Our Song:
A primeira vez que eu falei dele aqui foi há 6 meses atrás, mas tudo começou na páscoa passada, com uma dança sensual numa mesa de sinuca.

Mas na volta pra São Paulo cada um continuou pro seu lado, eu me afundando em confusões como quem se debate na areia movediça, afundando cada vez mais rápido, até chegar Janeiro e eu decidir que esse seria o melhor ano da minha vida.
O plano funcionou, mas não foi imediato assim, de virar o ano e tudo se virar a meu favor. Na verdade, começou a dar certo com uma despedida que serviu de reencontro. Entre aventuras no playground, Megazords, muita chuva e incontrolável sensualidade, eu descobri nele exatamente tudo que eu precisava.

Só que eu ainda tinha coisas a resolver pra poder levar minha vida adiante. Então nós combinamos que o meu prazo era até o carnaval. Nós dois não tínhamos nenhuma dúvida de como as minhas pendências se resolveriam, mas eu tinha que tentar e ele sabia disso, então me apoiou.
Na quarta-feira de cinzas foi quando eu zerei minha vida. Eu me entreguei por completo nas mãos dele, porque eu não sabia mais o que fazer ou como ser dali em diante pra reverter o ciclo de fracassos emocionais que pareciam inevitáveis.
Ele me levou pro mundo dele, me deu ombro pra chorar quando eu precisava desabafar, vodka e balada quando eu precisava parar de sofrer gratuitamente. Ele me deu tudo que eu precisava, quando eu não tinha nada para oferecer em troca.

Ele me ensinou a “estar lá”. A “fazer parte”. A dividir, a trocar, a não tratar as coisas como se fossem exclusivamente culpa minha. Nem dos outros. Ele me ensinou a ter responsabilidade com os outros e comigo.
Ele se tornou o meu melhor parâmetro do fluxo natural que as coisas devem seguir no que diz respeito à relacionamentos. As pessoas vêm e vão, e dos detalhes a gente esquece, mas não dos sentimentos que cada evento despertou. As coisas acontecem no seu tempo certo, mas a gente pode se dar ao luxo de ter pressa e cobrar do mundo quando ele nos deve mais do que está oferecendo, desde que também saiba a hora de ter calma, a hora de se distrair com aquilo que temos enquanto aquilo que queremos não chega.

Ele foi meu namorado secreto no dia dos namorados do 31. Foi minha companhia de Big Brother. Foi com quem eu acordei nas minha maiores ressacas. Foi quem me disse pra apelar e fazer tudo que eu quisesse à noite pra na manhã seguinte me dizer que tudo ia dar certo – porque sempre que eu faço tudo que me dá vontade eu faço merda.
Ele me deu liberdade. Me deu uma nova perspectiva. Me deu os melhores dias e abraços e todas as palavras que eu precisava escutar – mesmo que essas fossem um tapa na minha cara, porque às vezes eu preciso apanhar pra acordar de volta pra vida. Ele me deu um empurrão pra recomeçar de um jeito melhor do que eu achava que sequer merecia, e mostrou que eu podia merecer mais, se prestasse mais atenção.
Ele me fez prestar atenção.
E hoje é aniversário dele. E a gente vai passar o feriado juntos. E eu não podia pensar em nenhum outro jeito que eu gostaria de passar meu feriado. Nem o resto da minha vida.
Parabéns, meu amor!
EU TE AMO.








