me sentir 100% à vontade, assim como não dá pra insistir em relacionamentos sem nenhum futuro derivados de paixonites com as quais eu nunca vou dividir interesses, nunca vou ter muito assunto.

Eu sei que o que eu mais preciso comprar é um all-star novo. Preto. Cano médio. A pessoa eu nem imagino como seja. O tênis eu to enrolando pra comprar porque tenho um monte de outras coisas mais importantes pra resolver e para as quais vou precisar do dinheiro. Então eu talvez não tenha encontrado a pessoa porque preciso usar meu tempo de outro jeito.

Vai saber, às vezes tudo se resolve no dia que eu for lá comprar o dito cujo do tênis…

Música tema do post, aqui.

Relationships 101

Growing found the need to compromise
Well I’ve had enough 20 years and I realized
Come on now, what’s a boy supposed to do
when I can’t seem to leave you alone
Touching me touching you

Eu sempre fui uma pessoa muito egoísta né. E não só isso, eu também sempre tive um lance de enjoar muito fácil, das coisas e das pessoas. Fora que eu tenho uma tolerância muito baixa à carência. EM SUMA, eu sou insuportável e por isso nunca consegui me relacionar com ninguém.
E eis que então apareceu uma pessoa que lentamente está mudando isso.

CALMA GENTE. EU NÃO TO NAMORANDO.

Acontece que existe o Zé. E o Zé, sem querer, acabou se tornando meu relationship coach.
Porque o Zé, apesar de ser uma das poucas pessoas REALMENTE compatíveis comigo, é uma das pessoas que mais exigiu de mim. E isso, por incrível que pareça (pra mim pelo menos), não tem nada a ver com cobrança. Porque tudo que a gente tem de igual em termos de gosto, a gente tem de completo oposto em termos de comportamento. Ele é uma pessoa que precisa de atenção e companhia, e eu sou extremamente – excessivamente até – independente de tudo e todo mundo. Isso, em circunstâncias normais, seria o suficiente pra eu ter cansado dele há muito tempo. Mas eu não canso. Eu aprendi a “estar lá”. A fazer companhia, mesmo para coisas que não são de meu interesse.
Aprendendo isso, eu instintivamente aprendi a dar satisfações da minha vida. O que juro por deus, era impensável pra mim três meses atrás. Se eu marco alguma coisa com ele, é muito raro eu sequer cogitar de desmarcar ou me atrasar (já começa aí o milagre). Mas se acontece, eu fico mal de verdade, e peço desculpas realmente sentindo que devo pedir desculpas.
E por aí vai. Pequenas coisas que para qualquer ser humano normal são naturais, mas que para mim tomam proporções excepcionais. Porque até então, o conceito de relacionamento pra mim não fazia sentido. E pior, eu nem me dava conta disso. Só agora eu entendo a importância de gestos que eu nem me esforço em fazer. É uma rotina, e não me assusta.
Mas antes que alguém venha aqui e confunda as coisas, eu vou repetir:

CALMA GENTE. EU NÃO TO NAMORANDO.

Até porque né, tem um “detalhezinho” essencial para relacionamentos na qual a gente não é NEM UM POUCO compatível. E eu não preciso nem falar qual é esse “detalhezinho”, certo?

Então um beijo pra todo mundo e dois pro Zé porque eu gosto mais dele que de vocês.

HAHAHAHAHA

I wanna be your brother, wanna be your father too
Never make you run for cover even if they want us to
I wanna be your sister, wanna be your mother too
I wanna be wanna be
Whatever else that touches you

Ace of Hearts

Aí que eu to o fim de semana todo ensaiando pra fazer um post muito sério, sobre uma coisa muito séria que aconteceu sexta-feira de madrugada. E não to sendo irônica. Acontece que eu não sei se consigo, nem sei se quero conseguir. A hora que eu não ficar enjoada e com vontade de chorar só de pensar quem sabe eu fale a respeito.

Por enquanto vamos manter a futilidade e vagabundagem em primeiro plano. Porque né, no fim das contas eu não passo de uma pessoa de massa encefálica limitada que perde uma média de 100 neurônios por noite durante os 3 meses que o BBB fica no ar e cujo passatempo favorito consiste em estourar plástico bolha.

Eu continuo tão sem assunto quanto semana passada. O carnaval é semana que vem, meu aniversário é daqui 15 dias e eu não tenho a mais vaga idéia do que fazer em nenhuma das duas ocasiões. To aqui com a melhor sequência de print screen EVER e não posso postar porque seria dar pala demais e né, não to afim.

E porque esse post com esse título, você me pergunta. Bom, isso é simplesmente porque esse post não diz nada com nada e eu acabei de ler pela segunda vez O Dia Do Curinga, um dos meus livros favoritos, e cheguei à conclusão de que eu sou o Ás de Copas.

Então o que me resta? Além de ficar estourando plástico-bolha, claro.

Bom, tá no ar mais uma edição do podiquésti de menor audiência de todos os tempos (ninguém nem ouve né, eu fico postando porque sou desocupada MESMO I guess).

Fora isso, toma pra vocês o formulário mais útil que eu já vi na minha vida. Em tempos que a psicopatia tá tão em voga, sempre bom ter um desses à mão. #FIKDIK

Fora isso me resta dizer o que? Nada né?

Então tá. Fica aquele meu caloroso beijo pra cena gay brasileira que curte demais semear a discórdia. E não, eu não to me referindo ao Big Brother dessa vez.

Não se esqueçam amigues: vocês podem me responsabilizar por toda a tragédia do mundo, mas no fim do dia SÓ JESUS SALVA!

Welcome To The Jungle

Eu tinha começado a elaborar uma teoria quando ainda trabalhava em produtoras de som, que demonstrava que o meio publicitário nada mais é do que uma representação do reino animal. De um ecossistema em desequilíbrio, obviamente. E como hoje é dia do publicitário, nada mais justo que retomá-la

Biologia elementar: plantinhas são comidas por animais herbívoros, que são comidos por animais carnívoros, que são comidos por seres humanos, que são comidos por vermes. QUER DIZER, praticamente uma suruba. E os vermes estão no topo. Olhando por esse aspecto você já tem uma descrição bastante precisa da publicidade, porém cabe aqui elaborar um pouco mais sobre as intrincadas relações entre os integrantes.

No fim da cadeia alimentar temos a produtora de som. Eu sou fiel às minhas origens, e não tem como negar que eles são a base da piramide. Não representam uma ameaça aos outros componentes do ecossistema, pois alimentam-se de luz enquanto esperam a montagem chegar para sonorizar. Dentro da produtora de som temos obviamente subdivisões. Atendimentos são plantas carnívoras devoradoras de produtores e coordenadores, sendo que esses últimos são o fim do fim do fim
No andar superior, a produtora de vídeo. Como rebanhos de ovelhas, vacas ou animais ruminantes em geral, eles recebem um briefing, ruminam, devolvem um monstro, ruminam de novo, devolvem a montagem, ruminam e ENFIM, após um longo processo mastigativo produzem o material necessário, que na natureza seria o equivalente a leite, ou lã…. Ou merda mesmo.
Daí partimos para os carnívoros, a agência. Na verdade, tanto RTVs quanto produtores são híbridos. Não podendo se alimentar exclusivamente de produtoras, visto que delas depende sua sobrevivência, são como Krill. Ou seja, estão presos a agência de forma a não serem devorados, mas apesar de alimentarem-se de outras espécies, são responsáveis pela manutenção do equilíbrio do meio ambiente em que estão inseridos (leia-se, fazem o meio de campo entre o ego do criativo e o ego das produtoras).
Acima disso temos os criativos, animais raivosos, selvagens e bizarros. Criativos sentem-se os reis da selva, distribuindo inclusive leões entre si como prêmios, simbolizando esse delírio de grandeza. Porém, criativos não passam de hienas. Alimentam-se de carniça (também conhecida por pizza portuguesa), riem sem motivo aparente e de forma um tanto quanto perturbadora e tem hábitos sorrateiros e noturnos. Ainda assim, são extraordinários predadores, capazes de dizimar matilhas de animais herbívoros da savana (também conhecidos como estagiários). Diretores de criação, apesar do nome indicar pertencer à mesma categoria das hienas previamente citadas, na verdade são como lobos. Machos-alfa (mesmo quando mulheres), sua ordem é a que prevalece, independente dos interesses da matilha como um todo.
Numa outra categoria estão os atendimentos, cheetas rápidas e traiçoeiras que ameaçam a existência das hienas, dos krills e de todo o reino vegetal.
Lado a lado com eles convivem os animais peçonhentos, as jibóias que conhecemos por CLIENTES. Engolem animais de grande porte sem sequer mastigar e depois passam meses sentados digerindo a presa. Meses. Sem se movimentar. O curioso é que jibóias sequer usam de artimanhas para dar o bote, apenas esperam a aproximação de sua vítima para então abrir suas mandíbulas assassinas em todas as direções e deglutir  friamente um animal que desavisadamente pastava (caso herbívoro) ou espreitava para a caçada (os carnívoros), sendo que esse último caso é mais comum, recorrente.


FELIZ DIA DO PUBLICITÁRIO!

Não importa em que parte dessa cadei você se encaixe, você COM CERTEZA merece parabéns.

Don’t be afraid of your freedom

Cara, é impressionante como as pessoas dão pouco valor a si próprias. E eu não to falando aqui de relacionamentos, mas cabe dizer que é incompreensível pra mim (muito embora eu já tenha feito parecido), ver uma menina LINDA sofrer e se rebaixar por uma menina que, além de canalha, é FEIA. Muito feia, pokemon do avesso mesmo. Não vou nem entrar no mérito da grande dúvida que me consome nesse caso específico, que no caso seria: como pode essa mina FEIA, além de namorar a dita menina LINDA, conseguir trair? Sério, tem gente por aí DISPUTANDO aquilo lá? Whatever, falei que não iria e não irei entrar nesse aspecto.

Até porque, minha vó sempre disse que “quem ama o feio, bonito lhe parece”. E esse post não diz respeito a só esse tipo de dismorfia psicológica.

Nego que não dá valor à própria opinião. É o que mais tem. E isso me assusta, porque numa era dos blogs e recursos de manifestação pessoal ilimitados, esse tipo de medo não faz nenhum sentido. Não existe censura, ninguém vai te trancar num porão e mutilar seu corpinho por você falar o que pensa. A liberdade de expressão tem seu preço, claro. Mas eu não me refiro à opiniões que poderiam levar um jornal a parar de circular nem nada tão extremo assim. Eu to falando de coisas simples, cujo único freio aparentemente é “O QUE VÃO PENSAR DE MIM”?

Tá brincando né?

Primeiro porque, não importa o que você diga, e mesmo que você não diga nada, você corre SIM o risco de ser mal interpretado. É inevitável. E, supondo que entendam perfeitamente o que você quis dizer, ainda assim, podem discordar de você. E alguém VAI, sem dúvidas. E não será agradável. Pra mim é insuportável. Eu sou cabeça duríssima, se eu encano que é de um jeito, não tem Cristo que me demova disso. Até tem vai, mas exige paciência e poder de persuasão ilimitados. Mas isso não vem ao caso né.

Talvez você se sinta o último dos seres humanos nesse momento. Talvez você tenha levado um pé na bunda monumental e isso faça você se sentir menos, muito menos do que você sempre soube que era. Talvez você pare pra se olhar no espelho agora e não entenda quem é essa que te olha de volta, porque você era tanto e ela é quase nada.

Talvez alguém tenha te convencido que as suas convicções são todas falsas e que tudo que você fala não passa de futilidade pós-adolescente de menina mimada.

Talvez você seja mesmo uma pós adolescente mimada.

Talvez você QUEIRA ser isso.

Você tem esse direito, afinal de contas. E se não exercê-lo, ninguém o fará por você.

Tente lembrar. Não de quem você é agora, mas de quem você queria ser antes de te convencerem que você não podia. Você pode.

Lembre-se das coisas, quando elas ainda eram boas. Quando elas PODIAM ser boas.

E quando você lembrar, faça por merecê-las. SE mereça.

Depois, pro resto, se dá um jeito.

Os dois lados de todas as moedas

Deus ou o dinheiro.

Cabeça ou coração.

Não se pode servir a dois mestres. Você pode até trocar de acordo com a necessidade e fase da sua vida, a tendência é que troque mesmo, até durante o pequeno espaço de um dia, mas nunca dois ao mesmo tempo.

Há quem se confunda, diz que ama uma pessoa com o juízo e outra com o peito. Não tá certo, é puro desperdício – como tudo que é pela metade. Tudo que não é inteiro não é de verdade e entrega é pré-requisito pra se ter sorte.

Aí vem você e me diz que é exagero, que eu gasto até o que não tenho em bares e presentes e vivo em excesso esse fanatismo por coisas pequenas. Que eu devia segurar um pouco mais, me guardar pra decisão correta, pra pessoa perfeita.

E eu respondo que prefiro o limite ao caminho do meio, que sossego é desculpa esfarrapada e que é possível sim viver em paz vivendo no caos, desde que se assuma o que se é e o que se quer (mesmo que o que se queira mude rapidamente).

Eu sou volátil como nitroglicerina, oxigênio é combustível e está por toda parte, basta aproveitar os elementos e deixar tudo explodir. Pode misturar tudo, pelo bem da ciência. O importante é não esquecer que é tudo experiência, e que o resultado que se obtém é sempre o teste de duas propostas iniciais diferentes. Uma sempre será eliminada.

Deus ou o dinheiro.

Cabeça ou coração.

kiss

You can take back your memories, they’re no good to me.
 And here’s all your lies, you can look me in the eyes with the sad, sad look at you wear so well

When you see my face,
hope it gives you hell, hope it gives you hell.

When you walk my way, hope it gives you hell, hope it gives you hell.

Histórico de MSN

Esse diálogo ocorreu dia 8 de Maio.

Mas vale a pena postar hj, mediante os últimos eventos.

Gabi diz (16:40):
shaushaushuashusha ta caralho
tatiana ™ diz (16:40):
babaca
Gabi diz (16:43):
hahahahahahaha imbecil
tatiana ™ diz (16:43):
ahahahahaha macaco de circo
Gabi diz (16:43):
hahahahaahahahahahahahaha vaca sem teta
tatiana ™ diz (16:44):
ahahahahahahahahaha frango atropelado
Gabi diz (16:45):
hahahahahahahahaahahaha caralho de asa
tatiana ™ diz (16:46):
ahahahahahahaha poster de doença facial
Gabi diz (16:47):
ahhhhhhhuahsuahsuahsuahsuashua verso da caixinha de cigarro
tatiana ™ diz (16:47):
auhauhauhauhauhauaua CORINTIANA
Gabi diz (16:47):
AHHHHHHHHHHHH FILHA DA PUTA!HSUAHSUAHSUAHUASUASHAUSHUASHAUSHUAHSAUHSUASHAUSHUASHUASHUAHSAUSHAUHSAUHSAUSHUAHSAUHSUASHUAHSUASHAUSHAUSHAUSHUAHSUAHSUAHSUAHSUAHSUAHSUASAHUAHS
tatiana ™ diz (16:48):
auhauhauahauhauhauhuaha \o/
ganheiiiiiii
Gabi diz (16:48):
ganhou!
puta merda viu

Ado, a-ado, cada um no seu quadrado

Já estamos em Julho, mas o espírito de Festa Junina permanence vivo.
Deixa eu explicar vai:
Temos a galera devota de Santo Antônio, que fica ali em volta do mastro fazendo promessa e querendo casamento.
Temos o povo batalhador, que desafiando o óbvio da impossiblidade, insiste em tentar escalar o pau-de-sebo.
E como não podia faltar, temos o favorito de todos: A QUADRILHA.
Todo mundo trocando de par, pulando quando ouve “olha a cobra!” e mudando o sentido da caminhada a cada alerta falso, só pra suspirar aliviado e voltar atrás quando vem o esperado É MENTIRAAA.

É que nem aquela música do Chico Buarque:

AI A PRIMEIRA DAMA, O PRIMEIRO DRAMA, O PRIMEIRO AMOR…
Carlos amava Dora, que amava Lia, que amava Léa, que amava Paulo, que amava Juca, que amava Dora, que amava
Carlos que amava Dora, que amava Rita, que amava Dito, que amava Rita, que amava Dito, que amava Rita, que amava
Carlos amava Dora, que amava Pedro, QUE AMAVA TANTO, que amava a filha, que amava Carlos, que amava Dora, QUE AMAVA TODA A QUADRILHA