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POIS É

gabi: ce vai se encontrar nessa música.

 

 

Ultimate cara de pau championship

esse rabisco aí em cima é o motivo de tudo

Daí o Tom ganhou uma promoção da Oi FM. O prêmio: um violão autografado pela Kate Nash, e conhecer a moça no camarim do show de sexta passada.

Tive inveja? Tive. Mas depois de surtar completamente com o resumo da minha vida amorosa em duas músicas na sequência, eu não precisava de mais nada. Então quando o show acabou, eu tava prestes a ir embora, apenas terminando de gastar minhas fichas no bar. Nisso o Tom me puxa pelo braço e diz: “FICA, VAI TER BOLO”. Em outras palavras, eu ia com ele. E algo me diz que o fato dele ter me chamado tem menos a ver com o quanto eu gosto dela do que com a minha cara de pau sem limites.

Veja bem: o menino Tom estava com vergonha de ficar cara a cara com ela, mas bastou que eu ficasse pra ter uma ideia genial: E SE a gente cantasse pra ela? Tipo uma serenata?

A pessoa não pode ter senso nenhum do ridículo pra topar uma coisa dessas. Ou seja, ninguém melhor do que eu.

Escolher a musica foi fácil. “I’m not gonna teach your boyfriend how to dance” era perfeita. Primeiro porque ela já cantou. Segundo porque a letra é de uma cara de pau que explica o terceiro motivo: foi nosso hino de 2010.

Enfim, taí o que acontece quando você dá esmola demais pra morto de fome.

Two Gunslingers

Esse é um daqueles posts cuja trilha sonora tem SUMA importância, então dá o play aí:

Se alguém perguntasse qual minha coisa favorita no mundo, eu nem precisava pensar pra responder: ROADTRIPS. E antes que alguém resolva ser engraçadinho e perguntar se eu não prefiro sexo, já aviso que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Roadtrip é um estilo de vida, e nada me faz mais feliz que pegar a estrada, independente de pra onde eu to indo.

estrada, saúde etc

PASSO A PASSO PRA ROADTRIP PERFEITA:

1. resolva de um dia pro outro qual o destino

2. faça uma mochila com o mínimo essencial pra sobrevivência

3. pare no primeiro posto de gasolina e compre algumas cervejas pro caminho

4. coloque tom petty no último volume

O resto é consequência. Eu queria poder explicar melhor a sensação de liberdade que dá pegar a estrada em plena segunda-feira, debaixo de um sol do agreste, rumo a um lugar tão no meio do mato que os celulares, não satisfeitos em não terem sinal, simplesmente se rebelam e param de funcionar é a própria definição de plenitude.

gafanhoto do mato

O destino escolhido nesse caso foi Socorro, quase Minas Gerais. Tenho apenas uma coisa pra dizer a respeito de Socorro: a primeira é que é HOT LIKE MEXICO só que mais. Deserto ali é um termo que se aplica tanto pro quesito clima quanto pro quesito circulação de pessoas.

MAS NÃO É SÓ ISSO.

Socorro é um daqueles lugares tipo Brotas, onde cachoeiras e toda natureza são apenas um suporte pra gente sem noção nenhuma do perigo se pendurar, pular e fazer aquilo que se eu fosse mais brega chamaria de “esportes radicais”. Daí que veio a foto “onde está wally” da minha pessoa pulando numa tirolesa de 1km do demônio. O nome do brinquedinho:

Tirolesa do PÂNICO, em SOCORRO. vou me poupar das piadas prontas.

Óbvio que esse tipo de coisa nunca é ideia minha, mas eu sempre acabo me jogando. Aliás, “me jogando” é uma expressão bem adequada nesse caso. Seja de uma pedra de 8 metros em Mauá, seja de um cabo de aço no meio da montanha na fronteira com Minas, seja num mortal de costas num deck flutuante, eu sempre me jogo.

A questão é: porque eu faço esse tipo de coisa? Pelo mesmo motivo que eu pego a estrada. Porque foda-se pra onde eu to indo. Uma tirolesa de 1km dura 50 segundos. Mas nesses 50 segundos você não pensa em nada. É só o vento na cara e a música dentro da sua cabeça. Tente gritar I’M TAKING CONTROOOOOOL OF MY LIFE a 55 km por hora suspensa a sabe deus quantos mil metros do chão. Depois que você faz isso, você pode fazer qualquer coisa, seja ficar pulando por 40 minutos numa cama elástica, seja se jogar na água gelada da cachoeira, seja fazer uma sessão karaokê brega a plenos pulmões no carro.

idade mental: abaixo de 10 anos

Agora, tem um segredo pra isso dar certo: a companhia. E nesse quesito eu devo, muito a contragosto, admitir que tenho sorte. Porque eu tenho esse ser humano completamente demente que há 5 anos me acompanha em todo e qualquer perrengue, que canta Total Eclipse of The Heart e Elephant Love Medley , que passa 3 horas analisando letra de folk, depois pega a estrada até a cidade mais próxima pra repor o estoque de vinho vagabundo e emenda numa discussão existencial com o tema “e se você morresse amanhã?”

E eu não sei vocês, mas se eu morresse amanhã eu ia feliz.

A vida até parece uma festa…

… mas não é não, bee.

Tá tudo bem. As coisas mudaram porque elas tinham que mudar, e vão continuar mudando porque é aos trancos que a gente anda pra frente.

Na real, você não tem como entender isso. Você acha que tem, ou talvez só quisesse ver mais de perto como é. Eu não sei bem porque, mas sei lá, se de alguma forma isso te ajuda a seja lá o que for, ótimo. Eu entendo que todo mundo adora um underdog, e que não tem tanta graça quando é de verdade. Não é pra qualquer um.

Ainda assim, acho válido, até justo. Espero que tenha te servido de alguma coisa porque, no fim das contas, foi muito útil pra mim. Eu tava precisando de um impulso, e mesmo que você não tenha idéia que no fundo, no fundo, tudo isso é consequência daquilo que poderia ter sido e acabou não sendo, mesmo que hoje não seja nada e eu nem saiba o que aconteceu com o “depois”, mesmo assim, eu te devia um agradecimento. Por ter me trazido de volta pra mim e me lembrado como era andar com meus próprios pés.

Falow seus puto

I don’t wanna be kept, I don’t wanna be caged, I don’t wanna be damned, oh hell!

I don’t wanna go back, I want a new day and age.

O Último Romântico (they say the third time is the charm)

Aí vem minha avó e diz que não pode ouvir Lulu Santos até hoje sem lembrar de mim. Porque quando eu tinha meus 8 anos eu implorava e fazia ela gravar todas as músicas dele em fitas k7.
É, eu gosto de poesia barata. De poesia fácil. De frases rimadas. De xavecos furados. Eu gosto de acreditar que escreveram pra mim. E como ninguém escreve e eu escrevo até pra quem eu não conheço eu me apego à idéia de que certas músicas foram feitas pra mim, nem que sem querer.
Começou porque minha me dizia quando eu era pequena que o Cazuza SÓ PODIA ter escrito “Exagerado” pensando em mim. Depois foi “Faroeste Caboclo” dizendo “nunca brinque com um Peixes de ascendente Escorpião”. E por aí foi, tem músicas que marcaram tanto algumas épocas que eu fico até com um pouco de vertigem de tanto lembrar quando escuto depois de um tempo. Eu até ia listar aqui, mas vai me dar labirintite se eu parar pra pensar demais nisso.
E né, I digress. Não é essa a questão.
Eu mudei todas as minhas senhas (todas, hahaha, era uma só pra tudo). Eu parei de usar a correntinha no pescoço (ugh, preciso de outra ASAP). Tudo pra tornar os próximos dois meses e meio os mais agradáveis possíveis. Desapego, desapego, desapego. Eu queria que alguém escrevesse pra mim.

Tomando o mundo feito coca-cola. Ou tequila, no caso.

Como Estou Dirigindo? – Reloaded

Então tá. Hoje é dia de #codeparty e eu quero todo mundo fazendo a sua parte e colocando essa hashtag no twitter para que o fim definitivo dos meus escrúpulos vire trending topic.
Agora vamos ao que interessa. To aqui sensualizando a base de magipack no braço e como to num bom humor excepcional eu vou explicar essa tatuagem que eu fiz ontem.

Começa com o seguinte: é um desenho do Kurt Halsey. E a definição do próprio pros trabalhos dele me descreve tão bem que era inevitável um dia eu marcar na pele:

“”Shy and quiet, yet expressive and charming, my paintings use a sweetness and an innocence to tell the stories of heartache, love, sorrow, regret, confusion, and fear that each of us realistically feels in certain situations. The joy of success and the worry of failing, the humor, quirks, and frustrations of day to day interactions within relationships, and the endless yearning for a story book love are the themes from which my work is based.

Influenced by my hopeless romantic and super sensitive mindset, I pay far too much attention to the little things in life and in the relationship between two people. In constant need of reassurance, explanation, closure, and attention, my paintings are made.

For my paintings to be life, and to make people blush, fuzzy, shiver, and smile as they help to make sense out of the emotions and experiences that we both control and have no control over.”

Eu nunca consegui me expressar direito. A música-tema da minha vida é The Sound Of Settling, do Death Cab

My brain’s repeating
“if you’ve got an impulse let it out”
But they never make it past my mouth.
[…]
And i’ll sit and wonder
Of every love that could’ve been
If i’d only thought of something charming to say.

Pra completar, esses dias eu descobri uma música do Fun. que descreve a mesma coisa – I Wanna Be The One

For everything you lost and all you overcome
I wanna be the one to put it in a song
Take every single tear for all the world to hear
I wanna be the one to put it in a song

Então eu escolhi esse desenho porque ele é o meu comportamento. Eu não sei falar de sentimentos, eu faço mixtapes pra músicas dos outros falarem por mim. Eu morro de vergonha de tudo – apesar de obviamente parecer o contrário. E como eu não faço terapia, faço tatuagens, está aí marcado pra eu nunca esquecer, pra eu superar isso.

Isso dito, vou contradizer tudo que eu acabei de falar dessa minha timidez e me preparar psicologicamente com um McEstados Unidos pra rebater o Please Kill Me (um drink gente, é UM DRINK isso. uma versão potencializada e mais do mal da Tequila Sunrise. E sim, eu escolhi ele por causa do livro) de ontem e me deixar menos tensa pra essa noite de #codeparty que mudará a vida dos envolvidos.

Ah, e hoje é dia de Fuck Art, Let’s Dance também. Enjoy!

Uma babá QUASE perfeita

Aí que a minha tia pediu pra deixar minha prima em casa sábado à noite porque ela tinha um jantar. Eu, boa moça que sou, abri mão de sair com a galere ora ficar com a criança. Eu gosto de crianças, me dou bem com elas. E meu fígado tava precisando de uma folga. Então porque não?
Agora, todo mundo sabe que sob uma série de aspectos eu não sou a primeira pessoa em quem alguém pensaria quando precisasse de uma baby sitter. Todo mundo sabe que eu não sou a melhor das influências. Mas por outro lado, eu tenho alguns méritos que me tornam a pessoa mais indicada pra cuidar de crianças. A grande maioria deles consiste no fato de, pelo menos de acordo com a minha irmã, eu ter uma idade mental aproximada à delas, o que quer dizer que eu leio gibis, assisto programas infantis e me entretenho facilmente com jogos de memória e congêneres.
Mas isso só funciona até certa idade, ou com um certo tipo de criança.
Por exemplo, no caso de sábado. A minha tarefa era passar a noite com uma menina de 9 anos. Agora, acho que já se tornou notória aqui a minha inabilidade crónica com mulheres. Adicione a isso o fato de se tratar de um projeto de mulher que está naquela delicada fase de formação que vê a Capricho – ou ATREVIDINHA, no caso – como uma Bíblia de estilo e comportamento.
Eu já li Capricho, quem não leu? Não recrimino, é um processo normal. Mas justamente por isso também me vejo na obrigação de educar a pequena mente em questão sempre que me é dada a oportunidade.
Meus métodos educacionais consistem basicamente na demonstração, afinal de contas a prática é sempre mais eficiente que a teoria. Foi assim, através dessa questionável pedagogia, que minha irmã aprendeu valiosíssimas lições. Sabe como é, “se você não pode ser um bom exemplo, seja um péssimo aviso”, já diria mamãe.
Mas acontece que minha irmã conviveu diariamente comigo através do processo didáctico. Minha prima não. E a situação chegou num ponto tal que se fez necessária uma intervenção de emergência quando, em pleno café da manhã foi confirmado meu dever de orienta-la.
Foi mais ou menos o seguinte: ela teve que fazer um trabalho sobre os Beatles pra aula de inglês. Então estávamos eu, ela e minha mãe falando sobre a banda e como ela mudou os rumos da música e a vida de muita gente quando minha prima soltou uma frase que por pouco não me fez vomitar tudo que eu estava mastigando tranquilamente:

“DIZEM QUE OS JONAS BROTHERS SÃO OS NOVOS BEATLES”

Olha, se isso não é um pedido de ajuda, eu não sei o que é. Então elaborei três instruções básicas para você, irmão ou irmã mais velho(a) ou parente próximo da alguma criança que sofra do mesmo mal. É um pequeno manual de como reverter o massacre cerebral dessa criança que você ama.

1. TV: Nada de Hannah Montana, iCarly ou o que quer que seja que o canal Disney exibe. Na programação, apenas desenhos animados da época em que ainda havia decência nos estúdios de animações. Sabe como é, Looney Tunes, Pica Pau, mesmo alguns novos como FlapJack ou Billy e Mandy, com protagonistas de moral escancaradamente duvidosa, doses de escatologia, um pouco de malícia e eventuais insinuações sexuais. Foram esses desenhos que nos tornaram pessoas capazes de apreciar a ironia, o sarcasmo e toda a fina arte do desdém.
2. Música: Uma criança que acha que os Jonas Brothers são os novos Beatles OBVIAMENTE precisa ouvir Beatles. 3 horas seguidas no mínimo. Quando eu era criança eu gostava de Xuxa. Mas eu era obrigada a ouvir um LP do Chico Buarque a cada vez que virava o disco. Ou então simplesmente era proibida de ouvi-los e submetida a sessões intensivas de Led Zeppelin, Legião Urbana, Yes, Pearl Jam. Não, eu não curtia. Eu detestava, na verdade. Mas pelo menos eu aos 10 anos sabia cantar tanto o Abecedário da Xuxa quanto Faroeste Caboclo.
3. Leitura: Não importa, uma criança de 9 anos deveria estar lendo gibis da Turma da Mônica. Ou livros do Goosebumps. Na verdade, o recomendável seria Asterix, Calvin, até Peanuts. Asterix, porque amo combinar que aquela história de poção que dá super força é uma referência velada à alucinógenos. Calvin, porque rebeldia non sense forma o caráter. E Peanuts, com aquele quê maníaco-depressivo e fracassado. Ou seja, personagens REAIS.

Enfim, existem inúmeras outras pequenas atitudes que podem transformar uma criança num adulto saudável e inteligente. Essas três são apenas as essenciais. E eu sei que minha tia evita de deixar minha prima comigo por causa dessa minha subtileza que ensina mau-mau e fuma descontoladamente enquanto diz estar pensando no bem da filha dela. Mas eu sei que estou fazendo a minha parte, e é isso que importa.

Ace of Hearts

Aí que eu to o fim de semana todo ensaiando pra fazer um post muito sério, sobre uma coisa muito séria que aconteceu sexta-feira de madrugada. E não to sendo irônica. Acontece que eu não sei se consigo, nem sei se quero conseguir. A hora que eu não ficar enjoada e com vontade de chorar só de pensar quem sabe eu fale a respeito.

Por enquanto vamos manter a futilidade e vagabundagem em primeiro plano. Porque né, no fim das contas eu não passo de uma pessoa de massa encefálica limitada que perde uma média de 100 neurônios por noite durante os 3 meses que o BBB fica no ar e cujo passatempo favorito consiste em estourar plástico bolha.

Eu continuo tão sem assunto quanto semana passada. O carnaval é semana que vem, meu aniversário é daqui 15 dias e eu não tenho a mais vaga idéia do que fazer em nenhuma das duas ocasiões. To aqui com a melhor sequência de print screen EVER e não posso postar porque seria dar pala demais e né, não to afim.

E porque esse post com esse título, você me pergunta. Bom, isso é simplesmente porque esse post não diz nada com nada e eu acabei de ler pela segunda vez O Dia Do Curinga, um dos meus livros favoritos, e cheguei à conclusão de que eu sou o Ás de Copas.

Então o que me resta? Além de ficar estourando plástico-bolha, claro.

Bom, tá no ar mais uma edição do podiquésti de menor audiência de todos os tempos (ninguém nem ouve né, eu fico postando porque sou desocupada MESMO I guess).

Fora isso, toma pra vocês o formulário mais útil que eu já vi na minha vida. Em tempos que a psicopatia tá tão em voga, sempre bom ter um desses à mão. #FIKDIK

Fora isso me resta dizer o que? Nada né?

Então tá. Fica aquele meu caloroso beijo pra cena gay brasileira que curte demais semear a discórdia. E não, eu não to me referindo ao Big Brother dessa vez.

Não se esqueçam amigues: vocês podem me responsabilizar por toda a tragédia do mundo, mas no fim do dia SÓ JESUS SALVA!

Agora tá valendo

É isso aí putada. Contrariando todas as expectativas eu sobrevivi às festas de final de ano. E se for verdade aquela história que o jeito que você passa a virada é o jeito que você passará o ano seguinte inteiro, aí fudeu de vez: passarei 2010 bebaça de vodka vagabunda e rolando na lama (o que, convenhamos, não seria nada mais que uma continuação de 2009).
BUT posso afirmar categoricamente que tirei toda zica e perdi de vez o medo de altura ao cometer um ato aparentementemente suicida na cachoeira. Óbvio, continuarei sendo problemática. Ou nem teria sentido continuar com essa joça aqui. Garanto que sempre terei algo de que reclamar, mesmo sentindo que esse ano vai ser DO CARALHO. Até porque, já deu pra perceber né? Se eu não tiver nada de errado acontecendo, eu invento motivo pra me fuder de verde e amarelo.
Mas não é hora de pensar nisso.
Aliás, deixo registrado aqui que não vou pensar muito em 2010. Cansei um pouco dos poréns e porquês das coisas que seriam. Agora é tudo na base da solução drástica e imediata. Leia-se: tudo que eu experimentei em 2009 e não cabe mais foi pro lixo. É, lixo. Não vou reciclar nada. Taquei fogo no passado e não responderei a nenhum tipo de apelo, provocação ou questionamento dos motivos disso.
No mais, tudo continuará na mesma. Zero dignidade é um estilo de vida que muito me agrada e do qual, aprendi a duras penas nesse fim de ano, não estou pronta pra abrir mão. Ou seja, mantenham suas expectativas baixas porque é pra isso que eu tô aqui: me superar no quesito rebaixamento do respeito próprio.
Querendo abusar do meu corpo ou do meu fígado, é só chamar.
É tudo nosso.
Ah sim, claro. E pra inaugurar o ano toma um mais um exclusivo podiquésti. Vou fazer isso com mais regularidade esse ano, to afim de dividir, disseminar e elevar o bom gosto da galera.

Sexo, vodka e rock’n'roll pra vocês. E pra mim, claro.

Eu sou alérgica…

… à tranquilidade.

Mas calma, não vou começar a choramingar as mazelas da vida aqui.

Até porque eu não sou nenhuma injustiçada.

Começou a tocar Mrs. Robinson no meu shuffle místico do itunes

“Laugh about it, shout about it, when you’ve got to chose. Every way you look at it you lose”

Nada é por acaso.

Enfim.

É. Eu sou alérgica à tranquilidade. Que hoje em dia não tem trema mais por causa dessa reforma ortográfica estúpida. Mas eu tremo, com ou sem reforma. Eu não tenho reforma.

Foco Tatiana, foco.

É meu dever admitir que tudo nessa vida “eu fiz porque eu quis” (repita isso pra si mesmo várias vezes, economiza várias horas de autocomiseração), mas também devo dizer, em minha defesa, que eu não tinha muita opção. Era inevitável que eu fizesse em algum momento. Afinal de contas, eu sou uma pessoa que não tem juízo. Eu me jogo e quando vejo já fiz a cagada, já me meti na roubada, já me fudi irremediavelmente. É a minha coisa, é o que eu faço. Tem gente que pensa, sofre e só depois faz a cagada. Gente assim só faz o que faz porque simplesmente não pôde escapar das circunstâncias. E eu até queria dizer que esse é meu caso, mas não é. Eu vejo a cagada vindo lá de longe, vejo ela semanas antes. E até tento desviar, mas algo em minha natureza mais íntima parece exigir que eu cometa todas as cagadas em meu caminho. Minha natureza muitas vezes parece consistir exclusivamente disso. Então eu miro em cada uma delas e acerto todas, às vezes mais de uma simultaneamente, com precisão matemática.

Como disse minha irmã, eu sou que nem aqueles besouros de cocô. Não é que eu faça merdas homéricas. Eu vou acumulando pequenas bostinhas até gerar uma bolota gigantesca na qual me abrigo.

Eu não nego que não presto, eu tenho umas recaídas escrotas.

Mas dessa vez não foi recaída. Eu não vi se aproximando. Simplesmente… Foi. Não deveria ter sido, mas foi. E não adianta eu pedir desculpas. Não se pede desculpas pelo que não se planejou, é hipócrita demais fazer uma coisa dessas. E eu posso ter lá minhas limitações emocionais, mas hipocrisia não é uma delas. Incoerente, cafajeste, tudo bem. Mas mentirosa não.

Não é que eu não sinta remorso. Eu sei que não foi justo, e que dentre todas as pessoas ela não merecia. Não merecia a minha inconsequencia, o meu egoísmo, a minha impulsividade que me leva a fazer coisas que jamais terão justificativa plausível.

Sei lá. Eu deveria pensar, mas eu não consigo.

Eu não lembro como, não sei o porque, sei só que foi. Foi muito, inclusive.

MUITO. Pro bem e pro mal, foi muito.

Eu sou alérgica a tranquilidade. E o meu remédio é transformar a minha vida numa zona cada vez que ela começa a se estabilizar.